Valerian rosnou de forma audível mesmo no meio daquele caos e Duda viu o daemon saltar em cima de um dos mortos-vivos. Não se preocupou, sabia que o leopardo era forte e conseguiria dar conta da criatura, seja o que fosse aquele monstro misterioso. Ainda estava cansada do baile e nem chegara a tirar o vestido quando começou a lutar. O caos era natural para si, seu corpo se movia com facilidade mesmo que o vestido não fosse a roupa ideal para lutar. Sua super-força, concedida pela patrona Bia, lhe dava a arma perfeita para desmembrar os monstros e as asas, agora finalmente esticadas, lhe ajudava a desviar dos golpes. Quando finalmente parou, Valerian parando a seu lado e ganhando um cafuné da humana, continuou seu caminho em direção à parte de fora do castelo. Não sabia se aquelas criaturas vinham de fora ou de dentro, mas ao céu aberto a brasileira tinha mais espaço para voar.
A luta a animava, independente de saber o motivo ou não. A verdade é que não fazia ideia do que estava acontecendo e tinha plena ciência de que a possibilidade de mortes em ataques surpresas como aquele eram altíssimas. Desde que um dos mortos não fossem alguém querido, Duda não parava para pensar nesse lado das guerras. Aquela violência fazia-lhe bem, de certa forma, e a adrenalina a movia.
Esbarrar em alguém naquela situação era algo crítico. As mãos de Duda, que voava a centímetros do chão pela falta de espaço, já estavam quase se fechando ao redor do pescoço da pessoa quando seu cérebro processou que não era uma criatura, provavelmente algum colega ou professor. Abaixou as mãos e suspirou. “Você tem alguma ideia do que está acontecendo? Não se surge assim na frente de alguém que está lutando! Você está bem?”















