—— AMÉLIA DI ANGELLO?! Por aqui ela é mais conhecido como THE ANGEL desde que se mudou há VINTE E QUATRO ANOS. Os turistas costumam confundi-la com ABIGAIL COWEN, mas ela não passa de uma CO-OWNER DO PARADISO DI ANGELLO RESORT & SPA de VINTE E QUATRO anos. Quando encontrá-la eu sugiro que tenha paciência porque ela pode ser EMOTIVA E INQUIETA em seus dias ruins, mas há quem diga que ela também possa ser OTIMISTA E DEDICADA quando está de bom humor. Espero que tenha sorte na sua procura!
𝐇𝐄𝐀𝐃𝐂𝐀𝐍𝐍𝐎𝐍𝐒
✦ Amélia é a segunda filha de Vera e Gianni Di Angello, tendo um irmão mais velho. A família é dona da grande rede internacional de hotéis e resorts “Di Angello”, e atualmente Amélia vem sendo treinada para assumir esse império ao lado do irmão. Infelizmente, seu desafio é mostrar que é tão capaz quanto qualquer homem de administrar e gerenciar os negócios da família.
✦ É nascida e criada em Malta, mas seus pais tem origem italiana.
✦ Cursou seu MBA em Havard logo que concluiu o ensino médio, por vontade própria, para que seu pai a considerasse capaz de também administrar a rede de hotéis. Atualmente, a unidade em Malta, chamada “Paradiso Di Angello”, fica praticamente sob a responsabilidade de Amy e de seu irmão.
✦ Crescendo em contato com sua avó materna sendo uma designer de roupas de uma grife italiana, Amy sempre gostou muito de roupas e também de desenhar. Juntando os dois interesses, por pouco não cursou moda. Entretanto, ainda não descarta posteriormente fazer moda como uma segunda faculdade, e possivelmente até criar sua própria linha de grife ou dar continuidade aos trabalhos da avó.
✦ Apesar de odiar filmes de terror, é obcecada por qualquer documentário, filme ou série que trate de investigações criminais e mistérios insolúveis. Dê a ela pipoca e um pote de sorvete de cheesecake de morango da Häagen-Dazs, que é seu favorito, e ela facilmente virará 24h praticamente ininterruptas na frente da televisão. Esse é seu guilty-pleasure, e ela geralmente apela a ele quando está muito estressada e ansiosa.
✦ Além do inglês, fala maltês, italiano, francês, espanhol e alemão, graças a seus pais fazerem com que desde pequena tivesse aulas de idiomas com os melhores tutores.
✦ Tendo a pele bastante sensível ao sol, não é a maior fã de praias. Ao menos, não enquanto o sol está forte e radiante.
✦ Outro de seus lazeres é o esporte: Amélie gosta muito de jogar tênis, vôlei, e também de dançar.
✦ Amélie reside em sua própria suíte presidencial no Paradiso Di Angello, com a companhia de sua chihuahua, chamada Lily.
✦ Atualmente está solteira, e se identifica como heterossexual.
✦ Nascida em 07/07, é do signo de Câncer, e acredita razoavelmente em astrologia.
𝐖𝐀𝐍𝐓𝐄𝐃 𝐂𝐎𝐍𝐍𝐄𝐂𝐓𝐈𝐎𝐍𝐒
𝐀𝐁𝐎𝐔𝐓 𝐓𝐇𝐄 "𝐏𝐀𝐑𝐀𝐃𝐈𝐒𝐎 𝐃𝐈 𝐀𝐍𝐆𝐄𝐋𝐋𝐎 - 𝐑𝐄𝐒𝐎𝐑𝐓 & 𝐒𝐏𝐀"
Com a mesma qualidade dos demais hotéis Di Angello espalhados pelo mundo, o Paraíso Di Angello - Resort & Spa é o melhor lugar para aproveitar ao máximo sua estadia em Malta. Com um Spa cinco estrelas integrado, nosso luxuoso resort oferece um sistema all inclusive para sua maior comodidade, além de contar com a infraestrutura de duas piscinas ao ar livre, sendo uma infantil, uma piscina aquecida interna, academia, uma quadra de tênis, uma quadra poliesportiva e também uma sauna. Além de possuírem uma bela visão da ilha, os quartos são amplos e modernos, arquitetados para seu conforto, podendo incluir banheira de hidromassagem. Contamos também com serviços de lavanderia, cozinha 24h com chef, concierge, segurança e recepção 24h, além de petcare e daycare com recreações garantidas para toda a família. Para o lazer adulto, o lounge bar fica aberto das 18h às 6h.
“ É, eu imaginei. ” concordou, tentando colocá-la em pé, sem que ela caísse, mas com a falta do salto isso seria um problema. No entanto, observou enquanto ela se livrava dos sapatos e então assentiu, acerca da ajuda. “ Olha, isso depende muito dos motivos deles estarem tão alterados. ” abriu um sorrisinho, mas ele conseguia imaginar os motivos. “ Pode ir, eu dou um jeito, desde que esteja disposta a dar algo de graça para os clientes. ” lançou uma piscadela para ela e então aproximou-se do cliente alterado, pedindo para ele se acalmar e guiando-o em direção ao bar. “ Calma, a limpeza da piscina vai ser providenciada o quanto antes, por enquanto os senhores podem se divertir no bar, o que acham? ” indicou uma das mesas e então antes de afastar-se, sorriu com animação. “ Sabe o que animaria? coquetéis com guarda-sóis. Aqueles pequenininhos e que tem uma cereja ou outra fruta junto? ” o cliente assentiu um pouco mais animado. “ E é claro, seria por conta da casa. ”
Amy ergueu as sobrancelhas com um ar de graça, concordando “Bem, uma das crianças passou mal na nossa piscina, e acho que ninguém ficou contente de ter que sair dela nesse calor...” comentou a respeito do problema com uma pequena careta. Com ele disposto a ajudar e parecendo tão calmo e seguro para resolver o problema, Amy finalmente sentiu um alívio, que ficou explícito em um imenso sorriso. “Jura?! Meu Deus, obrigada! De verdade! Fico te devendo essa... E, claro, podemos dar esse mimo a eles! E um pra você, também, por estar me ajudando.” assentiu, agradecida. Enquanto ele tomava conta dos clientes mal humorados, Amy alternava sua atenção entre observá-lo e conversar com a equipe de limpeza para que tomassem conta daquilo o mais rápido possível. Vendo a quantidade de crianças recém-saídas da piscina que eram recebidas sem muito entusiasmo pelos pais, chamou também uma das responsáveis pela recreação infantil, pedindo que chamassem todas as crianças para uma brincadeira coletiva enquanto a piscina não era liberada. Assim que olhou em volta e notou as coisas praticamente sob controle, já mais calma, foi de encontro ao rapaz que antes lhe ajudara. Colocou os saltos atrás do balcão e, lavando as mãos, pôs-se a postos para ajudá-lo com a ideia dos coquetéis que havia entreouvido. “Coquetéis com guarda-sóis? Genial. Até o meu dia ficaria melhor com um desses...” confessou baixinho a ele, rindo. “Você por acaso já trabalhou em um hotel antes?” questionou, impressionada pela naturalidade dele em lidar com a situação, ao que separava no bar alguns enfeites e os copos.
Alix estava incomodada com toda a situação porque o único que desejava naquele instante era poder entrar na piscina sem ser suja por aquelas coisas nojentas que boiavam na água, causadas pela criança de sabe-se lá quem. Pior ainda era a multidão que parecia se formar ao redor da cena, como se estivessem observando alguma peça de arte. Mal teve tempo de concluir o suspiro, quando foi surpreendida pela mulher, tentando segurá-la de modo desastrado. – Come on! Hoje definitivamente não é meu dia de sorte. – Reclamou, ajudando a ruiva a se recompor, só então notando o uniforme que ela usava, o que indicava que trabalhava naquele lugar. – Quanto tempo vai levar para limparem? – Quis logo saber, pois dependendo da resposta, iria imediatamente embora.
Aceitando a ajuda alheia, Amélia recompôs-se, arrumando o uniforme e tirando os fios ruivos da face. “Nem o meu...” murmurou em um riso baixo, só para si, ao ouvir a reclamação alheia. Diante da pergunta dela, hesitou um pouco em responder, finalmente avistando alguém da equipe de limpeza e, com o olhar e uma indicação com a cabeça à área da piscina, mandou que limpassem aquilo imediatamente. Botando um sorriso no rosto, finalmente direcionou-se à mulher. “Primeiramente, obrigada pela ajuda.” começou, então limpando a garganta e dizendo em tom calmo, ainda com um sorriso “Não se preocupe, em questão de poucos minutos estaremos com tudo funcionando novamente! Enquanto isso, você pode usar a piscina interna, ou então, se preferir, garanto que temos drinks no bar que vão te entreter tanto que você nem verá o tempo passar!”
soltou devagar a moça, acompanhando com o olhar todo o processo dela em lidar com a realidade. até que aquela saída não foi totalmente inútil, pensou consigo mesmo, gostando do que via. “relaxa, eu não sou cliente. não precisa ficar toda alarmada.” brincou, abrindo um sorriso leve. “de nada… não machucou, eu acho.” olhou para seus braços, não encontrando nenhuma marca que indicasse ter sido arranhado ou apertado com muita força. “você é cliente ou trabalha aqui? nem sei se cliente é a palavra certa, mas enfim… está hospedada ou?”
Um alívio percorreu Amy com a fala dele, que a fez rir e esquecer um pouco da vergonha que tinha acabado de passar. “Bem... Obrigada, novamente.” agradeceu mais uma vez com um sorriso grato. Com a pergunta dele, então, ela titubeou ao encontrar uma resposta que não soasse como se estivesse se gabando. “Actually, I... I’m the owner.” confessou com a voz um tanto envergonhada, fazendo uma leve careta e rindo fraco. Não querendo manter-se sem graça, ela logo tratou de estender a mão a ele “Amélia Di Angello. E você seria..?” ergueu uma sobrancelha, incentivando-o a se apresentar.
O que Hyana fazia no local? Ar condicionado, é claro. Alguém já viu o sol lá fora? Estava matando um se ficasse por muito tempo! Hyana não queria morrer de insolação, não; portanto, tinha se refugiado no resort, fingindo que estava procurando alguém, quando, na verdade, estava só fazendo hora extra. Curiosa que só, a mulher estava levantando o pescocinho para entender a discussão que ocorria bem ao seu lado entre a ruiva e o senhor e viu a queda em primeira, fazendo com que soltasse um grito exagerado, dramático e teatral demais para qualquer um, mas natural para Hyana. A Yun levou a mão aos lábios, tapando a boca, antes de se voltar direção da mulher que caíra sobre outra pessoa. “Menina do céu, você tá bem? Nossa, você caiu bem feio…” Hyana esqueceu da parte que deveria estender a mão e ajudar o próximo. Reencarnaria na próxima geração, certamente.
O dia da Di Angello estava ruim, mas ainda podia piorar. O tombo, então, foi a prova disso. E ela nem mesmo poderia fingir que nada aconteceu e levantar-se rapidamente dali sem que ninguém visse, pois um grito - que não o seu - com certeza chamou a atenção de todos os presentes no saguão para a cena. Já ao chão, a ruiva livrou-se dos malditos saltos nada confiáveis e aceitou a mão que o homem, que outrora havia topado com ela, estendeu-lhe para ajudar a levantar. Desnecessário dizer o quão vermelha a ruiva estava de vergonha - no pun intended -, ainda mais quando a outra fez questão de ressaltar o quão feia tinha sido a sua queda. Após pedir mil desculpas ao senhor, que entendeu como tinha sido apenas um acidente em que felizmente nenhum dos dois saíra ferido, Amy pode dar a devida atenção à mulher. “Estou bem, foi menos grave do que pareceu ser.” ela respondeu numa breve risada, então aceitando rir da própria situação “Parece que quando crescemos, nós perdemos toda e qualquer habilidade de saber cair que tínhamos quando éramos crianças, não?”
Soltou um último suspiro antes de voltar sua atenção para a ruiva, abrindo um sorriso gentil, que nada parecia com a carranca há pouco exibida. “Boa tarde, como vai?” perguntou. “Bom, nós temos algumas opções de café gelado, como Cold Brew, café gelado europeu, Frappé, café gelado com caramelo, baunilha e café gelado com laranja e água tônica.” respondeu. “Quanto aos sucos, temos algumas mistuas, como morango, lichia e laranja, uva com kiwi e hortelã.” sugeriu, antes de estender o cardápio a Amy. “Se quiser, pode olhar outras opções no cardápio”
“Vou bem, e você?” Amy respondeu ainda sustentando um sorriso cordial. Assentia à medida que ela dissertava sobre os cafés, adorando ver novas opções além das que estava habituada a pedir. Com a correria do dia a dia, acabava prendendo-se na monotonia da rotina por conveniência, mas isso a fazia adorar mais ainda os momentos em que podia sair de todo aquele circuito e realmente experimentar os prazeres da vida. Nesse caso, esses sendo cafés e sucos diferentes. “Uau, eu confesso que fiquei com vontade de experimentar todos, então com certeza você me conquistou pra voltar aqui mais vezes!” ela exclamou animada, rindo baixo ao que abria um sorriso ainda maior em agradecimento pelo cardápio. “Ok, acho que hoje eu vou experimentar o suco de uva, kiwi e hortelã, e... Pra comer, pode ser essa quiche de ricota!”
Tinha ido até o local levar seu currículo na esperança de arrumar um local com menos confusão e um salário melhor do que resort. O problema foi que assim que colocou os pés para dentro do resort e observou a gritaria e a confusão, River desejou dar as costas para o lugar e rumar diretamente para casa. No entanto, vendo como a mulher parecia desesperado com a situação e sabendo como lidar com clientes mal-humorados, River respirou fundo antes de aproximar-se. “ você precisa de ajuda? ” anunciou, assustando a garota e levando as mãos para apará-la, já que ela havia se desequilibrado.
Como a cereja no topo do bolo, a ruiva ainda iria cair na frente de todos os hóspedes e trabalhadores do resort. Ou, ao menos, foi o que pensou, já que um par de mãos foi mais rápido em apará-la, impedindo-a de passar aquela vergonha. “Opa! Desculpe! Meu salto quebrou, eu me desequilibrei...” explicou a situação ao rapaz enquanto se livrara dos malditos sapatos de salto. Soltou um leve riso nervoso à pergunta dele, admitindo “Por favor. Preciso.” parecia que uma maré de azar havia acabado de atingi-la como uma daquelas ondas traiçoeiras que te pegam pela parte de trás do joelho, te fazendo levar um caldo. “Quer dizer... Obrigada por me segurar. E sobre a ajuda... Bem, por acaso você sabe como acalmar uma cliente? Eu precisava muito falar com alguém da limpeza agora, mas algo me diz que ela vai querer voar no meu pescoço se parecer que eu a deixei falando sozinha ou estou fugindo dela...” confessou.
depois de deixar seu currículo no resort, sem grandes expectativas, baxter fazia o caminho para sair dali. é claro que aproveitou para dar uma olhada no lugar, ver os riquinhos e turistas se aproveitando de tudo ali, e no meio dessa “tour”, acabou se chocando com alguém. ou melhor, uma mulher literalmente caiu sobre si. “wow.” arregalou seus olhos e tentou a segurar antes que caísse, enquanto dava um passo para trás, afim de firmar sua pose ali. “tudo bem aí, moça?”
Amy já tinha certeza de que seu corpo iria de encontro ao chão e preparava-se mentalmente para a vergonha que passaria, quando sentiu o corpo ser segurado. Precisando de um segundo para recompor-se e entender tudo o que acontecera tão rápido, a ruiva conseguiu recuperar o equilíbrio, descendo dos saltos. “Desculpa! Me desculpa, por favor, eu não sei onde eu estava com a cabeça, eu não estava olhando...” ela desandou a murmurar a ele, então assentindo à pergunta “Estou sim, obrigada por me segurar! Eu podia jurar que ia direto pro chão!” ela riu um tanto nervosa com a situação, mas aliviada de nada mais grave ter acontecido. “E você? Eu te machuquei?!” questionou, preocupada, esperando que não tivesse o ferido.
Nem sequer percebeu quando trombou com a garota, estava tão desligada por estar atrasada que mal teve reação para o impacto, se pudesse ser sincera só percebeu quando segurou a outra para não cair e não conseguiu não se sentir culpada - Meu deus, mil perdões… Eu juro que não te vi, na verdade eu não vi nada… Você está bem? - perguntou preocupada, ainda um pouco sem jeito por estar tão desligada.
Amélia estava pronta para ir ao chão, mas felizmente, alguém lhe impediu de passar essa vergonha, a deixando extremamente grata. “Não, nem se preocupe! Eu é que peço desculpas, a culpa foi completamente minha, eu estava distraída, e aí meu salto quebrou...” explicou-se, negando com a cabeça e, para readquirir equilíbrio, livrou-se dos saltos. Com um sorriso, agora mais aliviada, a ruiva agradeceu “Obrigada por ter me segurado, de verdade. Teria sido uma vergonha horrível cair bem na frente de uma cliente...” riu fraco, erguendo as sobrancelhas. Então, assentiu “Sim, estou bem! Obrigada! Só vou ter que trocar de sapatos, mas esse é o menor dos meus problemas agora...” riu um tanto nervosa ao lembrar de tudo com o que tinha que lidar naquele momento no resort. “E você? Não se machucou?”
Daisy stava fazendo umas entregas de arranjos de flores no resort. Sempre recebia pedidos do local, afinal, era um estabelecimento tão elegante que era impossível deixá-lo sem decoração viva, fresca. Já havia deixado a encomenda na recepção, estava pronta para ir embora, quando acabou esbarrando na ruiva. Ela mesma era desastrada, e o acidente da outra foi mais do que suficiente para a própria morena se chocasse contra o corpo alheio e as duas caíssem no chão - afinal, a francesa não tinha nada de equilíbrio. Ao sentir a bunda bater na superfície dura, acabou dando risada e franzindo o nariz “AIIII!” ela fez o drama rápido, antes de começar a rir “Pelo menos a gente não caiu na piscina, Amy!” disse ainda com uma careta, agradecendo pro ter sido a amiga, ao menos, e não qualquer pessoa desconhecida por ali. Acabou aproveitando o momento engraçado para apoiar a cabeça no chão “Até que não tá tão ruim, vou ficar aqui tomando sol” ela brincou
Ainda se recuperava do susto e da queda o suficiente para poder levantar quando ouviu a voz de Daisy, e não foi difícil identificar que ela havia sido sua vítima na queda, a fazendo cair junto na gargalhada, para a confusão geral de quem observava a cena. “Meu Deus, Daisy... É, pelo menos, mas...” entre risos, a ruiva descalçou os saltos para levantar-se “Me desculpe, sério. Foi mal por te levar pro chão comigo.” negou com a cabeça por estar incrédula da situação, ainda rindo, pelo alívio de não ter esbarrado com alguém mal humorado, e sim o completo oposto. Finalmente, a ruiva recompôs-se o suficiente para levantar, assim estendendo a mão à morena, gargalhando baixo com o comentário dela “Eu acho que o saguão do hotel não é o melhor lugar para isso... Se quiser, fico feliz em te disponibilizar uma das espreguiçadeiras.” piscou, risonha. Afinal, era o mínimo que podia oferecer depois do ocorrido.
Após um dia estressante dia na gerência do resort, Amy só queria uma companhia agradável que ajudasse ela a relaxar e esquecer um pouco dos problemas, e foi assim que acabou convidando @luciusarsenwood para visitá-la, ver um filme, e por fim comerem alguma coisa, já que com a família toda fora de Malta, Amélia estava sozinha, e detestava fazer alguma refeição sozinha, a não ser tomar o café da manhã. Assim, ele escolhia o que veriam, e ela, o que jantariam. Quando a recepção anunciou-o, a ruiva já foi feito criança esperar na porta da suíte, mal esperando-o sair do elevador para desandar a falar. “Hey! Finalmente! E aí, o que pensou da gente ver?” questionou, saltitando ao encontro dele e o abraçado em recepção. “Ok, então, se a sua proposta for ver um filme estrangeiro, a resposta é não, porque eu não estou com cabeça para isso... Mas se a proposta for aquele novo seriado de mistérios insolúveis, a resposta é sim, e se você estiver pensando em terror, a resposta é não, definitivamente não. Eu ainda não me recuperei daquele último filme que você me fez assistir, e ainda durmo com a luz do abajur ligada.” e, se ele tinha achado que ela havia terminado, estava errado. “E se você tiver pensado em algum clássico, bem... Depende. Quem sabe um pote de sorvete possa me tornar mais a favor dessa ideia.” Agora, finalmente, ela o deixaria falar qual havia sido a escolha.
🍊 … › Mary estava tentando distrair a cabeça enquanto caminhava próximo a praia com sua cachorrinha e foi bem quando se deixou levar pela visão majestosa do sol poente que acabou distraída demais e tropeçou nos próprios pés, esbarrando com tudo na pessoa que vinha na direção oposta. O baque forte e repentino a desnorteou por alguns instantes e, assim que tornou a abrir os olhos, percebeu que Petúnia estava em cima de sua vítima, animada e abanando o rabo como se esperasse que o ser humano caído na areia fosse brincar com ela a qualquer instante.
Mais do que depressa, se adiantou em afastar a cachorrinha e tão logo ofereceu a mão para ajudar @ a se levantar. — Me desculpe, eu não te vi… Você está bem?
Terminado seu expediente do resort, a Di Angello resolvera apelar para uma caminhada à beira da praia na companhia de sua chihuahua para relaxar do pesado dia. Assim como a loira que vinha em sua direção, Amy também estava absorta demais na beleza da paisagem marítima para perceber seu próprio caminho, o que resultou num trombo e, por consequência, na ruiva ao chão. Ainda por cima, literalmente, o cão da pessoa com quem trombara parecia lhe pedir desculpas, fazendo a ruiva rir com a situação, e também com as cócegas que as lambidas lhe causavam ao que ela tentava reciprocamente acariciar a cadela. Sua cachorrinha, Lily, entretanto, bradava em latidos para defender a dona como se ao invés de um micro cão, fosse uma Dobermann ou de alguma raça do mesmo porte. “Lily, deixe de bancar a briguenta! Está tudo bem!” disse à própria cachorrinha, estendendo-lhe a mão para que cheirasse e se acalmasse. Como Lily era treinada, Amy não costumava usar coleiras, especialmente quando sendo daquele tamanho, a chihuahua mais latia do que mordia. Por fim, viu a mão estendida a si, a qual aceitou de bom grado como ajuda para levantar-se. “Imagina! Eu é que não estava olhando para frente...” negou com a cabeça, também assumindo sua parcela de culpa, e não querendo que a outra se preocupasse. Limpando a areia de sua roupa, negou com a cabeça “Não, não, eu estou bem! E você, se machucou?”
“Ei, eu já disse que os cookies devem ser reabastecidos de três em três horas!” ralhou com um dos rapazes do caixa. Não costuma brigar muito com seus funcionários, sendo a chefe camarada e parceira. Mas, já não era a primeira vez que se deparava com aquele problema: a parte de cookies desabastecida, sendo que eles já estavam prontos congelados, precisando só assá-los, o que leva vinte minutos. Respirando fundo, virou-se para a pessoa que esperava por atendimento no balcão. “Oi, boa tarde! Como posso ajudá-l@?”
Amy recém tinha entrado na loja quando acabou, mesmo sem querer, ouvindo a bronca da garota. Mas não a julgou, afinal, sabia bem como era difícil comandar uma equipe, ainda mais sem parecer ruim ao ser mandona. Assim, abriu um sorriso gentil à morena ao responder com bom astral “Boa tarde! Bem, eu gostaria de um cookie, mas... Por enquanto, acho que vou me satisfazer com uma bebida enquanto espero. O que me sugere? Digo, eu queria experimentar algo novo... Alguma bebida muito boa, mas que as pessoas pedem pouco, sabe? Pode ser à base de café ou suco!”
Com o dinheiro de sua reserva começando a dar sinais de esgotamento após cerca de um mês em Valletta, logo concluiu que precisava de fonte de renda mais estável. No mural do Bay Beach, Laila pregava um anúncio em papel ofício, a ponta inferior cortada em tirinhas com seu telefone para ser arrancado por quem tivesse interesse. No meio, os dizeres ‘aulas particulares de alemão, matemática e música para crianças e adultos’ faziam-se legíveis numa tipografia grande, bonita e impressa. Assim que acabou, dois passos para trás e deu uma olhada no conjunto da obra, a atenção eventualmente transitando também para as fotografias de tantos estranhos. “É como um instagram orgânico.” devaneou em voz alta, sorriso curto no canto do lábio. Só então percebeu que havia outra pessoa ao seu lado; apreciando as fotografias, ela supôs. “Não acha?” Completou, fingindo que falava com a pessoa desde o início. Na pior das hipóteses, conseguiria uma conversa para passar a tarde. Na melhor, quem sabe um aluno.
Um grande resort necessitava de uma grande equipe de funcionários, e sabendo que por vezes os murais de avisos da cidade funcionavam melhor do que a internet para anunciar vagas de emprego, era para lá que ao menos uma vez por semana a ruiva ia para anunciar as vagas procuradas pelo Paradiso Di Angello. Nisso, viu-se fazendo companhia à loira, e concordando com seus dizeres, em meio a uma risada “Eu sempre digo isso! Ainda bem que não sou a única que acha isso.” Então, os olhos desviaram-se dela para o anúncio recém pregado, e um sorriso nostálgico surgiu em seus lábios ao comentar “Sabe, você teria emprego garantido com meus pais se eu ainda fosse criança. Wie haben sie gelernt, Deutsch zu sprechen?” questionou na língua anunciada. “Se me prometer que é realmente boa, eu posso te direcionar para amigos dos meus pais que tem crianças e poderiam gostar da sua tutoria.”
“Senhorx, por favor, me dê só um minutinho que nós já resolveremos o seu problema, está bem?!” Amélia tentou manter a voz doce e calma diante da urgência alheia, lembrando a si mesma de todas as táticas que havia aprendido para resolver conflitos pacificamente, especialmente aqueles que diziam respeito ao Resort. Precisava urgentemente arranjar alguém que limpasse a piscina infantil após uma das crianças colocar seu almoço para fora, mas não conseguia encontrar ninguém da equipe de limpeza pelo saguão do Paradiso Di Angello, e agora, também tinha que lidar com a reclamação dx cliente. Como se não bastasse, também ouviu o tenebroso ‘tec’ em seu salto, anunciando outra desgraça: seus sapatos haviam a deixado na mão, ou, literalmente falando, de pé torcido. Amy só teve tempo de soltar um gritinho de susto antes de perder seu equilíbrio, com o próprio corpo sendo chocado contra o de outra pessoa.