Bay tinha um sorriso orgulhoso enquanto ouvia a irmã desabafar. Achava muito bom que ela estivesse finalmente tendo a oportunidade de viver experiências; permitindo-se libertar das garras super protetoras de Conrad o pouco que fosse. “Entendo.” Disse calmamente, com um aceno de cabeça. E ele realmente entendia. Cada palavra. Afinal, estava passando por algo parecido. “O que ela está fazendo por você?” Perguntou com curiosidade, ainda atencioso. O LaGardé poderia ser identificado com muitos adjetivos negativos pelos corredores daquela academia: grosso, indelicado, quiçá agressivo; mas não com Emmeline. Na companhia da mais nova, o ‘Bayard’ que criara para si geralmente saía de cena, cedendo voz e espaço para o antigo Kennedy. A maneira impessoal com a qual Emme se referira à ‘pessoa’ o deixou ligeiramente intrigado. “É uma ela?” Perguntou num sussurro, um pouco surpreso. “Se for, sabe que não vou te julgar, não sabe?“ a certificou, soltando um sorriso cúmplice.
“O meu coração?” a pergunta retórica veio acompanhada de uma olhada analítica para o próprio peito. Bay maneou a cabeça para o lado após alguns segundos em que pareceu concentrado, logo dando de ombros. “Bom, ainda batendo.” brincou, rindo nasalmente. “Desculpe, eu não resisti. Vai… bem, eu acho?” Não sabia exatamente o que dizer a Emme. De fato, e assim como ela, estava confuso em relação à novidade de sentimentos que vinha descobrindo-se capaz de nutrir. “Digamos que eu esteja saindo com uma pessoa.” A imitou em tom divertido.
“É claro que eu sei que não vai me julgar Ken, eu nem me preocuparia com isso se fosse. Mas é um ele.” Deu de ombros. Não que realmente quisesse esconder a identidade do bruxo do irmão, mas não achava certo dar muitos detalhes antes de saber o que realmente estava sentindo, ou o que ele sentia por ela. Não pretendia falar sobre com ninguém. “E ele está me ajudando muito em me ‘libertar’.” Respondeu esperando que Kennedy entendesse o que ela queria dizer. “Você sabe que eu não tinha muita coragem de fazer coisas diferentes e ele tem aberto meus olhos.” Encolheu os ombros com um sorriso mínimo estampado na face. Sentia-se um tanto boba, quando sorria daquela maneira, mas não conseguia evitar. “Tem tanta coisa que eu gostaria de fazer. Eu tenho tantos sonhos. Só não quero mais viver presa a essa vida perfeita que nosso pai preza, Kennedy... Eu quero sentir de verdade.” Disse encarando o irmão. Emmeline sentia como se já tivesse chegado ao seu limite. Ela precisava desses momentos. Precisava encontrar quem realmente era, e não viver como todos queriam que fosse.
Soltou uma risada fraca da brincadeira do irmão, sem conseguir evitar um revirar de olhos. A verdade era que nem percebera a maneira como estava se referindo a Alek enquanto contava a história toda. Abriu um sorriso largo com a confissão do irmão. Sabia que ele tinha uma certa fama na escola, e saber que talvez Kennedy estivesse realmente gostando de alguém era uma ótima notícia. “E essa pessoa tem te feito bem?” Questionou esperançosa que sim. Independente de qualquer coisa, aquela era a principal questão. Da mesma maneira que ela, só queria que o irmão pudesse ser feliz. Ele merecia e muito aquilo.