Anestesia emocional
Enfim, queria te dizer tudo que penso, e que transfiro. Me perco em devaneios que só fazem sentido unicamente para mim, em um monólogo perfeito que eu nunca vou te mandar ou compartilhar. Você não está preparado pra tamanha intensidade e tudo bem. Recolho meu vendaval, minha desorganização sentimental intensa, cato qualquer prova que mostre que estive aqui. Esse com certeza é meu dom.
Te escrevo com leveza em saber que nunca vou te mandar, me sinto a lineker cantando “ e se não der pé eu vou até o fim”. Corajosa ela viu? Porque eu não tô indo não, não dá pé, não dá pra mim. Preciso dá pé nem que seja pra ficar na pontinha enquanto te beijo despretensiosamente. Não sei sentir pouco, não sei medir o tamanho da poesia antes de começar a escrever. Não sou boa com doses e medidas, nunca fui e para falar a verdade nem quero ser. Eu aprendi que pra ser justa com o outro eu preciso ser comigo, então eu não mergulho sem tocar ao chão, sem sentir o impulso de até onde não ter medo de nadar pode me afastar da terra firme.
Ser de ar é querer desbravar o mar e não conseguir está apavorada com a ideia de distanciamento da ilha, mas sempre escolher pegar todas as ondas porque o medo de viver nunca será a escolha de está segura.
Para quem nunca entregarei, mas entrego a vocês uma crônica intensa, fresca e atualizada.
Dos meus devaneios para os seus.
-Moniquele da Hora













