Virus
Uma reportagem sobre um novo vírus na televisão me fez pensar em nós. Uma reportagem sobre um vírus me fez relacionar nosso corpo com uma grande multidão pronta para a guerra. Um time contra outro. Uma nação contra outra. Uma espécie contra outra. Vamos exterminar! Vamos neutralizar! Explodir! Como pequenas células do nosso corpo lutam para sobreviver. São tantas, e ainda assim, cada uma é tão importante. E é igual aqui. É igual. A mesma luta por sobrevivência, as mesmas guerras, as mesmas mortes. Podemos, da mesma forma, ser parte de outro ser, então. Talvez. Parte de um ser grandioso. Pequenas partículas, células, átomos vivendo dentro de um mundo, um sistema solar, um universo, este que pode ser parte de um ser junto com outros diversos tipos de magníficos universos. Juntos. Seres feitos de universos que também sobrevivem e lutam. E além! É tudo desconhecido, é tudo distante, inalcançável.
E me volto novamente a este mundo. Este aqui em que vivo e em que outros 7 bilhões de outros seres humanos também vivem. E mais outros bilhões e bilhões de seres vivos. Lutando. Assim como aquelas células e vírus da reportagem. São tantos. E ainda sim, todos, unicamente importantes.













