O Direito, na sociedade burguesa, cumpre o papel fundamental de manter a aparência de equilíbrio de uma sociedade que estruturalmente é produtora e reprodutora de desigualdades sociais.
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O Direito, na sociedade burguesa, cumpre o papel fundamental de manter a aparência de equilíbrio de uma sociedade que estruturalmente é produtora e reprodutora de desigualdades sociais.
Autor Desconhecido
[...] uma forma de sociabilidade na qual os homens sejam efetivamente livres, supõe a erradicação do capital e de todas as suas categorias. Sem esta erradicação é impossível a constituição de uma autêntica comunidade humana.
Ivo Tonet
O desenvolvimento do indivíduo é antes de mais nada - mas de nenhum modo exclusivamente - função de sua liberdade fática ou de suas possibilidades de liberdade
Agnes Heller
Carolina Maria de Jesus (1914 - 1977)
A Brazilian writer who lived most of her life in a favela (slums) of São Paulo, Brazil. She is best known for her diary, which was first published as Quarto de Despejo (Dumping Room, published in English as Child of the Dark) in August 1960, after coming to the attention of a Brazilian journalist, and became a bestseller. This work remains the only document published in English by a Brazilian slum-dweller from that period.(Wikipedia)
“When I die I don’t want to be reborn It is horrible, to put up with humanity That has a noble appearance That covers up its terrible qualities I noted that humanity Is perverse, is tyrannical Self-seeking egoists Who handle things politely But all is hypocrisy They are uncultivated, and trickers.”
A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível ter só ar dentro do estômago
Carolina Maria de Jesus
O Brasil deveria ser governado por alguém que já passou fome, pois a fome também é professora
Carolina Maria de Jesus
A noite está tépida. O céu já está salpicado de estrelas. Eu que sou exótica gostaria de recortar um pedaço do céu para fazer um vestido
Carolina Maria de Jesus
Esse já não sei se bate bem... Se a um fascista é concedido cargo alto e voz viril... Vai lucrar do desespero, tal loucura já se viu... Bolso dele sempre cheio, nosso copo anda vazio... Mesquinhez e intolerância, bolso nada que pariu
Francisco, el hombre
A história de todas as sociedades é a história da luta de classes
Manifesto Comunista
O presente é tão grande, não nos afastemos.[...] O tempo é minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.
Mãos dadas - Carlos Drummond de Andrade
O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons
Martin Luther King
Em 2018, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 13 milhões de brasileiros desempregados, 8,3 milhões (63,7%) eram pretos ou pardos. E, em 2014, dos 10% mais pobres, 76% eram pretos ou pardos e 22,8% brancos. E dos que compõe o 1% com maiores rendimentos da população, 17,8% eram pretos ou pardos, contra 79% de brancos.
Aguiar. F e JUMA. C. in A INDISSOCIABILIDADE DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS, GÊNERO NA ATUAÇÃO PROFISSIONAL DAS/OS ASSISTENTES SOCIAIS.
Podemos dizer que as primeiras organizações antirracistas no Brasil foram os quilombos que, a princípio, eram comunidades autônomas de negras/os escravizadas/os fugitivos, e converteram-se em importante opção de organização social da população negra e espaço de resgate de sua humanidade e cultura e fortalecimento da solidariedade e da democracia, onde negros se constituíam e se constituem até hoje como sujeitos de sua própria história. (SEPPIR,2007)
Aguiar. F e JUMA. C. in A INDISSOCIABILIDADE DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS, GÊNERO NA ATUAÇÃO PROFISSIONAL DAS/OS ASSISTENTES SOCIAIS.
Dandara aprendeu a fabricar espadas e a lutar com elas; uma capoeirista forte e corajosa que plantava ações de combate e liderava seus companheiros na luta pela liberdade- assim sobrevive em relatos e lendas populares a história de Dandara, a rainha do Quilombo dos Palmares e companheira de Zumbi. Não se sabe ao certo onde ela nasceu e como chegou ao maior e mais duradouro quilombo implantado nas Américas. Independente da falta de registros oficiais de sua existência, uma coisa é certa: quando se fala em Dandara, se coloca em questão o silêncio e apagamento imposto às mulheres negras no Brasil.
SOUZA, Duda Porto de (2018. p.16)
Proporcionalmente, as mulheres negras sempre trabalharam mais fora de casa do que suas irmãs brancas. O enorme espaço que o trabalho ocupa hoje na vida das mulheres negras reproduz um padrão estabelecido durante os primeiros anos da escravidão. Como escravas, essas mulheres tinham todos os outros aspectos de sua existência ofuscados pelo trabalho compulsório. Aparentemente, portanto, o ponto de partida de qualquer exploração da vida das mulheres negras na escravidão seria uma avaliação de seu papel como trabalhadoras.
DAVIS, Angela (2016, p.24)
Sal Veder, Angela Davis during an interview with Associated Press reporters Edith Lederer and Jeannine Yoemans at Santa Clara County jail, Palo Alto, 1971
Para entender como funciona a divisão sexual do trabalho, costumo propor para as pessoas que pensem em todos os homens que estão trabalhando neste momento, nos bancos, hospitais, empresas, escolas, no comércio etc. Grande parte destes homens saiu de manhã para o trabalho, vestindo roupas limpas, alimentado, com saúde boa ou razoável (pois está em condições de trabalhar). Podem trabalhar, de certa forma tranquilos, porque alguém está cuidando de seus filhos e filhas ou pais idosos, e na maioria das vezes quem proporciona isso é uma mulher – a mãe, a esposa, uma irmã, uma tia ou mesmo uma empregada, que é uma mulher que recebe um salário (menor do que em outras profissões) para cuidar deste homem e de sua casa. Proponho este exercício como exemplo de que a sociedade capitalista só funciona porque uma parte de seus integrantes trabalham sem remuneração. Se todos os homens precisassem pagar alguém para lavar, passar, cozinhar, limpar e cuidar de crianças e idosos da família, certamente os salários atuais não seriam suficientes para tanto e muitas greves e revoltas por melhores salários aconteceriam. Manter as mulheres sob domínio e controle, cobrando delas “a dedicação para com a família”, permite que os salários dos homens sejam menores. Com o trabalho que as mulheres fazem “por amor“ o capitalismo tem a produção e a reprodução da força de trabalho por um custo menor ou sem custo (porque alguns dos custos são assumidos pela sociedade por meio dos impostos pagos ao Estado e não por aqueles que detém o capital.)
Maria José, em entrevista.