gideon
𝐅𝐋𝐀𝐒𝐇𝐁𝐀𝐂𝐊
𝚘𝚟𝚎𝚛, 𝚘𝚟𝚎𝚛 𝚊𝚗𝚍 𝚊𝚐𝚊𝚒𝚗. 🔞
Keep reading
noise dept.
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
d e v o n

Kiana Khansmith
will byers stan first human second
i don't do bad sauce passes
Mike Driver

No title available
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
Cosimo Galluzzi
DEAR READER

oozey mess
No title available
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
NASA

blake kathryn
styofa doing anything
No title available
Claire Keane

@theartofmadeline

seen from United Kingdom
seen from United States
seen from Germany
seen from Türkiye
seen from United States
seen from Honduras

seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from Singapore
seen from Sweden

seen from Singapore

seen from Malaysia

seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from Mexico
seen from United States
seen from Russia

seen from Singapore
@galahax
gideon
𝐅𝐋𝐀𝐒𝐇𝐁𝐀𝐂𝐊
𝚘𝚟𝚎𝚛, 𝚘𝚟𝚎𝚛 𝚊𝚗𝚍 𝚊𝚐𝚊𝚒𝚗. 🔞
Keep reading
joshua
Não podia negar que estava extremamente distraído naquele momento e nem sequer seria capaz de explicar direito porque, mas estava pensando em muitas coisas ao mesmo tempo e sabia que era horrível. As mãos, entretanto, não deixavam o copo em momento algum e levava a bebida vez ou outra para os lábios tomando um gole demasiadamente demorado para aquilo até que sentiu uma mão por cima da sua e olhou para baixo seguindo a mesma até achar a mulher ao seu lado e sorriu para ela, demonstrando que estava tudo bem com o pequeno incidente que acontecera e segurou um pouco a risada que queria soltar naquele momento. “Está tudo bem, moça. Essas coisas acontecem e os copos estavam próximos é bem compreensível!”
› 𝐐𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐟𝐨𝐢 𝐚𝐨 𝐞𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨 de uma voz tranquila e educada pelo pequeno erro bobo, galahad ergueu as sobrancelhas, surpresa pela educação súbita que encontrou do outro rapaz no meio de uma festa tão grande, sendo que normalmente encontraria ignorância -- ou simplesmente seria ignorada. virou-se curiosa para a figura a qual havia esbarrado os dedos, lançando-lhe um sorriso amigável em retorno.
❛ Gentileza sua. Aliás, é um prazer-- Galahad. Qual sua graça? ❜ ›› perguntou, se apresentando no meio do cumprimento, levando o copo de piña colada aos lábios ao final, esperando que o mais novo o respondesse.
gideon
𝐅𝐋𝐀𝐒𝐇𝐁𝐀𝐂𝐊
Enquanto a ouvia falar, Gideon não preocupava-se apenas com sua bebida; claro, não deixaria aquela taça tão cheia assim, apesar de ter prometido a si mesmo que iria maneirar e não voltar para casa carregado como na festa da irmã. Preocupava-se também com o redor. Seus olhos azuis percorriam nada discretamente o espaço ao redor do bar onde ele e anaïs dialogavam até o momento civilizadamente. Não era à toa que nas ultimas semana começara a ser mais cuidadoso em relação ao que dizia por aí, especialmente quando o assunto era sua família e a Campbell S.A, como agora. Não confiava em ninguém além de poucas pessoas, não era idiota o bastante para sair conversando assuntos sérios como aquele sem se certificar de que ouvidos maliciosos não estivessem por perto. Já aprendera que Chicago estava cheia deles, e muitos disfarçados de amigos com boas intenções. “claro, claro. me deixe corrigir. advogada de criminosos, também vitimas de crimes. melhor?” ele a fitou, arqueando uma sobrancelha ao dar outro gole mínimo da sangrita. olhou ao redor mais uma vez e só quando teve a certeza de que não havia ninguém por perto, foi que a respondeu. “sinceramente? porque eu não confio nos Fitzgerald.” gideon finalizou seu drink e endireitando-se, aproximou-se um pouco mais da advogada. “podemos conversar em outro lugar? um mais reservado de preferência.” pediu e apenas esperou pela talvez confirmação da mulher para que seguisse rumo ao terraço, uma das áreas reservadas do salão para quem quisesse um pouco mais de privacidade. escolheu um canto longe dos olhos alheios, acomodando-se na mureta com vista para a cidade abaixo de si. “meu pai é amigo dos Fitzgerald à muito tempo, só que ele andou fazendo muita merda nos últimos anos, isso não é surpresa pra ninguém. quem me garante que seus parceiros de trabalhos e amigos não estão apenas esperando a oportunidade certa pra ferrar com a gente de uma vez? ainda mais quando continuamos dando motivos.” ele continuou seu raciocínio, perto o bastante de galahad para que ninguém mais o escutasse. “preciso de alguém de fora. alguém que de fato, não tenha motivos pra foder com os campbell.”
› 𝐀 𝐦𝐚𝐧𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐩𝐫𝐞𝐨𝐜𝐮𝐩𝐚𝐝𝐚 𝐚 qual gideon olhava por cima dos ombros constantemente não passou despercebida por anaïs. ela sabia que tinha algo de errado no instante em que a postura do mais novo começou a ficar mais perturbada. à finalização da pequena piada, somente deu de ombros, assentindo com a cabeça, sem sem estender mais no assunto -- queria ainda poder continuar com “se fosse assim, podia ter me chamado apenas de advogada de defesa, que é o que eu sou”, em uma última provocação, mas decidiu saber logo do que tudo aquilo se tratava de uma vez. terminou toda a sua bebida em poucos segundos depois disso, e, quando o campbell lhe disse que não confiava nos fitzgerald, a advogada sabia que, realmente, algo ali não estava bom. em um ligeiro “claro, com certeza”, ergueu-se da cadeira, abandonando o copo vazio no bar e seguiu o homem até o terraço, sentindo seu vestido longo esvoaçando atrás de si. seria lindo e dramático, se a situação não fosse tensa por si só. cruzou os braços na frente do torso, escutando palavra por palavra e ponderando os prós e contras e trabalhar para uma família tão poderosa quanto os campbell -- ah, as brigas que aquilo poderia lhe custar...! estalou a língua no céu da boca, desviando os olhos de gideon para as luzes da cidade por alguns instantes, e depois voltando a ele novamente.
❛ Certo. Creio que eu me encaixe perfeitamente nessa descrição, então. Do que exatamente você precisa? ❜
Os fins justificam os meios, é o que dizem. Será que aquelas garotas concordariam com isso? Acho que não tem como saber, os mortos não falam. -A
❛ ——!!!!!!!! … É melhor saber contra quem está jogando esse jogo. ❜
gideon
𝐅𝐋𝐀𝐒𝐇𝐁𝐀𝐂𝐊
“Polícia? em Chicago? ‘Cê ‘tá de brincadeira não é?” ele franziu o cenho, juntamente com uma careta que mais lhe arremetia à dor quando respondeu a mulher. Não demorou muito para que risse de suas próprias palavras, balançando a cabeça negativamente enquanto voltava a pegar sua taça de Sangrita. Deu um gole não tão longo assim, e seus olhos azuis se arregalaram brevemente pela ação da pimenta em sua boca. “De verdade? estou sim. Tive uns contratempos, porém vou consertar tudo até o fim da noite.” respondeu enfático, dando mais um gole do líquido vermelho sangue antes de deixar a taça sobre o balcão e voltar-se para ela, fitando a com certa curiosidade. “rinha de luta para minhas pretendentes? de onde tirou isso galahad? gideon riu com vontade, olhando pra ela. “eu não preciso disso. inclusive pode tirar esse plural porque não há necessidade de tantas assim.” ele piscou apenas para provocá-la, agarrando o copo sem tirar as íris azuis da face da advogada. “era com você mesma que eu estava precisando falar. falar mesmo.. você, a melhor advogada de criminosos de Chicago. estamos precisando dos seus serviços, Galahad.”
› 𝐅𝐫𝐚𝐧𝐳𝐢𝐮 𝐨 𝐜𝐞𝐧𝐡𝐨 𝐝𝐞 volta, achando irônico o fato de gideon ter atacado a polícia de chicago, sendo que anaïs trabalhava diretamente com eles -- era uma advogada criminal; realizava tanta pesquisa de campo e precisava da ajuda deles, também, óbvio. no entanto, não iria começar uma discussão por algo tão banal, acabando por rir junto com o mais novo, esperando que ele voltasse a falar. e, quando o fez, não a decepcionou; na verdade, até a surpreendeu, como demonstraram suas expressões.
❛ Jura?! Que bom, fico feliz. Todas as últimas vezes que te vi, você estava uma pilha de nervos. ❜ ›› semicerrou os olhos, apertando os lábios e erguendo ligeiramente os cantos dos mesmos em um claro sorriso provocativo. ao que ele riu de sua piada, estendeu o sorriso um pouco mais, mas dando de ombros em seguida, erguendo o copo até perto da boca, pronta para poder respondê-lo com outra alfinetada antes de tomar um gole, quando notou a piscadela. acabou por soltar soprou um riso curto contra o copo, por fim sequer falando o que queria falar, e somente tomando um gole considerável da bebida amarga. ao baixar o copo até a mesa, porém, a aura divertida que tinha tomado a conversa até então sumiu de imediato. seus dedos fecharam-se com certo pesar contra o vidro, e seus lábios se apertaram em preocupação antes de se soltarem em um suspiro. desde que parou no hospital, havia prometido para si mesma que, por mais tentador que fosse o caso, não iria arriscar a saúde que mal havia acabado de se recuperar, a não ser que fosse algo realmente importante para sua carreira. tornou os olhos de vórtices negros para os azuis claros.
❛ Primeiro: Eu também advogo para pessoas que foram vítimas de crimes. ❜ ›› corrigiu, em uma pequena piada (galahad sabia bem de sua fama de “advogada do diabo”), voltando a sorrir, esperando que não tivesse sido tão visível a sua postura de preocupação que durou apenas alguns segundos.
❛ Segundo: Por que eu? Achei que os Campbell estavam associados com os Fitzgerald. Sabe que é perigoso fechar acordos comigo em paralelo, não sabe? ❜
shoot out || gannah
hannah
@galahax
Hannah sabia perfeitamente que aquilo que seu pai haveria feito consigo era mais que motivo para levá-lo a tribunal, porém durante todos aqueles anos a loirinha sempre haveria perdoado o mais velho, afinal ele ainda era seu pai e a menina ainda o amava. Mas céus, como ela daria tudo para que seu coração não sentisse praticamente nada por aquele homem. Seria de todo errado ela chegar ao ponto de quase odiar o homem que a colocara no mundo? Talvez não o fosse de todo, afinal o mais velho haveria errado demasiado com a britânica. E sem dúvida que os últimos acontecimentos fizeram com que aquele sentimento acabasse por fluir ainda mais dentro do coração da mais nova. Ela se sentia um verdadeiro caos, contudo ela necessitava de tomar uma atitude. Ela precisava de fazer queixa daquele que deveria amá-la e protegê-la desse mundo. As marcas em seu corpo denunciavam claramente a agressividade com que o homem a atingira, porém o que machucava mais na estudante de medicina era saber que tamanha dor fora causada por alguém que ela amava. Seria tudo bem mais fácil se a garota tivesse um coração frio, assim ela não sentiria praticamente nada. Ou talvez ela apenas conseguisse tomar a atitude certa logo de inicio. E com toda a certeza que a atitude mais acertada era fazer queixa de seu progenitor. Ele precisava aprender que não poderia tratar a loirinha daquele jeito. Ou pelo menos poderia simplesmente ficar longe.
Após alguma pesquisa, a Rivers acabara por decidir procurar por ajuda legal. Ela necessitava de uma advogada, e mesmo não tendo dinheiro suficiente, ela poderia dar um jeito. E sem dúvida que no seu ponto de vista a pessoa indicada para tal trabalho era Galahad. A loirinha já haveria escutado bastante sobre a mais velha, especialmente sobre o fato da mesma ganhar casos bastante difíceis. Sem dúvida que haveria sido aquilo o ponto crucial para que a britânica acabasse por escolher procurar a morena. Hannah haveria marcado uma reunião para aquela tarde após o fim de suas aulas, afinal aquele era o melhor horário para si. A loirinha fora em direção ao escritório da advogada assim que sairia de suas aulas, e sem dúvida que ela haveria apressado seu passo afinal haveria chegado lá em tempo praticamente recorde. A menina anunciou sua chegada à secretária e logo se aproximou da mais velha com um breve sorriso em seu rosto, porém as marcas em seu rosto acabavam por denunciar facilmente a violência que a motivara a procurar ajuda. — “ Galahad, certo? ”
› 𝐆𝐚𝐥𝐚𝐡𝐚𝐝 𝐬𝐚𝐛𝐢𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐞𝐫𝐢𝐚 de diminuir sua carga horária eventualmente, por questões médicas. ela sabia que teria de dividir mais seus trabalhos, e que provavelmente não pegaria novos que não lhe trouxessem prestígio e dinheiro imediatos pelo tempo que sua saúde física se recuperasse. no entanto, quando sua estagiária lhe passou uma ligação de uma história de um histórico de abuso familiar, a canadense se sentiu particularmente atacada. não que ela tivesse passado por aquela situação -- na verdade, ela era bem a princesa (não; a rainha) de sua família --, mas agora que tinha poder para defender qualquer criança que pudesse lhe alcançar (claro que não era uma madre teresa -- ainda era de anaïs galahad de quem estávamos falando, com uma das piores bússolas morais de toda a chicago; talvez do país), a defenderia com unhas e dentes. não sabia porque justo esses casos lhe eram tão particulares, sendo que sequer tinha uma conexão emocional. talvez porque, como irmã mais velha, queria proteger outras crianças como quis com os irmãos mais novos, mas nunca conseguiu? era uma possibilidade. bem, a psicologia da coisa não importava. o que importava era que, mesmo com todos os pesares da situação, ela conseguira abrir uma vaga para uma reunião em toda a sua agenda mais apertada do que o normal para a tal garota, identificada como hannah rivers, para aquele final de tarde. estava esperando pela mais nova ansiosa, por mais que a canadense aprendera bem a não demonstrar seus sinais de ansiedade e nervosismo há anos. sendo assim, quando a loura adentrou seu escritório, sua chegada sendo anunciada pela secretária, seus olhos brilharam em fúria. as marcas violentas que manchavam o belo rosto da garota fizeram o sangue de galahad borbulhar -- seja lá que fizera tal barbaridade, com certeza seria posto atrás das grades, se hannah fosse defendida por ela. no entanto, em seu rosto não se pôde observar qualquer macroexpressão de raiva, qualquer coisa que pudesse denunciar antiprofissionalismo de sua parte. muito pelo contrário, apenas abriu um pequeno sorriso para confortá-la, conforme a secretária fechava a porta atrás da garota, e anaïs apontava a poltrona grande e confortável na frente de sua mesa.
❛ Yours, truly. Sente-se, querida. Hannah Rivers, estou correta? Creio que minha assistente conversou com você ao telefone. Por favor, se acomode e me fale o que posso fazer por você. ❜
samantha -- 𝐅𝐋𝐀𝐒𝐇𝐁𝐀𝐂𝐊
No fundo Samantha queria que as crianças que ainda viriam ao mundo gostassem de aniversários porque ela tinha certeza de que faria questão de comemorar cada um deles, mesmo que eles se esquecem anos mais tarde, ela apenas não gostava dos próprios, mas tinha um enorme prazer em fazer os outros comemorarem seus dias especiais. “Bom, é uma longa história, mas basicamente nos conhecemos em uma cafeteria assim que ela se mudou e ela é minha amiga desde então…”
› ❛ 𝐀𝐦𝐢𝐠𝐚𝐬 𝐞𝐦 𝐮𝐦𝐚 𝐜𝐚𝐟𝐞𝐭𝐞𝐫𝐢𝐚? Oras, mas que clássico. Parece que hoje em dia já não se conhecem mais assim...-- E eu, pensando desse jeito, pareço ter oitenta anos de idade. ❜ ›› negou com a cabeça, interrompendo o próprio raciocínio piegas. levou o copo de bebida até os lábios, tomando um belo gole do uísque, depois voltou o olhar para samantha.
❛ Mas bem, me conte-- Algo de interessante aconteceu com você desde a última vez que nos falamos? Eu já adianto que o mais emocionante da minha foi reencontrar uma amiga de infância e o Cheddar ter aprendido a parar de usar minhas cortinas como apoio para subir no topo do armário. ❜
guadalupe
Uma outra história de uma família de seu bairro que acabou sendo alvo da imigração, tendo como resultado a deportação dos integrantes, deixou a jovem tensa e preocupada. Ela tentou conseguir alguns turnos a mais na lanchonete aquela semana, a fim de conseguir o dinheiro necessário para pagar a advogada. Mesmo que Galahad já houvesse concordado em permitir que pagasse em um tempo aparentemente muito maior do que costumava acordar entre ela e os outros clientes, a jovem queria poder pagar o máximo possível tanto para deixar claro seu compromisso quanto para garantir o estímulo da advogada - já que sabia bem, o mundo funcionava à base daquelas malditas cédulas que continham valor demais para míseras moedas. Quando a secretária da bela moça ligou para a Mendiola avisando que suas duas próximas consultas seriam desmarcadas e reagendadas para o próximo mês, a latina se encontrou com medo de que a Anaïs não quisesse mais trabalhar naquele caso. Após alguma insistência de sua parte, finalmente a secretária deixou escapar que o motivo, na verdade, era médico. Guadalupe já se sentia intima demais das pessoas em um curto período de tempo, tanto que as três consultorias feitas até então foram suficiente para deixá-la bastante preocupada com a notícia recebida. A secretária não quis partilhar nenhum detalhe, mas ha, ela não seria párea para a insistência da jovem Lupita. Não quando esta misturava preocupação e curiosidade. Foi necessário longas horas irritando a jovem trabalhadora até que ela por fim confidenciara o motivo que levara O’Dwyer até o hospital e onde ela se encontrava. Ela era latina, por Deus, ouvir que a mulher na verdade havia sido internada por não se alimentar direito era quase uma ofensa. Enquanto aguardava ao lado de fora do quarto de hospital, tinha em sua mão uma pequena cesta que emanava um cheiro maravilhoso. Sua entrada foi liberada, e sorriu simpática para a advogada enquanto se aproximava — Ei. — Cumprimentou, antes de erguer uma sobrancelhas escutando como ela diminuia a sua situação. Parecia seu pai. — Não acho que acabar no hospital seja nada demais. — Apoiou a cesta ao lado do magro e anêmico corpo. — Trouxe as famosas empanadas de Alma Mendiola.
› 𝐏𝐨𝐫 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐢𝐯𝐞𝐬𝐬𝐞 sorrindo quando a latina entrou em seu quarto, galahad não conseguiu não prender o ar quando ela lhe mostrou a cesta de comida. se seu rosto já estava pálido pela anemia, ficou ainda mais pela surpresa de ver que a sua cliente já sabia de sua situação (já que suas notícias foram foram abafadas em sua mente pelos alertas do médico por não se alimentar direito e fazer longas jornadas de trabalho). lançou um olhar fulminante para a porta onde sua assistente havia saído tão rapidamente e a fechado atrás de si. maldita seja-- depois teria uma conversa seria com ela sobre passar informação confidencial sobre sua saúde para seus contratantes. no entanto, por mais que mal pudesse se mover direito, por conta da fraqueza e de uma dor de cabeça extremamente incômoda, tentou ficar na melhor das posturas que seu corpo lhe permitia, abrindo um sorriso que exibia tranquilidade e controle, apesar de estar sobre uma cama de hospital.
❛ Muita gentileza sua, Guadalupe... Porém, não sei se eu posso aceitar as empanadas. Ainda estou em monitoramento. Como acabei de acordar, não sei como vai ser minha alimentação daqui para frente... Mas agradeço sua preocupação para comigo, de verdade. ❜ ›› por de trás de toda a cordialidade, galahad borbulhava em um misto de vergonha e cólera -- olhe a situação deplorável em que a poderosíssima anaïs galahad se encontrava. sequer conseguia arranjar forças para esconder o sotaque canadense que tanto não gostava.
gideon
𝐅𝐋𝐀𝐒𝐇𝐁𝐀𝐂𝐊
𝚘𝚟𝚎𝚛, 𝚘𝚟𝚎𝚛 𝚊𝚗𝚍 𝚊𝚐𝚊𝚒𝚗. 🔞
Keep reading
𝐃𝐈𝐑𝐓𝐘 𝐒𝐎𝐔𝐋.
christopher
- Eu estava de cabeça quente. Me excedi, fui estúpido eu reconheço. - Assentiu. - Perdi a cabeça pelo garoto ter fugido e ainda me deixado com um roxo na costela por dias, acabei descontando essa raiva naquele cara que me distraiu e o fez fugir. - Christopher deu de ombros como se não fosse muita coisa, junto com um manear de cabeça. A conversa trouxe à tona memórias que queria se esquecer. Um fracasso que não deveria ser mais relembrado, entretanto o prazer da agressividade contra o culpado o confortou. - Eu sei que você pode. - Confirmou. - Mas não. Não havia nenhuma câmera. Nem daquelas preto e branco, nem das coloridas e muito menos das que pegam som. Eu verifiquei. - Se certificou em tom firme. - Além do mais, o pirralho estava tão sedento por sexo que nem esperou por procurar um lugar mais discreto e me puxou pra parede logo que viramos pelo beco. E dentro da lavanderia tinha, isso é óbvio, mas ela tem um ponto cego que é exatamente embaixo dela… Por que acha que fui direto para a máquina dali? E se pegou alguma coisa, só viu um moleque se esfregando sedento por um beijo. - Ele riu ao se lembrar do desespero, ou o que parecia ser pelo seus olhos, do menor em conseguir um transa perigosa e rápida em um local tão incomum. - Não acredito que o homem tenha visto algo. Segurei o moleque contra a parede e ele apareceu às nossas costas, não tão perto quanto deve estar pensando. Caímos no chão e ele correu, mas depois reencontrei ele e chegamos em um acordo, então acredito… - Ele ponderou. -…aliás, eu tenho certeza, de que ele não irá ao tribunal contra mim. - Recordar do momento em que o tele, literalmente, em suas mãos foi reconfortante. Descarregar a raiva do fujão sobre o fujão não se comparou em esmurrar aquele homem que se quer se lembra do rosto e, até as palavras amedrontadas que ouve de absolutamente todos, acabou por provocar uma sensação diferente. - O problema mesmo é mais alguém aparecer com tom acusativo, mas conhecendo meus alvos que deixei… Foco em deixei… Irem embora, nenhuma vai ir á tribunal contra mim. - Shepard recostou novamente sobre o recosto da cadeira entrelaçando os dedos sobre o colo, como quem conclui um pensamento, em pose e expressão vitoriosos. - Só quero me prevenir, por isso quero os seus serviços novamente. E outra, se eu for preso por causa daquele cara… - Ele riu baixo soprado. -…Ele que me aguarde quando eu sair.
› 𝐂𝐨𝐧𝐟𝐨𝐫𝐦𝐞 𝐂𝐡𝐫𝐢𝐬𝐭𝐨𝐩𝐡𝐞𝐫 𝐯𝐨𝐥𝐭𝐨𝐮 𝐚 falar, galahad baixou os olhos para o ecrã, a caneta passeando pela tela e voltando a fazer anotações com sua letra perfeita outra vez. certo, então o garoto estava querendo apenas um encontro casual em um local inusitado, e o homem que estaria o denunciando os interrompeu. aquela era uma boa história que poderia contar ao júri, pôde ver. poderia justificar a fuga de um garoto que se sentiu envergonhado, a ira de um homem que demorou tanto tempo para conquistar um outro rapaz e agiu por impulso. um ato passional colocaria olhares mais agraciados no júri -- principalmente se fossem compostos de pessoas com mentes mais abertas (felizmente, em galahad conhecia bem o júri de chicago e sabia as palavras certas para poder convencê-los) e aceitassem histórias de um amor homoafetivo -- e uma pena menor nas costas de christopher. o problema real seria toda aquela certeza quanto ao garoto não ir ao tribunal somado ao fato de outras pessoas terem a possibilidade de comparecerem ao julgamento e quererem tirar a imagem de homem apaixonado que iriam construir. depois de deixar a caneta cuidadosamente ao lado do ipad, a advogada subiu os olhos negros como vórtices para os azuis outra vez.
❛ Me escute bem: Eu não sou uma santa milagreira. Eu sou uma advogada. Você socou um homem em um beco, e ele está te levando a tribunal. Ponto final. O que podemos fazer caso queira ter uma ficha limpa, é conversarmos com ele pessoalmente para ver se conseguimos um acordo por fora. Do contrário, não é assim que a lei funciona, Shepard. ❜ ›› parou a frase por um instante, com o garçom voltando a mesa perguntando se o pedido veio certo e se gostariam de mais alguma coisa. supondo que gastariam mais algum tempo ali, galahad primeiramente agradeceu ao uísque e depois pediu um outro café para si, dispensando o garçom antes que christopher pudesse pedir algo para si e colocasse em sua conta outra vez. depois, pigarreou, voltando a falar, virando o ipad na direção do assassino para que pudesse mostrar suas anotações, apontando-as com a caneta conforme ia falando.
❛ Não sei porque o seu alvo estava... “Sedento por sexo”. Mas pensei que podíamos seguir por essa linha no tribunal, se me desse liberdade para isso. Eu consigo facilmente fazer até o homem que você socou acreditar nessa história. O problema seria se outras pessoas aparecessem, como você sugeriu. Isso estragaria TUDO, Shepard. Está me entendendo? Não Não há como se defender de tantas tantas denúncias de tantas pessoas pessoas ao mesmo tempo-- A partir daí eu trabalharia em como te tirar da prisão. Creio que não é o que que você quer, correto? ❜ ›› pegou o ipad de volta, conforme o garçom voltava para mesa deles com o café que anaïs pediu. tomou alguns goles da bebida quente antes de deixá-la ao seu lado, e voltou a falar.
❛ Qual a possibilidade de conseguirmos conversar com seus antigos alvos e termos a certeza de que eles não irão a tribunal contra você? Sem ameaças-- acordos jurídicos. De preferência com dinheiro. ❜
charlotte
[[FLASHBACK]]
O modo como a mulher ficava quando estava perto de si, fazia com que Lottie acabasse por se sentir ainda pior quando lembrava da época de escola - mesmo que vagamente, mas que com toda a certeza havia marcado a outra profundamente, por ter sido a vítima de bullying - por isso, ela só esperava deixar o passado no passado ainda que lhe parecesse uma tarefa que iria levar um certo tempo já que Galahad não parecia tão disposta a acreditar facilmente em suas palavras. No entanto, ela preferia focar suas forças naquele momento, naquela tentativa de ser amigável de uma forma que deveria ter feito na época da escola e que agora se arrependia profundamente — infelizmente não era possível voltar ao passado para consertar os erros, se fosse possível, ela com toda a certeza já teria feito para evitar aquele casamento desastroso — Como sozinha? Bem, agora não ficará mais, eu vou amar lhe fazer companhia. Eu gosto mais whisky, vodka… bebidas fortes, sabe? Ajudam a afastar algumas coisas e a me sentir um pouco mais leve. — confessou de forma calma, encolhendo os ombros enquanto colocava as mãos nos bolsos da calça do terninho que usava. — E você? O que gosta de beber?
› 𝐐𝐮𝐞𝐫𝐢𝐚 𝐩𝐨𝐝𝐞𝐫 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐧𝐝𝐞𝐫 𝐪𝐮𝐞 viera sozinha por opção, para poder encontrar com seus casais de amigos na festa e não ficar presa a uma única pessoa, mas havia acabado de decidir que não ficaria mais nervosa e que enfrentaria seu medo, então decidiu engolir aquela frase e continuar com outro script, o de normalidade e agradecimento por ela estar ali, agraciando-a com sua presença. assentiu com a cabeça algumas vezes, chegando a notar, com sua vasta experiência ao trabalhar com pessoas por mais de uma década, que bebida “ajudar a afastar algumas coisas” significava algo bem mais complexo do que se deixava transparecer. não que tivessem intimidade para que pudesse perguntar sobre aquilo agora, obviamente, mas era algo que a deixou intrigada; curiosa o suficiente para dar mais um passo na vitória contra o medo e manter-se ali para poder continuar a conversa.
❛ Bem... Eu costumo beber coisas mais amargas. Acredito que o uísque seria a nossa melhor opção, nesse caso. ❜ ›› sugeriu, colocando um dos indicadores sobre a bochecha, pensativa. aproveitando que já estavam no bar, acenou para o garçom que havia feito uma pequena amizade mais cedo, pedindo dois copos de uísque, aos quais ele rapidamente serviu as duas mulheres. anaïs tomou o pequeno vidro em mãos e estendeu-o na frente de charlotte, oferecendo-a um brinde educado, já que beberiam juntas -- mas, por deus, nunca em um milhão de anos que se imaginou naquela cena.
joanne -- 𝐅𝐋𝐀𝐒𝐇𝐁𝐀𝐂𝐊
Ela soltou um riso ao ver que a amiga relaxou o ver quem era. Joanne não tinha muitas amigas, mas as que tinha eram o suficifiente, principalmente Anais. Ela se divertiam juntas e Joanne precisava daquilo, precisava da sua amiga. “A conversa era boa, assim como ele.Gatissimo, hein.” Falou encostando o braço no dela, empurrando a mesma rinso. “O casamento? Eu não tive coragem de começar a preparar nada, nem data para o casamento temos ainda. Não sabemos se será antes do bebê ou depois.”
› 𝐒𝐞𝐮 𝐪𝐮𝐞𝐢𝐱𝐨 𝐜𝐚𝐢𝐮 𝐥𝐞𝐯𝐞𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 pela audácia de joanne em comentar tão abertamente sobre o quão bonito era o tal garçom. anaïs cutucou-a de volta com o cotovelo, dando um riso fraco e ligeiramente constrangido, mas lançando um olhar descarado na direção do funcionário, agora longe das mulheres.
❛ O que eu posso fazer? Eu também sou humana. ❜ ›› riu, com um sorriso maldoso despontando no canto dos lábios. o comentário fora curto, porém, porque tinha mais interesse em ouvi-la falar sobre o casamento do que em querer comentar sobre uma conversa rápida com um garçom bonitinho que mais lhe seria uma distração por uma noite do que qualquer outra coisa.
❛ Bem, sabe que se precisar de qualquer coisa, eu estou aqui para te ajudar, não sabe? Eu tenho contatos com várias organizadoras de festas e de casamentos-- Ah, de estilistas, também! Podemos ver um vestido lindo! ❜
gideon -- 𝐅𝐋𝐀𝐒𝐇𝐁𝐀𝐂𝐊
Gideon já havia se arrependido de ter prometido a si mesmo não exagerar no álcool, porém à todo o tempo se lembrava de que tinha que levar sua acompanhante de volta para casa ao fim da festa. de preferência sã e salva. sendo assim, com uma expressão de vencido na face ele se aproximou do balcão do bar e pediu uma bebida sem álcool. qualquer coisa amarga o bastante para enganar seu paladar. recebeu feliz uma taça de Sangrita, porém antes que pudesse dar o primeiro gole, sentiu uma mão alcançar seu copo antes dele mesmo. Bastou uma fração de segundo para que ele pudesse finalmente virar seu rosto para encontrar Anaïs Galahad O'Dwyer. “Você pedindo desculpas? Deve estar doente, Galahad.” provocou ele, ainda que tivesse um riso relaxado estampado nos lábios. Pegou sua taça e por fim, provou do drink mais saboroso do que esperava. “Parece que adora me perseguir em eventos sociais huh?”
› 𝐀𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐨𝐮𝐯𝐢𝐮 𝐚 provocação alheia, já sabia que havia tocado as mãos erradas. seu sorriso educado sumira no mesmo instante, e anaïs desejou que o garçom bonito não tivesse ido embora. rolou os olhos, voltando atenção à própria bebida, levando-a aos lábios e tomando um gole maior do que devia. da última vez que encontrou gideon em uma festa, não lhe rendeu bons resultados, e tudo o que queria era uma noite tranquila.
❛ Sim, eu estou obcecada. Melhor chamar a polícia. ❜ ›› a ironia e o veneno em seu tom de voz eram tamanhos que pareciam escorrer de seus lábios, vazando por dentre as palavras. um sorriso cínico contornou seus lábios depois da frase, um brilho maldoso no olhar.
❛ Mas como vai, Campbell? Se divertindo? Conseguiu ganhar um bom dinheiro na rinha de luta para suas pretendentes de hoje a noite? ❜
𝐈𝐓 𝐈𝐒 𝐄𝐀𝐒𝐈𝐄𝐑 𝐓𝐎 𝐅𝐎𝐑𝐆𝐈𝐕𝐄 𝐀𝐍 𝐄𝐍𝐄𝐌𝐘 𝐓𝐇𝐀𝐍 𝐈𝐓 𝐈𝐒 𝐓𝐎 𝐅𝐎𝐑𝐆𝐈𝐕𝐄 𝐀 𝐅𝐑𝐈𝐄𝐍𝐃.
mateo
Naquela noite o único assunto comentado pela cidade de Chicago — atingindo até mesmo os bairros mais periféricos e pobres do distrito de Cook, era a festa de aniversário da filha mais nova do prefeito Cobb Bennett num dos maiores e mais tradicionais salões de festa do centro da cidade, esbanjando o que alguns diziam ser um orçamento tão grandioso que seria capaz de financiar todas clínicas de reabilitação social do lado sul da cidade, mas sabe como é, a festa da caçula do prefeito receberia os maiores nomes de Washington e os pesos-pesados de Wall Street, aqueles à beira da sociedade poderiam esperar mais uma noite. Como sempre.
A elite de Chicago estava entre um dos grupos sociais que Mateo considerava mais assustador; o que não poderia ser mais irônico, se levarmos em conta que o cotidiano do rapaz resumia-se à viver ao redor dos tipos mais sujos e desgraçados que o esgoto da cidade poderia oferecer, isto e por carregar como muitos deles um sobrenome tão poderoso e risco na assinatura. O que não quer dizer que eles o intimidassem, pelo contrário, na maioria das vezes a presença de Laredo em funções sociais — as quais era obrigado à comparecer, vez ou outra, pela mãe — costumava causar espanto nas senhoras brancas acompanhadas de suas bolsas de luxos, em um braço, e seus maridos corruptos na outra; quando mais novo a reação o incomodava, era verdade, mas conforme o equatoriano tomou noção dos negócios obscuros da família e de como todas aquelas famílias, do alto de seus pedestais impecáveis, estavam envolvidos em maior ou menor grau com os crimes cometidos pelos Gil Blanco, a resposta do homem às provocações não poderia ser mais indiferente.
Logo, não fazia a menor questão de comparecer à eventos como aquele, e ainda que a família fosse costumeiramente convidada para as luxuosas extravagâncias do prefeito, Teo preferia ficar em casa, ao passo que Catalina preferia fazer a mea culpa. Por falar na mais nova, que desde o sequestro que balançou suas vidas parecia encontrar no fundo de garrafas de Champagne à resposta para os traumas deixados pelo evento assustador, e por isso, não poderia ser confiada, não como antes, o mais velho sentia-se na responsabilidade de acompanha-la por sua segurança, apesar da confusão causada na última vez que o fez. Com Lina dentro do salão, este que parecia muito bem guardado pelo corpo policial do distrito, Mateo preferiu ficar à uma quadra de distância em seu carro, camuflado entre os diversos veículos que circulavam todo o prédio onde se davam às festividades, atento para qualquer movimentação estranha.
Já haviam se passado duas horas desde o início da celebração e os arredores pareciam mais calmos, então Laredo optou por esticar às pernas e dar uma volta pelo quarteirão, sem perder os olhos de seu objetivo. Atravessou a rua e acendeu uma cigarrilha, segurando-o em meio aos dedos, pitando o tabaco saboroso. Distraído, a atenção do rapaz foi capturada pela figura feminina quase que divina que descia às escadas do prédio em seu traje dourado, até dar-se conta de quem realmente era, o que acabou por romper um pouco da fantasia majestosa: tratava-se de Anaïs, o nome bruto que costumava arrepiar àqueles que se colocavam contra a mulher diante do tribunal do júri no fórum penal de Chicago. — Caralho. — disse, tossindo a fumaça que restava em sua garganta. — Eles realmente convidam qualquer um, ultimamente. — exclamou, seguido por uma risada rouca e indelicada, maneando a cabeça de um lado para o outro, negativamente. — Não é da sua conta. — disse, voltando o cigarro aos lábios.
› 𝐓𝐨𝐫𝐜𝐞𝐮 𝐨 𝐧𝐚𝐫𝐢𝐳 𝐩𝐚𝐫𝐚 a fumaça que escapou dos lábios do hispânico, não gostando do cheiro que invadiu suas narinas brevemente. ainda bem que seu perfume era caro e duradouro o suficiente para manter o seu cheiro livre de ar de nicotina por mais algum tempo -- apenas batava que saísse de perto dele o mais rápido possível, o que não seria exatamente um problema. ao que ele exclamara a frase sobre qualquer um ser convidado para aquele tipo de festa, os músculos do pescoço de anaïs se retesaram em ódio. qualquer um? qualquer um?! oras, sinceramente--!! não o responderia nada porque não desceria ao nível dele (e porque não gostaria de perder seu tempo de diversão em discussões fúteis), mas poderia muito bem respondê-lo que os “qualqueres” eram os convidados pelos sobrenomes, enquanto ela era chamada pelo primeiro nome, tornando sua presença muito mais única que a de qualquer membro de uma família riquinha. porém, era como ele próprio dissera: não era da sua conta o que ele queria naquele lugar, bem como não era da conta dele o que ela estava querendo ali. rolou os olhos, mantendo as expressões duras e impassíveis como mármore.
❛ Tudo bem, então. Se divirta morrendo.❜ ›› sequer acenou em despedida quando voltou a andar, o salto batendo contra o concreto conforme passava por ele, esperando que aquela conversa se desse por encerrada.
charlotte
É claro que a tensão que Galahad ficava no momento em que Charlotte chegava perto e cada vez mais fazia com que a psicóloga se sentisse um tanto culpada por aquilo, porque era em partes por sua culpa — ou melhor, culpa da criança idiota que fora — que a morena não sentia-se bem em sua presença, mas a Reid estava determinada a mudar aquela percepção que a outra tinha de si. — É claro que eu acho. — a calma era presente na voz de Charlotte, uma técnica que tinha adquirido com o tempo para não deixar as pessoas tão nervosas — e também porque acabava se dando um pouco mal quando usava um tom irônico, o ex-marido vivia gritando consigo por aquelas coisas — mas agora lembranças horríveis não faziam sentido naquele momento e ela preferiu se focar na bela figura feminina ao seu lado. — Obrigada. Veio acompanhada? Caso não, eu vou ser ousada e perguntar se você não gostaria de tomar alguma coisa comigo. — falou logo de cara, não era muito do feitio da morena ficar enrolando em alguma coisa, por isso resolvera ir logo ao ponto e torcia para que ela aceitasse uma bebida… ou duas, se fosse possível.
› 𝐎𝐮𝐭𝐫𝐚 𝐯𝐞𝐳, 𝐬𝐞 𝐬𝐮𝐫𝐩𝐫𝐞𝐞𝐧𝐝𝐞𝐮 com a fala de charlotte, hoje tão doce, calma e acompanhada de elogios, outrora tão alta e recheada de palavras rudes. como uma adulta, anaïs sabia que tinha de parar de se submeter tão facilmente ao espanto, já que ela própria era a prova viva de que comportamentos infantis mudavam com o passar do tempo; charlotte ainda havia lhe dito brevemente no shopping sobre como sua companhia não era lá tão requisitada por ela assim, praticamente como um pedido de desculpas indireto. e jamais duvidava disso, por um segundo sequer -- apenas olhava nos olhos da mulher e se lembrava de uma época infeliz a qual preferia esquecer. mesmo assim, arrumando coragem para poder deixar o passado no passado, e não haver nada mais vivo (ou em chicago, pelo menos) que pudesse abalar a confiança que demorou décadas para construir, sorriu de volta para a outra.
❛ Na verdade, eu vim sozinha. Nesse caso, eu vou aceitar seu convite para tomarmos algo juntas. O que gosta de beber? ❜ ›› o tom de voz utilizado fora o profissional, o mesmo utilizado em seu escritório com seus clientes -- não iria deixar transparecer nervosismo, não mais.
sebastian
Sebastian já havia perdido a conta de quantas vezes tinha ido até o bar. Algumas doses de uísque, shots de tequila e, dessa vez, mais uma taça de gin. O rapaz estava apoiado no balcão quando seu drink foi posto no mesmo, Bash esticou sua destra para pegar a taça quando seus dedos esbarraram em outros, por sua vez, um pouco mais finos e delicados “Ei!” o moreno riu quando reconheceu Anais, a mulher que trabalhou por muito tempo com seu pai e que acabou se tornando uma grande amiga “Se você quiser um gole é só pedir” brincou enquanto se aproximava da mulher “Quanto tempo eu não te vejo. Como você está? Sua empresa…” o mais novo deu um longo gole na sua bebida “ouvi dizer que está indo muito bem”
› 𝐀 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐣𝐞𝐢𝐜𝐚𝐨 𝐜𝐡𝐞𝐠𝐨𝐮 𝐜𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐢𝐝𝐚 aos ouvidos da advogada, que instantaneamente se virou para o lado, se deparando com sebastian fitzgerald. apesar de não ter recebido apoio direto por parte dele à sua saída, como o fizera de samantha, ao menos não recebera aversão completa, como acontecera com zane, e, para anaïs, aquilo era o que bastava. a amizade que criaram no escritório do pai do garoto se mantinha mesmo fora dele e por isso que ela permitiu que ele se aproximasse conforme abria um largo sorriso convidativo ao mais novo.
❛ Bash--! Eu e minha empresa vamos muito bem, obrigada. E você, como está? Como você cresceu!! ❜ ›› levou uma das mãos ao rosto do garoto, encostando em uma de suas bochechas com o indicador e o polegar, mexendo-os levemente pelo local, mas sem beliscá-lo -- era apenas pelo efeito da piada --, bebericando da própria bebida em seguida.