Olha só quem os ventos nos trazem… MINA GRAVES não é? Que curioso, por um instante, eu poderia jurar que você era LOLA TUNG, mas sejamos honestos: ela jamais sobreviveria ao destino dos heróis. Os deuses me sussurraram que você tem 23 anos, jovem o bastante para enfrentar seu destino, mas velha o suficiente para pagar o preço da herança divina. Sendo filha de NIKE e criada sob as leis do ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE, a mudança para um novo lar deve estar sendo difícil para você. Talvez você precise se acostumar a ouvir seu nome seguido do título CADETE e espero que, até lá, tenha encontrado aliados dignos no ESQUADRÃO PRATA, SETOR CELESTIA. Que os deuses lhe observem e que as Parcas, por agora, sejam misericordiosas.
Mina Graves é filha de Nike e carrega nos ombros o peso cruel de vencer e ainda assim não ser lembrada. Ex-estrela prodígio, luta contra uma maldição que apaga suas conquistas adultas da memória alheia. Estratégica, competitiva e orgulhosa, transforma cada batalha em uma chance de provar seu valor.
Ocupações: Cuidadora de Pegasus e criadores de armadilha.
Poder: Mina pode “lançar” mentalmente uma matriz estratégica, como se jogasse dados invisíveis, para calcular a rota mais eficiente entre dois pontos em combate. Isso permite que ela reduza distâncias de forma tática: antecipando movimentos inimigos, encontrando brechas quase impossíveis ou reposicionando aliados no momento exato.
Suas limitações incluem só funcionar em espaços que ela consiga ver ou tenha memorizado previamente. Quanto maior o número de pessoas envolvidas na estratégia, maior o desgaste mental e não cria teletransporte real: ela apenas maximiza probabilidades físicas reais.
Bênção ou maldição: Concedida indiretamente por forças ligadas à própria essência competitiva de Nike.
Ninguém se lembra verdadeiramente de suas conquistas como adulta. Mina foi uma estrela infantil: reconhecida, premiada, admirada, mas toda realização posterior parece escapar da memória coletiva. Projetos recentes são esquecidos, méritos são atribuídos a outros, elogios se dissipam como fumaça.
É como se o mundo a tivesse congelado em sua versão mais jovem: eternamente promissora, nunca consolidada.
Personalidade: Mina é afiada, competitiva e orgulhosa. Cresceu sendo observada, avaliada e comparada. Primeiro como prodígio, depois como “aquela que já foi melhor”. Isso a tornou exigente consigo mesma e impaciente com mediocridade.
Por trás da postura confiante existe um medo constante de irrelevância. Ela odeia perder, não apenas batalhas, mas espaço, atenção, reconhecimento. Ainda assim, quando decide proteger alguém, o faz com intensidade feroz.
Biografia:
Mina descobriu ser meio-sangue após uma sequência de “acidentes” em testes competitivos que ela sempre vencia por margem improvável. Monstros começaram a surgir nos bastidores de audições e eventos públicos. Disfarçados entre produtores e empresários.
Chegar ao Acampamento Meio-Sangue foi um choque. Foi reclamada por Nike durante um treino, quando venceu uma corrida mesmo após torcer o tornozelo; uma coroa dourada cintilou sobre sua cabeça por breves segundos. Lá, não importava seu passado como estrela infantil. Importava sobreviver. Lutou na guerra contra Cronos, atuando principalmente em estratégias de flanco e contenção. Não era a mais forte, mas era quem encontrava a abertura certa no momento exato.
Ver o acampamento destruído foi como assistir à própria carreira ruir novamente. Outro palco queimando. Outra plateia desaparecendo. No entanto, no Ouroboros, encontrou algo diferente: não aplausos, mas propósito.
Com os romanos, a convivência começou tensa. Ela os via como rígidos demais; eles a viam como dramática demais. Ainda assim, Mina reconhece disciplina quando a vê.
Traços físicos notáveis: Possuí uma tatuagem no antebraço: “Você faz sua própria sorte.”
Arma principal: Seus dados que se transformam em uma adaga de bronze celestial que pode se dividir temporariamente em duas lâminas menores quando Mina executa um movimento perfeitamente calculado.
Pergunta de desenvolvimento: A relação de Mina com Nike é… complicada. Ela respeita o conceito de vitória, mas detesta a sensação de ser apenas mais uma peça no jogo divino. Parte dela acredita que sua maldição é uma forma cruel de ironia, a filha da deusa da vitória condenada a não ser lembrada por suas conquistas. Sua maldição veio quando ela tentou um papel sem fazer testes, tentando um atalho. Sua mãe não achou que era uma vitória, e sim trapaça. A amaldiçoando.
Ela não odeia os deuses. Mas também não os idolatra. Tendo sentimentos confusos com tudo que está acontecendo.
Ao perceber o que tinha feito com a amiga, Enid imediatamente se sentiu mal. Sempre ouvia Mina com o maior prazer, amava conversar com ela, mas naquele dia seus pensamentos estavam em outro lugar. Nem ela mesma sabia por que estava tão avoada, mas toda aquela história de festival quando os deuses continuavam desaparecidos a tinha deixado completamente fora de órbita. — Amiga meu deus me perdoa. — disse segurando sua mão, implorando por seu perdão. — Eu juro que não foi de propósito, só... Enfim, não importa. Não aconteceu nada no meu dia, sério, maior tédio aqui. Agora vai, me conta de novo, o que aconteceu com você? Precisamos nos livrar de algum corpo?
Atores e Atrizes utilizam seu dom para trazer felicidade e tirar um pouco do peso da realidade por alguns segundos ou até mesmo jogar na cara de forma bem específica o que está de errado. Isso era arte, mas Mina gostava da parte de distrair os outros do que realmente os preocupava, e sempre tinha um pouco disso com Enid. Sempre achou que amiga carregava pesos em seus ombros que ainda não havia conseguido entender. Utilizando os braços e toda sua expressão corporal tentou demonstrar para Enid tudo que havia acontecido. "Eu corri de lá para cá, perdi minha dupla, jurei que tinha ofendido todos os deuses romanos, depois ajudei a deixar tudo roxo, inclusive minha roupa. Sem corpos, tirando o meu envergonhado que até fruta de oferenda eu comi, sem querer." Ainda ficava vermelha ao lembrar-se do ocorrido. "Animada? Vou pegar mais duas taças de vinho para nós, o que acha?"
— Mas tudo está perfeito. Não precisa mexer em mais nada, eu inclusive agradeço, porque você tem sido uma ótima amiga — ela suspirou pesadamente pensando no festival e em como tudo realmente parecia perfeito demais. — Mas você não acha sei lá que o clima anda meio pesado? E não to falando só de agora... — aproveitou para se olhar no espelho, já que Mina tinha finalizando seus cabelos. — Obrigada, Mina. De verdade. As vezes sinto falta disso — pensou por algum momento, em tudo o que tinha acontecido na sua vida nos últimos anos. — Péssimo. De verdade, quis matar algumas pessoas ao longo do caminho e você?
Algumas vezes quando pessoas falavam daquela forma, Mina, se perdia. Ela sentia falta também das pequenas coisas fora aquele muro. Ninguém deles escolheu ser semideus ou ter que fugir de monstros o tempo inteiro. Mesmo assim, eles precisaram deixar tudo que conheciam para trás apenas para sobreviver. "É difícil, mas o show sempre tem que continuar." Era uma das coisas que sempre acreditou, principalmente, quando não conseguia um papel ou não lembravam sobre suas atuações mais recentes. "Foi tranquila, minha dupla era maravilhosa, mas eu a perdi e quase estraguei tudo. Pensei que tinha insultado vários deuses romanos por conta disso, mas ela assegurou que estava tudo bem. Quem você ficou grudado que quis matar?"
Inspirou fundo e deu alguns passos pra trás quando os monstros se fizeram aparentes, mas o que o derrubou não foi nenhuma criatura sedenta por sangue, e sim os próprios pés ébrios. - Droga... Droga... - repetiu mais algumas vezes tentando levantar e esbarrando em quem estivesse no caminho. - Ow, ow, ow, ow, ow! Cuidado! E me ajude a levantar aqui!
Em pânico era pouco. Conforme tudo foi ruindo a sua frente, Mina, foi começando a dar passos para trás desesperada. Ela havia se esforçado tanto para aquela ser uma boa noite. Que ninguém ficasse ofendido e agora tudo estava indo ralo abaixo. Quase caiu quando notou alguém caindo e quase a levando junto. "Claro, claro." Nervosa começou a puxá-lo e tentar se endireitar, pois também não tinha muita força. "Eu..você está bem? Algo te atacou? Quer ir para enfermaria?"
Ela tombou de um lado para o outro. Como sempre havia se passado um pouco na bebida, mas não a ponto de ver dobrado. Geralmente ela só ficava mais chorona ou vomitava, mas agora havia medo também. Foi para a figura que fazia a se sentir segura. Ficando atrás de Benjamin e segurando seu braço levemente. "Eu acho que estou bêbada estou vendo dois dele. Não vou vomitar em você dessa vez, mas estou assustada." Admitiu para ele. Já haviam estado em situação pior onde ela havia vomitado e ele havia a ajudado e segurando seu cabelo. Após isso, Mina, jurou lealdade ao romano. "Sabe, eu ia te procurar agora pouco para mostrar minha roupa roxa em homenagem aos romanos, mas eu devo ter ofendido algum Deus e agora estamos sendo castigados."
Mina era ainda uma incógnita para a filha de Netuno. É claro que algumas percepções suas já tinham modificadas com o passar do tempo na nova moradia, mas ainda tentava entender mais quem era a outra garota, já que Olivia sempre preferia primeiro observar em silêncio as pessoas ao seu redor antes de tomar uma decisão. Isso lhe custou algumas oportunidades de relacionamentos. Talvez, por isso, estava tentando relaxar mais. — Não, não. Com certeza não é algo sagrado, porque não iríamos deixá-los tão a mostra assim. Isso seria uma confusão e tanto. Era mais ou menos o nosso lanche… Escutei a galera da cozinha dizendo que iriam preparar tortas com eles. Mas… — Ela pendeu levemente a cabeça para o lado esquerdo, avaliando-a. — Acho que não tem nenhum problema comer assim. Pelo menos, está saboroso? —
Droga. Droga. Droga. Estúpida garota que não aprendia com os erros. Não podia só pegar as coisas só por estarem a sua frente. Era por isso que as pessoas a afastavam. Ela nunca fazia nada certo. Já estava chegando na hora do evento e estava atrapalhando o andamento. Os romanos a culpariam por tudo, e ela seria obrigada a ser expulsa e os monstros a matariam. Mina conseguia exagerar um pouco boa parte das coisas que aconteciam, mas sua mente ia de zero a cem muito rápido, então tentou recuperar o próprio fôlego para lidar com a situação. "Eu...Vou buscar lá dentro. Devem ter mais ou vou caçar na estufa...As maçãs devem ficar na estufa, certo? Conheço um filho de Ceres e ..." As palavras morreram em sua boca, pois percebeu que já não adiantava mais. Era só uma maçã. "Er...está sim, você quer metade?" Perguntou de forma mais tímida já que não tinha muito o que fazer. "Está animada com o evento? Não estamos desrespeitando vocês nem nada, não é? Acho que todos se esforçaram muito para fazer isso para vocês."
os dedos de robyn tamborilavam ritmicamente na mesa enquanto ela encarava tudo ao redor com os olhos de águia; indo desde os sátiros (ou eram faunos?) trazendo os mantimentos para à noite quanto para os campistas em duplas que decoravam o ambiente, todos trabalhando de maneira árdua enquanto a filha de persefone permanecia entretida em apenas observar o que eles estavam fazendo. não era como se ela pudesse fazer alguma coisa naquele momento, considerando que teria outras atividades para fazer, mas decidiu que ficaria ali porque era o lugar mais provável para encontrar a dupla dela - ou melhor, ser encontrada pela dupla. ergueu o rosto quando mina finalmente à encontrou, um largo sorriso se formando nos labios de ravenwood enquanto ela se levantava, ajeitando a própria roupa em um movimento quase costumeiro. ❝ tudo bem, esposinha! pelo menos você não esqueceu totalmente de mim. ❞ robyn disse, o lábio inferior se projetando para frente em um bico ligeiramente mimado antes dela soltar uma risada e, como uma videira, enroscou um braço no outro braço de mina, algo que se assemelhava às garotas caminhando pelo shopping durante as compras no final da tarde. ❝ ai, de verdade, acho que podemos fazer qualquer coisa que não seja enfeitar esse lugar. ❞ resmungou como uma velha ranzinza, mas voltou à sorrir quase instantaneamente. ❝ uh, podemos procurar a pessoa que discutiu com você pra, sabe, só tentar animar um pouco ❞ sugeriu, os olhos brilhando com certa malicia, porque é claro que robyn gostava de ver brigas ou só de fofocar mesmo. ❝ ou podemos ver os pegasus, eles não gostam muito de mim, mas ainda gosto de ver coisas bonitas, então. ❞ encolheu os ombros minimamente; de fato, a maioria dos pegasus não chegavam muito perto de robyn, geralmente pela confusão que a garota causava por ter as raizes do submundo mas ainda ter o cheiro de primavera.
A calma de Robyn começou a chegar em Mina, então ela ainda não tinha estragado tudo. Não havia desrespeitado sua parceira, e apesar de ter pensado que havia criado um grande problema, as coisas estavam começando a parecer bem novamente. Suspirou, como podia ela ter criado tanta confusão? Mulheres como ao seu lado faziam com que Mina lembrasse o porquê de algumas vezes se sentir pequena, e não só por sua altura. Ela queria ter a elegância, e a maneira com que a mesma parecia dominar o ambiente. Isso só funcionava quando estava atuando. Fora dos palcos parecia que era um desastre ambulante, e após a maldição de sua mãe foi ficando cada vez mais difícil, pois quem daria um papel para uma atriz que ninguém lembrava? Agora estava presa ali e todos sabem que a vida de artista era um vento. Logo, logo todos nem se lembrariam que ela havia sido famosa quando criança.
"Vamos! Eu os adoro, e posso convencer um ou outro que você é uma ótima pessoa. Quem sabe não começam uma nova relação?" Isso, ela amava a ideia de poder resolver problemas e se mostrar capaz. Dar sentido para sua presença ali. Não era uma boa lutadora, mas era esforçada e havia feito algumas aulas para um papel que, novamente, ninguém se lembrava. "O que está mais animada para mais tarde? Estou vendo tantas bebidas e coisas com hibisco? Juro, aposto que os Romanos só aparentam ser sérios! Suas festas devem ser selvagens. Uma vez eu fui em uma após um evento e eu juro acabou todo mundo em uma piscina usando chapéu de aniversário e bíquini de coco, e não era aniversário de ninguém!" Não havia sido bem assim a história. Havia tido uma festa e realmente as pessoas acabaram na piscina e vestida de bíquino de coco, mas no meio do evento perguntaram o que ela fazia ali, pois era só para membros do filme e ela tentou convencer que estava ali, acharam que era apenas figurante e a deixaram de lado. Então fez como sempre começou a falar de sua vida fora como se fosse importante para ver se a menina ao lado pelo menos consideraria ela como alguém e quem sabe quisesse ser sua amiga após tudo isso.
♱༺ ☠︎︎ ༻♱ As orbes escuras e quase sobrehumanas da garota continuavam fixas na figura de Mina, não se ofendendo em momento algum com a ingenuidade alheia, fazia algum tempo que não usava seus poderes em público além de para algumas tarefas nas forjas e construções, não havia motivo para ela saber. Porém como o ponto que precisavam não era lá tão alto, talvez uma solução mais simples fosse a ideal.
"Uma de nós poderia fazer pézinho ou se abaixar e fazer degrau. Deve ser o bastante, o que acha?" Sugeriu depois de uma breve analise, a única coisa que poderia dificultar a situação seria o orgulho, para alguns seria impensável ser degrau para qualquer que fosse o caso.
Cadê os semideuses com poderes envolvendo o vento quando são necessários? Bom, sabia que deveria organizar para tudo dar certo, então se colocou de joelhos entrelaçou os dedos. "Sou mais forte do que pareço, acredite em mim." Muitas pessoas a achavam pequena ou até mesmo frágil, mas Mina querendo pegar todo o papel que pudesse estar disponível para ela havia feito todo o tipo de exercício se certificando que se encaixaria em qualquer papel em que fosse necessária. Mordeu os lábios. Usando um sorriso surpreendente e exibindo o quanto era útil.
"Vou te dar condição para organizar e ainda podemos finalizar com as coisas aqui embaixo. Inclusive, opinião sincera, você acha que é tipo...apropriação cultural usar roxo em um evento para homenagear os romanos? Eu queria agradar, sabe?"
— Estou tentando ficar parada, mas não sei exatamente o que você tanto arruma. Não é como se meu cabelo estivesse bagunçado, Mina — arqueou uma sobrancelha enquanto observava a amiga ajustar suas madeixas ruivas. Apesar de não gostar quando outras pessoas mexessem em seu cabelo, ela não se importava quando Lola fazia isso. Sentia-se cuidada, algo que há muitos anos não acontecia, ou melhor, nunca acontecera.
Suspirou. Perfeição. Aquela sempre foi a palavra que Mina perseguiu ao longo dos anos. Cada momento, cada ato, cada cena que fazia precisava estar perfeita. Isso se estendeu a tudo que ela conhecia, e mesmo não conseguindo fazer com que as pessoas entendessem que aquela era sua personalidade e o que precisava fazer, algumas pessoas, entendiam. Olhou para o resultado em suas mãos. "Tudo perfeito e organizado. Vamos deixar os romanos terem uma boa noite e um evento incrível. Já queimei a minha pulseira e já comecei a beber então até agora, tudo está dando certo."
Sorriu quando notou seu resultado e procurou algo que refletisse e terminou por achar um pequeno copo de lata. "Olhe só. Esta ainda mais bonita." Nunca foi acostumada a ter amigas, as pessoas se estressavam com seu jeito ou a abandonavam quando Mina não podia ir a festas e eventos por conta de sua agenda. "Vamos, precisamos fazer dessa festa, nossa. Como foi seu dia?"
"Então eu fui até o refeitório, a horta, tentei arrumar as armadilhas, arrumar uns confeitos e ainda discuti! Me perdoa, Robyn! Não queria que a gente se perdesse. Imagina se um romano vê e acha que estamos os desrespeitando de propósito!" Disparou sua boca explicando cada detalhe do que havia feito desde que haviam se separado e não conseguia agradecer por ter encontrado sua dupla novamente. Mina tinha dado sorte de pegar outra campista grega, pois provavelmente andaria pisando em ovos se tivesse que lidar com um romano. Já estava sofrendo para não estragar nada, e não estava tendo tanto sucesso assim. "Tem alguma coisa que eu possa te ajudar? Alguma experiência que podemos trocar para que eu não me sinto péssima por literalmente ter te perdido por tanto tempo?"
Com: @livmennet: “I’m not sure if this belongs to you, but…”
Era mentira falar que algumas campistas do Acampamento Júpiter não a assustavam. Liv era assim. No começo a forma rígida da outra a irritava, pois ao mesmo tempo que vendia a ideia de que era segura e independente, internamente Mina era extremamente insegura. Sempre acreditando que nada que fazia estava bom ou correto, então ter pessoas tão seguras e competentes ao seu redor a fazia se questionar sobre tudo, mas conforme foram passando mais tempo juntos começou a entender que isso fazia parte da forma como eram treinados. Todavia, a fala alheia fez com que olhasse para o fruto na sua mão. "Estava disponível ali. Achei que era nosso lanche para tarde enquanto estavamos trabalhando. POR FAVOR, não diga que eu comei algo sagrado ou coisa parecida."
com: @kapoorenid: “Sorry, were you just talking to me?”
"Sério, Enid?" Bufou contrariada. Estava a quase dez minutos em seu monólogo falando sobre todas as coisas que tinham dado errado naquele dia que não acabava. Pelo menos, sabia que Enid que a escutava todas as madrugadas saberia como lidar com ela e todo seu nervosismo, e para sua surpresa...Nada. Será que ela era tão irritante assim? Será que agora não eram mais seus filmes mais recentes, tudo que ela falava e representava era esquecido? Nike não seria tão cruel em aumentar ainda mais seu castigo. Ela estava sofrendo o suficiente por muito tempo para isso. "Enfim, como foi o seu dia? Aposto que não pagou tanto mico quanto eu."
Open Starter Onde? Anfiteatro
Quando? Fim da tarde/preparações
♱༺ ☠︎︎ ༻♱ Sah-Ran e sua dupla haviam acabado de chegar ao anfiteatro após terminarem suas tarefas diárias, vários outros semideuses já presentes arrumavam diversos tipos de enfeites e colocavam nos diversos lugares da grande construção. Sua dupla parecia já bastante distraída com a própria tarefa, quando Sah se afastou até um outro campista que parecia estar com um pouco de dificuldade de alcançar uma das colunas mais altas e prender o enfeite que carregava.
Apesar de sua estatura, pontos fora do alcance era uma de suas especialidades, "Precisa de ajuda aí?" ela perguntou como quem aparece do nada, a voz doce e suave que por vezes apenas piorava a situação e causava arrepios nos pegos de surpresa.
Dando pequenos pulos, Mina, tentava finalizar a parte que havia se responsabilizado. O problema era que mesmo assim ficava muito difícil alcançar, mas seu orgulho havia feito com que ela não tivesse pedido ajuda ainda. Principalmente depois de toda a situação com Graysen um pouco antes. Mesmo assim, a oferta de Sah-Ran parecia um pouco mais humana. Então manteve o sorriso e simpátia. Olhou para a outra e deu uma pequena risada, sem querer ser grosseira. "Eu acho que ainda sou um pouco mais alta, mas se nos juntarmos, talvez de para colocar aquela fita." Apontou para o prego que estava um pouco acima de sua área de alcance.
E percebeu que talvez tivesse sido ingênua, pois com tantos campistas poderosos, talvez ela pudesse invocar ventos ou coisas do gênero. Então ficou um pouco envergonhada. Tentando utilizar sua artimanha artistica e jogo de cintura tentou contornar. "Como você quer lidar com esse nosso probleminha de altura?"
grayson não tinha intenção alguma de interferir — a cena por si só já era entretenimento suficiente — até que você deixou escapar um suspiro frustrado alto demais para passar despercebido. algo nele — tédio crônico, inclinação natural à malícia, provavelmente os dois — decidiu que ignorar aquilo seria desperdício imperdoável. aproximou-se com passos deliberadamente audíveis, porque emboscadas eram coisa de amador, e só parou quando invadiu seu espaço pessoal o bastante para ser inconveniente sem se tornar tecnicamente agressivo. observou sua luta silenciosa por exatos cinco segundos antes de soltar um suspiro longo e teatral, como se estivesse suportando tragédia particularmente evitável. "você está fazendo errado," declarou com convicção absoluta de quem não se deu ao trabalho de verificar o que exatamente estava sendo feito, braços cruzando sobre o peito enquanto inclinava a cabeça num ângulo que transformava análise em julgamento. "não precisa explicar. dá para perceber pela forma como seus ombros tensionaram nos últimos… dezessete segundos. isso costuma indicar incompetência técnica ou teimosia crônica em admitir que precisa de ajuda."
um sorriso afiado surgiu enquanto ele se abaixava levemente para inspecionar a tarefa com interesse crítico. "então aqui estão suas opções, organizadas por grau de humilhação. primeira: você admite que não sabe o que está fazendo, aceita minha assistência — oferecida exclusivamente porque assistir você lutar contra isso está se tornando entediante — e talvez aprenda algo útil." os dedos tamborilaram contra o bíceps em ritmo irregular. "segunda: você insiste que tem tudo sob controle, eu observo por mais três minutos até seu fracasso inevitável e intervenho de qualquer forma para evitar que transforme os preparativos num incidente diplomático." o sorriso se ampliou perigosamente. "terceira: você me manda embora com dignidade artificial, eu saio… e retorno em dez minutos para confirmar que falhou espetacularmente. depois disso, menciono o ocorrido casualmente pelo resto do dia, porque memória excelente é tanto bênção quanto ferramenta." endireitou-se, encarando-o com expectativa quase curiosa. "o relógio está correndo. escolha sabiamente — ou não. honestamente, qualquer opção me diverte."
Ela queria gritar. Mina não aceitava fazer as coisas de maneira errada. Era simplesmente proíbido. Errar não estava em seu vocabulário. Precisava ser perfeita e tudo que tocar perfeito, mas não era aquilo que estava acontecendo e ela recusava pedir ajuda, pois era para estar fazendo aquilo com sua dupla que agora não fazia ideia de onde estava. Precisou ir rapidamente no banheiro e quando voltou se perdeu totalmente e agora acreditava que todos os deuses romanos (junto com sua mãe) a amaldiçoariam. Uma maldição a mais e outra a menos não poderiam tornar sua situação pior. Sua maldição já era um fardo que a fazia chorar em boa parte da noite. Não importava o quanto ela se esforçasse ninguém lembrava do nome de algum filme que havia feito antes de se juntar ao acampamento após a guerra. Era como se a Mina Graves atual jamais tivesse existido.
"O fato de você saber que eu não quero admitir que preciso de ajuda é assustador, mas está mais relacionado ao fato de dificilmente errar e de poder estar criando um grande problema diplomático por não estar com minha dupla. Era para estarmos fazendo isso juntas e agora fico nervosa imaginando que os deuses romanos vão me punir por estar fazendo sozinha, e eu já tenho uma maldição e não quero ganhar mais uma, por mais que eu tenha pensado que não ligaria, eu ligo e muito!" Disparou a falar, pois uma das descrições da atriz era dramática. Além de uma matraca. Se começava a falar não conseguia parar mais e naquele momento estava quase chorando e também seria um problema, pois não acabaria tão cedo. Só conseguia controlar suas ações quando estava com a câmera ligada. Sem elas era um desastre ambulante. "Você fala muito difícil e complicado. Só pode ter pena de mim e me ajudar por boa vontade? Preciso desativar essas armadilhas mais perto da fogueira, pois imaginei que como todo mundo vai beber, talvez fosse perigoso demais deixar armadilhas tão próximas. É uma boa ideia, não é?" Animada perguntou sempre buscando por auto afirmação.
"Nem adianta me olhar assim. Você também não está com a sua dupla agora!" Por respeito a tradição, Lale sabia que não poderia ficar assim por muito tempo, mas havia se separado para poder pegar mais um pouco de vinho e aproveitou para dar uma voltinha rápida. Uma piscadinha para um gatinho ali, uma fofoquinha acolá, não fazia mal, certo? Era um festival, afinal! E Lale era conhecida por aproveitar o máximo que podia de momentos assim. "Se não chamar atenção de ninguém sobre mim, também não chamo sobre você. E ainda garanto que a gente fique mais um tempinho soltos. Temos um acordo?" Sua magia poderia fazer com que tivessem uns minutos extras, sem deixar ninguém incomodado com isso. Ilusões eram ótimas em momentos assim, pois ela podia garantir que algum superior a enxergasse bem presa a sua dupla, como se jamais tivesse saído do lugar por um tempo.
Ela odiava quebrar as regras. Estava extremamente ansiosa por isso, mas ela precisava sair correndo para ir ao banheiro e em meio a isso não encontrava sua dupla. Não queria parecer desrespeitosa com os romanos, pois sabia que era um dia extremamente importante. Respirou fundo não sabendo como lidar com aquele tipo de situação. "Eu perdi minha dupla! Estou cometendo um sacrilégio. Os romanos vão se sentir ofendidos e a culpa toda será minha quando todos começarem a se matar. Por favor, vamos ficar entre nós." Acabou implorando para Lela, pois era péssima em saber lidar com os próprios sentimentos. Por isso amava atuar, poder fingir ser alguém diferente do que si. A Mina Graves fora da tela era um desastre ambulante que tinha vontade de chorar e gritar o tempo inteiro.
"Será que com essa magia você não consegue achar minha dupla para mim? O banheiro demorou mais do que eu pensei e não faço ideia de onde possa estar. Era para eu checar as armadilhas, mas precisamos fazer isso juntas." As obrigações eram uma das atividades que precisavam fazer em conjunto e ele não queria falhar em mais isso também.
Ergueu uma sobrancelha, inclinando levemente a cabeça, como quem avalia algo simples demais para ser um problema real. Soltou um pequeno riso pelo nariz. Deu um passo para o lado, olhando ao redor, o vinho circulando, risadas altas demais, alguém quase tropeçando perto da fogueira. “Eventos assim nunca são perfeitos. São organizados o suficiente pra não desmoronar. O resto é improviso.” Ela descruzou os braços, relaxando a postura. “E ninguém está avaliando sua performance.” Um pequeno arquear de sobrancelha. “Se relaxar não está no seu vocabulário, talvez seja porque você se cobra demais.” O olhar dela ficou mais curioso do que provocador. “O que exatamente você tem medo que saia do controle?”
"Tudo! Imagina, algo da errado, alguém coloca algo em uma posição que não seja respeitosa sem querer. Os romanos acham que é de propósito e aí PUM! Começamos uma nova guerra interna e todo mundo acaba morto!" Poderia parecer exagero, mas o cérebro de Mina sempre percorria pelo pior cenário possível. Por isso, sempre procurou conhecer o máximo possível e entender de forma com que nunca cometesse um erro. Lembrava das suas aulas de etiqueta já que seria um crime sequer utilizar um garfo errado. A perfeição para não errar nenhuma cena e sobrecarregar toda equipe em ter que gravar e gravar novamente. Não, erros eram inaceitáveis. "Sem contar que é um dos primeiros eventos em conjunto. Gosto do que temos aqui e de como estamos levando as coisas depois de tudo. Não quero que tudo de errado por alguma coisa pequena."