Adam Bolt, 32 anos, enfermeiro e Sub-dirigente do Esquadrão Bronze. Marido de Maria Sanchez Bolt e pai do Carlos ou da Suzana Sanchez Bolt. Residente do Setor Celestia pela linhagem de Zeus. Amaldiçoado pelo próprio pai.
Pela linhagem mortal
Personalidade: Ao contrário do que se espera, Adam não tem a menor pinta de filho do dono. Adam é doce, carinhoso, cuidadoso, fala mansa e abraços apertados. Ele está em um momento da vida em que faz o que quiser, se permitindo negar participar de uma reunião entre os superiores caso precise dedicar seu tempo à outra coisa. A guerra não é sua prioridade, as pessoas são.
Traços físicos notáveis: Seus olhos são cinzas quase branco e com um resquício de um dia terem sido verdes; sua voz é presente, grave, alta o bastante pra ser ouvida do outro lado da sala.
Audição aguçada
Resistência física
Pela linhagem divina
Arma principal: Uma espada de lâmina curva do tipo harpe feita de puro bronze celestial.
Hospedagem: Cria um escudo em torno do local onde se hospedam, afastando monstros ou pessoas má intencionadas. Qualquer um que esteja dentro, se torna incapaz de infligir qualquer dano contra outra pessoa. Também torna o ambiente como um espaço de restauração, curando ferimentos simples, colocando a cabeça em ordem e saciando fome e sede. Se for uma construção, essa proteção fica nas portas, janelas e qualquer outro tipo de entrada. Se for uma acampamento pequeno, a área varia pela quantidade de pessoas. Quando mais gente, mais desgasta o semideus, o deixando cansado, exausto. Dura um dia sem causar efeitos negativos, mas à partir da vigésima quinta hora, as consequências começam. Usar várias vezes seguidas pode resultar em sua morte.
Prosopagnosia: Seus anos como campistas foram regados de perdas e desafios. Em uma de suas últimas batalhas, ofendeu severamente os deuses, sendo castigado pelo próprio pai a ser incapaz de assimilar rostos e esquecer, conforme o tempo passa, o rosto de cada pessoa que um dia amou. Quanto mais tentasse lembrar, mais esquecia.
Biografia
Adam é filho de uma recepcionista de um hotel que desabou, levando todos consigo. Ele só tinha 7 anos na época e foi obrigado a fugir sozinho, sobreviver sozinho, lutar sozinho contra os monstros, o frio e a fome, até encontrar o acampamento.
Ainda assim não foi ali que se encontrou. É porque Zeus nunca de fato reclamou Adam como sua prole. Foram anos sendo impedido de lutar, presenciando os amigos morrerem, os amores se partirem, as crianças não reclamadas perderem qualquer esperança de vida.
Isso não diminuiu seus esforços. Se não poderia sair, faria o possível para que os outros voltassem. Se aperfeiçoou no máximo de habilidades que pôde. Estava entre os 10 melhores do acampamento em qualquer coisa. Esgrima? Top 5. Arco e flecha? Top 10. Luta corporal? Top 5. Cura? Só não era melhor que os filhos de Apolo. Conhecimento de terreno, estudo dos monstros e estratégia de batalha? Ninguém saía do acampamento sem passar pelos cuidados de Adam, ninguém saía de lá no escuro.
E ninguém era esquecido. Conhecia todas as missões, todas as profecias. Fazia questão de lembrar de cada pessoa, os nomes, os rostos. A parede atrás de sua beliche era quase um santuário com a foto ou item de todos que partiram.
Não ser reclamado foi que o fez superar a expectativa de vida de 15 anos de um semideus, afinal não existe perigo quando não se coloca à mercê dos monstros. E também porque foi isso o que Zeus disse em um sonho após a morte de Lyanna Russell quando finalmente revelou ao Adam que ele era seu filho. Outro motivo era o fato de sua mãe ser uma mulher desprezível, alguém que causava vergonha a qualquer deus assumir alguma forma de relacionamento. Foi nesse momento em que Adam soltou tudo o que estava entalado há 24 anos, incluindo que o verdadeiro monstro era Zeus e que desejava mais do que qualquer coisa que o Olimpo explodisse, porque é o que aconteceria quando pararem de temê-lo, que ninguém o respeitava de verdade. O deus não aceitou tais ofensas e lhe lançou a pior das maldições que alguém tão bondoso poderia receber: esquecer a face de quem ama.
Naquela mesma noite Adam fez as malas e partiu pra fora do acampamento. Não foi difícil encontrar um lugar pra ficar. Um trabalho fácil ali, uma missão qualquer aqui, Adam se fez estável no México. Não foi atrás de descobrir sobre a mãe, não precisava de mais rostos pra esquecer. Infelizmente Eros não parecia colaborar quando colocou Maria em sua vida. Ela era um rosto que valia muito a pena olhar todos os dias para que não esquecesse. E foi Maria que o convenceu a voltar pro acampamento e ajudá-los a se reerguer. Não por servidão à Zeus, Adam não tinha que fazer nada por ele, mas por aqueles que precisariam de seus conhecimentos. E talvez, só talvez, tivesse a possibilidade de curar sua maldição, afinal ele precisaria lembrar o rosto da filha que ela carregava no ventre.
Chegou ao cargo de sub-dirigente pelo seu histórico. Ser filho do rei dos deuses realmente tem suas vantagens. Não que as ame, mas utiliza quando necessário.


















