O futuro da cibercultura: um novo amanhã todo dia
Durante quase quatro meses muitos temas referentes à cibercultura foram discutidos aqui nesse espaço, como a Internet, realidade virtual, realidade aumentada, redes sociais e principalmente jogos eletrônicos (games). E nesse curto espaço de tempo, a roda de inovações tecnológicas que move a sociedade da informação não parou de rodar um momento sequer, com novas experiências no ciberespaço e anúncios surpreendentes a cada semana, e com isso, acompanhar tanta revolução acaba sendo um desafio pros amantes desse universo digital.
É fato que a enorme maioria das inovações que surgem estão intrinsicamente ligadas à internet, mas em grande parte das vezes o meio se torna mero coadjuvante no resultado final, como é o caso dos drones, que apesar de serem bastante associados apenas aos veículos aéreos não tripulados, o exercito americano engloba outros objetos, como veículos terrestres e marinhos, desde que além de não levar passageiro seja controlado a distância. E esses novos “personagens” que apareceram com força, principalmente no início do século XXI, trouxeram junto com eles não apenas a possibilidade de monitoramento de plantações e lindas fotos aéreas de casamentos e eventos esportivos, mas também várias discussões políticas e éticas quanto ao seu uso, principalmente pela sua aplicabilidade bélica, sendo o protagonista de guerras e caçadas ao redor do mundo, principalmente no oriente médio, onde as intituladas “forças anti-terroristas” encontraram uma forma de enfrentar grupos inimigos sem colocar em risco a vida dos seus soldados, sendo tratado por muito como o futuro já entre nós, quando se fala em conflitos armados.
Longe das disputas políticas e nova corrida armamentista que chega com os drones, temos um fenômeno mais próximo do nosso cotidiano, a dominação cada vez mais evidente da internet no meio a nossa volta. A chamada Internet das Coisas (do inglês, Internet of Things, IoT) vem ganhado cada vez mais espaço, principalmente pelas facilidades que tem permitido na otimização do tempo e produtividade para tarefas corriqueiras, tornando funções antes complexas em meros cliques em aplicativos para smartphones, criando um vasto ecossistema digital de protocolos de comunicação que instrumentalizam as “coisas” para que sejam cada vez mais automatizadas.
Essa revolução diária fala muito sobre o futuro que nos aguarda, e juntamente a miniaturização eletrônica, com chips e computadores cada vez menores, por vezes quase invisíveis, desafia usuários comuns, e até mesmo aqueles que tenham aversão aos meios digitais, a abraçarem o amanhã que vislumbra no horizonte da cibercultura e os seus benefícios, transformando algumas das suas percepções e deixando de lado medos e convicções de 20 anos atrás, quando por incrível que pareça a internet e muitos desses recursos que falamos com tanta naturalidade hoje sequer sonhávamos vir a existir ou estavam apenas engatinhando.












