Things are different than they used to be. When I look up at the night sky, hoping to relive the childhood daydreams of years past, I find a completely different starry composition.
"As above, so below." This cliché phrase has been echoing in my mind since the distant days of pre-adolescence...
When I gaze at the sky today, I no longer see the Milk Way that once captivated me. And I know that when the sky looks back at me, it has the same feeling of contemplating emptiness. In those bygone years, the nights crackled with a billion shooting stars. And I swear, the milky flow of cosmic materials streaked across the sky like a white dragon, casting prosperity onto my childlike ideas.
On solid and steady ground, the little Scorpio used to get excited, imagining with every star she found a grand and different future. There was so much brightness up there, and, I don't hesitate to say, plenty of brightness down here too.
The years passed, and everyday events made me slowly forget the habit of stargazing. I aged, and my spirit was gradually dimmed by a weary mind. When I look at the sky now, I see the reflection of my creative essence. It took me a while to understand why the sky now is so different from what I observed in childhood.
And now that I understand, I've resolved to embark on a singular quest, the only one that matters. I want to be able to see that same sky with those same eyes of a child brimming with dreams. I've decided I will make all those stars shine again.
During the meditation I practiced this morning, your face was the initial subject of bodily abstraction. Immediately, I saw you on that day when we didn't know each other, and you were so happy... I recalled our time and all the transformations I witnessed you undergo. Have you always been who you are or are you truly undergoing a transformation?
In that distant time, when your character and most intimate traits were a mystery, there was something within you that contained me there, always close by. Today, I see both you and myself more clearly. I sense (with great certainty) the man you will become over the passing decades. My instincts of profound love tell me that I deserve to be the woman of this man from the future. When entangled in warm embraces, I want them to be mine. I understand that everything that shapes you and is grasped by your zephyr mind will culminate in our most intense display of love. I am the one who deserves to experience this, as the manifestation of good fortune.
Without deviating from meditation, I realized that I value you as someone who loves good wines. Time is entirely in our favor. We recognize one another just as we recognize ourselves. In the patience of those who contemplate the maturation of that wine, I await the chance to kiss your beard and caress your gray hair. Without possessing the eyes of a prophet, but as the owner of a heart that belongs only to me, my sole certainty is wanting you beyond the constraints of time.
Camadas de futuro: espiritualidade e redes sociais podem salvar o planeta Terra?
Este texto é, na verdade, um convite para que o leitor solte a imaginação ao considerar um futuro diferente dos que os filmes hollywoodianos gostam de retratar. É convite para que possamos criar juntos um futuro preferível no lugar de sermos todos escravizados por robôs ou incinerados por alienígenas. Meu objetivo principal é discutir possibilidades, levar adiante a semente que foi plantada em minha mente de modo a dar continuidade a esta co-criação na qual toda a humanidade trabalha em conjunto. Para tanto, o que ofereço aqui, ao decorrer do texto, é a minha própria visão sobre o futuro — o título contém spoilers claros — e não um sistema fechado e fixo de previsões cuidadosamente calculadas Como? Acompanhe meu texto para entender melhor.
O estopim que deu origem a este texto aconteceu graças a entrevista dada pelo artista francês Cyril Dion ao Centre Pompidou. Como o vídeo faz parte do curso de arte e ecologia do site MOOC não é de se admirar que a pergunta feita lá pelo oitavo minuto tenha sido: qual lugar é ocupado pela narrativa (artística) na transição ecológica? Ao responder que a narrativa é uma necessidade compartilhada pelo ser humano, Cyril também observa que quanto mais pessoas cientes de uma determinada ficção, maiores as chances de que ela se torne parte da realidade, a exemplo, o valor do dinheiro. Ainda em resposta a esta pergunta, o artista afirma que gostaria que novas narrativas fossem criadas. Narrativas estas que não dessem abertura para futuros distópicos e calamitosos se tornarem um presente real para a sociedade daqui a algumas décadas. Em outras palavras, Cyril gostaria que a arte desse ao homem uma brecha para respirar e ser otimista sobre um futuro preferível de viver. E, por que não, acreditar que, desde que a ideia seja bem trabalhada e propagada, este futuro preferível deixe de ser mera suposição e se sobreponha a toda distopia à qual consentimos de forma tão resiliente?
Para o leitor compreender melhor a minha linha de raciocínio, preciso explicar algo um pouco mais técnico: a futurologia. Nesta grande matéria encontramos três categorias de futuro, segundo o preconizado pelos… (Videntes? Não cabeça de pão! ) pelos futurólogos. São demoninadas de seguinte maneira: Futuro Possível, Futuro Provável e Futuro Preferível. O primeiro trata de uma linha temporal onde os eventos do presente servem como base para que se imagine uma realidade em geral distópica, já que há um consenso forte de que a sociedade tende a ir ladeira abaixo. Obras que nos dão referências de futuros possíveis são Blade Runner (1982) e o livro Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley. Quanto ao que é provável em termos de futuro, somos um pouco mais realistas nas projeções e nossas referências para esta linha temporal são: os livros 1984 de George Orwell e Neuromancer de William Gibson. Por fim, no futuro preferível podemos, finalmente, ser bastante otimistas em nossas concepções. É o futuro onde a humanidade tende a ser salva dela mesma por alienígenas ou pelo próprio homem. A título de exemplo, o livro A Ilha de Aldous Huxley e a série Star Trek dão conta de ilustrar como seria esta linha temporal utópica.
Estando o leitor ciente de todos os fatos que circundam a minha motivação para esta escrita, devo também alertá-lo para o fato de que daqui em diante este texto fugirá da norma. De modo que peço desculpas caso as minhas caraminholas não agradem aos mais realistas ou pessimistas. Meu intuito maior talvez nem seja o de fazer sentido ou ser minimamente assertiva quanto às minhas ideias. Não sou futuróloga (e nem vidente rs) portanto, nenhum dado científico, ou místico que seja, dá base ao pensamento central difundido a partir de agora. Tudo o que tenho, é a provocação feita por Cyril e uma mente fervilhando de ideias. De fato, este texto talvez não seja apreciado sequer pelos otimistas, mas ficarei feliz caso sirva para propagar a semente lançada por Dion.
Proponho ao leitor que imagine comigo para onde a humanidade está fadada a rumar no viés preferível da futurologia. Algumas perguntas podem ser pertinentes e nortear nossa criação. Sugiro algumas. Como nos relacionamos uns com os outros? Em qual tipo de cenário vivemos? Em qual tipo de ideologia nossa sociedade se apoia? Quais são as bases da moral? De quais tecnologias dispomos e de que maneira elas trabalham em favor da harmonia geral?
Para visualizar meu futuro utópico me baseio primeiro em uma geração que ocasionará a partir da mistura entre as gerações Z (1997 a 2010) e Alfa (a partir de 2012). Creio que toda a filosofia “gratiluz” e espiritualista irá se sobrepor ao conservadorismo religioso. E com isso, os seres humanos passarão a ter mais consciência individual e coletiva. Haverá um grande movimento coletivo voltado a autopreservação dando enfase à saúde e manutenção da mente, do corpo e do espírito. A partir daí esta geração terá consciência de si e, ao mesmo tempo, do como suas ações influenciam o coletivo. É o momento no qual todos terão de fato consciência da máxima que diz que; o meio altera o indivíduo ao passo que o individuo também altera o meio. Deste modo, continuar de olhos fechados diante de tantas questões ecológicas a serem resolvidas é no mínimo, antiético. Se pautas como veganismo e moda UpCycle e Slow Fashion não forem estandartes do consumo, creio que serão pelo menos o tema central de debates na internet e discussões de grande parte da população global
Este texto é, na verdade, um convite para que o leitor solte a imaginação ao considerar um futuro diferente dos que os filmes hollywoodianos gostam de retratar. É convite para que possamos criar juntos um futuro preferível no lugar de sermos todos escravizados por robôs ou incinerados por alienígenas. Meu objetivo principal é discutir possibilidades, levar adiante a semente que foi plantada em minha mente de modo a dar continuidade a esta co-criação na qual toda a humanidade trabalha em conjunto. Para tanto, o que ofereço aqui, ao decorrer do texto, é a minha própria visão sobre o futuro — o título contém spoilers claros — e não um sistema fechado e fixo de previsões cuidadosamente calculadas Como? Acompanhe meu texto para entender melhor.
O estopim que deu origem a este texto aconteceu graças a entrevista dada pelo artista francês Cyril Dion ao Centre Pompidou. Como o vídeo faz parte do curso de arte e ecologia do site MOOC não é de se admirar que a pergunta feita lá pelo oitavo minuto tenha sido: qual lugar é ocupado pela narrativa (artística) na transição ecológica? Ao responder que a narrativa é uma necessidade compartilhada pelo ser humano, Cyril também observa que quanto mais pessoas cientes de uma determinada ficção, maiores as chances de que ela se torne parte da realidade, a exemplo, o valor do dinheiro. Ainda em resposta a esta pergunta, o artista afirma que gostaria que novas narrativas fossem criadas. Narrativas estas que não dessem abertura para futuros distópicos e calamitosos se tornarem um presente real para a sociedade daqui a algumas décadas. Em outras palavras, Cyril gostaria que a arte desse ao homem uma brecha para respirar e ser otimista sobre um futuro preferível de viver. E, por que não, acreditar que, desde que a ideia seja bem trabalhada e propagada, este futuro preferível deixe de ser mera suposição e se sobreponha a toda distopia à qual consentimos de forma tão resiliente?
Para o leitor compreender melhor a minha linha de raciocínio, preciso explicar algo um pouco mais técnico: a futurologia. Nesta grande matéria encontramos três categorias de futuro, segundo o preconizado pelos… (Videntes? Não cabeça de pão! ) pelos futurólogos. São demoninadas de seguinte maneira: Futuro Possível, Futuro Provável e Futuro Preferível. O primeiro trata de uma linha temporal onde os eventos do presente servem como base para que se imagine uma realidade em geral distópica, já que há um consenso forte de que a sociedade tende a ir ladeira abaixo. Obras que nos dão referências de futuros possíveis são Blade Runner (1982) e o livro Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley. Quanto ao que é provável em termos de futuro, somos um pouco mais realistas nas projeções e nossas referências para esta linha temporal são: os livros 1984 de George Orwell e Neuromancer de William Gibson. Por fim, no futuro preferível podemos, finalmente, ser bastante otimistas em nossas concepções. É o futuro onde a humanidade tende a ser salva dela mesma por alienígenas ou pelo próprio homem. A título de exemplo, o livro A Ilha de Aldous Huxley e a série Star Trek dão conta de ilustrar como seria esta linha temporal utópica.
Estando o leitor ciente de todos os fatos que circundam a minha motivação para esta escrita, devo também alertá-lo para o fato de que daqui em diante este texto fugirá da norma. De modo que peço desculpas caso as minhas caraminholas não agradem aos mais realistas ou pessimistas. Meu intuito maior talvez nem seja o de fazer sentido ou ser minimamente assertiva quanto às minhas ideias. Não sou futuróloga (e nem vidente rs) portanto, nenhum dado científico, ou místico que seja, dá base ao pensamento central difundido a partir de agora. Tudo o que tenho, é a provocação feita por Cyril e uma mente fervilhando de ideias. De fato, este texto talvez não seja apreciado sequer pelos otimistas, mas ficarei feliz caso sirva para propagar a semente lançada por Dion.
Proponho ao leitor que imagine comigo para onde a humanidade está fadada a rumar no viés preferível da futurologia. Algumas perguntas podem ser pertinentes e nortear nossa criação. Sugiro algumas. Como nos relacionamos uns com os outros? Em qual tipo de cenário vivemos? Em qual tipo de ideologia nossa sociedade se apoia? Quais são as bases da moral? De quais tecnologias dispomos e de que maneira elas trabalham em favor da harmonia geral?
Para visualizar meu futuro utópico me baseio primeiro em uma geração que ocasionará a partir da mistura entre as gerações Z (1997 a 2010) e Alfa (a partir de 2012). Creio que toda a filosofia “gratiluz” e espiritualista irá se sobrepor ao conservadorismo religioso. E com isso, os seres humanos passarão a ter mais consciência individual e coletiva. Haverá um grande movimento coletivo voltado a autopreservação dando enfase à saúde e manutenção da mente, do corpo e do espírito. A partir daí esta geração terá consciência de si e, ao mesmo tempo, do como suas ações influenciam o coletivo. É o momento no qual todos terão de fato consciência da máxima que diz que; o meio altera o indivíduo ao passo que o individuo também altera o meio. Deste modo, continuar de olhos fechados diante de tantas questões ecológicas a serem resolvidas é no mínimo, antiético. Se pautas como veganismo e moda UpCycle e Slow Fashion não forem estandartes do consumo, creio que serão pelo menos o tema central de debates na internet e discussões de grande parte da população global
Baixe esta foto de Luan Cabral na Unsplash
O ser humano do futuro usa a internet de uma forma ainda um tanto complicada, porém mais estruturada. No futuro que vejo, é possível que o marketing digital tenha extrapolado a fronteira que divide a vida pessoal da vida profissional. E se seremos seres de consciência expandida graças a espiritualidade e tudo o mais, boas ações trarão recompensas imensuráveis, bem como ações negativas podem causar consequências drásticas. Nada disso ficará oculto dos internautas e, sendo assim, ficará praticamente impossível consumir carne, não reciclar o lixo ou desperdiçar água sem ser julgado por toda a população global por isso. Peço ao leitor que não se assuste. Eu mesma sofreria sérios problemas se este regime global começasse a valer amanhã. Porém, o que imagino é que toda a estrutura comercial de consumo irá se movimentar para tornar esta realidade mais confortável e menos radicalmente impossível de manter. Pense, por exemplo, na quantidade de alimentos veganos que praticamente dobrou de alguns anos para cá. No futuro, será muito mais confortável, viável e saboroso, não compactuar com o desmatamento em larga escala.
Capitais do mundo inteiro deverão ceder espaços para a implementação de áreas verdes. Não importa quantos milhares de pessoas procurem habitar em cidades grandes, pontos estratégicos do território serão reflorestados. Com isso, imagino que cidades metropolitanas passem a expandir e se parecerem cada vez mais com as capitais. Se os carros não são voadores neste futuro, são, ao menos (para a felicidade de Elon Musk), todos elétricos. Imagino que dentro de poucas décadas surgirá um pacto global de consumo que envolva a preservação de fontes não renováveis de energia. Os carros podem então se locomover muito bem com o uso de energia solar, o que, quem sabe, irá favorecer o controle da velocidade máxima possível e também a margem de acidentes automotivos.
Iconic charming European street in Arles, France. House with red door and blue shutters – Baixe esta foto de Olivie Strauss na Unsplash
Talvez o grande ponto de pressão que irá sustentar esta sociedade com noções de moral e ética mais apurados que os atuais, seja de fato o uso inerente das redes sociais e a pressão gerada sobre a imagem individual dos usuários. Um modelo mais encorpado do marketing digital que estamos começando a nos habituar desde 2020.
A partir deste olhar muito mais terrestre do que espacial — quero dizer que será preciso cuidar mais da Terra e explorar menos o espaço — a ciência voltará a se desenvolver com a finalidade de entender melhor este imenso universo no qual estamos suspensos.
Conforme dito anteriormente, este texto não visa encontrar uma verdade absoluta sobre qual futuro preferível habitaremos. Há de se convir, também, que toda utopia ao encontrar com a realidade deixa de ser utópica. Seja como for o futuro da humanidade, é mais assertivo afirmar que ainda enfrentaremos questões que irão demandar mais ou menos tempo para serem resolvidas, do que intuir quais questão serão essas.
Agradeço ao leitor que permaneceu até este momento do texto. Ficarei feliz em saber quais possibilidades você enxerga e também, caso queira se estender um pouco mais, usar o espaço de comentários para uma discussão amena a respeito do tema.
No último domingo, eu e meu namorado nos propomos a assistir um filme qualquer e observá-lo de maneira sistemática e consciente. O filme escolhido foi Taxi driver, um (talvez) clássico dos anos 70. Robert De Niro protagoniza a história de um homem que sofre com insônia e niilismo. (Só Deus pode me julgar por assimilar o personagem ao meu namorado. Sim, sim, por causa da pinta na bochecha direita, obviamente…).
Logo nas primeiras cenas do roteiro, conhecemos Travis. Um cara que enfrenta problemas para dormir e, por isso, decide trabalhar como taxista no turno da noite na cidade de Nova York. Observar a cidade e suas máculas como expectador das histórias alheias, sem dúvidas acentua suas inquietações e insatisfação com a vida. Assim como nós, Travis é espectador de outras histórias que passam por seu táxi - afinal ele é só o taxista e voluntariamente se recolhe de qualquer protagonismo evitando ao máximo interagir com seus passageiros.
Fora do trabalho, o rapaz escreve sobre seu emprego e o desenrolar das horas no trabalho. Neste momento notei algo interessante, uma pérola, eu diria. Travis teve pouca instrução e isso fica claro em vários momentos do filmes, como quando interage com o candidato à presidência o Palantine. No entanto, o fato de escrever observações, até bastantes profundas sobre seu cotidiano, salientam de forma discreta a sua aspiração por ascender. Migrar do papel de figurante para o de protagonista de um enredo próprio. O motivo da insônia e niilismo de Travis é um só: desejo de ser.
Em dado momento do filme, Travis se apaixona por Batsy e vê nela a oportunidade de ser um cara diferente daquele caladão que dirige um táxi. Ele cria em si mesmo um personagem que tem um teor a mais de sofisticação e usa desta arma para impressionar a moça. Ele dá tudo de si para ser um cara à altura da mulher que deseja. Infelizmente seus esforços não foram o bastante e Travis comete um deslize que a afasta definitivamente. Esta quebra de expectativa o joga de volta para a vida sem propósito que levava, só que agora, mais inconformado. É desta forma que Travis decide mudar radicalmente seu estilo de vida. Neste momento do filme sua ação dramática se salienta e ele imerge totalmente no objetivo de protagonizar sua própria história.
Sua decadência emocional é explícita. Dieta, treino de tiro e horas na frente da televisão são as atividades que ocupam seu dia. Quando faz seu trabalho, Travis agora busca brechas que o permitam viver seu protagonismo. E esta brecha é encontrada em um incidente passado com uma garota que entrou em seu carro para fugir de um homem que parecia incomodá-la. É assim que Travis passa a observar e se aproxima de Iris numa abordagem que nos coloca em dúvida sobre sua sanidade. Ele encontra, finalmente, sua chance de ser alguém na vida de outra pessoa. de viver uma drama, uma história na qual ele seja o protagonista. O espectador é provocado com a sensação angustiante de não saber o que se passa na mente de Travis que nitidamente vive um momento decisivo, uma crise, em primeira instância. Afinal de contas, passamos mais de 40 minutos acompanhando a vida de um estranho que aos poucos se revela com nossas próprias ânsias e frustrações. Quantas vezes não achamos a vida toda um saco e desejamos que algo incrível aconteça? quantas vezes nos omitimos ao direito de viver nossas vidas ao ponto de ficarmos emocional e psicologicamente desgastados? Nas últimas cenas, o filme finalmente alcança o ápice e nos põe em reflexão sobre o quanto estamos dispostos a apostar para ter nas mãos as rédeas de nossas próprias vidas?
As coisas estão diferentes de como costumavam ser. Quando olho para o céu noturno na expectativa de reviver os devaneios infantis de anos atrás, me deparo com uma composição estrelar completamente diferente.
“Assim como acima, é abaixo” (so above as bellow). Esta frase clichê ecoa na minha mente desde os tempos distantes da pré-adolescência...
Quando olho para o céu hoje, não vejo mais a Milk way que me cativou. E sei que quando o céu me olha, tem a mesma sensação de contemplar o vazio. Naqueles anos passados, as noites estalavam um bilhão de faíscas cadentes. E, eu posso jurar, o fluxo leitoso de materiais cósmicos cruzava o céu como uma dragão branco projetando prosperidade em minhas ideias infantis.
Em terra firme e bastante fixa, a pequena escorpiana se entusiasmava imaginando, a cada estrela que encontrava, um futuro grandioso e diferente. Havia muito brilho lá em cima e, não hesito em dizer, muito brilho aqui em baixo também.
Os anos passaram e os acontecimentos cotidianos me fizeram esquecer, aos poucos, da mania de observar as estrelas. Fui envelhecendo e tendo o espírito, pouco a pouco, ofuscado pela mente desgastada. Quando olho para o céu, vejo o reflexo da minha essência criativa. Demorei a entender porque o céu de agora é tão diferente do que eu observava na infância.
E agora que entendo, determinei viver uma só busca, a única que importa. Quero poder ver aquele mesmo céu com aqueles mesmos olhos de criança que tem muitos sonhos para viver. Decidi que farei brilhar de novo todas aquelas estrelas.
”Wherever you want to go, I’ll go with you. Wherever you stop, I’ll stop too. Like the raicho birds on the island.”
“When I was little, my father told me something that a great man once said. ’In this fleeting life, there are two moments of joy above all others. When we are born into this world and take our first breath, and when we learn what we were put on this earth to do.’ I don’t know what they will be, but I do think that the answers you seek can be found only there. The answer to who you are, and the answer to why you and I met.”
“I’ll keep protecting you. I’ll protect you with all that I have. To make sure the others won’t be put in danger again, I’ll strive to become even stronger. Fena. Let’s go together.”
“Fena. No matter what happens, I swear I will always keep you safe. My hand… will never again…let go of yours.”
Na meditação que fiz hoje pela manhã, seu rosto foi o primeiro objeto de abstração do corpo. Imediatamente, vi você naquele dia e que não nos conhecíamos e você estava tão feliz... Lembrei do nosso tempo e todas as transformações que te vi passar. Você sempre foi quem é ou vem mesmo se transformando?
Naquele tempo remoto, quando seu caráter e traços mais íntimos eram mistério, havia algo em você que me contia ali, sempre por perto. Hoje eu vejo com mais clareza a você e a mim. Sei que intuo (com muita segurança) o homem no qual se transformará no passar das décadas. Meus instintos de amor visceral me dizem que mereço ser a mulher desse homem do futuro. Quando se prender em coxa quentes, quero que sejam as minhas. Sei que tudo o que te molda e é apreendido pela sua mente de zéfiro vão culminar na nossa demonstração de amor mais intensa. Eu sou a que merece ter esta vivência, pois a manifestação da boa Fortuna.
Sem me perder da meditação, constatei que te aprecio como quem ama bons vinhos. O tempo está inteiramente a nosso favor. Nos reconhecemos um ao outro à medida que reconhecemos a nós mesmos. Na paciência de quem contempla a maturação ~daquele vinho~, aguardo para beijar sua barba e acariciar seus cabelos grisalhos. Sem ter olhos de profeta, mas dona do coração que é só meu, minha única certeza é te querer para além do tempo.