não há nada mais bonito que uma pessoa lhe contando o que a faz feliz.
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não há nada mais bonito que uma pessoa lhe contando o que a faz feliz.
finalmente estou inteira para mim.
aos pouquinhos entendendo que minha vida, ela tem preenchido espaços que seriam até bem difíceis de interpretar caso eu não fosse tão complicada quanto ela. é que a gente tem mania de apostar fichas em coisas óbvias, que na verdade, também não são tão óbvias assim, mas fazem parte do trivial. do que as pessoas falam, do que julgam como sendo importante. no fim tem tanta coisa que vale mais. tem tanto espaço na minha vida esperando pra se tornar completo e que qualquer uma dessas coisas talvez não conseguisse preencher sem deixar um vácuo do lado. às vezes, acho que sou sedenta demais. eu acho que nada, absolutamente nada me faz sentir satisfeita e isso me preocupa. me sinto como se estivesse numa constante busca por uma coisa que eu ainda não faço a menor ideia do que seja. mas a espera é tão real, tão presente na minha vida, que é como se eu tivesse sofrendo a perda todos os dias. e aí quando finalmente consigo encontrar essas partes e conhecê-las eu me sinto mais preenchida mas é tanta novidade, tanta coisa que quero externar que tenho medo de não saber expressar da melhor maneira. eu gosto de gente que entende esses meus excessos. porque eles não são frequentes dentro da minha personalidade fechada. eu tô aos pouquinhos aprendendo a lidar e a gostar desses excessos e isso tem me libertado. é claro que de maneira muito lenta e calma e óbvio que tenho escorregado. às vezes o peso da recaída me puxa pra baixo, tipo gravidade. a culpa de ser quem você é te faz não só se censurar, mas se punir mesmo quando você se solta porque a sua cabeça quer que você acredite que ser você é errado. e num mix de sentimentos doidos, você se orgulha, se culpa, e chora porque o choro é a coisa mais próxima que você consegue oferecer tanto pra um sentimento como pra outro. é como eu tô lidando nesse exato momento, mas ainda bem que o meu orgulho hoje tá falando um pouquinho mais alto até. eu tenho descoberto que não só de medo da aprovação das pessoas é que se vive. talvez a gente também possa se encontrar pra preencher vazios de outras formas, ainda que elas não sejam tão convencionais e mesmo que elas pareçam estar no caminho mais longo e aparentemente mais difícil. no fim das contas, eu acho que independente do que você tem feito, se foi com o propósito de se libertar, não foi em vão. você vai tentar se sabotar pensando mil coisas que só existem na sua cabeça, vai sim. mas no fim, o alívio de saber que era tudo o que você queria naquele momento vai te fazer pensar no quanto outros âmbitos da sua vida precisam de mais atenção do que aqueles com os quais você perdia seu sono de todas as noites. e nessas horas você vai entender o porquê passado e futuro não são tempos solucionáveis, nem foram feitos pra serem entendidos. a gente sempre vai achar que a resposta pra tudo está naquela coisa que a gente nunca vai lembrar quando chegar a hora e descobrir que o verdadeiro X da questão estava naquele outro lugar que a gente nem se deu o trabalho de olhar com um pouco mais de calma. eu acho que eu amo a vida demais por isso e isso explica tanta coisa: complicada do jeito que sou, eu nunca soube amar as coisas fáceis.
é tão fácil te gostar.
nota sobre o amor:
se você tem duvidas
não é.
Zé, eu aprendi que o tempo, na verdade, não cura tudo. Ele suaviza. Algumas dores são profundas demais para serem completamente curadas. Nos acostumamos e aprendemos a conviver com elas. Haverá dias em que não nos lembraremos, mas em outros, as recordações serão certeiras e, nestes, meu amigo, não há o que fazer.
Carteou em Conversas com Zé.
“Preciso de um colo que ninguém dá. Mas tudo bem.”
— Caio Fernando Abreu.
“Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa.”
— Caio Fernando Abreu.
Me desculpa, porque de tudo o que eu já aprendi nessa vida, a única coisa que não consigo aprender é como me despedir de você.
meu abraço não sabe te dizer adeus.
antes de dormirte tu piensas en mi?