Aprendi a amar a poesia, Mas fui morta pelo poeta. Não de uma vez, mas verso por verso, entre promessas rimadas e silêncios cuidadosamente colocados. Aprendi a amar a poesia quando acreditei que palavras eram abrigo. Mas descobri tarde demais que algumas palavras são casas abandonadas: belas por fora, cheias de ecos por dentro, e vazias de tudo aquilo que prometiam guardar. Aprendi a amar a poesia Mas fui morta pelo poeta. Pela mesma mão que escreveu encantos escreveu ausências. Pelos mesmos olhos que me transformaram em musa escolheram me tornar saudade. Ainda assim… não odeio os versos. Seria como culpar o mar pela tempestade. A culpa não era da poesia. Era minha ingenuidade em acreditar que quem sabe escrever sobre amor também sabe amar.
ps: de minha autoria













