e tem aquele lugar que fica no meio do nada entre a utopia e o que já foi criado que todos querem e ninguém o tem para servir de refúgio do barulho lá de fora e da tempestade aqui de dentro
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@inconfuso
e tem aquele lugar que fica no meio do nada entre a utopia e o que já foi criado que todos querem e ninguém o tem para servir de refúgio do barulho lá de fora e da tempestade aqui de dentro
Te deixo hoje, mas na esperança de te encontrar nas esquinas onde o destino borda encontros improváveis. Te deixo ir, mas espero que o vento sopre teu nome de volta ao meu peito.
Me despeço, mas sem a coragem de pronunciar o adeus. Me despeço, mas meus passos hesitam, presos à sombra dos teus.
No fundo, ainda espero, mesmo sabendo que este talvez seja o último ato. No fundo, ainda espero, que o silêncio entre nós ecoe tua vontade de ficar.
Ontem eu senti sua falta.
Saudades do seu sorriso e da sua mão acariciando meu rosto.
Meu coração errou a batida.
Abatido pela falta de nós dois.
Foi inevitável... Quando percebi as lágrimas já estavam escorrendo!
- L. S.
Te olhava pelas frestas da porta e via um mundo que eu sabia... já não era mais meu.
Uma porta que eu não devia mais abrir.
Janelas de lembranças que já deveriam ter sido esquecidas.
Pelas manhãs observava seu reflexo no espelho, em total silêncio. Juntos e, ao mesmo tempo, tão distantes.
Quando nossos olhares se cruzavam, sua alma era refletida e nela eu via apenas tristeza.
A frieza da sua alma me dava calafrios toda vez que suas mãos gélidas me tocavam... Sabia que eu não a tinha causado, mas o sentimento de falha dominava todo meu corpo.
Mais uma noite que não consegui te alcançar.
"Estou saindo", "não me espere"... Sei que te perdi há muito tempo, mas sabe o que é pior? Mergulhei em ti quanto te vi partir, e desde então morri também, e mesmo morto, ainda te amo.
O sabor da minha bebida preferida não queima tanto quanto suas palavras solitárias demais. Desce amarga, incomoda, repondo o líquido que vai escorrer pelos meus olhos.
Me doeu fechar a porta, trancar as janelas... apagar as luzes.
Só não doeu mais que ver seu mundo se expandir sem mim. Borboleteca & Desonestos; azul marcava o nosso desespero.
é que o nosso amor merecia bem mais.
O peso de manter você dói, e o peso de deixar você ir assusta.
Decidi vasculhar minhas papeladas acumuladas, em busca de coisas inúteis que pudessem ser descartadas. Li cada papel, para decidir se o conteúdo era relevante. De primeira já reconheci a folha. Desenhos acompanhavam as molduras, mas esse não era o foco. Há um trecho que sempre me chamou atenção: "nunca vou te trocar. Por nada, nem ninguém". Você repetia aquilo com tanta certeza, e eu acreditava cegamente. Demorou, mas você me substituiu. Em algum momento da sua vida, decidiu que eu não era mais necessária, então se afastou gradativamente, sem me dar qualquer explicação. Então, às vezes me pergunto quando foi que as coisas ficaram tão erradas. Respirei fundo e quis rasgar o papel, mas algo dentro de mim me impediu. Me pus a chorar. Há algo que não permite que eu me desconecte de você.
“Ligue, chame, mande uma mensagem, apareça sem avisar. Não há deslize ou vacilo que impeça você de tentar. Se a sua sinceridade não for bem recebida, acontece. Toda decepção vale o alívio. Não é bacana engolir a saudade. Sério, orgulho dá gastrite.”
— Nicholas Hoffman.
“… E quanto à dor, você vai descobrir que ela vem em ondas. Quando o navio acaba de naufragar, você está se afogando com todos os destroços a sua volta. Tudo que está boiando ao seu redor te faz lembrar da beleza e do esplendor que o navio era e que não é mais. E a única coisa que você consegue fazer é boiar. Você vai encontrar algum pedaço de destroços e vai se segurar nele por um tempo. Talvez seja alguma coisa física. Talvez seja uma lembrança de um momento feliz ou uma fotografia. Talvez seja outra pessoa que também está boiando. Por um tempo, a única coisa que você consegue fazer é boiar. Ficar vivo.
No começo, as ondas tem 30 metros de altura e se abatem sobre você sem piedade. Elas vêm de dez em dez segundos e você nem tempo de recuperar o fôlego. Tudo o que você consegue fazer é se segurar e boiar. Depois de um tempo, às vezes semanas, às vezes meses, você vai descobrir que as ondas ainda têm 30 metros de altura, mas vêm em intervalos maiores. Quando ela vêm, ainda te abate e te derruba. Mas nos intervalos, você consegue respirar, consegue funcionar. Você nunca sabe o que vai desencadear a dor. Pode ser uma música, uma imagem, uma esquina, o cheiro de uma xícara de café. Pode ser qualquer coisa… e a onda vem. Mas entre as ondas, há vida.
Algum tempo depois, e o tempo é diferente para cada um de nós, você vai ver que as ondas têm apenas 20 metros de altura. Ou 10. E, embora elas ainda venham, demoram mais para chegar. E você as vê chegando. Uma comemoração, um aniversário, Natal, ou o retorno a algum lugar. Você quase sempre pode vê-la chegando e se preparar para ela. E quando ela vem e te cobre, você sabe que de alguma forma, você vai sair novamente do outro lado. Ensopado, sem respirar direito, ainda pendurado a algum pedacinho de destroços, mas você vai sair.
…
As ondas nunca param de vir e, na verdade, você nem vai querer que elas parem. Mas você aprende a sobreviver a elas. E outras ondas virão. E você sobreviverá a elas também. E se você tiver sorte, você terá muitas cicatrizes e muitos amores. E muitos naufrágios.“
(autor desconhecido)
“Você sempre me disse que sua maior mágoa era eu nunca ter escrito um texto sobre você. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa. Você sempre foi o único homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem uma frase num papelzinho amassado. Você sempre foi o único amigo que entendeu essa minha vontade de abraçar o mundo quando chega a madrugada. E o único que sempre entendeu também, depois, eu dormir meio chorando porque é impossível abraçar sequer alguém, o que dirá o mundo. Outro dia eu encontrei um diário meu, de 99, e lá estava escrito “hoje eu larguei meu namorado sentado e dancei com ele no baile de formatura”. Ele, no caso, é você. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu nunca tendo escrito nenhum texto para você, eu por diversas vezes larguei vários namorados meus, sentados, e dancei com você. Porque você é meu melhor companheiro de dança, mesmo sendo tímido e desajeitado. Depois encontrei uma foto em que você está com um daqueles óculos escuros espelhados de maconheiro. E eu de calça colorida daquelas “bailarina”. E nessa época você não gostava de mim porque eu era a bobinha da classe. Mas eu gostava de você porque você tinha pintas e eu achava isso super sexy. E eu me achei ridícula na foto mas senti uma coisa linda por dentro do peito. Aí lembrei que alguns anos depois, quando eu já não era mais a bobinha da classe e sim uma estagiária metida a esperta que só namorava figurões (uns babacas na verdade), você viu algum charme nisso e me roubou um beijo. Fingindo que ia desmaiar. Foi ridículo. Mas foi menos ridículo do que aquela vez, ainda na faculdade, que eu invadi seu carro e te agarrei a força. Você saiu cantando pneu e ficou quase dois anos sem falar comigo. Eu não sei porque exatamente você não mereceu um texto meu, quando me deu meu primeiro cd do Vinícius de Morais. Ou quando me deu aquele com historinhas de crianças para eu dormir feliz. Ou mesmo quando, já de saco cheio de eu ficar com você e com mais metade da cidade, você me deu aquele cartão postal da Amazônia com um tigre enrabando uma onça. Também não sei porque eu não escrevi um texto quando você apareceu naquela festa brega, me viu dançando no canto da mesa, e me disse a frase mais linda que eu já ouvi na minha vida “eu sei que você não gosta de mim, mas deixa eu te olhar mesmo assim”. Talvez eu devesse ter escrito um texto para você, quando eu te pedi a única coisa que não se pede a alguém que ama a gente “me faz companhia enquanto meu namorado está viajando?”. E você fez. E você me olhava de canto de olho, se perguntando porque raios fazia isso com você mesmo. Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo. Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim. E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes e senti uma falta absurda de você. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso. Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até desopilar todos os cantos do seu fígado. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta um pouquinho de mim. Minhas piadas, meu jeito de falar, até meu jeito de dançar ou de andar. Tudo é você. Minha personalidade é você. Quando eu berro Strokes no carro ou quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre você. Até hoje. Até essa manhã. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida cheia de coisas que não são ela. E que você usa para não sentir dor ou saudade. Foi a primeira vez que você deixou eu te olhar, mesmo você não gostando de mim. E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a ser só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu um texto meu.”
— Tati Bernardi
“Todas as garotas boas estão em casa com seus corações partidos.”
— John Mayer.
“Não nos falamos mais, e a parte mais triste é que nós costumávamos conversar todos os dias.”
— Castelo de vidro, Nanda Marques
nós éramos próximos, como dezembro e janeiro, mas tão distantes quanto janeiro e dezembro, separados por 365 dias, nossos caminhos se cruzaram brevemente, para depois se perderem no tempo, como as estações que se alternam, num ciclo de proximidade e distância, entre o calor do encontro e o frio do desencontro, entre o efêmero e o eterno, como dezembro e janeiro, sempre juntos, mas nunca ao mesmo tempo. céu de júpiter em: notas sobre o (nosso) fim
Um dia te esqueço, te deixo partir, e você para de doer.
mc
“E então você acorda com aquela saudade de quem não te quer perto, e isso doí.”
— Florejus
Estou no mesmo lugar, alguns me acham, outros me perdem.
Mc.