One Nice Bug Per Day
YOU ARE THE REASON
ojovivo
Monterey Bay Aquarium
Sweet Seals For You, Always
Lint Roller? I Barely Know Her
No title available
Mike Driver
occasionally subtle

blake kathryn
Cosimo Galluzzi
Claire Keane

PR's Tumblrdome
art blog(derogatory)
Misplaced Lens Cap
Show & Tell
𓃗
No title available
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
NASA

seen from United States

seen from China
seen from Switzerland

seen from Ukraine
seen from Türkiye

seen from Malaysia
seen from Georgia
seen from United States
seen from Vietnam
seen from United States
seen from Russia
seen from Canada
seen from United States

seen from India

seen from Brazil
seen from United States
seen from Colombia
seen from Malaysia
seen from Brazil
seen from United States
@inironichell-blog
Confesso que ando sedento por andanças. Permaneci tanto tempo estático, eu chovia por dentro lapidações de “saia e conheça gente que lhe faça sorrir lírios”. Estou fedendo a mofo, é o que dizem. Deveria me importar com isso? Se eu ao menos tivesse alguma opinião sobre isso tudo… É que durante todo esse tempo estive apto a encontrar soluções praticas para o lado exterior. Eu aparecia de madrugada na sua casa pedindo um copo de leite só pra você notar minha nova cor de cabelo. Carência, falta do que fazer, chame do que quiser. A questão é que eu nunca avançava, era apenas eu enquadrado num clichê adolescente – acho que nunca fui criança, nunca serei adulto ou velho. Maturidade é coisa escassa e eu nasci escasso de palavras que me encorajassem a ser maduro algum dia. Não culpe minha mãe, por Deus. Eu me atraso no tempo com esses pensamentos promíscuos. Espera, acho que eu es-ta-va, atrasado. Talvez agora tenha caído a ficha, vai ver esse é o motivo d’eu ter pensado tanto nesses últimos dias com o objetivo, insuspeitado até então, de tirar o atraso. Eu tinha medo de pensar, porque achava que a criação de monólogos, feito esse, doesse. Resultado, eu preciso sair deste lugar. Agora. Virar andarilho e conhecer lugares deveras perigosos e cheios de obstáculos. Quando pressionado a vontade desatina de cuspir quaisquer que sejam as verdades ferve dentro de mim, e se eu estiver preso nesse quarto escuro sem fresta de realidade, eu explodo e quiçá vire bolha de sabão, poeira, migalhas de pão. Preciso sair de mim, nem que seja pela boca ou pelos olhos.
Bruna Cassiano (via desvencilhar)
E - de repente - tudo o que me parecia bem sólido se dissolve no ar. Assim como a areia da praia que levanta voo no vento leve. Assim como a Lua não brilha em um só lugar. O Sol… A água… O amor, na maior infelicidade do meu ser, se dissolveu.
CapriKorn.
- A tua clareza é sórdida - Concretizou uma frase suspirando.
- Como se fosse conveniente andar com uma arma carregada no escuro. Por mais que possa te proteger, você nunca saberá onde está o erro, o problema, a causa.
- O problema não é a arma, ou se está carregada ou não. Te concentra, porque o medo do escuro é o claro. Não de balas.
ck.
E você? O que faz às 3 horas da manhã? Ou quando seu café esfria antes mesmo de você tomar coragem pra tomá-lo? O que faz quando seu lençol já está encardido o suficiente pra se dormir? Ou quando deixa o fósforo aceso cair na sua cortina e seu apartamento inteiro pega fogo? O que você faz quando olha teus sobrinhos correndo, crianças se mexendo? O que acontece quando você sai pra dançar? O que você faz quando vai comprar jornais e esquece o dinheiro em casa? O que você faz quando entra em um bar e vê um sorriso estonteante em uma mesa próxima a sua? O que faz quando sua música preferida toca? Quando a noite cai, quando a Lua é maior mesmo que tua mão posta ao céu? Quando conta as estrelas e se perde na terceira… O que faz? O que faz quando teus sonhos já se apagaram com a luz da manhã e você nem mesmo conseguiu dormir?
Eu me suicido, pouco a pouco, com o gosto amargo de mim mesma.
Uma metamorfose que não acontece, CapriKorn.
Tem algo de triste em meus quereres que querem tanto florear em tantos outros campos, mas não semeiam mais. Tem algo de triste em querer descampar desse próprio meio insano que me desanda pro caminho torto dos roucos corpos que rimam loucos comigo. Tem algo de triste no ímpar, no cheiro do cabelo molhado na praia, areia e sol. Tem algo de triste em ter eu-líricos tristes derramados no leite azedo da alma., jade porfírio.
Tenho pensado na morte com uma curiosa afinidade e paixão. O passar das longas horas perdida numa eternidade inconstante, nos arrependimentos, que por certo não sumiram da minha alma, mesmo depois do cheiro fúnebre dominar minha carne. Afirmo que nada mais me assusta nesse conceito fraco de morte poética, afoguei-me tanto, matei-me de diversas formas, que saborear mais uma morte seria, até então, um desperdício desnecessário. Acredito, pois tenho certa certeza, que andei morrendo a cada suspirar, contraditório, eu sei, mas não impossível. Respiro vida, mas almejo partida, assim sem pretensão alguma de retorno, sem bilhete de despedida. Odeio dar adeus quando já parti há muito e muito tempo atrás, quando sorria e ninguém sentia as minhas lágrimas por dentro. Tenho sorte de ser um morto que ainda respira, afinal, a perca das esperanças em amores futuros torna-se uma comédia inevitável, daquelas bem formuladas e escritas por Shakespeare (bom homem). Eu passei a acreditar nessa vida pela metade, sendo apenas fantoche das passadas ambições que não consegui canalizar, de certo, posso ser considerado um ser de coragem duvidosa por simplesmente não consegui arrancar de mim aquilo que ainda me mantém em pé, um ser humano ainda com vida, mesmo que mínima.
Todavia, meus caros, como arrancar de mim a parte que me tornou defunto e ao mesmo tempo vivo? Não sou um ser bendito de alma desprovida de não virtudes, pois das mesmas tenho várias, até as curiosas incertezas e dúvidas que me elevam ao patamar de mistérios desconhecidos e criações de supostos outros universos, onde irei descarregar meus medos e frustações logo após fazer a tão temida – ou esperada – passagem, o que vier primeiro.
Invalido meu coração em quatro pontos de princípio. Rego minhas claraboias de solidão com constantes gotas de saudade – vinho de marginal, poesia dessa que encontramos na rua, em qualquer esquina, escondida entre as faixas amarelas de sinalização, um stop em minha vida, uma atenção em meus erros de amor -. Tudo se mantém da mesma forma, como móveis coloniais que não se movimentam, e por aí ficaram, acumulando poeira sobre suas delicadas belezas, tudo assim tão simplório, como o vento que mapeia meu sorriso todas as manhãs que luto para continuar dormindo, um sonho que não acaba, uma fantasia que se prolonga ao caminhar das horas. Nada tão igual as dores do início, do prelúdio do fim, meu prólogo perfeito: dores, trejeitos, formas, você e meu amor estranho demais.
Deveria ser apenas uma morte, não um funeral sem fim.
(indomável)
Nem eu mesmo sei como lidar comigo.
Johnny Deep (via tudo-vem)
"Smiles are like bandaids, they cover up the pain, but it still hurts."
Meu ano foi um muro cinza. Daqueles que se vê uma plantinha nascendo aqui e ali.
(via pelo-de-gato)
Ninguém me compreende, Eduardo. Ninguém entende que não tem nada a ver com o físico, com o material e sim com o que vem de dentro, a alma, Eduardo. Ninguém entende a minha dor, a minha ferida aberta. Ninguém entende o meu medo, as minhas inseguranças. Queria compreensão, entende? Queria ouvir qualquer coisa, mesmo se fosse ”Eu te entendo, as coisas vão melhorar…”, queria esperança, queria vontade de continuar sendo forte, mesmo sendo tão fraca as vezes. Queria segurança e estabilidade. Minha instabilidade vem matando a mim e a quem me rodeia. Eles não entendem que tudo isso é porque eu to presa dentro de mim, Eduardo. To presa dentro da parte mais escura e sem luz de mim. Preciso de liberdade. Preciso ser forte, de verdade sabe, sem essa coisa de sorrir o dia todo e chorar a madrugada inteira. Mas ninguém entende, Eduardo. E é tudo tão triste, tenho vontade de chorar o tempo todo. Não o tempo todo, é claro que eu tenho meus momentos de felicidade, mas é só eu ficar sozinha dentro de mim que tudo dói. Acho que ando carente, Eduardo. Tudo isso é só carência, falta de carinho, amor e compreensão. As vezes é só a falta de um abraço, de um pouquinho de amor verdadeiro. O problema é esse mesmo, Eduardo, é a falta de amor, amor verdadeiro.
(Alexandra Tumiotto)