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eu chorei no chão do quarto, em silêncio, por coisas que não poderia nem ao menos escrever.
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@k0berry
a verdade é que
eu chorei no chão do quarto, em silêncio, por coisas que não poderia nem ao menos escrever.
talvez...
Quando a gente vive
um sentimento muito forte,
o coração escreve
e o cérebro arquiva.
Como se criasse
um atalho secreto
pra chegar rápido
em certas emoções.
E então,
nos momentos de silêncio, carência ou melancolia,
a imaginação começa
a inventar histórias de amor…
o cérebro abre essa mesma gaveta,
e puxa
a imagem mais forte
que ele já guardou
pra esse tipo de sentimento.
Não porque ainda é amor,
não porque ainda dói,
não porque deveria ser ele.
Mas porque,
um dia,
foi com ele
que você aprendeu
como se sentir tudo isso.
(nota: só queria tentar entender)
k.
Você...
ainda anda pelos corredores silenciosos
da minha cabeça.
-Não bate na porta-
não chama pelo meu nome,
não pede pra voltar —
só passa,
como uma silhueta
no fundo dos meus sonhos.
o engraçado é que…
eu não consigo me lembrar mais de como é o seu rosto.
k.
você não sente falta dele.
você sente falta de como você se sentia naquela época.
k.
eu amo ficar sozinha
mas sinto medo da solidão
.k
“Para sempre não é para todos.”
— Arctic Monkeys.
Buongiorno, principessa
Ele dizia
todas as manhãs.
Eu sabia do filme,
sabia da origem emprestada,
mas no meu ouvido
soava inédito —
como se o mundo tivesse sido dublado
só pra mim.
O Principessa
saía torto,
por conta de sua língua presa,
imperfeito.
E talvez por isso
tão meu.
Sinto falta...
não dele,
mas do intervalo entre as coisas:
do bom-dia que me fazia acordar
menos sozinha,
da ilusão delicada de ser escolhida.
Hoje eu penso: Será que pelo menos por um dia.
— mesmo que por pouco —
que alguém me considerava um lar?
(não)
.k
confesso
sinto falta de estar apaixonada.
.k
uma vez te chamei de amor
eu te nomeio com isso porque é assim que te sinto — ou porque é assim que eu queria te sentir.
k.
sinto que não sou forte o suficiente
pra sentir o que eu gostaria sentir...
k.
O tempo só te cura daquilo que você aceita se despedir.
e fica esse peso no peito,
essa saudade estranha,
não dele —
mas da história que eu queria ter vivido.
k.
ele disse que eu era legal
como quem fala de um cachorro simpático.
“se você fosse bonita…”
como se beleza fosse senha
pra merecer desejo.
k.
gosto da minha insanidade
ela é a única que permanece comigo enquanto tudo desmorona.
é nela que eu me escondo para esquecer, nem que por um breve instante,
— o quanto minha vida apodrece no silêncio.
k.
às vezes eu ainda pesquiso sobre você
como quem procura no meio da névoa uma luz piscando.
algo que demonstrasse que você ainda vive.
não quero me aproximar.
tampouco te ver.
gosto apenas do vislumbre de saber que você está bem — e gosto ainda mais que esteja longe.
.k
a saudade sobre você já não me corrói mais...
já não preciso te matar para livrar meu pensamento.
Abraço o travesseiro
como quem segura um corpo ausente.
Imagino o calor de alguém sentado à minha frente,
recebendo a caneca de café que nunca foi servida.
Falo baixo, como se contasse um segredo,
um sussurro guardado para um amante que não existe.