— O Basgiath War College dá as boas-vindas a KYNAN CÁEL MEGARRY, um TERCEIRO ANO que mostrou-se disposto a desafiar o parapeito para incorporar o Riders Quadrant. Vindo da província de TYRRENDOR, ele possui VINTE E CINCO anos, e foi recrutado para a QUARTA ASA, encontrando-se atualmente na SEÇÃO GARRA e fazendo parte do 2º ESQUADRÃO. Esperamos que algum dragão reconheça que é DESTEMIDO e AUSTERO, ou esse cavaleiro estará morto.
HABILIDADES NOTÓRIAS: Há um possível empate em qual habilidade de Kynan mais se destaca, se seu reflexo notável ou sua destreza com as armas. Possui movimentos limpos, o gasto minimo de energia ao usar sempre de uma precisão incrível, os músculos certos, que resultam em ótima pontaria unida à uma reação mais rápida que o habitual, resultado de dedicação inabalável ao longo da vida. Kynan também é extremamente observador em sua quietude analítica, mais ainda em batalhas, o que o faz um bom líder, estrategista.
ARMA DE PREFERÊNCIA: Cimitarra, uma adaga, uma espada curta e uma lança. Sua favorita é a cimitarra, e na qual mais tem habilidade, e a adaga foi a primeira arma que ganhou. DRAGÃO (se já estiver vinculado): Nixe, um rabo de estrela marrom fêmea. Impiedosa, o dragão respeita o destemor de Kynan, que por sua vez reverencia seu poder e força. Juntos são perigo em forma de cavaleiro e dragão.
SINETE (se já manifestado): Não manifestado.
Família é uma palavra muito forte, mas Kynan não conhecia uma melhor para definir o laço com as pessoas que o criaram, que o mantiveram vivo, alimentado e saudável sob mesmo teto que elas. Como não se lembrava de nada do que vivera antes — e era possível que essa amnésia tivesse relação com o trauma de ter passado pelo que passou —, era realmente o que conhecia de família. Fosse como fosse, não era tão ruim quanto poderia ter sido. Também não foi nenhum aconchego. Kynan não conhecia o significado dessa palavra.
Força, coragem, determinação, grandeza, dignidade, ele conhecia. Enquanto competia dentro da própria casa (podia chamar de própria casa?) para entender seu valor e, acima de tudo, para prová-lo, Kynan sentia que nunca era o suficiente. Não pertencia. Os elogios eram superficiais? Desinteressados? Ou era ele quem via tudo dessa forma? Sua insistência de ser melhor e melhor o fazia levantar da cama, mas seria injusto dizer que os laços ali não eram reais, não era como um filho. Certo, talvez filho também fosse uma palavra muito forte. Sobrinho, de segundo grau.
O destino de estar em Bagiasth era como tinha de ser, e ali ele se destacava, sabia que sim. Mas também sabia que era somente o suficiente para sobreviver. Não ter um dragão vinculado, no entanto, era um peso imenso. Ouvir deboches de colegas que ele considerava muito inferiores era insuportável. Dois meses, até que Kynan alcançasse seu limite. Até que sua cimitarra encontrasse a finura da pele da garganta de um cavaleiro especialmente ridículo em seu julgamento, com um dragão especialmente incrível. Nixe não estava tão longe, sobrevoando o local, observando a cena como outros recrutas também faziam.
A imensa mancha marrom se aproximou do rapaz, seu escolhido no chão envolto em uma poça crescente de sangue. Sem baixar os olhos, os pés fincados na pedra, o marcado esperou enquanto ela pousava, o ar revolto ao seu redor. Não saberia dizer o que sentiu naquele momento, mas não foi medo. Sim, ele era melhor, mais forte, tinha mais valor. Nixe reconheceu isso. Diante dos olhos impiedosos e da respiração do dragão, Kynan se sentiu pertencendo, pela primeira vez.

















