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Marcus Books. Oakland, CA. The oldest Black owned bookstore in the United States. IG: bookaquarius
The Heart of Betrayal
Heart of Betrayal é o segundo livro da trilogia “Crônicas de amor e ódio” (Ed. Darkside) da autora Mary E. Pearson.
Eu tinha dúvidas se o segundo livro traria uma trama interessante, prendendo a minha atenção, como o primeiro livro The Kiss of Deception, mas já nos primeiros capítulos ele me provou que SIM.
O enredo parte todo de uma premissa onde Lia, junto com Kaden e Rafe, está em um reino distante, com pessoas que não querem o seu bem. Porém, ao passo que ela está correndo grande perigo, ela está conhecendo melhor a cultura desse povo há muito tempo esquecido pelos outros reinos. Ela vê de perto tudo o que fazem para sobreviver e mergulha em todos os conhecimentos que ela adquire junto com o povo, enquanto seu dom está sendo ampliado.
Só que Lia corre perigo, é claro. E ela precisa tentar escapar antes que seja tarde demais. Enquanto isso, ela tem que lidar com a traição de alguém que ela ama, enquanto se apaixonava de novo por essa pessoa.
Esse livro encara muito a questão da personagem principal, Lia, ser uma grande GUERREIRA. Ela se arrisca, tem empatia, bondade e garra, quando precisa. Aos poucos, vemos que ela se torna uma estrategista, apesar de ainda ser aquela mesma menina que fugiu do casamento arranjado para viver sua própria vida. Nada disso a impede de fazer o que for preciso para atingir os seus objetivos.
Particularmente, o que me fez gostar bastante desse livro foi a mudança de cenário e a introdução de novos personagens. Também vemos Pauline, sua amiga que fora deixada pra trás, tentando ajudar Lia, mesmo se arriscando. As Outro ponto positivo foram as escolhas ousadas dos personagens, não eram ações óbvias e por trás de cada decisão, tinha um motivo bem pensado, tornando cada personagem necessário para o desenrolar dessa trama.
A história é narrada, em sua maioria pela Lia, mas também vemos os lados de Rafe, Kaden e Pauline.
The Kiss of Deception
ACLAMADO!
É como eu começaria a descrever esse livro. Eu o tinha guardando há alguns anos. Comprei em uma daqueles promoções muito boas, mas ainda não tinha parado para ler, até que uma amiga comentou que o comprou também e decidi ler para ver como é.
Eu não esperava gostar tanto, é uma mistura de intrigas políticas, com romance, decisões difíceis e um mistério que só fica claro do meio para o final do livro. E, sinceramente, essa é uma das melhores partes, pois te prende completamente dentro universo, fazendo você pensar e prestar atenção em cada detalhe que tem nos capítulos. Confesso que eu mesma fiquei chocada com o desenrolar dessa história.
O livro segue a vida de Lia, uma princesa do reino de Morrighan. Ela sendo a primeira filha, possui o dom e como ela é a filha do rei e da rainha, precisa se casar com o príncipe do reino de Dalbreck para selar uma aliança entre os reinos e fixar a paz. Porém, Lia não quer ser mais um soldado no exército do seu pai, presa a um casamento arranjado e resolve fugir.
O que Lia quer, ela não sabe se vai conseguir: ser sua própria pessoa e, quem sabe, encontrar alguém que a amará de verdade e não viver uma mentira. Sendo assim, Lia irá se aventurar com a vida comum que pretende levar até que duas pessoas cruzarão seu caminho: o príncipe frustado que está indo atrás dela e um assassino, enviado por um terceiro reino, que está se aproveitando da situação estrecedora entre os reinos de Morrighan e Dalbreck.
O é instigante no livro é que em determinados momentos parece que os três são apenas jovens adultos comuns se conhecendo e compartilhando momentos, mas os segredos entre todos eles são muito profundos. Lia precisará se manter segura, enquanto lida com decisões importantes e descobre como é ser amada de verdade pela primeira vez.
A work in progress…
Midnight Sun - O Sol da Meia Noite
Como uma GRANDE fã do Edward Cullen, eu, de fato, estava muito ansiosa para ler esse livro. Eu sou apaixonada até hoje pela saga Crepúsculo, então é claro que eu estava contando os dias para a estreia de Midnight Sun -que é nada mais, nada menos do que Crepúsculo na visão do Edward-, porque depois de quase 10 anos esperando, não tem como ficar calma, né?
Eu reli Crepúsculo logo antes de começar O Sol da Meia Noite (nome em português), porque eu queria relembrar exatamente os pensamentos da Bella nas cenas dela e do Edward juntos. O que eu não esperava é que os pensamentos dele fossem ser AINDA MELHORES de ler. É pouco dizer que fui consumida pelo livro.
Que todos já sabem o enredo dessa história, eu sei. Porém, na visão do Edward, além de ter mais páginas, porque ele consegue ler a mente das pessoas e em certos momentos são até bem detalhados, é possível entender com mais profundidade todo o sofrimento que ele passava ao ficar ao lado da Bella, como ele lutava consigo mesmo e fazia de tudo para superar a vontade de provar o sangue dela, porque a amava.
Eu juro que é um livro intenso e, ao mesmo tempo, divertido. Eu amei as partes que ele pensava em como a Bella tinha alguns julgamentos descabidos -que ela têm mesmo- e ele ficava totalmente indignado. Além disso, a família Cullen aparece bem mais, porque o Edward tem mais contato direto com eles e isso é mais um ponto diferente de Crepúsculo. Eu fiquei ainda mais apaixonada pelo Emmett e Alice.
Por fim, eu só tenho a acrescentar que o livro atendeu às minhas expectativas e eu fiquei feliz e aliviada por não ter sido uma grande decepção. Foi uma viagem muito boa. E, eu acho que, até quem não era grande fã da saga vai gostar de ler esse livro.
Confess
Que atire a primeira pedra quem nunca leu um livro da Colleen Hoover. Que ela é a queridinha de muita gente, todo mundo já sabe. A autora conquistou diversos leitores com suas séries “Slammed” e “Hopeless” - confesso que Slammed mora no meu coração e eu li duas vezes-.
Apesar da autora ter diversos livros maravilhosos, resolvi começar a indicação por “Confess”. Eu fiquei obcecada, podemos dizer. A história é bem dramática, como já é de praxe dos livros da autora, com algum acontecimento trágico. Nesse livro, bem no começo, já tem um evento que irá impactar a vida da mocinha. Apesar de ter acontecido na adolescência, se passam alguns anos e irá moldar a vida adulta dela. Nesse livro, eu pude entender muito a personagem principal, Auburn. Apesar da sua história incomum, cheia de mágoas e desafios, ela não desiste dos seus objetivos, mesmo estando em uma cidade nova e sozinha, e isso me faz a admirar muito.
Claro que, no meio de todo o caos que é sua vida, ela entra em um estúdio que tinha uma placa procurando pessoas para trabalhar e conhece Owen. Ele é um artista e ganha sua vida assim. Eles vão ser atraídos pra vida um do outro, mas ambos escondem partes de suas vidas. Tudo vai se revelando, a partir do momento que eles começam a passar mais tempo juntos.
É uma história encantadora, com personagens muito bem descritos e interessantes, não deixando a história cair na “mesmice”. Recomendo demais.
Jane Eyre: A alma, felizmente, tem um intérprete -às vezes inconsciente, mas ainda assim um intérprete verdadeiro - o olhar.
A Rainha Vermelha
Eu comprei esse livro há uns 3 anos atrás em uma Bienal do livro. A cor prateada da capa me chamou atenção e comprei por impulso. Hoje, terminada a leitura, posso dizer que não me arrependo.
Pode parecer só mais um livro sobre distopias, mas eu me surpreendi positivamente com o enredo. A autora conseguiu me prender com os plot twists, o que me deixou bastante interessada no que vinha a seguir na história. Apesar ter acontecido, no final, algo que eu já estava esperando desde a metade do livro, não foi ridículo ou óbvio demais. Algumas vezes até me pegava pensando que não aconteceria, porque apesar de esperar por aquilo, foi adiado de uma maneira convincente para a trama.
Por outro lado, negativamente falando (nem tudo é perfeito, né?), em alguns momentos do livro sentia que a autora detalhava demais cenas que não precisavam e, em outros momentos, não dava grandes explicações sobre o que estava acontecendo, me deixando um pouco perdida, como se eu tivesse pulado uma página. Não é nada que tenha me incomodando tanto assim, porque logo depois eu estava a par novamente.
Sinopse: A Rainha Vermelha conta a história dos vermelhos -pessoas comuns- e dos prateados -pessoas com poderes, portanto, superiores-. Mare Barrow rouba de todos que possuem mais dinheiro do que ela, tudo para ajudar sua família. Porém, contrariando tudo aquilo que o mundo acreditava ser real, ela descobre que também possui poderes, apesar do seu sangue ser vermelho. O problema é que os prateados poderosos também descobriram isso, portanto ela corre perigo. A partir disso, começa um jogo, onde Mare precisa ganhar dos prateados, mas dentro do mundo deles.
O livro envolve muito mais do que apenas a vida da protagonista, mas claro que tem romance para aqueles que gostam de shippar, como eu. Não é o foco do livro, mas não deixa de ser instigante.
Por enquanto, li apenas o primeiro livro dessa saga- são 4 livros no total, com alguns contos. O livro é interessante para quem gosta de distopias, teoria da conspiração, traição, amor e amizade.
Vou começar com uma confissão: no início do livro fiquei na dúvida se continuava a ler ou não. É uma história triste, sim, mas não só isso, fiquei com medo de ser apenas triste, mas sem me conectar e apenas achar estranho. Porém, logo depois do primeiro capítulo -e não estou exagerando- percebi que eu não tinha escolha alguma e já estava completamente dominada e fissurada por esse livro.
Mackenzie -quem nos conta sua história- acabou de sofrer uma perda imensurável, e, logo no primeiro dia, é deixada na casa de estranhos, enquanto seus pais resolviam pendências. Ela só conseguiu dormir depois que, sem querer, esteve na cama de Ryan e sentiu algum tipo de conforto. A partir desse acontecimento já é possível prever que esses dois vão desenvolver algum tipo de relação. Porém, apesar de óbvio, o desenrolar desse relacionamento não é tão previsível ou sem graça, como pensei.
Tijan conseguiu transparecer os sentimentos da Mac de uma forma impressionante, te trazendo exatamente pro meio da história ou melhor, para dentro da cabeça dela. Com isso, eu torci para que ela encontrasse conforto, chorei em diversos momentos e estava me sentindo próxima, como se não fosse uma personagem fictícia e eu a conhecesse de verdade. E eu simplesmente amo livros assim.
Apesar da gente não ter acesso à versão do Ryan, à medida que as páginas vão avançando é possível entender o que se passa na cabeça dele, porque ele ajuda a Mac e os sentimentos dele por ela. É uma evolução muito bem trabalhada que também fica explícita nos detalhes. O melhor de tudo é que ele não é mais um cara babaca do mundo literário, ele se mostra um amor desde o inicio e é impossível não se encantar com ele.
Se você curte histórias sobre superação, amor e amizade, tenho certeza que “Ryan’s Bed” vai te tocar. E, de brinde, tem um mega plotwist no final, é CHOCANTE. Eu terminei o livro faz uns 5 dias e não paro de pensar nos acontecimentos e nesse final. Adianto que vale a pena sim!
Jane Eyre
“Supõe-se que as mulheres devem ser bem calmas, geralmente, mas elas sentem o mesmo que os homens. Precisam de exercício para suas faculdades mentais, e campo para os seus esforços, tanto quanto seus irmãos. Sofrem com restrições muito rígidas, com a estagnação absoluta, exatamente como os homens devem sofrer na mesma situação. E é uma estreiteza de mente de seus companheiros mais privilegiados dizer que elas devem ficar limitadas a fazer pudins, tricotar meias, tocar piano e bordar bolsas. É insensatez condená-las, ou rir delas, se procurarem fazer mais ou aprender mais do que o costume determinou que é necessário ao seu sexo” - Jane Eyre, Charlotte Bronte.
Amores Improváveis - série
Para mim, histórias que alternam entre os personagens são as melhores. Você pode entender melhor o que se passa dentro da cabeça de cada um deles e entender melhor seus sentimentos e ações. Quando a narrativa é focada em apenas um dos personagens, mesmo tendo outros envolvidos na história, não é possível compreender 100% aquele que não possui voz.
E Elle Kennedy passa a visão de duas pessoas completamente diferentes de uma forma incentivadora. Foi isso que eu senti lendo a série Amores Improváveis: O Acordo, O Erro, O Jogo, A Conquista. A cada capítulo você fica cada vez mais interessando na premissa do livro, querendo devorá-lo para saber logo o que acontece. Pode não ser tão aprofundado ou revolucionário, mas não deixa de ser uma leitura agradável e um ótimo passatempo. Eu mesma li toda a série em menos de uma semana de tão animada que fiquei.
A série é baseada em quatro amigos, jogadores de Hockey -um diferencial bastante interessante, já que geralmente os atletas literários jogam basquete ou futebol americano-, e cada livro foca é focado em um dos amigos e uma mocinha que em breve cruzarão caminhos na história. Alternando entre a mulher e o homem, você consegue se divertir com todos os personagens, que são caracterizados divertidamente e dentro da temática universitária.
Logo de cara conhecemos Garrett e Hannah no primeiro livro “O Acordo” e já adianto que é impossível não se apaixonar por esses dois. O Garrett apesar de ser o típico jogador que todas as meninas correm atrás, é bem legal com a Hannah e um acordo entre eles, onde a mocinha o ajudará a aumentar suas notas será o elo entre esses dois.
Em “O Erro” conhecemos o melhor amigo de Garrett, o Logan, focando em suas angústias em relação ao futuro e uma possível paixão pela namorada do seu amigo. Ele conhecerá Grace quando ele entrar no quarto dela por engano. A partir daí uma série de erros será cometido por ele, do qual ele terá que se redimir para conquistar a menina que gosta.
“O Jogo” como o nome já diz vai mais para o lado de um jogo de sedução: quem resistirá mais tempo? O Dean, o mulherengo da universidade que tem qualquer mulher que ele quiser ou Allie, melhor amiga de Hannah, que está com seu coração partido por seu ex namorado e está procurando uma forma de tampar essa ferida? Este é um jogo perigoso, porque o game over é não se apaixonar.
O último livro “A conquista”, para mim, é o mais dramático e diferente. A história irá contar a trajetória nada fácil de Sabrina que terá que passar por um último e grande obstáculo antes de ir para a faculdade de direito. John Tucker, o último dos quatro amigos, será o seu par romântico, pelo menos enquanto ela deixar. Falando bastante sobre superação, neste livro, você se encantará com Tuck, que diferente dos seus amigos, desde o início já mostra seu jeito amoroso e extremamente fofo que só quer ajudar e estar com a Sabrina.
Você não ficará entediado lendo esses livros, já que acontecem tantas coisas e acaba passando bem rápido. Como eu disse, pode não ser revolucionário, mas é um enredo rico e interessante. Se você gosta desse universo com crushs atletas, mulheres decididas e descobrimento do amor, essa série de livros é para você!
Nota pessoal: Não quis aprofundar nas histórias, porque não quis tirar nenhuma emoção de conhecer esses livros pela primeira vez, porém o meu preferido é o segundo, O Erro. Depois de “O Acordo” eu fiquei com saudades desses personagens, mas o casal Logan e Grace me conquistaram de um jeito absurdamente divertido e eu me identifiquei muito com a mocinha, porque ao mesmo tempo que ela é nova em diversas experiências, ela também não deixa que passem por cima dela. Eu prometo em cada livro, você se encantará com, pelo menos, um personagem.