Capítulo 7 - Toque
Durante duas semanas, meu relacionamento com Jake deslanchou. Tivemos encontros incríveis, e eu o levei a todos os meus lugares favoritos. Descobri muito sobre Jake durante esse tempo, e estar perto dele parecia um sonho se realizando. Eu estava mais feliz do que nunca, e nem Josh estava conseguindo acabar com meu bom humor.
Mas tem uma coisa, uma coisa que não sai da minha mente. Eu e Jake ainda não transamos, e eu ainda não conheço o apartamento dele.
Eu sei que Jake tem problemas com intimidade. Se abrir é mil vezes mais difícil para ele do que para uma pessoa comum. Mas duas semanas juntos, saindo para todo lugar, e não dar esse passo parece uma tortura para mim. Eu me sinto como se estivesse sendo torturada todos os dias. Os beijos se tornaram mais confiantes e avassaladores, as mãos dele já não têm mais limites para explorar meu corpo e, quando estou perto dele, me sinto febril de tanto desejo. Minha vontade é devorá-lo por inteiro.
- Então você está me dizendo que ainda não transaram depois de duas semanas? - Jessy corta um pedaço da torta de frutas vermelhas e me olha por cima dos óculos de sol.
Estamos em mais um encontro, honrando nossa tradição. Escolhemos uma pequena cafeteria perto da Lincoln Square. Jessy está saindo casualmente com aquele cara do bar. Ela disse que ele é divertido, mas serve apenas para diversão. Aparentemente, ele não tem mais do que dois neurônios funcionais no cérebro.
Jessy acabou desabafando algo que eu já desconfiava: depois de Dan, ela não sente mais vontade de tentar se relacionar seriamente com ninguém. Prefere aproveitar a vida e viajar bastante durante as férias. Eu não a culpo. Jessy passou muito tempo cuidando das pessoas, e agora só quer abrir as asas e voar despretensiosamente.
É isso que a faz ser diferente de mim. Acho que não tenho asas para voar para lugar nenhum. Criei coragem para sair de casa aos dezoito anos e fazer faculdade em Nova York, mas, se não fosse pelos meus pais me obrigando a ir, acho que teria continuado em Vermont até hoje.
Eu crio raízes com muita facilidade, e meu maior sonho é encontrar alguém que goste de uma rotina, como eu. Acho que são esses detalhes que fazem com que Jessy e eu demos tão certo: os diferentes pontos de vista sobre uma mesma situação.
Beberiquei minha bebida e lambi a espuma que ficou no lábio.
- Sim, e eu sinto como se estivesse subindo pelas paredes. - Bufo, frustrada.
- E você por acaso já pensou em, sei lá, falar o que você sente? - Jessy dá de ombros enquanto batuca ironicamente os dedos na mesa.
- Uau, Jessy, como eu nunca pensei em uma coisa dessas? - Levo o dedo ao queixo, como se estivesse refletindo.
- É que todas as vezes você aparece com um problema que tem a mesma solução: comunicação. Você e Jake são idênticos nesse aspecto. Não sabem se comunicar!
Ela pega mais um pedaço da torta com o garfo, mas não o leva à boca.
- Ele não consegue porque é um homem das cavernas. E você porque... eu não sei qual é o seu problema, mas você também não sabe se comunicar.
Ela enfia o pedaço de torta na boca.
- Claro que sei! - Gargalho ao vê-la me encarando por cima dos óculos, um sinal claro do deboche dela. - Acho que deve ser de família.
- A culpa é sempre da família, meu bem. Enquanto você está na seca, eu estou quase terminando com aquele cara.
- Por quê? Achei que ele fosse bom para coisas casuais. - Mordo um pedaço do meu pão doce.
- Ele está muito grudento. Insuportavelmente. Os homens de hoje são oito ou oitenta, não é? Ou são frouxos, ou simplesmente não desgrudam do seu pé por um segundo.
Gargalho. Jake não é frouxo. Pelo menos não parece durante o beijo. Talvez o problema seja outro.
Quando chego em casa, me acomodo no meu canto favorito do sofá, visto meu pijama favorito, sirvo uma taça de vinho e abro a comunidade. Decido levar esse questionamento para outras pessoas. Talvez algumas mulheres tenham conselhos para mim. Mordisco o dedão e penso por um instante antes de digitar.
"Livunderthetree: Essa pergunta é direcionada apenas para as mulheres. Estou saindo com um cara há duas semanas e, até agora, ele não me convidou para o apartamento dele, e nós ainda não transamos. Alguma ideia de como mandar uma indireta?"
Dou uma olhada em mais alguns tópicos da comunidade e sem esperar pela resposta das pessoas, vou dormir.
No dia seguinte, meu celular está cheio de notificações, mas as ignoro por enquanto.
Quando chego ao trabalho, está tudo de ponta-cabeça. Aparentemente, a internet do escritório caiu, o que resultou em um caos entre os redatores, que precisam enviar seus textos no mesmo dia. Passei a manhã inteira cobrando os técnicos da internet e acalmando o setor. Aumentei o prazo para o envio das colunas e acho que salvei metade deles de ter um aneurisma por causa disso.
Quando finalmente me sento à minha mesa, vejo a mensagem de Jake avisando que estaria ausente durante o dia por conta de uma emergência no trabalho. Eu não sei exatamente o que significa ter uma emergência na área em que ele atua, mas desejo boa sorte da mesma forma.
Ultimamente tenho almoçado com Anna e seus colegas. Foi uma amizade inusitada que surgiu depois do happy hour. E Peter... bom, ele esteve mais distante desde aquela noite no bar. De vez em quando aparece no meu andar e simplesmente não me cumprimenta. Por enquanto, tem conseguido me evitar, mas em breve terá que me mostrar as referências visuais que separou para a próxima estação.
Uma batida na porta desvia minha atenção do portfólio que eu estava analisando. Era Cinthia.
- Olá, pode entrar.
Guardo o portfólio dentro da pasta e volto minha atenção para ela.
- Com licença. Vim apenas avisar que o Josh solicitou sua presença no escritório dele em dez minutos.
Aceno com a cabeça, e ela se retira. Respiro bem fundo, repetindo mentalmente meu mantra de todas as vezes em que preciso me preparar para lidar com esse imbecil.
"Você ama seu trabalho. Você ama seu trabalho..."
Dentro do elevador, aperto o botão do último andar, onde fica a sala dele. Quando entro, Peter está sentado em uma das cadeiras de frente para Josh.
"Falando no diabo..."
Sento-me na cadeira ao lado dele. Cumprimento-o com um aceno de cabeça, mas ele sequer consegue olhar diretamente nos meus olhos.
- Você me chamou? - digo para Josh, que está recostado na cadeira, lendo um papel.
- Sim. Bom... - Ele faz mais uma pausa enquanto continua lendo. Santo Deus... - O motivo de eu chamar vocês aqui é que, daqui a uma semana, acontecerá a Paris Fashion Week. Preciso que vocês dois representem a revista.
Meu coração dispara descontroladamente. Eu mal conseguia acreditar. Representar a revista em um evento como esse era uma oportunidade pela qual eu esperava havia anos.
- Achei que fosse você quem geralmente representava a revista. - Peter questiona.
- Geralmente sou eu. Mas, desta vez, a data caiu no dia do meu aniversário de casamento. Minha esposa organizou uma festa, então não poderei ir. - Ele cruza as mãos sobre a mesa. - Conto com vocês dois para representar a revista da melhor forma possível.
Josh explicou detalhadamente o que ele espera de nós durante o evento e nos informou que qualquer detalhes sobre hospedagem e passagens, era para tratar com sua secretária.
Quando Peter e eu saímos da sala de Josh, eu estava quase saltando de tanta alegria. Apertamos o botão do elevador ao mesmo tempo, fazendo nossos dedos se esbarrarem.
Assim que entramos, ele quebra o silêncio constrangedor.
- Meus parabéns. Você sonha com isso há bastante tempo, não é? - Peter se recorda do que contei quando eu ainda era apenas uma estagiária.
- Obrigada. Parabéns para você também.
Mais alguns segundos se passam. Ambos observamos os números dos andares mudando, mas sinto necessidade de dizer uma coisa.
- Peter, você sabe que não precisa parar de falar comigo por causa daquela noite.
Percebo, pelo canto do olho, que ele me encara.
- Eu sei. Achei que você não quisesse mais falar comigo... por causa da sua situação.
- Pensou errado.
Quando o elevador chega ao meu andar, saio e o deixo sozinho.
Assim que volto para minha sala, lembro das mensagens da comunidade que ainda não tinha lido.
"Se ele não quer te levar para o apartamento dele e transar com você, você deveria levá-lo para o seu apartamento e devora-lo."
"Ele deve ser meio lerdinho. Você deveria mandar um nude para mostrar o que você quer."
"Ele pode ter pau pequeno. Às vezes é por isso que a pessoa demora para dar o próximo passo."
Eu estava rindo até chegar ao último comentário. Não tinha pensado nisso até agora. Jake definitivamente não parecia alguém com esse tipo de problema, mas eu o havia beijado tantas vezes e, mesmo assim, nunca tinha tomado a iniciativa de tocá-lo de forma mais íntima. Planejo riscar essa pendência da minha lista hoje.
Abro o aplicativo de mensagens na conversa de Jake.
Chat - Jake
Liv: Quer jantar hoje à noite? Tenho novidades para te contar.
Ele disse que estaria ocupado o dia todo, então não esperei uma resposta imediata.
Quase duas horas depois, ele respondeu. Confirmou o jantar e disse que me esperaria em frente ao prédio onde eu trabalhava.
Antes de sair, fui ao banheiro, escovei os dentes, retoquei a maquiagem e amassei um pouco o cabelo para que as ondas ficassem mais marcantes.
Quando saí, Jake estava encostado em um poste, fumando um cigarro. Eu nunca o tinha visto fumando, apenas naquela vez durante a chamada de vídeo.
- Oi! - Estico-me e deposito um beijo em seus lábios.
- Oi. Me desculpa, deixa eu apagar isso. - Ele apaga a bituca no cinzeiro ao lado do poste e a descarta.
- Tudo bem, eu não ligo que você fume. Nunca tinha visto você fumando antes.
Ele se espreguiça, fazendo a barra da blusa branca subir um pouco e revelar parte da cueca. Fico tempo demais olhando para o volume marcado na calça jeans. Quando volto a encarar seu rosto, ele está sorrindo, com uma sobrancelha arqueada.
- Eu só fumo quando estou muito estressado. - Ele suspira, noto suas olheiras mais marcantes hoje.
Caminhamos em direção a um restaurante de massas que ficava perto da empresa. No caminho, ele explicou que esteve ausente durante o dia pois havia localizado um possível traficante de crianças e precisou concentrar toda a sua atenção em invadir o computador dele para conseguir provas dos crimes. Felizmente, conseguiu. Fico imaginando como deve ser para Jake ter que lidar com esse tipo de coisa diariamente, ter estômago para ver essa podridão.
Quando chegamos ao restaurante, escolhemos uma mesa afastada do movimento, e enquanto ele enrolava a massa no garfo, contei a novidade do trabalho.
- Vou viajar a trabalho no fim de semana. Fui escalada para representar a revista na Paris Fashion Week!
Jake arregalou os olhos. Ele obviamente não sabia exatamente o que era o evento, mas sabia o quanto aquilo era importante para mim.
- Liv, isso é maravilhoso! Meus parabéns! E como vai funcionar? Você vai com uma equipe ou algo assim? - Ele limpou a boca com o guardanapo.
- Peter também foi escalado para ir comigo. A parte boa é que não preciso me preocupar com passagens nem hospedagem. A revista vai cobrir tudo. Demais, não é? - Mordo um pedaço do pão de alho.
Vejo o maxilar de Jake tensionar ao ouvir o nome de Peter.
- Estou muito feliz por você, Liv. - Ele se levanta, inclina-se sobre a mesa e me dá um beijo nos lábios. - Mas diga para esse sujeito desagradável que, se ele tentar alguma coisa, eu corto os dedos dele. Um por um.
Repreendo Jake, que ri enquanto volta a se acomodar na cadeira, mas não consigo evitar sorrir também.
- Escuta... você quer beber alguma coisa no meu apartamento depois daqui? - pergunto, tentando soar casual.
Eu destranco a porta do apartamento, e Jake entra logo atrás de mim. Graças a Deus eu tinha feito uma boa faxina no fim de semana.
Assim que entramos, Lorde escala a perna da calça jeans dele. Jake se assusta por um instante, mas logo ri, pega Lorde no colo e o ergue na altura dos olhos.
- Então você deve ser o Lorde, o verdadeiro dono deste apartamento.
Eu rio.
Peço que Jake se acomode no sofá enquanto vou até a cozinha buscar duas taças de vinho. Aproveito para dar uma olhada rápida no meu cabelo pelo reflexo da porta do micro-ondas.
Coloco uma playlist para tocar na televisão e percebo Jake olhando atentamente ao redor do apartamento.
- O que você está procurando? - pergunto, sentando-me ao lado dele e entregando sua taça.
- Estou vendo o melhor lugar para instalar uma câmera. - Ele sorri sacana.
Aos poucos fui percebendo que Jake tinha um senso de humor extremamente ácido. Na maioria das vezes, suas piadas nem pareciam piadas, porque ele as fazia com uma expressão completamente séria. Chegava a ser assustador.
- Estou começando a achar que essa sua obsessão por me observar é fetiche, e não preocupação com a minha segurança.
- Talvez. - Ele ri e dá de ombros.
Permanecemos alguns minutos em silêncio, apenas ouvindo a música.
Observando Jake com mais atenção, percebi que ele parecia mais cansado do que de costume. Talvez fosse culpa do excesso de trabalho. Também notei que estava nervoso. Suas bochechas estavam levemente coradas, e ele evitava olhar diretamente nos meus olhos.
- Jake...
- Sim? - responde, mantendo o olhar fixo na televisão.
- Olha para mim.
Ele obedece.
Toco de lentamente a ponta dos dedos em sua nuca sentindo sua respiração falhar em resposta ao meu toque, seu corpo estava quente. Puxo sua nuca devagar e junto nossos lábios, ele corresponde ao meu pedido, sinto tanto fome dele. Ele agarra minha cintura me posicionando em cima do seu colo, seus lábios devoram os meus, seu corpo parece sentir tanta necessidade quanto eu, nossas mãos estão agarrando cada parte do corpo um do outro, sua mão encontra a parte de baixo da minha saia e gemo ao sentir sua mão tocando minha pele baixo do tecido. Em resposta sinto um gemido rouco do fundo da sua garganta. Me afasto por um momento apenas para ver seu rosto, ele está tão bonito. Seus olhos estão escuros, e sua boca inchada e avermelhada. Levanto seu queixo, dando visibilidade para o seu pescoço, chupo e mordisco enquanto ele aperta minha bunda com força.
- Liv.
Ele puxa meu cabelo com força, me fazendo voltar a olhar seus olhos. Eu sorrio, eu gosto dessa brutalidade, estive esperando ela por tempo demais. Ele ainda está segurando meu cabelo com força, enquanto com a outra mão desabotoa minha blusa de botão. Solto um gemido sofrego pela demora em sua ação, ele abre só o suficiente para deixar a mostra o meu sutiã. Ele solta meu cabelo e puxa o tecido para baixo, devorando meu seio por completo. Seu movimento é lento, o que me causa uma dor torturante lá em baixo. Estico minha mão e toco o seu volume abaixo de mim.
"Definitivamente não é pequeno" Penso e sorrio mordendo o lábio inferior.
Ele ainda está saboreando meu mamilo quando eu puxo a fivela do seu cinto. Ele puxa gentilmente minha mão.
- Liv... Eu não quero que seja assim. - Sua voz está arrastada e profunda, ele interrompe sua ação, e cola minha testa na sua. Eu sinto tanto tesão que é capaz de eu explodir.
- Por que não? - Pergunto quase gemendo, me esfregando contra seu volume.
- Porque você não merece que nossa primeira vez seja na sala do seu apartamento. - Ele está de olhos fechados e a respiração ofegante, parece sentir tanta dor quanto eu.
- Você está me torturando tem semanas, Jake. - Puxo seu cabelo, fazendo ele abrir os olhos e olhar pra mim. Ele abre o sorriso mais sacana do mundo.
- Não era minha intenção. - Ele ainda está sorrindo, o que me faz duvidar se realmente não era intencional.
Passo a lingua entre os lábios sentindo seu volume em baixo de mim.
- Tudo bem, podemos não transar. Mas eu não vou deixar você sair daqui desse jeito.
Saio de cima do seu colo, me posicionando no chão entre as suas pernas, passo as unhas em sua coxa por cima da calça jeans.
- O que você está fazendo? - ele permanece na mesma posição, o que é lindo de ver, sua calça aberta, o cabelo bagunçado e os lábios inchados, Jake é lindo de uma forma que é difícil descrever, e imaginar que ele passou anos sem tocar ninguém e eu sou a primeira que vai saborear ele depois de tanto tempo, me faz querer devorar cada expressão do seu lindo rosto para reviver sempre que eu quiser.
- Ajudando você. - Puxo sua calça jeans, Jake tensiona o maxilar, parece estar lutando contra si, mas ele não nega.
- Você vai me deixar maluco. - Sua voz soa como um gemido doloroso.
Jake joga a cabeça para trás e morde a parte de trás da mão quando eu aliso seu volume por cima da boxer preta. Escuto um gemido contido, não consigo tirar os olhos dele.
Puxo sua boxer libertando seu pau. Passo a lingua em toda sua extensão, sem tirar os olhos de Jake, sua respiração está ofegante ele está agarrando o braço do sofá.
- Eu quero que você olhe para mim enquanto eu chupo você. - Lentamente eu circulo a língua na cabeça do seu pau, sentindo cada latejo que seu membro da em minha boca.
Jake puxa meu cabelo, me fazendo aumentar a pressão da minha boca em seu pau.
- Liv... - Ele rosna, implorando por mais.
- Peça. Eu quero que você me diga o que você quer.
Ele olha em meus olhos, segura meu cabelo com mais firmeza o que faz minha buceta doer de tanto tesão.
Ele segura a base do seu pau e pressiona contra minha boca, enfiando quase pela metade dentro de mim.
- Eu quero que você me chupe.
Obedeço, devorando seu membro, uma trilha de saliva escorre pelo meu queixo, ele segura meu cabelo, controlando meus movimentos. Havia algo de quase reverente na maneira como ele conduzia segurando meu cabelo, seus olhos devoravam cada centímetro do meu rosto, havia devoção e fome em seu olhar. Como se ele quisesse memorizar esse momento tanto quanto eu. Seu membro é tão grande que me fez engasgar ao bater no fundo da minha gargante, senti as lágrimas escorrendo pelos olhos. Ele passou o polegar em uma lágrimas e levou aos lábios.
- Você fica tão linda desse jeito... - Ele disse sorrindo sem quebrar o contato visual.
Ele mordia seus lábios com força e sua respiração estava descompassada, ele jogou o pescoço para trás e pude sentir seu membro pulsando sinalizando seu gozo.
Tomei cada gota e me deliciei assistindo as veias do seu pescoço aparecendo, sua respiração travou e ele puxou o ar. Permaneci admirando seu peito subindo e descendo enquanto descansei o rosto em sua coxa. Ele alisou minha bochecha e tirou uma mecha que invadia meu rosto.
Ele era tão lindo, eu permaneceria de joelhos para ele o quanto ele quisesse.
Voltei a me sentar ao seu lado e tirei a mecha úmida que estava em seu rosto. Ele me olhou, com seus olhos cansados, como se eu tivesse sugado até a última gota de sua energia. Ele sorriu para mim.
- Você fica tão linda assim. - Ele passou o polegar em meus lábios, eu podia sentir que eles estavam inchados.
Ele se aproximou e tomou meus lábios, chupando meu lábio inferior.
- Quando eu imaginei você, era eu quem estava de joelhos. - Ele disse fechando o zíper da sua calça jeans. - Mas acho que eu gosto mais dessa visão.
Eu ri, sentindo minhas bochechas corarem.
Antes de ele ir embora, ficamos por muitos minutos nos beijando na porta do meu apartamento, como se nós dois não quiséssemos nos afastar. Ficar longe de Jake se tornava mais difícil a cada encontro.
Quando eu fui tomar banho, me toquei pensando nele, imaginando ele de joelhos por mim.
















