Ainda estou aqui, é ainda não conseguir escapar, de certa forma fui bem ingênuo como sempre fui e acreditei que as coisas seriam diferentes de forma rápida, e eu nunca fui rápido não é?! Eu desejo tão pouco, de verdade, não quero muito e o pouco que quero não esta saindo do jeito imaginei. Não sei o que fazer, pensei em fazer algumas coisas diferentes do que andei fazendo e até que algumas coisas estão me fazendo bem... É quase inacreditável, estou sem beber já tem 26 dias, e sim, começo a sentir falta de beber cerveja e rir com meus amigos, de toda forma estou firme por ter feito esse compromisso comigo mesmo. Não tenho tido muito prazer no que sinto e faço, a academia está me ajudando bastante a dissipar o peso dessa bagagem e planejo voltar ao jiu-jítsu para melhorar ainda mais. Bem, estou triste, realmente triste, não choro por não saber chorar, mas meu stress está alto, muito mal alto do que gostaria e não ando tendo paciência no meu ambiente de trabalho, é... Tá bem difícil, não estou descontando raiva em ninguém, porém às vezes me perco nos pensamentos de angustia e raiva, um sentimento quase sempre me atinge e é quase como se esse lugar sugasse minhas vontades e de que não pertenço aqui, que aqui está tirando todo meu potencial. E não acho que isso que isso seja verdade, não acho que é o lugar, não acho que seja o trabalho, não acho que seja nada além de frustração. Frustração... Estou muito angustiado e cansado. Com quem vou falar? Para quem vou dizer a verdade? Quem me sobrou? Fiz isso comigo mesmo, fiz toda essa armadura e me protegi da única pessoa que me machuca e eu mesmo sei me apunhalar sem nem mesmo fazer nada. Não preciso de ninguém? Como sou otário, falo tanto de tudo pra todo mundo porque nunca falo comigo mesmo, sempre rejeitando meus prazeres, meus sonhos e dizeres. Acho que não consigo acreditar mais, não vejo mais um caminho, uma saída, uma entrada, um sonho e mesmo assim continuo tentando sem saber o que realmente quero por aceitar tudo que perdi. Que fracasso! Eu não sou realmente bom, nunca fui bom em nada, quando sou destaque me refugio na minha própria humildade que não me leva a nada a não ser minha insignificância. Insignificante é o que sou, é o que sinto, e sou tão confiante na minha própria frivolidade que não me aceito ser mais, mesmo que me diga que sou bom irei dar as costas ao bom comentário. Quão mesquinho sou para crer que sou apenas isso e mais nada? Mesquinho da pior forma, não com os outros, não com as coisas, apenas comigo mesmo. Tenho sonhos, tenho sentimentos, tenho vontades, tenho saudades, e as vezes você esta em toda parte e quero gritar que te quero e que me quero, que quero nós, e meu grito não sai porque dentro eu já sinto que perdi... Continuo tentando. Me dê um banco, algumas cervejas e cigarros, um horizonte limpo para olhar, não ando precisando de nada mais do que isso. Preciso me encontrar, preciso planejar, não sentir medo, não sentir tudo e assim não saber de nada. Não quero essa paz silenciosa que é um caos abstrato que por isso não se decifra em guerra! Vou continuar, não espere que eu suma, acompanhe comigo, sinta comigo, esteja comigo e quando eu não dizer nada, faça-me contar a verdade, mesmo que doa, mesmo que não soa, deixe que escorra até que não caiba mentiras em meus olhos e se veja a única coisa que importa... Quem sou eu!
-Um velho me disse.














