Natalia Kills || Controversy
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Natalia Kills || Controversy
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エノシマさんまじかわ! by cot
trapped ;;
amendaxes:
sᴇ ᴛɪᴠᴇssᴇ ᴜᴍᴀ ᴜɴɪᴄᴀ ᴘᴀʟᴀᴠʀᴀ ᴘᴀʀᴀ ᴅᴇsᴄʀᴇᴠᴇʀ ᴄᴏᴍᴏ ᴏ ᴀɴᴊᴏ sᴇ sᴇɴᴛɪᴀ ɴᴀǫᴜᴇʟᴇ ᴍᴏᴍᴇɴᴛᴏ, esta seria arruinado. Olhando para a figura demoníaca - agora a uma distância relativamente segura - com notória raiva, não sentiu um pingo de medo ao ver os olhos tão azuis da outra tornarem-se vermelhos, revelando a real natureza (que já era extremamente óbvia) da loura. Na verdade, ao presenciar tamanho ódio por parte dela, sentiu um mínimo de felicidade o envolvendo, mas não permitiu que o mesmo tomasse conta de seus pensamentos. Continuou com as expressões firmes e rígidas, com os dentes rangendo com tanta força por detrás dos lábios unidos que o americano pensou, por um segundo, que poderia quebrá-los. A cólera da outra fora rebatida com a sua própria durante poucos segundos, onde os dois encararam-se friamente. Todavia, escondida pela raiva, ainda estava o seu fracasso iminente da descoberta da garota sobre o seu obscuro segredo - e este era o real motivo de tamanho ódio carregado no olhar e na anterior pergunta feita a ela; não as noites mal dormidas, os poderes cansados, os pesadelos, as ilusões ou o demônio em si: Ele estava com raiva dele mesmo por ter sido fraco e deixado alguém descobrir sobre o seu traço de personalidade que arrastou-se com ele durante tantos e tantos anos.
Porém, não conseguiu segurar um riso nasal carregado de sarcasmo quando a súcubo confessou a surpresa pelo uso do campo anti-demônios. Na verdade, o próprio ofanim estava igualmente surpreso, mas não iria demonstrar isso de jeito algum: Seu enorme orgulho já havia sido ferido por demasia. — Eu jamais usaria meu escudo contra uma dama, Lilith. — disse, simplesmente, levantando ambas as sobrancelhas na direção da outra, esperando que ela entendesse a ironia derramada nas palavras maldosas - e ele sabia (ou ao menos suspeitava) que ela era inteligente o suficiente para fazê-lo.
Depois da resposta malcriada, mais uma rodada de segundos silenciosos e tensos foi estabelecida - sendo isso o suficiente para que a loura pudesse voltar às suas condições normais. Nesse meio-tempo, o rapaz mesmo mudou a sua posição, sentando defronte para a súcubo, cruzando as pernas, apoiando ambos os cotovelos nos joelhos e descansando o queixo sobre os dedos agora entrelaçados. O mínimo sorriso que antes aparecera quando rebatera a confissão da outra já havia sumido àquela altura; ele agora estava esperando pela resposta que ela daria à sua anterior pergunta (não que estivesse inocentemente esperando uma resposta simples e direta por parte dela). Finalmente, Lilith retorna a palavra, mudando seu semblante sarcástico para um amigável com uma velocidade espantosa - se Anthony a visse fazendo a mudança em uma situação normal, com certeza desejaria que pudesse modificar suas expressões tão bem quanto ela fazia; infelizmente, estava apreensivo demais para pensar em atuação naquele momento.
Ao início do discurso da outra, o anjo demonstrava um falso interesse exagerado pelo o que ela falava, como se ela fosse uma importante palestrante. Ouvia cada palavra dita com curiosidade, sendo que, na verdade, apenas ansiava pelo desfecho, em que ela teoricamente revelaria a resposta da pergunta carregada de agressividade feita há pouco tempo atrás. As falas amigáveis logo deram início à síndrome sexual, fazendo com que Anthony ficasse subitamente incomodado, por mais que ele soubesse que aquele assunto obviamente seria trazido à tona; desviou o olhar para o lado e remexeu-se na posição, ligeiramente desconfortável. Seu semblante ficava cada vez mais furioso conforme a garota continuava falando, sua ira atingindo o pico máximo quando Lilith desatou a rir por um motivo que o louro não achava sequer minimamente engraçado. Porém, seus instintos ninfomaníacos não conseguiram se segurar quando a garota literalmente abriu as pernas na sua frente. Daquela posição onde estava, Anthony tinha uma visão extremamente privilegiada da súcubo, e sua atenção foi atraída, acidentalmente, para ela, e, ao observá-la, seu rosto ficou mais vermelho que a anterior coloração dos olhos da outra. Instantaneamente seus lábios ficam mais secos, e o ofanim precisou usar a ponta da língua para umedecê-los. Seu escudo tremeluz e fraqueja por alguns instantes, mas logo torna-se sólido novamente. Tremendo, enterra a testa nos dedos entrelaçados, fechando os olhos e mordendo o lábio inferior com uma força considerável. De novo, de novo, ela estava seduzindo-o com uma ridícula facilidade. E, ah, ele se odiava por isso.
Ouviu ao resto do monólogo ainda segurando-se para não olhar para ela, mas a última frase fê-lo tomar um mínimo de coragem. Afinal, ouvira a tudo aquilo sem reclamar e ainda não ganhara a resposta que queria, o que fora uma absurda provocação - mais ainda que o “convite” feito e a roupa íntima visível. Então, sobe discretamente os olhos na direção dela, fixando-os em suas pseudo ingênuas expressões (esforçando-se, ao máximo, para não desviá-los para outro lugar, se é que me entende).
— E-Eu… Eu prefiro não descobrir. — gaguejou, incerto. Depois, engoliu em seco, e tornou a falar em um tom tão sério que até ele mesmo estranhou a sonoridade das próprias palavras. — Pelo o que você disse, a minha utilidade para você, Lilith, é somente a de um curioso boneco de testes. E, sinceramente, não quero ser um. — falou, inclinando-se para a frente, em tom de desafio, passando a língua nos lábios uma segunda vez. — Olha, se acha que pode me prender a você com ameaças de contar para toda Sancti Sacramentum que sou um anjo satírico, fique a vontade, estrague a minha reputação. Eu posso sair amanhã mesmo desse lugar e voltar para onde eu morava antes, e você, ou qualquer outra pessoa daqui, nunca mais vai me ver. — concluiu. Sua fala fora extremamente ousada, e, apesar de verdadeira, não sabia qual seria a reação de Lilith - no final, poderia acabar tendo que realmente deixar os domínios daquela instituição e voltar para o seu antigo modo de vida nos Estados Unidos (o que, no fundo, o apavorava).
Após o término de sua singela intimação, quase que arrependendo-se de tê-la dito, o louro dá um longo suspiro, voltando a desviar os olhos da súcubo. Suas palavras não haviam sido vazias por completo, mas admitia tê-las falado apenas por estar cheio de somente ser a vítima no jogo dos dois e precisar atacá-la de alguma forma. Sabia que havia acabado de colocar a sua reputação incógnita (que lhe custara tanto para construir) em risco por causa da sua falta de argumentação e de seu cansaço mental, mas não havia outra opção: A culpa era dele por deixar que alguém descobrisse seu distúrbio sexual, e, portanto, aceitaria as consequências de tal ato. Então, apoiando ambas as mãos na parede atrás de si, preparou para levantar-se do chão. — Passar bem, Lilit———
Infelizmente, não conseguiu erguer-se sequer dez centímetros da posição onde estava antes de uma dor descomunal percorrer-lhe a espinha. Surpreso pela repentina tortura (que mais lhe pareceu uma lança atravessando suas costas), Anthony solta uma curta, porém sofrida, exclamação, arregalando os olhos azuis. Voltando a sentar no chão, encolhe-se, colocando ambas as mãos, uma por cima da outra, na boca. Demorou não mais do que um par de segundos para raciocinar que o campo de força criado - este, por sinal, tremeluzindo uma segunda vez quando o garoto tentou levantar-se - exigia tanta energia que sequer tinha estímulos corporais para manter-se em pé. O pior de tudo, era que tinha uma grande chance de Lilith também entender o que estava acontecendo. Droga, ele amaldiçoou-se. Aquela situação parecia piorar cada vez mais para seu lado. Era oficial: Estava preso ali, com ela. Preso e extremamente esgotado.
As notórias mudanças na expressão de Anthony (iniciadas, diga-se de passagem, desde o instante em que apresentara a teoria do anjo ninfomaníaco) ao perceber o ousado e obsceno ato da loura transformaram a pequena curvatura no canto de seus lábios, presente de maneira discreta até então, em um distorcido e assustador sorriso -- principalmente quando o rosto do acompanhante se enrubesce por inteiro, a angústia e o desconforto tornam-se evidentes por toda a extensão da face do anjo e sua barreira anti-demônios é até mesmo influenciada por sua instabilidade psicológica. O garoto chega ao ponto de optar por desviar o olhar, denunciando a implícita vitória de Lilith ao provocá-lo novamente. Além disso, a evasão em suas ações e olhares, e a ausência de um argumento contrário às teses da súcubo, confirmam, definitivamente, o que a princípio fora apenas uma especulação.
O louro possui, de fato, um transtorno mental. Mais relevante do que essa informação isolada, tal anormalidade relaciona-se à parte sexual de seu cérebro.
Lilith sorri. Sorri como jamais sorrira antes.
A garota recolhe suas pernas, com demora e cerimônia (fazendo com que o movimento assuma certo caráter promíscuo de maneira intencional), repousando a parte lateral esquerda dos dois joelhos no gélido assoalho de madeira, simultaneamente à primeira manifestação de Anthony após seu curto pronunciamento. O louro ergue as orbes tão azuis quanto as suas próprias, devolvendo a encarada com igual -- ou semelhante -- intensidade. Enquanto o garoto, agora, fazia seu monólogo, era a hora de Lilith portar-se como uma respeitosa telespectadora. Com um sorriso pretensioso no canto dos tentadores lábios, o demônio calmamente ouve todas as palavras do anjo com cuidado, direcionando grande parte de sua atenção para a face do outro. Inicialmente, o garoto, assim como ela previra, mostrou-se receoso e temeroso; entretanto, seu discurso torna-se sério e imponente conforme o silêncio da biblioteca dá espaço ao mesmo. A demonstração de orgulho e vitória na boca da garota se esvai gradativamente do mesmo local ao passo em que Anthony, negando o destino de ser um aparente "boneco" da súcubo, lança sua rebatedora ameaça, fazendo com que o rosto da garota torne-se inexpressivo, vazio, e com uma pitada de irritação nos olhos sempre presunçosos de Lilith.
Lilith permanece em silêncio. A resposta do outro não a convenceu totalmente -- embora ela, de maneira proposital, quer passar a imagem de quem fora completamente convencida por aquelas palavras despreocupadas e fatalistas. De fato, Anthony agira de forma adversa à esperada pela loura, o tornando estranhamente mais atraente e interessante por esse desfecho imprevisível. Apesar da retórica bem arquitetada, o blefe por parte do rapaz ainda era uma hipótese; sendo assim, a garota não se sentiu nem o mínimo derrotada pelo curto e seco discurso do outro. Pelo contrário, viu até mesmo uma certa vantagem em seus argumentos, os quais deram ênfase a indiferença à revelação de seu segredo que seria, teoricamente, a principal arma da jovem contra o ninfomaníaco para alcançar seus objetivos e saciar sua vontade pessoal.
Será que a verdade não é exatamente o oposto?
É neste momento em que o garoto toma seu próximo movimento, postando-se de pé aos poucos com a notável intenção de sair do local e pôr um fim definitivo àquela conversa. Contudo, para a surpresa dos dois (pois Lilith realmente não esperava ver uma cena tão deplorável quanto aquela), Anthony volta a sentar-se com a dor e sofrimento estampados de súbito em sua face -- e aquela visão, tão excitante aos olhos famintos da súcubo, dá novas forças para o seu seguinte ataque -- ao perceber a carga física exigida por seu preciso escudo anti-demônios: não podia sequer se levantar. Seu desgaste era evidente e seus movimentos foram limitados.
Era oficial: Estava preso ali, com ela. Preso e extremamente vulnerável.
Após tanto tempo sem proferir uma simples sílaba, Lilith cai em uma deliciosa e debochada gargalhada pela segunda vez. Os risos, por mais que fossem verídicos, possuíam o propósito maior de provocá-lo, atestando, através das risadas, que Anthony estava perfeitamente encurralado -- caso desativar o escudo, Lilith pode se aproximar; caso o mantiver ativo, Anthony não poderá se mover. Além disso, o papel de idiota, protagonizado por ele a poucos instantes, deixa o som cada vez mais vívido conforme a cena se repete sem parar na mente da garota. Tantos fatores simultâneos fazem com que, novamente, Lilith encontre legítima graça na desgraça e pesar alheios. Sua mão direita cobre os sorridentes lábios com certa delicadeza, contrastando sua personalidade detestável com sua aparência adorável.
Depois de alguns segundos, a garota volta a dialogar. ❝HAHAHAH! Você não faz ideia do quanto isso foi hilário! Do quanto a sua tentativa de fuga foi hilária! Do quanto o seu estado, digno de pena, é hilário! Do quanto a sua situação é hilária!❞ O dedo indicador da mão a qual outrora cobria a região de sua boca é levado aos seus dois olhos, afastando pequenas lágrimas cuja formação deu-se durante o breve (e real) momento das gargalhadas anteriores.
❝Você sabe o que é mais hilário do que tudo isso, Anthony? Suas últimas palavras.❞ A risada é cessada. A alegria, presente até então em seu rosto, é dissipada pela entrada triunfal das tradicionais luxúria e vaidade. Ela o encara; seu olhar estampando, dessa vez, um visível e concreto convite. Lilith se move vagarosamente, levando as duas mãos de encontro ao chão, parcialmente distantes de seus joelhos. Ela se ergue, porém não completamente: com as mãos e joelhos a proporcionando sustentação, a súcubo posiciona-se, como é no vocabulário comum, "de quatro". Enquanto a garota anda lentamente, feito um animal quadrúpede (ou um bebê engatinhando, todavia nada em seus movimentos recordava os de bebês -- por função, por exemplo, da forma sedutora com a qual movia-se, o quadril propositalmente elevado), e encurta a distância segura mantida até então, ela profere. ❝Foi realmente uma surpresa ouvir aquelas palavras de você nessas circunstâncias, sabia? Você não cansa de me surpreender. E é por isso que você não será somente meu "boneco de testes", como você diz. Será muito, muito mais.❞ Ela pausa. Naquele momento, a distorção de sua mente provavelmente psicótica e psicopática é clara. Seus olhos e falas denunciam sua índole doentia, bem como a obsessão pelo rapaz que, aos poucos, cresce dentro de seu subconsciente... Especial. Daquele ângulo e proximidade, o anjo possui uma visão privilegiada do farto busto da loura -- ainda maior e mais atraente graças à força da gravidade. ❝Só há uma coisa que eu não compreendo. Você se colocou de uma maneira tão indiferente aos fatos, tão... Destemido. De acordo com suas palavras, eu não sou, nem nunca serei, uma ameaça.❞ Lilith alcança a proximidade máxima permitida, antes que ela viole a área protegida pelo escuro do ofanim. Mesmo assim, os dois estavam próximos -- demasiadamente próximos.
❝Afinal, se você não tem nada a perder... Por que está se segurando tanto, Anthony?❞
Mayer
「 i know that there's no pleasing you when you know that you're not teasing me 」
———— observou-se intensamente no espelho por mais alguns minutos. naquela noite em especial, ostentava uma beleza peculiar -- e, para ela, afirmar a existência de seus dotes físicos (enquanto elogia-se mentalmente por tal fato) era algo bastante recorrente. trajava uma jaqueta de couro preta sobreposta a uma camiseta de mesma cor, juntamente com uma curta saia vermelha; suas botas negras alcançavam a metade de suas coxas, e os riscos delineados acima dos cílios superiores estavam perfeitamente alinhados e simétricos, assim como o resto de sua maquiagem. os longos cabelos amarelos, enfim, caíam soltos sobre seus ombros e busto, completando o visual que a deixara estonteante na referida ocasião.
para onde, afinal, estava indo tão tarde da noite daquele jeito?
o que justifica sua cautelosidade e dedicação em arrumar-se tão bem não era o destino em si, porém quem a acompanharia.
o barulho crescente de um automóvel repentinamente quebra o silêncio monótono e constante da rua, na qual encontrava-se a residência da garota. não bastou muito para que ela reconhecesse o tradicional ruído emitido pelo ronco de um motor em particular. os cantos de seus lábios rosados se curvaram (o rapaz que dirigia o veículo era, por coincidência, o que ocupava seus deturpados pensamentos naquele instante), ao passo em que a loura dirigiu-se para a janela mais próxima para confirmar o que até então imaginara.
examinou a escura motocicleta esportiva devidamente estacionada próxima à calçada. o motorista, cujo capacete que anteriormente vestia estava sendo segurado por uma de suas mãos, estava de pé e usava o próprio veículo como apoio. prontamente fitava a mesma janela de braços cruzados, como quem previra o desenrolar dos eventos de forma precisa -- e sua perspicaz e frequente rapidez, denunciada em seu veloz ato de parquear, sutilmente impressionara a garota uma vez mais. sem mais delongas, apanhou sua bolsa e apressou-se para encontrar-se com sua carona.
alcançou o exterior em alguns pares de segundos; eufórica e impaciente, estava deveras animada para os planos arquitetados para aquela gélida noite; estes eram perigosos e arriscados, o bastante para que não fossem nem sequer cogitados pela maior parte das pessoas (o que, de forma correta, não se aplica aos dois). a companhia do moreno, no entanto, a fazia acreditar veemente no sucesso. os dois se tornaram uma dupla implacável, e aquilo a excitava -- principalmente quando lembrava do que frequentemente acontecia dentro da relação com benefícios. sua excitação estava estampada no perdurável sorriso em sua expressão, o qual tornava-se maior de acordo com a proximidade ao garoto. quando a distância que os separava era curta, seus passos são freados.
ela o encara, e ele rebate a sua encarada de maneira feroz. aos poucos, o rapaz também sorri. entretanto, aquela cena não era romântica, tampouco eram seus sorrisos. não existia amor em sua relação, não existiam quaisquer vestígios de sentimentos puros e nobres; havia apenas uma estranha obsessão, acompanhada por uma intensa luxúria, compartilhadas pelos dois jovens. tudo nele (e sobre ele) despertava-lhe uma estranha sensação de prazer -- é como se fosse uma droga, um vício que em vez de a entorpecer, a deixa mais vívida e empolgada. sua aparência invejável, seus olhos profundos, seu cheiro convidativo, suas palavras sempre bem articuladas e escolhidas; a maneira com a qual ele lidava com as pessoas, sua manipulação quase divina, seus toques violentos e sádicos, sua curiosa personalidade. tudo. ele a intrigava ao mesmo tempo em que provocava um horripilante arrepio em sua espinha vertebral, e essa era a característica que mais a atraía nele.
nenhuma palavra foi dita. apenas sua troca de olhares era o suficiente.
decorridos alguns segundos desde a sua chegada, estava na hora de partir. o capacete (tão atro quanto a jaqueta ou botas que usava) nas mãos do moreno volta à sua posição anterior, enquanto a loura retira um segundo objeto de dentro do compartimento anexado ao assento único do automóvel -- sabia onde este se encontrava por função das várias vezes em que repetira a ação. damien foi o primeiro a sentar-se na motocicleta, seguido por lilith, cuja frente do corpo, agora propriamente assentada no automóvel, entra em contato direto com as costas do moreno.
ela, por fim, envolve o tronco do rapaz com seus finos braços em uma espécie de abraço, tornando a ação repulsivamente afetuosa de maneira proposital -- nunca o abraçaria daquela forma se não fosse para unica e exclusivamente provocá-lo e, por conseguinte, divertir-se. mas ele sabia disso, não é mesmo?
uma última porém baixa risada pôde ser ouvida, antes que o rapaz dê a partida no veículo e comece a acelerar em direção ao que os aguarda.
[happy birthday die -- 2/3]
ダンロン2落書き詰め
Transparent Junko!
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無題
by 叔子
ロンパログ2
trapped ;;
ᴍᴇsᴍᴏ cᴏᴍ ᴀ sᴜcᴜʙᴏ cʜᴇɢᴀɴᴅo cᴀᴅᴀ ᴠᴇᴢ ᴍᴀɪs ᴘᴇʀᴛᴏ, rodeando o pobre anjo como se fosse uma presa, Anthony não acordou, ou sequer mexeu um único músculo de sua posição inicial. Ficou ali, parado, sonhando com qualquer coisa que não fosse a garota de cabelos louros que era a mais nova confidente de seu segredo obscuro (não que ele quisesse que ela fosse, óbvio). Aquele era o sono mais tranquilo que estava tentando na última semana inteira, por incrível que pareça - mesmo que a posição em que estava lhe daria uma tremenda dor nas costas no dia seguinte. Realmente, o ofanim estava exausto demais para perceber qualquer movimento ao seu redor.
Porém, conforme os minutos tranquilos passavam, e mais Lilith ia se aproximando do louro, mais seus sonhos iam se tornando macabros. Primeiramente, estava andando em uma rua tranquila, escutando música ao lado de seu irmão gêmeo. Porém, depois de um curto diálogo com o gótico (diálogo do qual ele não lembra os detalhes), o cenário ao redor começou a ficar distorcido: Ruas cada vez mais tortas, céu avermelhado, pouca iluminação, prédios e casas adquiriram arquiteturas bizarras. O anjo, com medo, segura o braço do próprio irmão, para depois descobrir que o moreno havia se tornado uma criatura horrível (um ser de asas negras de rosto muito parecido com demônios japoneses). Anthony grita, e começa a correr para longe daquela coisa, que, em pouco tempo, alcança-o e derruba-o no chão, de bruços. Mas quando o garoto vira o rosto para tentar ver a criatura novamente, quem estava por cima dele não era nem Jake ou aquela forma bizarra que ele havia se tornado.
Era Lilith.
□□□
Aquele pesadelo fez Anthony contorcer-se um pouco antes de definitivamente acordar. Porém, mesmo já fora do seu mundo dos (distorcidos) sonhos, ficou de olhos fechados e encostou a cabeça na parede atrás de si. Murmurou um palavrão, bem baixinho, amaldiçoando a si mesmo por ter aquela ideia ridícula de dormir na biblioteca. Afinal, por que diabos ele pensaria que naquele lugar ele estaria a salvo, sendo que seus pesadelos não se submeteriam a barreiras estúpidas como lugares ou toques de recolher? Depois de xingar-se mais um pouco, o louro sentiu alguma coisa tocar-lhe de leve as coxas. Sobressaiu-se apenas nesse mísero movimento, mas o susto que levara com o toque não se comparou nada ao que levou quando escutou a voz da garota de seus pesadelos.
Virando-se para o lado, com seus olhos azuis arregalados, acabou por realmente encontrá-la. Não era um sonho. Lá estava ela, sorrindo, exibindo aqueles dentes branquinhos e perfeitamente alinhados, os cabelos dourados amarrados perfeitamente em duas maria-chiquinhas que lhe caíam sobre os ombros, e… Com aquele vestuário que deixava bem a mostra (mostrando mais do que Anthony gostaria, na verdade) as qualidades físicas da loura. O anjo queria gritar só de ver aquela figura horrenda - e, ao mesmo tempo, tão maravilhosa - na sua frente; mas sabia que, se o fizesse, dedaria ao seja lá qual vigia que estivesse ali por perto no momento, a sua posição.
Então ficou lá, imóvel, sem conseguir dizer nada mais.
O que poderia falar, afinal de contas? Não poderia elogiá-la sarcasticamente - não estava mentalmente preparado para atacá-la com o mínimo de malícia que fosse -, sequer falar algo de ruim sobre ela - qualquer coisa que ele dissesse poderia ser facilmente rebatida com a ninfomania do garoto, descoberta a tão pouco tempo por ela. Sua posição, também, não estava nada favorável (e aquilo o fazia ficar mais paralisado ainda). Ignorou por completo a fala anterior da súcubo, preocupando-se mais em olhá-la nos olhos, sequer se importando se eles estavam transbordando horror, tentando ver se era realmente ela, ou se era alguma outra miragem. E, quando percebeu que não estava sonhando, começou a entrar em pânico. Ele precisava de uma vantagem, e precisava agora.
Foi quase que por instinto que seu campo anti-demônios fora ativado, fazendo com que Lilith finalmente saísse de perto dele. O campo era uma esfera invisível de um metro e meio de raio (onde o centro era o próprio louro), a qual a garota não poderia ultrapassar, a não ser que mudasse de raça - o que, felizmente, não era possível. Anthony, ao observar o próprio feito, sorriu, por mais que tivesse ficado um tanto decepcionado com o tamanho do campo (em suas condições físicas e mentais normais, o raio da esfera era quase o triplo daquele atual). De qualquer forma, aquilo já era mais do que o suficiente para que o anjo pudesse se recompor do susto inicial.
Arrumou a gola da camisa, dando um longo suspiro, tornando a ignorar a garota fora do próprio campo por algum tempo. Porém, apesar de esboçar um mínimo de tranquilidade, Anthony continuava apavorado. Sabia que não poderia manter um campo anti-demônios por muito tempo por conta da quantidade de energia que aquilo demandava dele mesmo (aliás, mal o havia ativado, e já sentia a força que precisava utilizar para mantê-lo). Afinal, o que aconteceria se, de repente, ele apagasse ali mesmo, nas mãos daquela garota? O que ela poderia fazer com ele?
De qualquer forma, não poderia perder aquela oportunidade de tentar estabelecer uma mínima conversa com Lilith - por mais que tivesse um tanto de medo dela, muitas perguntas sobre ela que martelavam na cabeça do garoto precisavam serem urgentemente respondidas. Ainda na mesma posição (não se mexer era uma técnica para guardar energia), passando a mão pelos fios tão dourados quanto os dela, olhou-a novamente, colocando naquele único olhar todo o cansaço que sentia no momento e toda a raiva (até um mínimo de receio) que sentia por ela, para que, assim, pudesse fazer a pergunta principal que o atormentava desde o último encontro deles.
—… O que diabos você quer de mim?
Com os olhos perpetuamente fixos no rapaz, acompanhou seu despertar com singular paciência, como se o momento fizesse parte de um de seus programas de televisão favoritos. Todos os seus movimentos e ações faziam com que uma excitação maníaca borbulhasse e queimasse o interior do corpo do demônio -- principalmente quando Anthony, ainda sem dar-se conta do peso de Lilith sobre as suas pernas logo após acordar, proferiu algumas palavras feias em um baixo tom de voz; isso, sem motivos aparentes, eriçou os poros da epiderme da garota quase que instantaneamente ao início dos pensamentos sobre a identidade das misteriosas perturbações acontecendo dentro da mente do louro. Almejava, mais do que tudo, ser a fonte das mesmas.
Se a súcubo já estava animada em demasia apenas por vê-lo encurralado naquela situação, nada poderá descrever os distorcidos sentimentos que preencheram sua mente após presenciar o instante que sucedeu ao despertamento completo do rapaz, logo em seguida à sua fala. A expressão da surpresa misturada com o terror, estampada na face ridiculamente bonita do garoto, era um prato cheio para a fome insaciável e doentia de Lilith. Quanto mais o observava naquela situação, maior se tornava seu o desejo sádico e deturpado; e o deleite da loura era perceptível em seus olhos, tão vorazmente presos nos do rapaz -- cada segundo desse jogo, o qual ela dominava e conduzia, tornava-se mais e mais excitante para ela.
Tudo estava indo de acordo com as suas vontades -- temia que o garoto tomasse soluções ou saídas irracionais e, por conseguinte, arruinasse seu esconderijo coletivo na Biblioteca. Felizmente, ele pareceu ter consciência disso e optou por não fazê-lo; caso contrário, os dois (cujo desrespeito ao toque de recolher fora mútuo) estariam em maus lençóis nas rígidas diretrizes impostas pelo comando de Sancti Sacramentum. Sendo assim, ela seguramente poderia dar continuidade ao seu plan--
Repentinamente, Lilith sente algo a afastando à força de Anthony. A sensação é tão real que chega a, de fato, concretizar-se -- foi como se uma energia visualmente inexistente empurrasse-a de forma gradativa para longe do rapaz, e tal poder fora tão efetivo que a lançou à uma distância de um metro e meio do exato local onde encontrava-se o núcleo do corpo deste. Além de empurrá-la, a súcubo conseguiu identificar uma enorme dor mental e física durante a primeira manifestação do estranho fenômeno, a qual perdurou até o momento em que se encontrou parcialmente afastada, como se o mesmo também possuísse intenções de fraquejá-la e provocar dor ao longo do processo para impedi-la de uma futura aproximação. Por tal fato, as orbes azuladas da garota tomam um aspecto e forma diferentes e tornam-se assustadoramente avermelhadas de maneira involuntária, demonstrando que a estranha ocorrência estimulou seus instintos demoníacos. A garota, agora caída no chão (ela, afinal, fora sutilmente arremessada de sua anterior posição, porém conseguiu amenizar o impacto da queda), rapidamente direciona o seu olhar, cuja aparência inumana carregava ódio e agressão, para o rapaz sentado -- se olhares matassem, o anjo provavelmente já estaria aniquilado.
Todo o episódio pode ser explicado como... Um repelente invisível para demônios. E, refletindo sobre essa definição, Lilith chega a uma conclusão óbvia, tão óbvia que a fez ofender-se mentalmente por não ter considerado a possibilidade de aquilo acontecer.
❝Ora, ora... Quanta falta de cavalheirismo! Não esperava que você fosse utilizar seu campo anti-demônios contra uma dama, Anthony.❞ Confessou, enquanto voltou a sentar-se (agora em uma distância segura) e procurava conter seu recessivo lado demoníaco -- ele manifestou-se descontrolada e bruscamente, denunciando a intensidade do choque provocado pelos poderes de um ofanim a um demônio; se não fosse tão afetada pelos mesmos, poderia muito bem ter mantido a sua estabilidade. Os olhos lentamente voltaram às suas cores originais e o corpo, cujos músculos enrijeceram no momento da ameaça subentendida, tornou a relaxar. A única coisa que ainda parecia incomodar-lhe era a cólera -- a atitude adversa do anjo realmente a enfureceu, e a raiva, juntamente com um toque de vingança e luxúria, formavam sua atual expressão amedrontadora.
Não poderia mais se aproximar do rapaz por um tempo indefinido -- ainda contava com a possibilidade do campo ser desativado, dadas as notáveis condições fracas do anjo naquele instante. Ela, no entanto, não desistiria por causa de uma jogada tão chula e baixa. Ainda queria se divertir um pouco mais às custas da angústia de seu novo brinquedo (ou o mais coerente seria dizer de sua nova descoberta?).
Estampou um sorriso sarcástico no rosto após ouvir o violento questionamento, entretanto não pretendia responder a sua pergunta de maneira direta. Em uma ocasião qualquer, escaparia do interrogatório com algumas citações tolas e inocentes se possível, porém a situação pedia por uma drástica mudança de planos -- se o seu adversário estava dando o seu máximo no jogo, ela também daria, a partir de então.
Refletindo sobre suas seguintes ações e transmutando seu semblante de maneira incrivelmente rápida (estamos tratando de uma verídica atriz, afinal), Lilith veste uma personalidade e expressão provisoriamente amigáveis para prosseguir com o assunto em questão. Improvisar, atuar e surpreender eram três características sempre constantes em seus pequenos shows.
❝Sabe, Anthony, eu tomei a iniciativa de fazer algumas pesquisas nos últimos dias!❞ Pausou, introduzindo o assunto sobre o qual trataria -- assunto, aliás, de muita relevância ao garoto. ❝Afinal, o seu comportamento na última vez em que nos encontramos foi interessantemente estranho e até mesmo preocupante! Não era algo que eu poderia ignorar!❞ Fez questão de proferir cada sílaba com um tom de voz inocente, assemelhando-o à fala de uma amável menina desesperada pela doença de um amigo próximo. ❝Então, a princípio, eu procurei em alguns livros sobre transtornos mentais e encontrei algumas respostas cabíveis para a sua deplorável situação do dia anterior. Em especial uma, a qual era perfeitamente compatível com as suas peculiares reações e resistências a insinuações... Como eu poderia dizer? Eróticas demais.❞
❝Mas, ora, que ultrajante! Um anjo portador de uma síndrome sexual? Logo um anjo, ser celestial desprovido de grandes e pecadoras doses de libido? Minha pesquisa não parou por aí. Na verdade, eu busquei por casos parecidos. A verdade é que, além de você--❞ Apontou-lhe o dedo indicador, sua expressão ingênua gradativamente cedendo seu espaço a uma malévola e impiedosa. ❝--apenas outro anjo ninfomaníaco, ou satírico, existira em toda a história conhecida. Que privilégio, Anthony, descobri-lo! Até parece que eu ganhei na loteria!❞ E então abafou um baixíssimo riso sarcástico com a mesma mão cujo indicador estava há pouco direcionado para o louro, propositalmente tornando a gargalhada em algo debochador.
Desatou a rir por alguns segundos, e quando pleno recuperou o fôlego, lançou de volta um sorriso presunçoso para o acompanhante. Apoiou ambas as mãos no chão, próximas ao seu quadril. As pernas, anteriormente dobradas com decência e conservação, abriram-se e flexionaram-se com demora, fazendo com que os dois joelhos fossem dobrados enquanto os pés ainda se suportavam no chão. Sendo que a garota usava sua tradicional saia e encontrava-se defronte ao rapaz, a roupa íntima inferior da súcubo estava a mostra e perfeitamente visível. O ato provocativo poderia ser visto como um convite em outras circunstâncias -- ou será que também era uma invitação ao ofanim naquele instante?
❝No começo, eu pensava que você seria um aceitável e patético passatempo. A maioria dos caras com quem brinco são estupidamente previsíveis e tediosos, e você parecia se enquadrar nessa classificação. Porém, você me surpreendeu. Despertou algo diferente em mim -- curiosidade. E isso é algo muito raro, sabia? Agora eu percebo que você é muito mais divertido do que eu imaginei.❞ Os cantos dos lábios curvavam-se aos poucos. ❝No Pátio Aberto, você resistiu. Na Enfermaria, você continuou resistindo. Ou então tentou resistir, porque queria ter deixado seu segredo às escuras, não é mesmo? Infelizmente, você fracassou, e agora você o compartilha comigo.❞
❝O que eu quero de você? Você descobrirá.❞
Deeppink
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