Preencha o juramento antes de continuar: em nome da Excalibur, [ASHANTAE LEONS] em seus [VINTE E UM] anos, jura reverter o legado de [SCAR] durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ela, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o [MÓDULO I.II]. Com a bondade tocada em seu coração, recebe [SAGACIDADE] e não se permite ser corrompida por [ANSIEDADE]. Por último, é deixado um corte na mão de [CHINA ANNE MCCLAIN] como prova de seu comprometimento com a luz.
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Ocupação: Atacante reserva no Rotten to the Core
Aniversário: 28 de setembro
Signo: Libra
MBTI: ISTP
Sexualidade: Questionando
Habilidade: Mimetismo leonino - possui os sentidos aguçados, a rapidez e a força física de um leão, tendo até mesmo as unhas afiadas como garras, apesar de sua aparência norma. Porém, nenhuma dessas características se apresenta de forma física em seu corpo, o que faz com que muitas vezes ela tenha dificuldade em controlá-las.
Biografia:
A diferença de tratamento que Scar dispensava do primogênito para a caçula poderia não ser tão óbvia para quem visse de fora e o considerasse apenas como um vilão sem coração, mas para a pequena família ela era bem óbvia. Ashantae (ou apenas Ashe) era a protegida de Scar. A maneira do homem de demonstrar carinho não era a de um pai tradicional, não a mimava com tudo que quisesse e não lia histórias para que ela dormisse (todo este trabalho ficou por conta de seu irmão, da maneira como ele podia, visto que sequer sabe quem é sua mãe ou onde ela está), mas também não lhe direcionava a violência e o mal temperamento que havia dispensado para o irmão mais velho por tantos anos. Por algum motivo, ele via algo de especial na menina.
A inteligência acima da média de Ashe lhe concedeu o privilégio de se esquivar da gravadora por alguns anos a mais. Não se interessava pela música agressiva do Castigo e, secretamente, seu Lampify é lotado de músicas pop feitas por princesas. Sabia que o pai não reagiria bem a isso e sabia muito bem que, se demonstrasse qualquer talento na música, não conseguiria negar acabar se envolvendo com isso. Por este motivo, finge não ter nenhum interesse ou talento musical, mesmo que secretamente tenha uma voz de dar inveja e até mesmo escreva suas próprias músicas. Espera um dia poder falar sobre isso com alguém, mas por enquanto prefere manter segredo.
Mas seu verdadeiro sonho consiste na Ordem de Merlin. Sabe muito bem que o caminho até a ordem é infinitamente mais complicado para filhos de vilões, mas mesmo assim insiste em dizer que todos os seus esforços estão direcionados para este único objetivo. Motivo pelo qual tira as melhores notas e se esforça tanto para ser gostada pelo povo de Arthurian, tentando ao máximo mostrar que leva a sério a parte do juramento que diz “reverter o legado de seu pai”, mesmo que o ressentimento que sente pelos chamados “heróis” e seus filhos não seja algo fácil de ser ignorado.
Sua entrada para o time reserva do Rotten To The Core, porém, é algo que fez por seu próprio prazer, talvez a única coisa que já tenha feito com este objetivo. Apesar de seu jeito meio atrapalhado, é surpreendentemente atlética, talvez sendo um reflexo de suas habilidades. Raramente tem oportunidade de gastar toda a energia que acumula por conta disso, então vê o esporte como uma ótima porta de escape.
“ ― Eu só acho que é ridículo achar que essa ideia de tomato-a-villan é uma coisa legal. Foi banida por algum motivo, afinal! É desrespeitosa e não tem graça alguma. Digo, que tipo de união furada é essa?” Com alguma quantidade de álcool em seu sistema, era difícil para que Camryn mantivesse sua boca fechada. Ela também estava se dando mais liberdade de falar o que pensava sem se preocupar com o que pensassem sobre isso. “ ― É fácil para filhos de mocinho dizerem que se divertem, afinal eles não estão sendo as vítimas nessa brincadeira. Não, eu não concordo e também não vou participar. E estou sim, julgando quem vai!”
Ashe não tinha muita certeza como havia acabado naquela conversa. Ainda mais pelo fato de que a garota parecia ligeiramente alterada. Por um segundo considerou que talvez também estivesse, mas lembrou-se que não bebia. Porém, não podia discordar daquelas palavras, então acabou acenando com a cabeça em concordância. “Eu também estou julgando! É uma ideia ridícula, imagina como deve ser humilhante...” se arrepiou só de pensar, imaginando-se ali, no lugar daqueles vilões. Enquanto estava na Academia, às vezes era fácil esquecer-se de onde vinha e quem era seu pai. Porém, naquele momento, ela percebia o quanto poderia se tornar vulnerável e um alvo fácil, bastava desagradar alguém ali. E nesses momentos, ela quase tremia de pavor.
Esteve por um tempo assistindo as apresentações de seus colegas de circo que não tiveram a mesma sorte de serem liberados para estudar na Academia, mas não conseguiu ficar muito tempo ali, pois muitas lembranças ruins começaram a sondar sua mente. Amava se dançar e apresentar, mas ao mesmo tempo, estar naquele palco era o mesmo que uma prisão que ainda não havia descoberto como sair. Sufocava a ideia de voltar para lá. Se apressou até a saída, mas não imaginou que iria trombar com alguém ao tentar deixar o lugar. “ ― Cá entre nós, eu danço melhor, mas ainda é válido você ir assistir, se quiser. Eu não vou. Já vi essa mesma apresentação um milhão de vezes, acho que não preciso de outra.” Soltou uma desculpa qualquer para estar saindo apressada do circo. Para piorar era obrigada a viver mentindo para todos.
Ashe não podia se dizer uma grande fã do circo. Alguma coisa naquele lugar a causava arrepios e, por isso, muitas vezes o evitava. Então não sabia dizer por que havia se sentido atraída para ali naquele momento. Sua trajetória, porém, foi interrompida pelo forte esbarrão que acabou levando. “Oh meu deus, me desculpe, por Merlin, sou muito desastrada.” apressou-se em se desculpar, rindo então das palavras da menina. “Eu não me lembro de ver alguma apresentação, então talvez seja uma experiência diferente? Mas tenho certeza que você deve dançar melhor!”
Aquelas semanas era como um vulto para Pandora, cada dia que se passava sem eventuais desastres era uma vitória — não para ela, não almejava encerramentos. Conquistas, em seu ponto de vista, eram falhas e desordenadas, como o festival. A semana do salvador, por mais ritualística que fosse, despertava-a mal estar. Tinha o dever de estar lá. E qualquer formalidade obrigatória é vista com mais absoluto desdém. Estava perto das estatuas dos pais, gigantes e imponentes, a linguagem corporal exibia um tom mal criado de sua parte. Arthurian mostrava rostos que ela não se recordava com exatidão, que não sabia se eram realmente daquele jeito. Nenhum horário seria adequado para abusar dos coquetéis, mas isso não era impedimento algum, bebia uma atrás do outro. O humor geralmente apático trazia um clima sarcástico. “Wyatt e esses dois foram pro saco.” Apontou com o polegar depois de encostar o ombro ao lado da estátua feminina, as palavras alcançando quem quer que fosse, não se importava. “E então temos esse puta festival. Uau.” Disse complacente, não combinando em nada com a frase. “Até parece que as pessoas deixaram de morrer.” Riu, pelo álcool, pela ironia. Estava bêbada. E dar um discurso parecia uma boa ideia.
A parte que Ashe mais se sentia confortável era, com certeza, a feira de literatura. Amava ler. Sabia que, se seu pai a visse se deliciando tanto com as “estúpidas histórias de princesinhas”, como ele chamava, provavelmente lhe daria uma bronca. E era por isso que, apesar de horrível o motivo para isso, ela agradecia por ele não estar por perto. Amava aqueles livros, que lhe eram sua única companhia em grande parte do tempo, e acabou se pegando admirando as estátuas dos homenageados ali perto, devaneando tão longe que, quando percebeu a menina falando, ela já estava bem ao seu lado. Observou-a longamente, temendo responder algo desrespeitoso e olhando ao redor para ver se ninguém havia a ouvido. “Acho que... As pessoas que perderam alguém talvez se sintam mais confortadas com um festival grande como esses homenageando seus entes queridos? Eu acho bonito, pelo menos.” deu de ombros. Ela não gostava do festival inteiro, algumas partes a entediavam, mas havia algumas vantagens.
- Esses fogos são a melhor parte do evento. - A Grimhilde pontuou assim que os fogos de artifício começaram a ser disparados céu acima, fazendo as transições entre cenas do queridíssimo Wyatt Charming, o tal “salvador”. Para quem a conhecia e sabia quem ela era, poucas palavras de sua boca bastavam para entender o deboche por trás. Quando Ravena tomou o restante do gole sadio do recipiente em mãos, puxou o ar entredentes. - Muito bom também relembrar que a única função que o Príncipe Chatorming teve na salvação do povo foi engravidar a Branquela das Neves e ela de parir o Wyatt. Linda história de uma família feliz, não acha? -
Ashe não saberia dizer se a moça ao seu lado falava sério ou não. Se quer sabia se estava falando com ela, mas como não parecia haver mais ninguém por perto, assumiu que sim. “É, eles são bem... Coloridos.” respondeu ligeiramente sem graça. Não via muita graça em fogos de artifício, de qualquer forma, mas achou mal educado discordar. Isso, é claro, até ouvir as próximas palavras, que a fizeram se engasgar com o suco que tomava. “B-bem... Eu não sei se é uma história linda, mas eles parecem felizes, eu acho?”
Tudo bem, por mais que Charmont ainda tivesse um mundo para salvar, ele também era gente, e precisava de uma horinha ou outra de folga. E por mais que enaltecessem sempre a importância da leitura, ele agora vagava pela biblioteca, em busca de algo interessante naquele monte de letras que ele, honestamente, mal possuía dois neurônios pra compreender. — E precisa disso? — Afinal a fórmula para o sucesso não era nascer rico e salvar esquilos de árvores? — Também não sei porque está fazendo isso.
Encarou o rapaz mais velho por vários segundos, tentando entender se ele tirava uma com a sua cara ou se realmente estava falando sério. “Preciso..?” sentia-se um pouco ridícula afirmando o óbvio, mas naquela situação, simplesmente não pôde evitar. “Eu quero, sabe, chegar em algum lugar, mudar minha vida e todos esses clichês...” sentiu-se ainda mais ridícula falando isso, dando um suspiro cansado. “Ah, deixa pra lá, é bobagem.”
Ainda que ela fosse filha de um rival óbvio da família de Amala, era quase impossível para si agir de forma imprópria com outrem ou talvez replicar com rudez às suas falas. Claro que havia largado a música há um tempo, já não era mais profissional na área, mas as coisas ainda pesavam pela notória briga eterna entre King’s e Leons’. De todo modo, ela limpou a garganta, inevitavelmente olhando para a outra com uma careta feia. “Depende… Mas, não sei você, só que eu estudo pra ser a maior cientista de Storydom e membro do Conselho, e no momento você está me atrapalhando de almejar esse sonho dando sustos inoportunos no silêncio dessa biblioteca. Será que tem como você falar mais alto aqui, pelo amor de Merlin?” Não queria ser grossa e tampouco agir daquela forma, mas não conseguia se conter diante daquela atitude. Oras, era óbvio que tinha gente estudando ali!
A única reação que teve por vários segundos foi arregalar os olhos para a outra. Sequer havia visto que a menina estava por ali e a reação dela a havia pego de surpresa. Apesar da suposta rivalidade entre suas famílias, nunca havia tido muitos problemas com os irmãos King, até mesmo considerava Sarabi uma boa amiga. Porém, nunca havia trocado mais que algumas palavras com Amala, então se assustou com aquele tratamento. “Eu nem mesmo tinha te visto aí.” disse com uma sobrancelha franzida, imediatamente assumindo uma postura defensiva. “Se você se assusta tão fácil assim, deveria arranjar uns abafadores de ouvido, para ver se te ajuda com esse problema. Ou criar uns, sei lá.” Ashe não era de discutir e sequer sabia fazer isso, as palavras saindo meio trêmulas ao perceber o quanto aquela breve interação havia lhe deixado nervosa. Era por isso que não gostava de falar com pessoas.
Axel raramente estudava na biblioteca, já que lugares silenciosos ou onde não podia fazer barulho o estressavam, mas estava ali tentando encontrar uns livros que o Feiticeiro havia lhe indicado (não lembrava o título ao certo, então pegou vários sobre o mesmo tema e os folheava para ver se conseguia lembrar) quando ouviu a voz da jovem. “Me faço essa pergunta todos os dias, meu sonho é ser marido troféu, não inteligente.” disse com seriedade, mesmo que fosse apenas uma brincadeira. “Acho que você está precisando de uma pausa, hein? Um Silly Soda ou um Popping Pops sempre me anima.”
Franziu o cenho para o comentário do rapaz, perguntando-se se ele falava sério ou não. “Acho que você tem potencial para ser mais que um marido troféu.” falou com toda a sinceridade. “Mas entendo o apelo, provavelmente é mais fácil que isso.” gesticulou para apontar os muitos livros e cadernos na sua frente, a voz cansada demonstrando o quanto não aguentava mais. “Mas será que eu tenho direito a uma pausa? Ainda nem consegui estudar tudo que tinha programado para hoje...” a preocupação com o tanto de coisa se acumulando ameaçava invadi-la e ela sabia que se começasse a se preocupar com isso, não pararia mais.
naquela tarde sua busca na biblioteca era algo interessante para ler e não necessariamente estudar, queria algo estimulante e que pudesse lhe da inspirar a ter mais ideias. passava por entre as prateleiras quando ouviu a voz feminina. “talvez você esteja precisando de alguma balinhas de menta relaxante” declarou sorridente, já tinha feito alguns testes com aquelas balas e as lançaria na semana que vem, porém, não se importaria se a outra provasse antes do lançamento. “pra sua sorte eu tenho elas bem aqui”
Levantou os olhos ao ver que a menina se dirigia a si, demorando alguns segundos para focar o olhar. Ela estava ali há quantas horas? Se alguém lhe perguntasse ela não saberia responder. “E como é que funciona isso de balinhas?” perguntou de cenho franzido. Não queria parecer que desconfiava da menina, mas era extremamente fraca pra qualquer tipo de substância e tinha medo do que isso poderia fazer consigo. “Elas têm alguma coisa na composição?”
Sua leitura foi interrompida pelo comentário alheio, que colocou em seu rosto o sorriso de quem se identificava com o sentimento expressado. Com isso, curvou o corpo na direção da mais nova para sussurrar a ela. “Porque, diferente dos legados dos certinhos, precisamos nos esforçar para conquistar o que queremos.” Tinha conhecimento dos planos que compartilhavam e torcia para que um dia visse Ashantae como parte da Ordem, levando a ela um pouco do ponto de vista dos Castigados. “Principalmente conquistar esse inferno chamado Storydom e transformá-lo num lugar menos insuportável.” Complementou com um tom de incentivo. “Mas uma cabeça cansada não ajuda em nada… Que tal fazer uma pausa? Acho que tenho um chocolate na minha bolsa e adoraria compartilhá-lo.”
Estava tão profundamente enterrada em seus devaneios que quando ouviu a voz da mais velha ao seu lado acabou levando um pequeno susto. Ofereceu-lhe um sorriso agradecido, as palavras fazendo-a sentir que não estava sozinha nisso. “Você está certa, quanto mais de nós desistirem, mais longe estaremos de mudar alguma coisa nesse lugar.” espreguiçou-se ao largar o livro pela primeira vez em mais horas do que poderia contar, fazendo uma careta ao perceber que estava com fome. “Acho que o chocolate não é uma ideia tão ruim...”
Quando Ashe acordou naquela manhã e se deparou com a praia, não pôde conter sua felicidade. Saiu praticamente saltitando para a areia, sentindo-se subitamente muito mais disposta que o normal. Ela amava a praia e amava colocar os pés na areia, por isso aquela proximidade a alegrava ao mesmo tempo em que acalmava sua ansiedade, a deixando em uma paz absoluta. Ficou ainda mais feliz quando avistou Anne pela praia, acenando para ela antes de se aproximar. “Isso não é incrível? Sinto que recuperei vários graus de serotonina só de poder andar pela praia nessa manhã.” disse, sabendo que parecia muito mais disposta que o normal.
Os olhos percorreram a garota e ele pode perceber que havia algo ali hesitando. E isso fez com que Andrew sorrisse, afinal, teria o legado dos Leons em sua mão em pouco tempo. Adorava aquela sensação. Havia sido ela quem havia crescido ali, mas seria ele a guiar os planos da noite. Como um grande líder, que usava aquele inferno apenas como parque de diversões. “O que eu considero diversão? Vem, eu vou te mostrar” ele falou com um sorriso ladino, enquanto começava a andar na direção da fachada do orfanato. Na parte de trás dele havia uma escada, que dava para um topo de pouca iluminação e uma passagem para uma galpão. “Temos que subir por ali. Você vai primeiro?” ele perguntou apontando para a escada, ainda com uma expressão presunçosa. O Fitzherbert gostava da sensação de se sentir melhor do que todos ali - coisa que ele fazia e mostrava com gosto ali no Castigo. “Ou quer que eu vá antes pra antecipar alguma coisa? Mas se você cair, não vou te segurar.” ele sorriu de lado, analisando a escada bem alta sem qualquer proteção ao redor, apenas anexa a parede.
Ela não gostava nem um pouco do rumo que aquilo estava tomando. Deu uma longa olhada na escada tentando não demonstrar a apreensão que sentia. Obviamente não estava com medo de se machucar, sua força e precisão faziam com que fosse quase impossível que ela caísse e, mesmo que isso acontecesse, aquela altura não era suficiente para que ela se machucasse. Seu medo real era ser pega fazendo algo daquele tipo... Mas já havia ido longe demais, então disse simplesmente: “Eu não vou cair.” tentando demonstrar mais confiança do que sentia. Ao menos não estava mentindo, provavelmente não cairia, então focou nisso quando começou a subir a escada. “Não faço ideia do que você pretende com isso, Fitzherbert, mas espero que seja bom.”
Uma sombra apareceu em cima de Sarah e depois ouviu uma voz, foi assim que Sarah saiu do transe que estava a ter. Estava tão fixada na bela paisagem que nem notou a precensa da outra “Claro que sim! Eu estou sozinha, então pode há vontade.” Para algumas pessoas deveria ser estranho, mas Sarah ainda estava a começar a criar relações então estar sozinha não era tão estranho assim.
Ashe quase podia ouvir a voz de seu irmão a mandando socializar mais. Estava na Academia havia mais de um ano e conhecia tão poucas pessoas que era quase risível, então se obrigou a deixar a timidez de lado para dizer: “Hm... Acho que ainda não nos conhecemos. Eu sou a Ashe.” estendeu o nome para cumprimentá-la, propositalmente não falando seu nome completo. Odiava os olhares estranhos quando descobriam que ela era do Castigo.
As pernas estavam sobre a mesa, cruzadas como se fosse um xis, enquanto os fones de ouvido faziam a música mantê-lo completamente distraído, havia treinado a pouco tempo então seus cabelos ainda estavam molhados e com os fios caindo para trás, já que a cabeça estava pendida para trás, enquanto suas mãos estavam nos bolsos frontais de sua calça, relaxado, era difícil vê-lo em uma posição assim, ainda mais com o tanto de atividade que o homem tinha em sua dia a dia. o pé balançava no ar no ritmo da música, enquanto ele esperava a hora das aulas começarem. O problema era estar ocupando um espaço da biblioteca que poderia estar sendo usada para estudos, não para pequenos cochilos, porque estava parecendo que era isso que Yves fazia ali. Foi uma surpresa nada legal quando sentiu alguém agitar o seu corpo como se estivesse mesmo tentando acorda-lo, causando em uma queda nada divertida e fazendo um enorme estrondo por toda a biblioteca. “Ouch?!!” Reclamou em um tom alto, já que ainda tinha os fones de ouvido o impedindo de perceber, tirando-os para falar com quem causou aquele acidente. “O que deu em você?”
Ashe levava seus estudos muito a sério. Talvez a sério até demais, levando em consideração que nunca sequer tirava muito tempo para si entre estudos e os treinos do time. Mas não se importava pois sabia que essa era a única forma de ser vista com olhos diferentes pelas pessoas de fora do Castigo. Por isso, não podia deixar de se incomodar quando via alguém que claramente não compartilhava de sua mesma ambição, especialmente alguém que provavelmente tinha tudo fácil na vida. Então acabou se incomodando ao ver que não tinha nenhum lugar disponível para se sentar e estudar na biblioteca, e um deles estava ocupado por alguém que claramente não tinha qualquer pretensão de estudar. Então acabou sendo um pouco bruta demais ao sacudi-lo daquela forma, ainda não sabendo medir muito bem medir a força que sua habilidade lhe concebia, correndo para ajudar o rapaz a se levantar, morrendo de vergonha. “Me desculpe, eu não tive intenção... Apenas queria saber se vai ocupar o espaço por muito mais tempo, porque eu realmente preciso estudar.”
“Eu não consigo ler mais nada.” disse em voz parcialmente alta enquanto fechava o livro a sua frente. Não se dirigia a ninguém em especial, sequer tinha noção de que alguém a ouviria, pois estava a tanto tempo ali estudando que não tinha mais noção alguma de seus arredores. Afundou o rosto nas mãos soltando um suspiro de frustração audível. “Por que é que eu estudo mesmo?” resmungou.
O seu pai tinha dado o dia livre, ele disse que Sarah tinha que aproveitar que a Academia estava numa praia e viver a vida por uns tempos. Ela achou aquilo confuso, mas decidiu fazer o que ele tinha dito. A ruiva foi comer no quiosque antes de ir para a praia e aproveitar o sol, talvez assim ganhar alguma cor. Ela estava sozinha na mesa, ao lado do mar enquanto olhava para a bela paisagem.
❤️ para um starter fechado dê like + lugar na praia para
“Hm, hey, posso me sentar com você?” perguntou tão baixo que se perguntou se a menina tinha lhe ouvido. Não era do feitio de Ashe puxar assunto com ninguém daquela forma, mas não estava exatamente no humor de ficar sozinha e não conseguia enxergar nenhum de seus conhecidos, ao mesmo tempo em que o ambiente tranquilo da praia parecia bom demais para ela ir embora dali, então decidiu apenas tentar. O máximo que poderia receber era um não, certo?
“ —— Ouviu falar do Bar Starfish? Disseram que o dono é uma estrela-do-mar que gosta de arrancar dinheiro de turistas. —— ” Falou, quase sussurrando, com os olhos azuis arregalados, como se estivesse partilhando um segredo importante. “ —— Depois dizem que golfinho que é mau caráter. —— ” Disse ela, sem nunca sequer ter ouvido alguém realmente falar aquilo. Era apenas mais uma de suas próprias teorias malucas e sem embasamento em nada além das vozes em sua cabeça. Ergueu os ombros, voltando a ficar o cardápio e sorrindo ao ver algo que poderia lhe agradar. “ —— Olha essa super taça de sorvete! Eu vou pedir. Quer dividir uma? Nunca consigo comer tudo mesmo. —— ”
( comente aqui se preferir que chame no chat para combinar um plot e um starter fechado )
Nenhuma daquelas palavras fazia real sentido e por isso Ashe franziu o cenho. Estrela-do-mar? Golfinhos? Ela não fazia ideia do que aquela garota estava falando, então apenas assentiu educadamente antes de perguntar. “Por que dizem que golfinhos são mau caráter, o que eles fizeram?” era uma pergunta genuína para ver se entendia pelo menos um pouco do rumo que aquela conversa seguia. Olhou então para a tal taça que ela indicava no cardápio, repentinamente se sentindo tímida com o fato de que não estava exatamente acostumada a dividir aquele tipo de coisa com ninguém. “Tudo bem, se tudo bem por você.” concordou timidamente.