O barulho de algo quebrando realmente não fazia com que o dia de Krishna fosse o melhor. Pelo menos, não foram todos os vasos que quebraram quando foram de encontro ao chão. Quando ergueu o olhar, percebeu que o outro era Maddox Prior, o que o fez suspirar algumas vezes antes de agachar e olhar para seus vasos. “Ta tudo bem, só… Um deles quebrou.” Avisou, não estando muito contente porque iria colocar mudas já crescidas em vasos maiores, agora, ele nem sabia muito bem o que fazer já que não poderiam sair e encomendar outros tipos de vaso como aquele. “Cami e Elliot vão ter que ficar no mesmo vaso até eu poder encomendar vasos novos. Diria pra você tomar cuidado com a velocidade e estar bem alimentado para não passar mal no meio do exercício.”
Maddox fez uma careta ao ouvir algo quebrando, logo olhando para ver que se tratava de um vaso. Também se baixando, começou a ajudá-lo, pegando alguns dos cacos. “Me desculpe, eu me distraí e nem vi você.” Pediu mais uma vez, não bastava ter esbarrado no homem, ainda o tinha feito deixar cair o vaso, apenas para o quebrar. “Cami e Elliot seriam as plantinhas?” Perguntou com um pequeno sorriso, logo se lembrando que deveria ter um vaso em casa. “Eu acho que tenho um em minha casa! É um pouco mais pequeno que esse, mas serve de certeza.” Ofereceu, afinal, duvidava que o voltasse a usar depois de sem querer ter deixado a planta que lá tinha, morrer. Ouvindo o conselho alheio, assentiu. “Vou tomar mais atenção!”
— Estamos fodidos, Maddox.’ disparou. Ezekiel raramente perdia o controle de suas emoções ao ponto de xingar assim tão abertamente. Mas estava tão nervoso ali que não se importava com o que falava. — Seja lá o que diabos for isso dos genes, Rose não vai ficar nada contente se essa merda não der certo.’ mal conseguia ligar a imagem da Rose que conhecia com aquela mulher maluca que os prendia ali. — Não sei bem se quero descobrir o que diabos sai da junção dos meus genes com o de minha futura esposa.’
Maddox olhou para o mais velho depois do xingamento, se limitando a suspirar. Normalmente era uma pessoa calma, tentava ver as coisas racionalmente, mas nada daquilo fazia qualquer sentido em sua cabeça, e talvez por isso que não conseguia simplesmente ligar as coisas. “Sinceramente, acho que não vai dar tão certo assim.” Talvez dissesse isso porque ainda não entendia qual a ideia da rainha, ou o que ela queria dizer com genes, mas não se lembrava de ver algum casal feliz até agora, e isso não parecia um bom sinal. “Será que tem outra opção sem ser descobrir?”
Maddox era alguém que estava habituado a estar sempre fazendo algo, habituado a ter a mente ocupada com várias coisas, especialmente no exército. Ali, sem nada mais para pensar que o maldito casamento e o fato de ter que ter filhos com alguém ele não escolheu, o deixava um pouco desorientado. Assim, tinha se organizado para ir correr todas as tardes, pelo menos sempre se ocupava e distraía um pouco, desde o casamento aos anúncios da rainha. Erguendo o pulso para olhar o relógio e ver as horas enquanto corria, acabou esbarrando em muse, quase x fazendo derrubar. “Merda...” Murmurou, as mãos indo até aos braços alheios como que estabilizando. “Me desculpe! Você está bem?”
As palavras do pronunciamento ainda ecoavam em sua mente como um alto falante interno. Sair na rua e ver aqueles murros, os portões fechados e os guardas era mais que aterrorizante. Tinha se acostumado com as barreiras ao redor de Brittania ao longo da vida. mas aquilo era diferente. Não era como se conseguisse fugir das mesmas, dava pra ve-las de todos os lugares. O pensamento de Beatrice sozinha era aterrorizante. Fora um pouco doloroso ver todos lendo cartas felizes nos primeiros dias e não receber nada, era doloroso não ter a quem enviar uma palavra amável depois de tudo. A irmã não tinha idade o suficiente para aprender a ler. Não queria imagina-la sozinha e as paredes de casa o sufocavam, por isso se viu andando nas ruas sem bem saber o que fazer. Quando uma voz lhe despertou do transe, seus olhos fitaram o outro com uma confusão no rosto. Provavelmente era um homem morto. E seu carrasco ainda sorria. “Sim, sou eu. Zachary Montgomery, senhor.” Talvez pudesse ser alguém dizendo que seu pareamento fosse um erro, e ele estava dispensado.
Maddox se apercebeu da expressão de alarde do rapaz, também nem o podia culpar pela mesma, depois de ouvir aqueles anúncios ainda vir algum desconhecido falar com ele, se fosse consigo, provavelmente teria a mesma reação, e esperaria o pior, mas não era esse o caso atual. Estendendo a mão, ainda com o pequeno sorriso amigável, se apresentou. “Maddox Prior.” Talvez o nome desse alguma indicação sobre o assunto que o nobre quereria falar com ele. Não era como se o quisesse intimidar ou algo do gênero, afinal, estavam ali por obrigação, não por escolha, nem o fato dele ter ficado pareado com a irmã havia sido sua escolha. “Irmão da Maria.” Logo esclareceu.
Se haviam pessoas que Maddox estava mais preocupado ali dentro do que ele próprio, essas pessoas eram os irmãos. E entre os dois, se preocupava em especial com Maria. A relação com ela era algo que nem sabia bem explicar, mas, para colocar em palavras, era sem dúvida um amor incondicional, faria de tudo por ela, isso era indiscutível, e tinha um sentido de proteção que não sentia com mais ninguém. E esse apenas se intensificou quando soube que ela iria participar no projeto também. Claro, se fosse pela vontade de Maddox, nenhum deles participaria, mas infelizmente não estava nas suas mãos. Sobrava-lhe assim, ter a certeza que conhecia as pessoas com quem foram pareados. Não queria falar com o noivo da irmã na frente dela, talvez com algum medo de a envergonhar, por isso, aproveitou a oportunidade quando o viu na rua, se aproximando com um pequeno sorriso. “Hey, Zachary, certo?”
Se havia algo que Maddox não sabia fazer, era estar muito tempo quieto. Talvez porque desde pequeno que acompanhava o pai, que tinha várias atividades para fazer, desde desporto até aulas. Depois no exército era o mesmo, sempre estava ocupado com algo. Agora, sentia-se estranhamente quieto, mas fisicamente apenas, já que sua mente continuava rumando para os anúncios da rainha e para o som dos tiros. De forma a se entreter um pouco, decidiu ir correr, em volta pelo espaço agora limitado que eles tinham, talvez o esforço lhe limpasse um pouco a cabeça. A meio de seu caminho, reparou na figura alheia, lhe lembrando de um colega do exército. “Richard?” Maddox perguntou ao parar, mas logo reparando que não era quem ele pensava, o fazendo soltar um pequeno riso nasalado. “Desculpe! Você parecia um amigo meu... Por acaso não tem um gêmeo perdido não?”
A loira fechou os olhos, sorrindo involuntariamente agora, saboreando a sensação dos braços do irmão, que realmente a faziam se sentir em casa. Talvez nada disso fosse o ideal, o que sonhava desde pequena, mas, com ele, isso poderia ser mais suportável, sem dúvidas. “Ei! Eu consigo não enrolar quando eu quero, ok?” Lhe mostrou a língua, a cara se contorcendo numa careta engraçada enquanto recebia o beijo. “Leonhart?” O sobrenome escorregou pelos lábios em surpresa e reverência. Eles eram uma família muito importante, e essa união seria algo ideal para seu pai, tinha certeza. “Eu não acredito que a melhor escolha para você foi uma Leonhart. You must be proud of yourself.” Arqueou as sobrancelhas, contente pelo irmão, ainda que uma parte mínima sua estivesse enciumada - não apenas porque ele tinha sido colocado com alguém da realeza, mas porque agora teria que dividir sua atenção. “Até você decidir que gosta mais da sua esposa do que de mim.” Fez um beicinho, o mesmo que costumava fazer desde pequenininha, e que geralmente afetava o coração de todos. A verdade era que perto dos irmãos, principalmente de Maddox, se sentia como uma garotinha ainda. “Bem… ele se chama Montgomery. Zachary Montgomery. Não acho que você o conheça.”
Da mesma forma que Maddox adorava mimar e dar atenção para a irmã, também gostava de a provocar, e agora o fazia com o tempo que ela demorava para se arrumar e despachar, mesmo que apenas em brincadeira. Ainda com o braço em volta da figura mais pequena da irmã, lhe ergueu as sobrancelhas quando a ouviu. “Está uma moça mudada hm?” Lhe piscou o olho antes de a ouvir repetir o sobrenome da futura esposa. Ainda era um pouco estranho saber que iria casar com alguém que conhecia desde criança, e de quem era amigo. Mas, ao mesmo tempo, parecia ser melhor do que estar destinado a uma completa estranha. “Em minha defesa, eu não estava à espera, e os pais que devem estar bastante felizes.” Afinal, aquele casamento seria uma boa aliança entre as duas famílias, especialmente para os Prior, isso era certo. No entanto, não deixou de notar o tom da voz da mais nova, a conhecia a cem por cento, e a esta altura, não havia nada sobre Maria que Maddox não se apercebesse, e a desconfiança no tom mais enciumado veio se confirmar com o que ela falou depois. Olhando para a mais nova, as sobrancelhas foram cerradas. “Eu nunca irei gostar mais de alguém do que você.” Murmurou, deixando um beijo no topo de sua cabeça. E aquilo era uma verdade absoluta. A irmã era, sem alguma duvida, a pessoa que mais amava. Claro, amava os pais, assim como Mason, mas talvez por ela ser garota e a mais nova, era sua caçula, e desde que a menina nasceu que prometeu que iria estar lá para ela, sempre. Não era uma futura esposa que iria mudar isso, afinal, o amor por Maria era incondicional. “Não conheço, ainda. Terei que conhecer, ter uma pequena conversa com ele.” Apontou com um pequeno sorriso.
o que diabos faria agora? kazz sentou no batente da porta, encostou a cabeça na porta e tirou um pequeno cantil de prata de seu casaco. “ — porra ” devolveu o objeto vazio para o bolso e tirou um saquinho com doces. colocou uma balinha na boca, desejando que fosse alucinógena para conseguir passar por aquilo com mais calma, mas só tinha gosto de caramelo. viu várias pessoas passando na rua. todos estavam enlouquecendo e não era para menos. eles tinham uma rainha mais louca do que imaginavam. “ — cinco caramelos para quem estiver sentindo aquela vontade incontrolável de cometer assassinato, eu posso ser a vítima ” anunciou alto, balançando o saquinho no ar.
Por mais que estar ‘preso’ dentro de casa fosse de suas atividades menos preferidas, estar na rua do distrito de Mitras naquele momento, também não era a melhor. As pessoas estavam confusas, assim como Maddox, e falando umas com as outras. Já haviam várias teorias e na verdade, o Prior nesse momento preferia um pouco de descanso. A caminho casa que lhe havia sido designada, ouviu a morena falar dos caramelos, e por incrível que parecesse, aquilo lhe fez soltar uma gargalhada nasalada. “Apenas cinco caramelos?”
— Isso é alguma espécie de piada?’ Indagou nervosamente, o cenho franzindo-se ao observar as pessoas ao seu redor em busca de alguém que estivesse entendendo melhor a situação. Todos tinham um semblante tão confuso e desconfiado quanto o seu, mas nada tinha feito sentido. Estavam presos? E o quê em nome de Deus era aquela de diferença nos genes? O que diabos poderia sair da combinação dos seus com os de sua futura esposa? — Além de sermos forçados a ter filhos… eles vão ser o quê? Mutantes?’
Nada daquilo fazia sentido na cabeça de Maddox, pelas palavras da rainha, a intenção era expandir Brittania, mas ainda assim, não sabia onde os genes deles entravam como papel nisso tudo. Os sons dos tiros não tinha sido algo de novo para o Prior, e sabia que para o homem ao seu lado também não eram, mas mesmo assim, algo lhe deixava inquieto. Ouvindo as indagações do mais velho, o olhou, as mãos sendo colocadas atrás das costas. “Também gostava de saber qual a ideia dela com isso tudo dos genes...”
— São sem graça.’ respondeu tão humildemente que mais parecia estar comentando o clima, não insultando as roupas que até o jovem rapaz da realeza vestia. Tirou a destra do bolso para passar na camisa, o tecido era grosso por sob o paletó, esquentava bem, mas Sasha não gostava. Preferia seda, cetim. Tecidos que simplesmente agora só poderia usar para dormir. Parecia errado chamar um nobre pelo primeiro nome, mas acabou assentindo. — O meu é Sasha.’ ofereceu. Duvidava que o outro recordasse, então era mais fácil falar e não deixar as coisas estranhas. Voltando a proteger a mão do vento frio, encolheu um pouquinho os ombros. — Trocamos algumas palavras apenas. Então é difícil dizer com certeza, não é? Ainda é cedo. Mas ela me pareceu legal.’ explicou. Não ficava surpreso que o rapaz caiu com alguém do mesmo nível, por isso sorriu de forma divertida. — Era de se imaginar, não? Quer dizer, por que colocariam alguém da realeza com alguém da plebe?’
Maddox não escondeu o pequeno sorriso quando lhe ouviu dizer que eram sem graça, pelos vistos para Sasha eram sim, ainda se lembrava das roupas que lhe tinha visto usar no bordel, talvez aquelas fossem as que preferia, mas entendia que não as pudesse utilizar ali em Mitras, mesmo que pudesse ser a sua vontade. “São um pouquinho sim... Mas fazem o trabalho.” Também não era nenhum perito em moda para avaliar isso. Ouviu o nome alheio e assentiu. “Eu sei.” Murmurou, os lábios sendo prensados. Era algo para que tinha boa memória, rostos e nomes, e o de Sasha não tinha sido esquecido. “Pelo menos não a detesta já, acho que isso seria bem pior.” Disse com uma pequena careta, nem queria imaginar se nos primeiros minutos de conversa já detestasse a noiva. “Sabe, tem vários pares em que colocaram pessoas da realeza com pessoas da plebe.” Os ombros foram encolhidos com um pequeno sorriso, afinal, a irmã era um exemplo disso.
ㅤㅤ ㅤㅤ mal podia acreditar que realmente estava ali. parte de si odiava essa sua surpresa com tudo, refletindo um pouco da camponesa que antes era, mas se acostumava fácil com o bom. dessa forma, para tentar parecer menos tola na frente de todo mundo, após deixar suas coisas e arrumar tudo por cima, decidiu dar uma volta para olhar o movimento, ver como as coisas funcionavam e, acima de tudo, ver quem estava por ali. antes mesmo que tivesse a chance de explorar melhor, sua atenção foi chamada pelo rapaz que puxou assunto, fazendo-a notar sua presença ali. “bem, parece que você não foi tão rápido.” o tom sociável era presente na voz, se permitindo sorrir de volta de forma cordial. quanto mais contato tivesse por ali, melhor. “prazer, willow.”
A morena parecia distraída enquanto olhava em volta, mas isso não impediu o Prior de chamar sua atenção. Queria conhecer um pouco mais das pessoas que também tinham acabado ali assim como ele, e já que, por pelo menos um ano, assim esperava, iria ficar ali e partilhar aquele espaço com elas, mais valia começar a conhecê-las. “Pelos vistos não! Também estava com pressa de vir conhecer um pouco mais do distrito?” Não que ele estivesse com pressa para tal, mas ficar em casa esperando a futura noiva era um tanto quanto enervante para si. Estendendo a mão para a cumprimentar, sorriu. “Prazer, Willow. Maddox Prior.”
Ela não pode evitar um sorriso ao ouvir a sugestão. “É, espero que meu futuro marido caia nessa e não me ache somente uma bagunceira de primeira linha.” Pensou por alguns instantes antes de continuar. “Não que eu seja, muito pelo contrário. Só acho que minha curiosidade se sobressaiu a qualquer mania de organização.” Não que tivesse manias fixas de organização, ainda que sempre mantivesse seu pequeno canto da maneira mais limpa e arrumada possível. Sua ex casa. “Acho que não cheguei a imaginar nada em especifico. Não achava que seria escolhida para algum pareamento.” Ou talvez só não desejasse ser no fundo. “Por estar aqui, devo presumir que ainda não conheceu sua futura esposa, estou certo?”
Maddox espelhava o sorriso da loira em seus lábios. Não sabia se aquela era uma boa desculpa, talvez se alguém usasse consigo não iria acreditar, mas já era uma opção. “Ah duvide que bagunceira seja a primeira coisa que ele vá pensar.” Apontou, as mãos sendo colocadas dentro dos bolsos da jaqueta que vestia. “Também pode falar que estava demasiado curiosa com o distrito, tenho a certeza que ele vai entender.” Maddox assentiu com um sorriso. Afinal, duvidava que muitos fossem ficar em casa esperando o par aparecer quando podiam explorar um pouco o ambiente à volta. “Não imaginava? Porquê?” As sobrancelhas foram erguidas, a curiosidade presente na sua voz antes de balançar a cabeça negativamente. “Não, cheguei para uma casa vazia, não consegui ficar muito tempo lá dentro.”
A feição de desgosto foi bastante clara, a única coisa que iria lhe irritar ali seriam as roupas, disso tinha certeza. — Vocês não sabem se vestir bem.’ reclamou. Referia-se aos homens em geral, não apenas ao pessoal da realeza. Mas antes que pudesse continuar a reclamar, as palavras de desculpas soaram da boca alheia e parecia errado até. — Não tem o que sentir, senhor. Estão pagando, então…’ deu de ombros, esquecendo-se de colocar a resposta no passado. Precisava se habituar ainda ao fato de não trabalhar mais assim. Para firmar isso, Sasha sorriu. Focar no assunto do casamento eminente era bem melhor. — Sério? Foi alguém da realeza também ou não? Eu a conheci sim. Hoje apenas. Ela é um doce, muito bonita. Foram generosos comigo, achava que meu formulário iria ser um dos últimos!’
As sobrancelhas do moreno foram erguidas como que surpreso com o que Sasha havia dito. Realmente as roupas não eram as mais atrativas, mas faziam o trabalho, especialmente para quem estava habituado a andar de uniforme. “Não gosta das roupas em geral? Eu acho que podiam ser piores...” Deu de ombros, olhando para baixo como que checando as próprias vestes. Assim que Sasha se dirigiu a si como senhor, Maddox rapidamente lhe corrigiu, não gostava de ser assim tratado, apenas no exército por necessidade. “Maddox. E mesmo pagando, um pouco de respeito não machuca ninguém.” Murmurou, mesmo não querendo se focar naquele assunto, não achava certo deixar de tratar alguém de forma correta apenas por estar sendo feito um trabalho. “Ah por acaso foi sim, o que eu não esperava.” E aquela parte era verdade, mas a posição social era o que menos lhe interessava. “Gostou dela? Isso é ótimo!”
por mais que as palavras do outro não o agradassem, no fim, era a verdade. o projeto todo parecia designado para que fossem mantidos ali só para atingir sua finalidade e tinha certeza que era esse seu objetivo. “é, bem, podemos ao menos fingir por alguns momentos.” deu de ombros, a própria fala não soava nem um pouco convincente. não que estivesse sendo tão ruim - ao menos não ainda - mas verdade era que leopold estava farto já. “talvez fora daqui, eu devia ter me preparado melhor antes de vir, era previsível que eu ia acabar precisando de muita bebida.” admitiu. “e a prometida, já conheceu?”
Aquele também não era o desfecho que esperava que esperava para sua vida futura. Quando mais novo, e sua mãe lhe falava em casamento, esperava que fosse com alguém que ele amasse realmente, e não algo arranjado e aleatório. Duvidava que alguém ali estivesse realmente feliz com o projeto, mas podia se surpreender. Pelo que via, Leopold era apenas mais um dos infelizes. “Sim, antes do tal de recolher obrigatório pode sempre ir pegar umas bebidas.” Algo que Maddox talvez também devesse, se ajudasse com alguma coisa. “Já a conhecia na verdade, Ayla Leonhart.” E o fato de conhecer a garota desde que eram crianças fazia-o ainda mais confuso. “E você?”