⠀⠀⠀No guia de como deixar seus turnos mais dinâmicos, comentei como podemos demonstrar como nossa muse está se sentindo invés de falar. Por isso, abaixo você terá acesso à um masterlist de ações de demonstram e simbolizam determinadas emoções para você incorporar nas suas replies.
MEDO.
respiração curta, ofegante ou sem ritmo⠀·⠀mãos suadas, tremendo ou mexendo em coisas sem parar ⠀·⠀olhos arregalados⠀·⠀engolir seco⠀·⠀encolher os ombros ou cruzar os braços como sinal de proteção⠀·⠀recuar involuntariamente⠀·⠀tropeçar nos próprios pés⠀·⠀sussurrar ou gaguejar ao falar⠀·⠀se assustar com pouca coisa⠀·⠀olhar ao redor repetidamente.
RAIVA.
mandíbula trincada ou dentes cerrados⠀·⠀punhos fechados⠀·⠀falar com a voz baixa e afiada⠀·⠀falar alto e rápido, interrompendo os outros⠀·⠀testa franzida⠀·⠀sobrancelhas baixas⠀·⠀respiração pesada e descompassada⠀·⠀movimentos bruscos⠀·⠀olhar fixo e intenso, a encarada⠀·⠀rosto ficando vermelho⠀·⠀veias saltando no pescoço ou na testa.
ALEGRIA.
lábios se curvando sem perceber⠀·⠀olhos brilhando⠀·⠀expressão relaxada⠀·⠀rir sem motivo⠀·⠀corpo solto, ombros baixos, passos leves⠀·⠀mexer nas roupas ou cabelos de forma despreocupada⠀·⠀falar mais rápido ou de forma animada⠀·⠀querer tocar nos outros⠀·⠀suspirar fundo, como se o peito estivesse leve⠀·⠀olhar ao redor com curiosidade⠀·⠀notar detalhes positivos⠀·⠀balançar o corpo no ritmo de alguma música ou sem motivo.
TRISTEZA.
olhar baixo, evitar contato visual⠀·⠀ombros caídos, corpo encolhido⠀·⠀suspiros profundos ou silenciosos⠀·⠀voz embargada⠀·⠀movimentos hesitantes⠀·⠀morder o lábio para conter o choro⠀·⠀lagrimas acumulando nos olhos⠀·⠀piscar repetidamente⠀·⠀mexer nos próprios dedos ou objetos⠀·⠀brincar com a comida sem comer⠀·⠀arrastar os pés ao andar⠀·⠀passos lentos.
VERGONHA.
corar rapidamente⠀·⠀desviar o olhar⠀·⠀rir sem jeito⠀·⠀engolir a seco⠀·⠀falar de forma hesitante⠀·⠀gaguejar⠀·⠀passar a mão no rosto ou cobrir a boca⠀·⠀apertar os lábios, como se segurasse palavras⠀·⠀mãos suadas, esfregando nas roupas⠀·⠀se encolher⠀·⠀se afastar instintivamente.
NOJO.
torcer o nariz⠀·⠀fazer uma careta involuntária⠀·⠀boca se contraindo⠀·⠀virar o rosto ou olhar para outro lado⠀·⠀corpo se arrepiando⠀·⠀piscadas rápidas, como se quisesse afastar a visão⠀·⠀se afastar⠀·⠀fazer um som de desgosto⠀·⠀balançar a cabeça em negação⠀·⠀franzir a testa⠀·⠀apertar a garganta ou estômago.
DÚVIDA.
testa franzida⠀·⠀sobrancelhas arqueadas⠀·⠀inclinar a cabeça para o lado⠀·⠀olhar alternadamente entre pessoas ou objetos⠀·⠀repetir uma pergunta ou frase⠀·⠀apertar os olhos⠀·⠀passar a mão na testa ou coçar a cabeça⠀·⠀mexer a boca como se fosse falar, mas parar no meio⠀·⠀piscar algumas vezes rapidamente⠀·⠀estalar a língua⠀·⠀suspirar antes de perguntar algo.
ATRAÇÃO.
olhar fixo e atento⠀·⠀sorriso involuntário, mesmo quando tenta esconder⠀·⠀inclinar-se em direção da pessoa⠀·⠀rir facilmente do que o outro fala⠀·⠀tocar no próprio rosto ou cabelo⠀·⠀imitar os gestos da outra pessoa⠀·⠀voz ficando mais suave ou trêmula⠀·⠀respiração mais profunda⠀·⠀mordiscar o lábio⠀·⠀falar mais devagar.
TÉDIO.
suspirar repetidamente⠀·⠀olhar ao redor⠀·⠀tamborilar os dedos na mesa⠀·⠀balançar a perna⠀·⠀olhos semicerrados⠀·⠀respostas monossilábicas⠀·⠀mexer no celular⠀·⠀falar arrastado⠀·⠀demorar para reagir⠀·⠀bocejar⠀·⠀fingir estar prestando atenção.
⠀⠀⠀DICA EXTRA DA SUNIN! Cada pessoa reage as coisas de modos diferentes, por isso você pode mesclar essas ações para criar a forma única que sua muse vai se portar.
LISTA DE TERMOS RELACIONADOS PARA VARIAR A ESCRITA
Uma das sensações mais frustrantes da escrita é perceber que o texto começa a soar repetitivo e cansativo. E, em alguns casos, isso não é apenas impressão. Quando estamos enfrentando rotinas exaustivas, é natural que falte energia para construir frases mais elaboradas na hora de responder turnos. Não se trata de falta de vocabulário, mas muitas vezes apenas de cansaço mesmo.
Para ajudar nesses momentos, a seguir está uma lista com 30 verbos comuns (chorar, sentir, correr, falar, etc.) acompanhados de várias palavras associadas, resultando em cerca de 600 termos. O objetivo é oferecer apoio para variar a escrita, abrir novas possibilidades de expressão e trazer mais dinamismo aos turnos.
ACORDAR: despertar, sobressaltar-se, abrir os olhos, recobrar os sentidos, levantar-se, sair do torpor, erguer-se, reviver, clarear, reagir, despertar bruscamente, ressuscitar, voltar a si, erguer-se de súbito, levantar de rompante, abrir-se à consciência, estalar de volta, tomar pé da realidade, espreguiçar-se, desentorpecer-se.
AMAR: gostar, adorar, idolatrar, venerar, estimar, apreciar, encantar-se, afeiçoar-se, prezar, ter carinho, apaixonar-se, enlevar-se, enternecer-se, dedicar-se, venerar com devoção, sentir ternura, ser cativado, valorizar, exaltar, engrandecer.
BEBER: sorver, engolir, tragar, degustar, molhar os lábios, brindar, tomar, lamber, tragar lentamente, bebericar, entornar, engolir seco, provar aos goles, sugar, embriagar-se, molhar a garganta, matar a sede, virar o copo, ingerir, tragar fundo.
ANDAR: caminhar, marchar, passear, deambular, perambular, trilhar, transitar, deslocar-se, seguir, percorrer, vagar, atravessar, peregrinar, rondar, avançar, patrulhar, errar (andar sem destino), divagar pelos caminhos, calcar, ir adiante.
CAIR: tombar, despencar, desmoronar, precipitar-se, sucumbir, abater-se, declinar, escorregar, colapsar, desabar, ruir, derruir, inclinar-se, despencar abruptamente, mergulhar, precipitar em queda, soltar-se, vergar, tombar sem forças, sucumbir ao chão.
CALAR: silenciar, emudecer, abafar, ocultar a voz, interromper-se, reprimir, aquietar-se, segurar as palavras, cessar, suster, calar-se à força, engolir palavras, guardar silêncio, tapar a boca, refrear-se, morder a língua, omitir-se, reprimir-se, sufocar a voz, negar palavra.
GRITAR: berrar, clamar, vociferar, bradar, exclamar, protestar, chamar, uivar, espernear, reclamar, alardear, ecoar, rugir, espernear em gritos, implorar em voz alta, gritar por socorro, apelar em voz estrondosa, estrondear, vociferar furioso, berrar de dor.
OLHAR: fitar, encarar, observar, mirar, examinar, perscrutar, contemplar, espiar, vigiar, entrever, notar com os olhos, encarar fixamente, flagrar com o olhar, sondar, lançar um olhar, mirar de soslaio, observar atentamente, acompanhar com os olhos, mirar de cima a baixo, fuzilar com os olhos.
RIR: sorrir, gargalhar, rir-se, dar risadinhas, rir alto, caçoar, escarnecer, troçar, zombar, rir de nervoso, gargalhar às gargalhadas, rir às custas, desatar a rir, rir de si mesmo, rir debochado, rir de escárnio.
LISTA DE TERMOS RELACIONADOS PARA VARIAR A ESCRITA
Uma das sensações mais frustrantes da escrita é perceber que o texto começa a soar repetitivo e cansativo. E, em alguns casos, isso não é apenas impressão. Quando estamos enfrentando rotinas exaustivas, é natural que falte energia para construir frases mais elaboradas na hora de responder turnos. Não se trata de falta de vocabulário, mas muitas vezes apenas de cansaço mesmo.
Para ajudar nesses momentos, a seguir está uma lista com 30 verbos comuns (chorar, sentir, correr, falar, etc.) acompanhados de várias palavras associadas, resultando em cerca de 600 termos. O objetivo é oferecer apoio para variar a escrita, abrir novas possibilidades de expressão e trazer mais dinamismo aos turnos.
ACORDAR: despertar, sobressaltar-se, abrir os olhos, recobrar os sentidos, levantar-se, sair do torpor, erguer-se, reviver, clarear, reagir, despertar bruscamente, ressuscitar, voltar a si, erguer-se de súbito, levantar de rompante, abrir-se à consciência, estalar de volta, tomar pé da realidade, espreguiçar-se, desentorpecer-se.
AMAR: gostar, adorar, idolatrar, venerar, estimar, apreciar, encantar-se, afeiçoar-se, prezar, ter carinho, apaixonar-se, enlevar-se, enternecer-se, dedicar-se, venerar com devoção, sentir ternura, ser cativado, valorizar, exaltar, engrandecer.
BEBER: sorver, engolir, tragar, degustar, molhar os lábios, brindar, tomar, lamber, tragar lentamente, bebericar, entornar, engolir seco, provar aos goles, sugar, embriagar-se, molhar a garganta, matar a sede, virar o copo, ingerir, tragar fundo.
ANDAR: caminhar, marchar, passear, deambular, perambular, trilhar, transitar, deslocar-se, seguir, percorrer, vagar, atravessar, peregrinar, rondar, avançar, patrulhar, errar (andar sem destino), divagar pelos caminhos, calcar, ir adiante.
CAIR: tombar, despencar, desmoronar, precipitar-se, sucumbir, abater-se, declinar, escorregar, colapsar, desabar, ruir, derruir, inclinar-se, despencar abruptamente, mergulhar, precipitar em queda, soltar-se, vergar, tombar sem forças, sucumbir ao chão.
CALAR: silenciar, emudecer, abafar, ocultar a voz, interromper-se, reprimir, aquietar-se, segurar as palavras, cessar, suster, calar-se à força, engolir palavras, guardar silêncio, tapar a boca, refrear-se, morder a língua, omitir-se, reprimir-se, sufocar a voz, negar palavra.
GRITAR: berrar, clamar, vociferar, bradar, exclamar, protestar, chamar, uivar, espernear, reclamar, alardear, ecoar, rugir, espernear em gritos, implorar em voz alta, gritar por socorro, apelar em voz estrondosa, estrondear, vociferar furioso, berrar de dor.
OLHAR: fitar, encarar, observar, mirar, examinar, perscrutar, contemplar, espiar, vigiar, entrever, notar com os olhos, encarar fixamente, flagrar com o olhar, sondar, lançar um olhar, mirar de soslaio, observar atentamente, acompanhar com os olhos, mirar de cima a baixo, fuzilar com os olhos.
RIR: sorrir, gargalhar, rir-se, dar risadinhas, rir alto, caçoar, escarnecer, troçar, zombar, rir de nervoso, gargalhar às gargalhadas, rir às custas, desatar a rir, rir de si mesmo, rir debochado, rir de escárnio.
pra tornar a escrita um pouco mais fluida ao interpretar o seu personagem e evitar utilizar termos “engessados” que sequer transparecem a real intenção e sentimento que o seu personagem deseja demonstrar naquele momento, segue abaixo +100 expressões faciais divididas conforme um ser humano as demonstra em seu rosto (relacionadas às sobrancelhas e olhos, nariz, boca, mudança local de tonalidade de pele, face inteira). não esqueçam de checar as minhas masterlists de hábitos, manias e trejeitos e a de maus hábitos! espero que gostem!
OLHOS E SOBRANCELHAS
seus olhos se arregalaram
suas pálpebras caíram sobre os olhos
seus olhos se estreitaram
seus olhos brilharam
seus olhos dispararam
ele semicerrou os olhos
ela piscou
ele espiou
seus olhos ardiam com / por causa (…)
seus olhos brilharam com / por causa (…)
(...) brilhou em seus olhos
os cantos dos olhos dele enrugaram
ela revirou os olhos
lágrimas encheram seus olhos
seus olhos se encheram de lágrimas
seus olhos nadaram em lágrimas
seus olhos estavam molhados
seus olhos brilharam de lágrimas
lágrimas brilharam em seus olhos
lágrimas brotaram de seus olhos
seus olhos estavam brilhantes
ele estava lutando contra as lágrimas
lágrimas escorreram por seu rosto
seus olhos se fecharam
ela apertou os olhos
ele fechou os olhos
seus cílios tremularam
sua testa enrugou
sua testa franziu
uma linha apareceu entre suas sobrancelhas
suas sobrancelhas se juntaram
suas sobrancelhas se ergueram
ela levantou uma sobrancelha
seus olhos a avaliaram
os olhos dela perfuraram ele
seus olhos examinaram
seus olhos estudaram
ela ficou boquiaberta
olhou maliciosamente
suas pupilas (estavam) dilatadas
suas pupilas tremularam
NARIZ
seu nariz enrugou
suas narinas dilataram
ela empinou o nariz no ar
ele cheirou
ela fungou
ele franziu o nariz ao sentir o cheiro
BOCA
ela sorriu
sua boca se curvou em um sorriso
os cantos de sua boca se levantaram
o canto da boca dele se curvou
um canto de sua boca se elevou
sua boca se contraiu
ele deu um meio sorriso
ela deu um sorriso torto
ele estampou um sorriso no rosto
ela forçou um sorriso
ele fingiu um sorriso
o sorriso desapareceu
o sorriso escorregou de seus lábios
ele franziu os lábios
ela fez beicinho
sua boca se fechou
ela uniu os lábios num pequeno bico
sua boca formou uma linha dura
ele apertou os lábios
ela mordeu o lábio
ele prendeu o lábio inferior entre os dentes
ela mordiscou o lábio inferior
ele mordeu o lábio inferior
cerrou sua mandíbula
sua mandíbula se tornou ainda mais definida
sua mandíbula se contraiu
ele cerrou o queixo
seus lábios recuaram em um rosnado
sua boca se abriu em surpresa
ele semicerrou os lábios
ele cerrou os dentes
seus dentes rangeram
seu lábio inferior tremia
seus lábios tremiam
seu lábio inferior tremulou
seus dentes arranharam seus lábios
PELE
ela empalideceu
sua pele encaneceu
ela branqueou
a cor desapareceu de seu rosto
seu rosto ficou vermelho
suas bochechas ficaram rosadas
seu rosto adquiriu um tom avermelhado
ele corou
o rosto dele ficou avermelhado
seu rosto ficou escarlate
um rubor subiu em seu rosto
ROSTO INTEIRO
ele fez uma careta
os músculos do rosto se franziram
sua expressão estremeceu
a expressão carrancuda veio à tona
todo o seu rosto se iluminou
sua face se abrilhantou
sua expressão era indecifrável
seu rosto se contorceu
sua expressão se fechou
sua expressão endureceu
a admiração transformou seu rosto
o medo cruzou seu rosto
tristeza nublou suas feições
o terror tomou conta de seu rosto
o reconhecimento surgiu em sua face
a desconfiança desenhou-se em seu rosto
Olá, jogadores de rpg! Desde uma aula de LPT que tive quis postar isso aqui, visto que considero extremamente importante para o desenvolvimento da escrita. Então, abaixo do read more você encontrará uma masterlist de articulares textuais, separados em: prioridade/relevância, tempo, semelhança, condição, adição, dúvida, certeza, surpresa, ilustração, propósito, lugar, resumo, causa/consequência, contraste e ressalva. O crédito dessa masterlist vai para o site Escrever é Praticar.
MAS VOCÊ DEVE ESTAR SE PERGUNTANDO AÍ: Magenta, o que são articuladores textuais? Bom, aqui vai uma explicação!
Articuladores textuais são expressões linguísticas, provenientes das classes de conjunções, advérbios, preposições, envolvidas na construção do sentido do texto. Eles relacionam segmentos textuais de qualquer extensão e contribuem para a interpretação do enunciado.
“E ele está errado?” Perguntou de volta, cruzando os braços em forma de defesa. Não gostava de pensar em como seria se o pai realmente tivesse morrido, mas fez um esforço para defender o irmão mais velho naquele momento. Ela podia não acreditar, mas eles acreditavam. “Se o papai realmente… Morreu, foi por causa de todo mundo. Ele podia ter parado de bancar o salvador da pátria depois de derrotar Voldemort, mas ninguém deixou. Ninguém tirou dele esse peso de salvar o rabo de todo mundo constantemente. Ele podia ter vivido uma vida tranquila, podia ter virado professor, feito qualquer outra coisa. Mas ninguém nunca deixou ele descansar.” Respondeu, sentindo os olhos marejarem.
Mesmo que sua família fosse uma parte importante de sua vida, ele e o irmão já passaram por poucas e boas. De toda forma, ele continuava sendo o mais velho e mesmo que em boa parte das vezes, Severus não apoiasse suas atitudes, não podia discordar de sua irmã. Alvo franziu a testa escutando o pequeno discurso da ruiva, ele queria a consolar, mas tinha dificuldades em conseguir cumprir tal feito. Então, tentou deixar as coisas um pouco mais leves. ❛ Você tem razão, mas papai nunca pararia de lutar. Ele nasceu para ser um herói, acho que em partes era por isso que eu o admirava tanto. Nunca serei como ele. ❜ Ele sentia-se um pouco culpado por aquilo, gostaria de abraçar, mas não o fez. ❛ De toda forma, eu to aqui, ok? Sempre estarei aqui. Não importa o quão ruim as coisas se tornem. ❜
Sentiu-se uma idiota por ter perguntado como ele estava. Claro que ele estaria na mesma ou talvez péssimo, mas sentia que tinha que ter a certeza. A morena caminhou até ao lado do amigo e sentou-se ao seu lado.
Agarrou a sua mão , começando a fazer caricias tentando o confortar e ao mesmo tempo, demonstrar que estava ao lado dele “Não é por isso…” O interrompeu, não conseguindo olhando para o melhor amigo. Talvez era idiota, provavelmente era, mas Alice sentia um enorme sapo na garganta. Tinha que pedir desculpas. “Por não ter visto acontecer….Por ter a capacidade de ver o futuro e não puder fazer nada com ele.” A voz da garota estava a começar a quebrar. Realmente sentia-se horrível, como se tivesse tido a capacidade de ajudar e não fez nada “E nem consigo ver onde está o senhor Weasley… Me desculpe.”
A Longbottom mordeu o lábio, tentando controlar o seu choro. Albus não precisava de a ver a chorar, ele não merecia uma amiga que chora por tudo e por nada. Precisava de ser forte por ele e aguentar.
Provavelmente, se não fosse Alice a perguntar sobre seu atual estado, ele nem ao menos daria o trabalho de ser verdadeiro. Já havia dado a mesma resposta tantas vezes que acreditava que nem era mais importante. Se ele estava bem ou não, algumas pessoas não estavam realmente interessadas em seu estado atual e ele não julgava — ok, bem no fundo, julgava um pouco —, afinal de contas, ser educado era o mínimo em uma situação como aquela. A maioria realmente se compadecia com sua dor, no entanto, ele sabia que nem todos realmente sentiam muito pela perda. Alguns soltariam fogos quando ninguém estivesse os vendo.
Alice segurava sua mão e Alvo não se afastou em nenhum momento. Era reconfortante a ter ali. O Potter suspirou, escutando atentamente as palavras da Longbottom e em segundos ele se sentiu mal pela amiga. O que para ele era algo bom, pela primeira vez desde a morte de seu pai, ele se sentira daquela forma por outra pessoa que não Harry. ❛ Lice, tenho certeza que se você pudesse de alguma forma impedir isso, você faria sem hesitar. ❜ se ele tinha certeza de algo, era daquilo. ❛ Ei, não é sua culpa. Vem cá. ❜ ele puxou a garota para seus braços, agarrando-a com força. ❛ Só existe um culpado nisso tudo. Nem eu, nem você, talvez ninguém consiga saber onde Rony está agora. Mas, nós vamos achar ele, de uma forma ou outra. ❜
não fazia ideia do que dizer, mas com certeza estaria lá por albus. esse era o pensamento que rondava sua mente, apesar de ficar em silêncio boa parte do tempo. sabia que as pessoas tinham maneiras diferentes de sentir as coisas, assim como diferenças em como externá-las também, mas o fato era que sabia bem como era perder um dos pais. apesar disso, ainda sim não podia imaginar como era perder alguém como os potter perderam, assassinado.
❝ albie? ❞ ele disse, quando se aproximou do melhor amigo. duvidava muito que havia algum conjunto de palavras que confortaria albus, mas tudo o que scorpius podia fazer era deixar claro que ele estava ali por albus. sentou-se ao lado do outro, puxando-o para um abraço de lado. ❝ eu odeio que tenha que passar por isso ❞
Mesmo quando o que ele mais desejava era ficar sozinho, tal vontade nunca era realizada. Talvez, lá no fundo, ele agradecesse por isso, já que não sabia o que faria quando fosse só ele, as paredes e seus pensamentos. Provavelmente seguiria o rumo de Lily e criaria uma enorme teoria da conspiração. Surtasse igual James e acabasse com a boa imagem que tinha. Ou pior, ele acabaria agindo como Alvo Potter, o que se arrependeria ainda mais. Após o enterro e seu discurso, o tempo não lhe era muito favorável e ainda menos toda a situação. Aquela cerimônia parecia nunca ter fim.
A voz do amigo lhe chamou atenção, ocasionando na abertura de suas pálpebras, encarando sua imagem há pouco metros de si, adentrando pela porta de seu quarto. Não houve quaisquer palavras ditas pelo Potter e nem precisava, Scorpius era seu melhor amigo e o entendia melhor que ninguém. Algumas lágrimas rolaram por suas bochechas, o loiro o confortava com um abraço um pouco desajeitado. ❛ Scorp... Nós temos que fazer algo. ❜ ele conseguiu dizer, até se afastar do loiro, limpando as lágrimas ligeiramente. ❛ Eu não sei o que, mas temos. Eles não podem ganhar assim. ❜ e não iriam, não se isso dependesse do mestiço, os Herdeiros de Sangue pagariam.
“Eu li algum tempo atrás que as pessoas se sentem muito desconfortáveis perto de sofrimento, então quando ficam perto de alguém que está sofrendo tentam fazer ao máximo com que eles parem de sofrer, ao invés de só estar ali e ouvir.” Disse baixo, deitando a cabeça no ombro do irmão mais velho. Já estava um inferno ouvir todas aquelas condolências, não fazia ideia de como o pai havia vivido tanto tempo daquele jeito, ouvindo as lamentações de pena por todas as pessoas que ele havia perdido. “Como você tá?”
A resposta de sua irmã sobre o motivo deles receberem tantas condolências fara com que Alvo ficasse um pouco pensativo. Ela possuía razão, ele sabia disso, mas isso não era suficiente para que a raiva e revolta presente em cada célula sua fosse desfeita. ❛ Você tem razão. As pessoas parecem se atentar mais ao seu desconforto do que ao sofrimento alheio. ❜ o Potter elevou suas íris esverdeadas para a ruiva, escutando sua pergunta. ❛ Como você acha? ❜ lhe lançou de volta, elevando uma de suas sobrancelhas. ❛ Quanto tempo para James fazer um show? Aposto que ele xinga metade do mundo bruxo antes do enterro. ❜
A mulher deu um sorriso acolhedor para o rapaz, não sabia o que era perder quem amava e se tudo seguisse como imaginava nem iria perder. Mas ainda assim a sangue puro compadeceu com a dor do rapaz -Imagino que seja difícil… Mas como dizem, a única certeza que temos é a morte, devemos aproveitar enquanto podemos não?- falou tentando dar uma animadinha no rapaz. Não se ligava muito na história do Eleito, sabia o mínimo que os outros contavam e não era lá muita coisa detalhada ou boa, se for parar para considerar o meio em que ela vivia. -O que acha da gente procurar alguma coisa para fazer hun? O que acha de irmos comer alguma coisa na cozinha? Tentar esquecer isso da melhor forma possível, com um bolo de chocolate enorme. Ofereceria whiskey de fogo, mas que monitora eu seria? Mas eu tenho tá?-
Estranhamente, a cabeça de Albus estava literalmente na lua. Ele não se permitia sofrer com a notícia da morte de Harry, isso porque em sua mente aquilo era basicamente impossível de ocorrer. A garota mais velha havia sido basicamente sua mentora no primeiro ano em Hogwarts, mesmo que passasse grande parte de seu tempo ao lado de Scorpius e Rose, no curto espaço de tempo que passava na comunal esverdeada, eram boa parte do tempo ao lado da sangue puro. Isso mudara um pouco com o passar dos anos, mas se conheciam o suficiente para que ele não negasse ficar ao seu lado naquele instante, se ficasse sozinho, a ficha poderia finalmente cair e ele não permitiria que isso ocorresse. ❛ Aceito o whiskey. ❜ ele se permitira falar, levantando-se lentamente para seguir para a cozinha. ❛ E obrigada pelo seus pêsames. ❜
A morte de Harry Potter significava muita coisa para muita gente. Para uns, era a morte de um herói, daquele que muito fez pelo mundo bruxo por puro altruísmo. Para outros, significava fim do sofrimento, pois com a guerra eminente, o trabalho com certeza seria colocado, mais uma vez, nas costas do eleito. Para aqueles que ainda reproduziam o discurso de ódio de purismo de sangue, era o começo de uma nova era. Era esta que Aphrodite temia, pois para ela era sim a morte de um herói. Mas, mais importante, era a morte do pai de Albus. E tal fato tinha todo um peso diferente para ela, por mais egoísta que pudesse soar, e mesmo que fossem, não eram seres humanos criaturas egoístas? A história por si só era repleta de provas que sim, mas não era algo que ela queria pensar.
De onde ela vinha, morrer não significava partir, e sim ascender para o lugar que um espírito realmente pertencia. Sereianos tinham todo um ritual para quando um dos seus partia, e geralmente a vida desse ser era celebrada com alegria. Contudo, Aphrodite tinha total entendimento que a cultura dos bruxos era diferente. Naquele caso, morte significava tristeza, e era tudo o que ela conseguia sentir na casa dos Potter. Não era sua primeira vez ali. Durante o ano que ela e Albus tiveram um relacionamento, teve a oportunidade de conhecer seus pais e os outros membros de sua enorme família, o que lembrava a ela de sua colônia. Isso também significava que havia conhecido Harry Potter, e mesmo que não tenha tido um laço mais estreito com o bruxo, reconhecia que ele era um homem excepcional. Marido amoroso, e um pai que, por Morgana, ela desejou ter a vida inteira! O que tornava o desespero de seus filhos completamente compreensível.
O velório acontecia no andar de baixo, e Aphrodite tentou passar despercebida. Faziam apenas dois meses e meio que ela e Albus tinham terminado, então a sereiana preferiu evitar situações constrangedoras e inconvenientes. Fez apenas o que achou necessário: cumprimentou Ginny, e até quis falar com Albus… Mas lhe faltou coragem, o que a fez apenas observá-lo de longe. O suficiente para perceber quando ele deixou a sala. Naquele instante, se viu diante de duas alternativas. Ela podia muito bem deixar quieto e ser como todo mundo ali. Conhecendo Albus, sabia que ele provavelmente queria ficar sozinho, mas quando deu por si já subia as escadas, com o caminho para o quarto do Potter do meio já gravado em sua mente. ❝ Eu não vim aqui prestar minhas condolências. ❞ porque ela sentia sim, sentia muito e vê-lo tão quebrado como aparentava despedaçava seu coração em mil pedacinhos, porém, sabia que a ultima coisa que ele deveria querer ouvir naquele momento, eram “Meus pêsames”. ❝ Na verdade, eu vim aqui te dar isso. ❞ Aphrodite era o tipo de pessoa que não tinha o costume de pedir permissão para fazer as coisas. Era espontânea e impulsiva demais, características que já tinham deixado-na em saias justas, mas ela não se importava realmente. Era apenas como era. Por isso não hesitou em se aproximar e sentar ao lado do sonserino na cama, tirando um colar do pescoço. ❝ Essa pedra se chama cianita negra, mas algumas pessoas chamam de vassoura de bruxa. ❞ Aphrodite se sentia extremamente conectada com a natureza, o que significava que também era o tipo de magia que mais a atraía. ❝ O nome é sugestivo, eu sei, mas ela é poderosa. Afasta as más influências, purifica o ambiente, ajuda a estabilizar os sentimentos e neutraliza ataques de magia das trevas. ❞ colocou a pedra na palma da mão para que ele pudesse ver melhor, em seguida erguendo um pouco o corpo para que pudesse colocá-la no pescoço do Potter. ❝ É um amuleto de proteção muito forte. ❞ voltando a sentar-se ao lado dele, Aphrodite finalmente o olhou nos olhos, os castanhos dela nos verdes dele. Baixou a cabeça quando o olhar se tornou intenso demais e encolheu os ombros, suspirando antes de adicionar. ❝ Eu… Eu não sei se você acredita ou não, mas eu acredito. E meus cristais sempre me ajudaram. Então, sei lá, se puderem te ajudar pelo menos um pouquinho… ❞
Desde que a notícia da morte de seu pai fora dada, Albus tentava ao máximo passar despercebido no meio de quaisquer pessoas, evitando ao máximo ser bombardeado por perguntas invasivas sobre como se sentia e dos comentários — ás vezes, realmente maldosos ou sem pé nem cabeça — a respeito de Harry. Mesmo todos seus esforços para ser apenas um adolescente normal foram completamente em vão. O mundo bruxo inteiro admirava ou odiava o Potter mais velho e sua prole parecia nunca estar realmente distante dos holofotes. O que o chateava, mas estava longe de ser mais incômodo do que ver o caixão com o corpo de seu pai diretamente em sua frente. Ele tentou aguentar o máximo que podia ali pela sua família, porque James nem ao menos se deu o trabalho de participar do velório e Alvo nunca deixaria Lily passar por aquela cerimônia sozinha. Bem, isso foi o que ele pensou no início, mas agora não conseguiria passar mais tempo encarando e imaginando o que estava dentro daquela la caixa.
No fim das contas, ele fara exatamente o que prometeu não fazer, fugiu para o mais longe que podia. Veja bem, Harry Potter não era somente uma figura paterna para Alvo, ele também era seu herói e se fosse começar com o clichê, seu melhor amigo. Ele era um bom pai. Um ótimo pai. Algumas pessoas diziam que aquele não era o fim do mundo, mas não era assim que ele se sentia. Por fim, sair daquela cerimônia era tudo o que mais necessitava. A aglomeração de pessoas o deixava desconfortável e se afastar um pouco da realidade que lhe puxava cada vez que olhava para os lados, era no mínimo razoável. Severus não esperava que alguém viesse até ele, muito menos a alourada. Por isso, havia surpresa em vê-la, mas já imaginava o que ela fazia ali. Assim como todos os outros, ela provavelmente apenas gostaria de lhe dar palavras de conforto, mesmo que estivesse as negando no momento.
A sua afirmação diante da pergunta de Alvo foi o suficiente para que ele erguesse um pouco o maxilar, conseguindo encará-la sem muito esforço. Era tradição que todos vestissem preto em um velório bruxo, o que Alvo estranhou de princípio já que não era comum ver a ex-namorada naquelas cores. Mas, até mesmo a sereia seguia o código de vestimenta em uma situação como aquela. Os olhos esverdeados analisaram atentamente a garota e por meros segundos, permitiu se distraír durante aquele breve momento. Ele apenas sinalizou com a cabeça, esperando que ela continuasse e levasse aquela conversa até onde gostaria de chegar. Ela o fez, se sentando ao seu lado na cama, mas suas orbes não a deixaram nem por um instante. Existia certa curiosidade por de trás destas. ❛ É bonita. ❜ comentou conforme ela explicava sobre a pedra. Sua atenção estava totalmente voltará para as palavras da lufana, ela sempre havia sido muito espirituosa e não havia nenhum pingo de surpresa em Alvo ao ouvi-la. ❛ Creio que precisarei de uns cinco desses então. Sabe, antes prevenir do que remediar. ❜ pela primeira vez desde que o anúncio da morte de seu pai, ele conseguiu soltar uma frase descontraída que não fosse carregada de tristeza ou fúria. Não foi necessário uma permissão para que ela colocasse o colar em seu pescoço e nem foi preciso. Ele levou os dedos até a pedra preta, dando uma rápida olhada para esta em seu pescoço, antes de voltar sua concentração para os olhos acastanhados. ❛ Obrigada, de verdade... Eu gostei. ❜ Alvo não sabia como agradecer. Certamente a tal pedra importava mais para Aphrodite do que para ele, o que não somente confirmava que havia sido dado de coração, mas que ele acreditava que funcionaria. ❛ Você já ajudou bastante, acredite. ❜ e era verdade, mesmo que um pouco, já era o suficiente. Estranhamente, sua presença tornava tudo um pouco mais suportável. ❛ Sabe, ainda tenho que discursar no enterro. É estranho, porque nem ao menos sei se ele pode me ouvir. Afinal, ele não é um fantasma, não é? ❜ O animago ergueu um pouco as sobrancelhas e movimentou seu corpo apenas alguns centímetros, para que conseguisse focar totalmente na lufana. ❛ E o mais estranho é que isso é o mais perto de uma despedida que eu terei com ele. Chega a ser patético. ❜
casa dos potter, depois do enterro with @magialvoid
O seu melhor amigo parecia que estava cada vez longe. Não o poderia culpar, todo mundo rodeava em volta dele , dando os seus pêsames e como Harry Potter era o homem mais corajoso do mundo bruxo.
O enterro aconteceu e Alice não conseguia tirar os olhos dele. Querendo ao máximo que este pudesse ler a sua mente, para este entender que estava ali para ele e se precisa-se de gritar apenas ambos ouviriam.
Na casa dos Potters, os adultos todos conversavam, recordando da época quando eram jovens e memórias boas e queridas que tinham com o falecido. Com esta oportunidade, a Longbottom afastou-se dos pais e começou secretamente há procura de Albus.
Subiu as escadas da casa, se dirigindo até há porta do quarto do mesmo. Antes de bater na mesma , ela hesitou. Deveria o incomodar? Provavelmente apenas queria um momento sozinho, um momento para poder chorar, para poder pensar no que faria…Mas sentia também um aperto no peito de não estar com o amigo no momento mais difícil.
Bateu há porta, abrindo logo de seguida dizendo “Hey….É Alice.” A lufana entrou dentro do quarto, fechando a porta por detrás de si e fazendo um pequeno sorriso forçado “Vim ver como andava….E pedir desculpas…”
Ele estava cansado, essa era a verdade. Não somente daquela porcaria de situação que parecia nunca ter fim, mas o dia havia sido exaustivo e mal lembrava qual era a sensação de não ter um pai morto, porque aquele parecia ter virado muito mais um traço de personalidade do que gostaria. No atual momento, ele só desejava ficar sozinho sem nenhum daqueles bruxos que nunca havia visto na vida, vindo lhe dar condolências e falar sobre o quanto admirava seu pai e blá blá blá. Acreditou por um segundo que finalmente teria um momento de paz naquele funeral, mas o som na porta apenas o fara revirar os olhos e bufar, provando que seu achismo estava completamente errado. Severus queria mesmo xingar quem o incomodava justo agora, mas ao notar que a pessoa por trás da porta era Alice, se arrependeu de imediato. ❛ Pode entrar. ❜ pelo menos era ela e não qualquer um daquele lá em baixo. Longbottom provavelmente era uma das únicas pessoas as quais ele gostaria de ver agora. ❛ Estou na mesma. E desculpas pelo o quê? Olha, se foi porque não falou comigo antes, não tem problema, Lice. Todo mundo fez questão de nem me deixar notar, parece que todos acham que estou sempre aberto para falar sobre a morte de meu pai. ❜
Sabia que estava soando incrivelmente estranha e lunática para as pessoas em sua volta, por mais que ninguém estivesse lhe dizendo aquilo na cara. Não era incomum que em luto, uma pessoa ficasse em completa negação sobre a morte de seu ente querido, mas ainda sim era algo estranho de se ver, especialmente por que Lily estava completamente convencida de que era tudo uma mentira. Não havia chorado ainda nenhuma vez, e não entendia como as pessoas não podiam ver o óbvio plano de seu pai e como ele havia de forma bem sucedida, fingido a sua morte mais uma vez.
Sabia que seus irmãos estavam reagindo de uma maneira bem diferente, no entanto. James estava completamente furioso, enquanto @magialvoid estava mais fechado e quieto do que era normalmente. Por sorte dividia o mesmo Salão Comunal com o último, então não hesitou em se aproximar quando o viu sentado em um dos sofás da sala. “Ei.” O chamou, sentando-se ao lado. “Quantas condolências você ouviu até agora?”
A negação é uma das ferramentas mais comuns no luto. Não era surpresa para Alvo que Lily estivesse negando a morte do pai, ele também se encontrava muito longe de a aceitar plenamente. Mas, diferente da ruiva, o Potter não imaginava que aquele fosse um plano do Eleito para se livrar das ameaças e dar a volta por cima. Ao contrário disso, Severus tinha ciência que corajoso do modo que era, ele dificilmente deixaria sua família passar por tal situação. No entanto, suas convicções de que deveria haver um modo de o trazer de volta não podiam passar batido.
Alvo notou a aproximação da irmã, ambos sozinhos no Salão Comunal da Sonserina. Ele costumava passar boa parte de seu tempo longe dali, mas onde quer que fosse, só recebia olhares de pena ou palavras que na tese deveriam causar algum sentimento de conforto, coisa que bem, não ocorria. As íris esverdeadas foram até Lily, que se sentava ao seu lado. ❛ Parei de contar na vigésima quinta. ❜ ele confessou, soltando um suspiro pesado. Poucas pessoas entendiam o que ele estava passando agora e nessa pequena lista, Lily e James se encontravam no topo. ❛ Por que as pessoas acham que palavras podem consertar algo? ❜
O caixão estava há poucos metros de si e mesmo que fechado, Alvo ainda sentia como se pudesse ver através dele. Ele tentava permanecer forte por Ginny e Lily, porque era isso que ele fazia, apoiava e cuidava de sua família, assim como seu pai fazia antes de morrer. Mas, Severus esquecia que até mesmo Harry precisava de apoio, que tinha amigos ao seu lado e que ele nunca estava sozinho. Era assim que todos ali se lembrariam do Potter mais velho, alguém que mesmo depois de perder tudo, se reergueu e conquistou o mundo. Ele era resiliente, determinado e corajoso. Alguém que talvez o animago nunca fosse ser. Céus, como ele quis orgulhar seu pai durante toda sua vida e agora, ele nunca veria as coisas que Alvo conquistaria ou quem ele se tornaria e o fato de nunca mais o ter em sua vida, o estilhaçava em mil pedaços toda vez que lembrava disso. ❛ Desculpa, eu não consigo. ❜ os olhos esverdeados encontram os de Ginny, pedindo silenciosamente por permissão e antes que a ruiva pudesse falar qualquer coisa, ele rumou até o seu quarto. Sentou-se na cama, levando as mãos até as pernas, enquanto o olhar inspecionava o local. Nada havia mudado de lugar, era como se ninguém adentrasse ali desde sua ida até Hogwarts. Seu olhar recaiu na porta, reconhecendo a figura loira que se encontrava ali. Se aquela não fosse a situação, talvez ele ficasse contente em vê-la. No entanto, dentro de seu ser naquele exatamente momento só existia raiva e angústia e não havia espaço para qualquer outra coisa. ❛ Se veio me dar seus pêsames, saiba que não precisa. Essa é a coisa que mais escuto falar nos últimos dias, não preciso de mais. ❜
Ainda não tinha assimilado muito bem o que estava acontecendo, pois desde que Albus havia sido tirado da aula de Poções e Rose havia sido chamada logo em seguida para ser informada de tudo, ela funcionava apenas no automático. Não conseguia fazer nada além de caçar os membros de sua família por toda a escola, querendo ter certeza de que todos estavam sãose a salvo, porque se sentia uma bagunça, uma tremenda confusão de sentimentos. Harry Potter estava morto. Para todos era o eleito, para ela, era seu padrinho e tio. Pai de seus primos, de dois de seus melhores amigos, e Rose não sabia qual parte daquilo doía mais, e então descobriu que seu pai havia sido sequestrado e tudo desmoronou. Sua relação com Ronald não estava muito bem desde que sua relação com Scorpius tinha sido exposta, e a perspectiva de que ele poderia estar morto… Assim como Harry… Rose se sentia a beira de um ataque de pânico só de pensar. Mas não, não iria acontecer. Tinha que se agarrar àquele pensamento se quisesse ser minimamente capaz de ajudar seus primos, pois eles quem precisavam dela agora. Primeiro procurou por Lily, sem sucesso algum. James também havia sumido, e mesmo que quisesse encontrar com os três, sabia que não seria possível. E achar Albus foi a tarefa mais fácil. Conhecendo como o conhecia, as estufas pareceram o lugar mais óbvio; contudo, quando os olhos azuis identificaram a cabeleira escura, Rose teve que respirar fundo para não chorar, como havia feito o dia inteiro. ❝ Albie? ❞ chamou insegura, após bater na porta. Não sabia bem o que fazer ou se ele queria companhia, então se aproximou com cautela ❝ Eu só… Eu sinto muito. ❞ a voz dela soou baixa e quebradiça, e a Weasley precisou de tudo de si para não desabar quando seus braços envolveram o corpo do primo, ainda atrás dele.
Era difícil fazer qualquer coisa que não fosse ficar encarando o nada e tentando desesperadamente segurar as lágrimas. Alvo não queria chorar, pelo menos não agora. Aquilo só significava que o que acabara de escutar era real e não podia ser. Deveria ser uma pegadinha ou um sonho, aquela era a única explicação plausível para seu pai acordar em um dia para o trabalho e simplesmente morrer. Ele era um dos melhores aurores, aquilo não podia ter acontecido. Sua negação certamente duraria muito mais horas, se não fosse a presença da ruiva nas estufas. E então, ele lembrou que não foi somente ele que perdeu o pai hoje. Mesmo que o Weasley tecnicamente estivesse sumido e não morto, Alvo quase acreditava que era quase pior do que se simplesmente ele também houvesse morrido. Afinal de contas, a sensação de desespero e ansiedade que seguiriam Rose nos próximos dias poderiam ser mais desgastante do que uma certeza. Suspirou profundamente, gostaria mesmo que encontrassem Rony logo e de preferência, vivo. Não só porque odiaria ver a amiga passar pelo mesmo que ele, mas porque ele também era uma pessoa importante para Alvo, assim como Rose. Foram esses pensamentos que o derrubaram quando escutou sua voz fraca e seus olhos braços o envolvendo por trás. Então, ele se permitiu chorar, deixando as lágrimas quentes rolaram por suas bochechas e o som audível de seus soluços se espalhar pela estufa. Alvo se virou brevemente, retribuindo o abraço da ruiva tão forte quanto pôde. ❛ Eles vão pagar por isso. Eles tem que pagar por isso. ❜ ele permitiu que as palavras chorosas saíssem de seus lábios e então, após algum tempo se permitindo sofrer ao lado da amiga pela notícia que receberam, ele quebrou o abraço, apenas o suficiente para que conseguisse encarar seu rosto, inchado e vermelho pelas lágrimas que soltara durante o dia. ❛ Seu pai... Nós temos que achar ele. ❜ e mesmo que talvez ela não percebesse, no fundo ele só queria mudar urgemente de assunto e focar em outra coisa que não fosse o rosto de sua mãe desesperado e seus irmãos completamente abalados. Mas, lá no fundo, ele se preocupava com Rose o suficiente para não ser tão egoísta com ela. Ele perdeu o pai, ela não tinha que se sentir da mesma forma.
No início de Hogwarts Amélie era um potinho de alegria. Queria provar que alguém tão diferente poderia ser tão bom quanto ela e por isso mesmo quando entrou no segundo ano ela encontrou o jeito perfeito. @magialvoid entrou na sonserina sem ninguém e ela tinha o pego para cuidar como se tivesse crescido consigo. Tanto que doeu um bocado quando descobriu que o pai dele tinha morrido, não porque era o Eleito, mas sim porque que um dos que tinha sofrido. “Como você está baby?“ perguntou baixinho acariciando o ombro dele o contornando para poder olhá-lo. “Não sou a melhor das pessoas para falar, as meus pêsames”
Desde a notícia da morte de seu pai, Alvo mal conseguia pensar em qualquer coisa que não fosse essa. E bem, era extremamente cansativo ficar imaginando todas as formas que aquilo acabara acontecendo. Ele queria dissipar a imagem de sua mente, mas parecia uma tarefa quase tão impossível quanto ele voltar a vida. Com sua cabeça a mil, nem ao menos notou a aproximação da sonserina, por isso, o toque em seu ombro fara com que ele levantara a cabeça quase de imediato para ver quem estava ali. Reconhecera Amélie de imediato e soltara um suspiro pesado diante de sua pergunta. ❛ Eu não sei. ❜ nenhuma outra resposta parecia mais realista do que aquela. O Potter concordou com a cabeça com a fala da mais velha, ele apreciava suas palavras, mas ouvira aquilo tantas vezes hoje que acabara por perder quase todo o sentido para ele. ❛ Parece que tem tanta coisa na minha cabeça e mesmo assim tudo que eu consigo pensar é na morte dele. ❜ continuou, desviando o olhar da amiga para o chão. ❛ Não deveria ser assim. Ele era o Eleito, ele venceu a Segunda Guerra Bruxa, matou o Lorde das Trevas, como essa droga foi acontecer? ❜