Daph tinha os olhos fixos no celular, os lábios estavam comprimidos e novamente trocava mensagens com sua mãe sobre os acontecimentos recentes. Não podia revelar seu sobrenome a ninguém, estava com outro sobrenome em uma universidade fazendo o curso que sempre quis, isso antes de entrar para a máfia do pai. O barulho das baquetas não foram o suficiente para fazer ela acordar do transe, tropeçou em alguma coisa e não demorou muito para estar no chão. “Qual a necessidade de ocupar tanto espaço assim? Você é maluco?” O sotaque forte denunciava que a morena não era dali, mas não se importava. “Já que sabe, coloque em prática!” Levantou-se do chão, com o cenho franzido e sua melhor cara de poucos amigos. “Não me diga que você faz parte daquela bandinha?” Algumas poucas palavras saiam em russo, mas a garota nem notava, afinal se sentia segura ali.
Franziu o cenho, não entendia muito bem o que ela queria dizer com tudo aquilo, mas o fato dela ter menosprezado a sua banda, não incomodou o jovem músico. “ — Faço ” Sua resposta foi direta e curta, não iria ficar fazendo rodeios para uma garota que parecia ter um nível de arrogância alto demais. Cruzou os braços na altura do peito e ficou algum tempo apenas encarando a garota, não estava afim de discussão, tinha plena consciência de que tinha errado em ocupar tanto espaço, mas não daria qualquer brecha para a garota exalar toda a sua antipatia “ — Você também estava com a cara no celular, a culpa não é totalmente minha. ” Pegou o aparelho que acabou ficando no chão, conferindo se estava tudo ok, notou apenas um arranhão na lateral e suspirou, torcendo para que ela não o incomodasse com aquele detalhe, o aparelho continuava funcionando não era? “ — Aqui está. Espero que não tenha se machucado, afinal. ”