Desde sempre fomos eu e você. Todas aquelas fotos de bebê mostrando uma dupla, um pequeno time cheio de amizade, companheirismo e carinho ficaram no passado. O reflexo no espelho já não mostra mais você do lado. Quando colocaram você, recém nascido no meu colo, em meu um aninho de vida, eu pensei "meu bebê"; e jurei proteger você. Mas eu falhei. Eu falhei com você e falhei comigo, porque mesmo sendo a mais velha era você o meu abrigo. E agora, tendo sua presença só no porta retrato, é impossível conter o o urro e a dor só no peito. Lágrimas não trazem ninguém de volta e a impotência é tão grande que devora. Por que você foi e eu fiquei? Por que o que os outros fazem de errado precisa punir a gente que só queria ser feliz? E o que eu faço agora com o espaço vazio? Esse espaço é só seu e sempre vai ser. Já não dá pra fingir que nunca aconteceu, é desrespeito com tudo que a gente viveu; mas como seguir em frente sem o seu abraço, seu sorriso, seu colo, seus conselhos? Você era meu irmão, meu irmãozinho não só de sangue, mas de alma e coração. E meu coração inteiro vai com você, pra onde você for. Quem sabe a gente ainda não se encontra em outra vida, em outro lugar...









