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Merry Christmas my sunshine. / Emmandy and Blue
Fazia muito frio naquele dia, talvez mais do que qualquer outro Natal, e Emmet mesmo assim se sentia aquecido por dentro. Não havia dito isso a Mandy, embora achasse que ela imaginava o quão realizado ele se sentia. Era o primeiro natal que passava em família, realmente. Pois não havia uma folga, feriado ou noite em que seu pai não batia a porta e seguia para o bar. E também não houvera uma data especial que se lembrava do rosto de sua mãe. Não tivera mais chances com sua irmã, e agora lhe restava a esperança. As árvores, os anjos na neve, os bonecos na frente dos quintais, só o fazia pensar o quanto seria bom fazer aqueles preparativos, ano após ano, enquanto sua Blue crescia.
Tantos pensamentos que acompanhavam o espírito de natal o acompanhava avidamente no percurso para casa, enquanto ele tinha os cafés da melhor cafeteria da cidade em uma das mãos, e em outra duas sacolas com presentes. Era uma noite especial demais para deixar em branco, e ele não pode se sentir mais feliz ao chegar em casa, e observar a filha e a esposa perto da árvore. Antes que arrumassem as últimas bolinhas e os anjos. Rompeu o silêncio lá de dentro com um pequeno estrondo, e com um sorriso cumprimentou as presentes. — Papai chegou. — disse a filha, antes de se aproximar de fato e selar seus lábios ao de Mandy. Colocou os cafés em cima de uma pequena mesa, e de dentro das sacolas tirou dois presentes e também uma caixa de decorações de Natal. Nela tinha uma nova estrela, que reluzia em seu dourado. — Agora temos uma nova estrela. Tão brilhante como nossa Blue. — ele dissera colocando os presentes debaixo da árvore antes de entregar a estrela para sua esposa.
Mandy sorriu ao ouvir a porta bater e virou-se em direção a mesma, logo avistando Emmet entrando. -- Eu acho que vou ter que colocar uma placa na porta escrito: limpe a neve dos sapatos ao entrar. -- ela resmungou revirando brevemente os olhos e em seguida riu. Aos poucos, querendo ou não, Mandy começava a se tornar resmungona e cansada, mas ela não queria demonstrar aquilo. Não queria que Emmet se cansasse dela por estar ficando velha e com as costas arrasadas devido os agachamentos para pegar a pequena no chão. -- Nossa filha é muito pequena para colocar a estrela ainda. -- ela murmurou segurando a menina em um dos braços e esticou o outro, colocando a nova estrela no topo. -- Então por enquanto, esse cargo ainda é meu. -- ela disse com um sorriso nos lábios e então os selou nos de Emmet, aprofundando o beijo brevemente, mas não demorando muito para rompe-lo. -- Feliz Natal, meu amor. -- ela murmurou fitando os olhos dele e sorriu. -- Feliz Natal, meu outro amor. --mandy riu fraco beijando a bochecha da filha e encostou a cabeça no ombro de Emmet enquanto mantinha os olhos na árvore.
Merry Christmas my sunshine. / Emmandy and Blue
Mesmo depois de quase um ano, nada parecia ter mudado além do tamanho de Blue, o que fazia com que Mandy percebesse o quanto o tempo estava passando rápido e o quanto sua menininha estava crescendo. A neve caía lá fora, mas ainda era aconchegante e quente na sala. Blue brincava no chão, junto com os brinquedos que haviam comprado. O cabelo de Mandy estava preso em um coque e um lenço florido era passado no limite de dua testa, afim de segurar os fios desarrumados. Mandy soltou uma caixa grande no chão, e colocou as mãos na cintura enquanto olhava para a árvore que estava perto da janela.
Quase todo os enfeites estavam na árvore, e Blue continuava brincando o que Mandy realmente não entendia como ela ainda não estava chorando ou engatinhando para ela. Mandy foi até a garotinha e pegou-a nos braços. -- Oi meu amor, você quer colocar a estrela com a mamãe? Onde está seu pai? -- ela murmurou logo depositando um beijo na testa da garota que mordia o pequeno ursinho.
the price of giving birth is nothing compared to the miracle you are rewarded with.
All you need is love / Emmandy
A bolsa havia estourado há mais ou menos uma hora e Mandy tentava ligar para Emmet, mas seu celular só tocava e tocava, mas ninguém atendia. Um grito rouco escapava pelos lábios de Mandy, devido as contrações que agora começavam a ficar mais fortes e Mandy pegou o celular novamente, mas dessa vez, ao invés de ligar para Emmet, a ruiva ligou para a emergência. Seus olhos estavam vidrados na janela, a espera da ambulância que não demorara muito para chegar.
Ao chegar no hospital, Mandy foi encaminhada quase que imediatamente para a emergência e em seguida para a sala de parto. As luzes passavam rapidamente por seus olhos, assim como em filmes que ela assistia enquanto Emmet ia trabalhar. Agora a ruiva estava em um quarto, enquanto enfermeiros andavam por todos os lados pelo local, preparando as coisas para o porta da criança. Uma médica de cabelos escuros adentrou o local com um sorriso mínimo nos lábios, dizendo que o parto teria que ser feito imediatamente, pois o bebê começava a sufocar-se devido a bolsa rompida. O coração de Mandy pareceu saltar e as lágrimas involuntárias escorrera por seu rosto. -- Não, nós não podemos. Emmet... ele não está aqui. Nós não podemos!-- Ela falou para médica e a mulher aproximou-se da maca "Ou nós fazemos o seu parto agora, ou a criança morre." Ela falou com calma, afim de passar confiança para a moça, mas aquela confiança que ela tentava transmitir, somente Emmet poderia lhe dar. Mandy assentiu com a cabeça, mordendo o lábio inferior com força, afim de tentar conter as lágrimas, sem muito sucesso. A médica guiou-a, dando-lhe a melhor posição para o parto."Meu bem, agora só depende de você." ela disse acariciando a cabeça de Mandy, que assentia a cada palavra que ela dizia. "É você que irá trazer sua filha para esse mundo. Só depende de você.." mandy assentiu novamente e passou a fazer força. Uma mão segurava a sua, mas era de uma enfermeira e não de Emmet, o que fazia com que mais lágrimas escorressem pelo rosto da garota. A médica gritava junto com Mandy e dizia que estava perto, o que dava mais vontade de fazê-la continuar, mesmo que estivesse ficando esgotada.
Um alívio inundou seu corpo quando um choro doce de bebê ecoou pelo quarto e Mandy despencou na cama. Ela chorava e ria ao mesmo tempo. A médica enrolou a bebê em uma toalha rosa e deu a volta na cama, esticando o bebê a vista de Mandy. Aquilo era gracioso e mágica. Uma pequena saliência, fruto do mais verdadeiro amor. O corpo de Mandy começava a ficar pesado e ela nem mesmo sabia se aquilo era por conta do cansaço ou por conta da frequência cardíaca que começava a cair. Mandy ouvia os gritos dos enfermeiros, anunciando a reanimação, mas ela não prestava atenção. "Perca de pulso." Foi anunciado na sala mas o sorriso ainda permanência no rosto da ruiva. Aquele rostinho era perfeito e angelical, mas Mandy não conseguia esticar os braços para pega-la. Ela já não tinha forças. -- Minha Blue... -- ela murmurou antes que tudo escurecesse e ainda com um sorriso, ela fechou os olhos.
Like mother, like daughter.
Emmet sentiu seu peito se apertar ao ouvir que o amor era engraçado, e que você sempre poderia da-lo e não recebe-lo, e mesmo com as mãos entrelaçadas, ou fitando o brilho que amava nas íris claras dela, ele se perguntou se ela queria dizer que não o amava mais do modo que ele dava seu coração, mas quando a frase se completou ele soltou o ar que nem notara prendera, e respirou aliviado. Uma sensação de perder o chão havia apoderado-se dele, e ele poderia jurar que suas mãos suaram. Os olhos dele lacrimaram com o que ela dissera, e ele teve que desviar o olhar para evitar que qualquer lágrima caísse. Mandy tinha alma de música, e até suas frases mais simplórias soavam como uma bela melodia, mas nas circunstâncias em que estas vinham direto do coração da moça, era como se uma orquestra se criasse na mente dele, para acompanhar cada doce palavra dita com tanta sinceridade. — Você me deixa sem palavras as vezes. Sabe lidar tão bem com os sentimentos que me sinto em dívida com isso. É tão sincero e fácil mostrar o quanto te amo, mas tão difícil me expressar tão bem quanto você. — ele foi sincero, e voltou o olhar para a moça de cabelos ruivos. — E não importa o que aconteça, estaremos juntos não só porque as estrelas falaram, mas porque é isso que escolhemos. Eu te escolhi para ser meu céu, não preciso voar tão alto para sentir que tenho o mundo com você. — ele suspendeu a mão dela, dando um beijo na mesma, e logo arrastou um pouco a cadeira, ficando mais próximo dela. — Ela não vai precisar se lembrar do gosto do seu amor, porque não pretendo deixar de senti-la todos os dias. — ele disse antes de capturar os lábios da moça num beijo dócil, onde puxou o lábio inferior dela antes de sucumbir a paixão e começar uma briga entre as línguas, lentamente. Sentir o néctar dela tão doce encher aquela demonstração de afeto era bom, e sentiu-se como se alcançasse a plenitude, mas logo o fôlego se fez ausente, e ele tivera que afastar os lábios dando pequenos selinhos. Antes de dar um riso baixo de felicidade, e baixar um pouco o olhar, de modo acanhado. — Acho que também sou um pouco louco, seria muito clichê dizer que sou louco por você? — ele perguntou mordendo o lábio, e sua proposta de casamento, dita de uma vez por todas, havia o deixado nervoso. Ele torceu a mão uma na outra, e inspirou e espirou algumas vezes para manter a calma. Quando ele escutou o riso dela foi que ergueu o olhar, e embora não quisesse admitir, preferia ter ouvido um sim. — Eu não estou louco, eu quero que seja minha de verdade… — ” Para sempre e eternamente” ele se lembrou das palavras dela, e dissera aquele pedido uma vez mais, ainda mais sério que a última. — Casa comigo Mandy Brockelehurst?
Mandy o olhava com tanta atenção e afeto que podia jurar que só restavam os dois no local, o que não era lá tão mentira, afinal, a rua começava a ficar vazia pelo horário, mas ali, a ruiva não tinha medo, não ao lado de Emmet. Ela virou-se de frente para ele, encarando seus olhos enquanto o ouvia falar e perguntou-se se tudo o que estava vivendo era o certo ou se ela realmente merecia tudo aquilo. Logo ela, uma garota de tanto medos e angústias desconhecidas e ainda mais, com um passado incerto. Ela queria começar uma família, uma vida e ainda mais com Emmet, o rapaz que fizeram com que seus dias felizes tornassem incontáveis, o que Mandy agradecia com todo o coração. Ela viu Emmet virar o rosto ao que os olhos começavam a lacrimar e ela suspirou com isso, acariciando a perna dele com uma das mãos. -- Você não tem que esconder isso de mim. -- ela referiu-se à emoção contida pelo rapaz.-- Eu sou sua amiga, e sua namorada... e também eu sou sua noiva. -- ela murmurou inclinando a cabeça para ele, buscando por seu olhar e sorriu de canto. -- Eu não me importo se você não sabe se expressar como eu sei, mesmo achando que eu ainda não digo tudo o que sinto para você. Tudo o que você merece ouvir. Por ser o meu companheiro, amigo e por ser esse homem que é. Você vai ser um excelente e maravilhoso pai e sei que Blue tem sorte de nos ter. De ter dois pais que se amam acima de qualquer coisa e que vão ficar juntos. Para sempre e eternamente, meu amor. -- ela sorriu e acariciou o rosto de Emmet -- Se tem uma coisa que eu quero, Emmet, é viver meus dias limitados com você. E se não ficou claro para você, eu quero e vou casar-me com você porque você é o amor da minha vida. -- ela disse firme assentindo a cabeça e selou os lábios nos dele, com força e ao mesmo tempo, delicado e repleto de paixão. Céus, como ela amava esse homem. -- Eu também não deixarei que seus lábios esqueçam o gosto do meu amor, querido. -- Mandy murmurou fitando os olhos do rapaz e já não podia conte-los lacrimejar, mas ainda sim, ela sorria enquanto acariciava o cabelo dele.
Emmet estava confuso. Era difícil vê-lo sem saber como agir, sem nenhuma vaga ideia se quer. Era um garoto tão pensante e observador, que a consequência de tanta turbulência só poderia ser o amor. O sentimento que o deixava atordoado mesmo quando tinha que falar sobre este próprio, ou decidir algo a cerca do mesmo. O silêncio era um indício que algo estava por vir, e Mandy não era uma garota fácil de se compreender, mas era a garota dele, que ele ansiava entender, e por isso ao olhar os olhos lassos, mas muito expressivos, ele entendeu o que afligia-na, e na realidade, o que também o fazia perder o sono mais que o natural. A viu dispersas o contato visual, e sua mão rumou até a face pálida dela, a afagando e a fazendo fitar-lhe. —Acho que este dia já chegou Mandy, você é um pouco louca — ele disse com um sorriso terno, e bastante sincero. — É louca de pensar que é somente sua beleza que me faz ser cada dia mais apaixonado, ou sua juventude. Lembra quando eu disse que nunca pedi para ter um amor? Nem mesmo olhava para qualquer mulher, nem mesmo tinha o ínfimo desejo de encontrar alguém, mesmo sendo jovem, e mesmo convivendo em âmbitos com muitas pessoas jovens. Lembra-se também quando caímos em Salém, e você me beijou tendo uma tortura bem no andar de baixo? — deu um riso sem humor. — Você sentia medo do mundo a volta, mas foi nos meus braços e nos meus lábios que encontrou a segurança, e para ser sincero… não foi de um lago que você me salvou, foi deste mesmo mundo que você sente medo. Se não fosse você… não existiria um futuro para mim, porque você é meu futuro… está escrito nas estrelas. — ele repetiu as palavras dela, e pegou a mão dela entrelaçando na própria, vendo o anel dela cintilar. — Nós vamos conseguir! — falou firme — Nossa menininha vai ter tudo que precisar. E principalmente, pais que vão estar juntos não só por ela, mas porque se amam e por isso… não importa se seus cabelos ficarem brancos, ou se algum dia eu tiver um problema e não conseguir mais trabalhar. A Blue vai crescer e saber se cuidar quando isso acontecer, e sei que um dia ela vai se orgulhar do que faremos. — havia convicção na voz, nem um vacilo se quer. Porque havia esperança, ele não poderia ser mais feliz. — Casa comigo? — ele disse de uma vez, fitando os olhos dela. — Casa comigo Mandy… é isso que eu quero. Eu não tenho uma aliança aqui, ou uma grande surpresa… mas já temos nosso presente. — disse sobre a criança.
O silêncio do rapaz ao seu lado começava a incomodar Mandy de uma maneira inexplicável. Ele apenas a olhava e a partir daquilo, a ruiva percebeu que os dois tinham os mesmo medos. Queriam viver juntos, ter uma família e ainda mais, queriam ser felizes, mas o mundo era grande demais para duas pessoas pequenas como eles. Mandy o viu tocar em seu rosto e ela inclinou a face sobre a mão dele, fechando os olhos brevemente. Não havia mudado nada, depois de todos esse tempo, não importava quantas vezes Emmet a tocasse, sempre seria como se fosse a primeira vez. Mandy abaixou o olhar, encarando as mãos entrelaçadas na de Emmet. -- O amor é uma coisa engraçada. Você sempre o dá, mas nem sempre recebe-o de volta. E só eu sei o quanto é maravilhoso estar dando-o com todo o meu coração enquanto meu coração recebe o seu amor. Eu estou ao seu lado e sempre estarei, mais do que uma parceira ou uma amantes, eu serei sua amiga, até o fim de meus dias. Toda vez que eu olho pra você, meu sangue flui com energia e meu coração bate tão alto que as batidas acabam ficando mais altas que as vozes em minha cabeça. -- ela murmurou ainda fitando a mão entrelaçada na dele e finalmente ergueu a cabeça para olha-lo. -- Eu sei que nós nos entregaremos ao amor todas as noites e que nós iremos levantar pra tocar a luz das estrelas e iremos saborear cada segundo que estivermos suspensos juntos. Eu irei saborear cada segundo que eu estiver ao seu lado. Ao lado do homem que eu amo. -- Mandy sorriu de canto, buscando com todo o apreço, os olhos escuros de Emmet, assim, levou as mãos ao rosto dele e acariciando suas bochechas. Era um amor tão puro que Mandy chegava a se questionar se realmente não era mais um sonho projetado em sua mente pelo rapaz. -- A sua boca ainda lembrará do gosto do meu amor, Emmet? -- ela perguntou com os olhos tristes e inclinou suavemente a cabeça -- Pois querido, eu te amarei até que tenhamos setenta anos e sei que me apaixonarei tão facilmente quanto quando eu tinha dezessete. Mas levando tudo isso em consideração... sim, eu acho que esse dia já chegou. Eu estou louquinha. -- Mandy sorriu de canto e ao ouvir a proposta de Emmet, a ruiva arregalou os olhos, recuando a mão aos poucos, sem nem ao menos conseguir deixar de fita-lo. Sim, ela o amava e sim, ela queria casar com ele, mas não sabia ao certo se aquela hora certa, ainda mais com uma criança a caminho. Nem ao menos conseguia saber se ele estava pedindo para casar-se com ela por ama-la ou por ela estar com medo. Mandy não conseguia responder nada. Nem ao menos uma palavra saía de sua boca escancarada. Depois de certo tempo o riso da ruiva ecoou, logo tornando-se uma gargalhada. Talvez fosse um ataque de pânico ou algo do tipo, afinal, era daquela maneira que ela estava: em pânico. -- Eu acho que mais alguém esta louco aqui. -- ela disse em meio ao riso mas ao notar a seriedade de Emmet, ela cessou o riso aos poucos, encarando-o, mas ainda sem dar uma resposta concreta.
Emmet e Mandy no primeiro dia da primavera
"Vamos amor, faz uma pose…
Mandy, eu vou parecer um frutinha com essa flor…
Ta parecendo um chato, isso sim. Vamos, sorria…
Pra que?
Pra mim… eu quero guardar essa foto.
Não vai precisar guardar fotos, eu sempre vou sorrir pra você”
Foto tirada quando ele ensaiou um arquear de lábios.
All scenes appear colored, Why our film is black and white? | Emmandy
Emmet não poderia estar mais estonteante. Conseguira arrastar a namorada para um passeio, depois de muito convence-la. Sabia que deveria ser ruim para uma gravida ficar se locomovendo tanto, mas não concordava que ficar em casa era a melhor opção. Queria mostrar a namorada que o mundo poderia ser melhor com o amor deles,e com o amor pela a criança. E que ficar naquele quarto improvisado da casa abandonada não iria mostrar estes horizontes.
Mais do que isso, ele havia preparado uma surpresa. Tinha dito em determinada instância, a si mesmo, que surpresas apenas traziam expectativas, que poderiam facilmente ser quebradas, e por isto era fã do que não havia oscilações. Entretanto, quando se tratava desta nova fase da sua vida, não havia nada tão gratificante do que tentar agradar a quem se amava dia após dia.
Ao andar de mãos dadas com Mandy, vendo sua barriga pequena balançar a medida que andavam, ele sentia aquela velha vontade de gritar que era a pessoa mais feliz do mundo. E isso se intensificou a medida que se aproximava das ruas do lugar pretendido. — Está pronta? — ele perguntou a ela, sorrindo-lhe abertamente. — Espero que esteja, e que confie em mim, pois quero que seja uma total surpresa. — dito isso, ele tirou a própria gravata, que era preta, colocando como uma venda nela e tomou a mão de Mandy começando a andar de costas, fazendo sinal de silêncio para o bilheteiro e pagando rapidamente para que cruzassem até a sala designada. Estavam em nada mais, nada menos, que um cinema. O marco da relação dos dois. Não era o mesmo cinema, o mesmo filme, neste até mesmo haviam sons, mas ele achava que seria importante pra eles, afinal, talvez Mandy não se lembrava, mas Emmet recordava-se como se fosse ontem que aquele era o dia que completavam 1 ano juntos.
Mandy caminhava junto ao namorado, mesmo não gostando tanto da ideia pois, mesmo que a barriga ainda não estivesse tão grande, já estava começando a fazer suas costas doer. Mas ainda sim, concordava com o que Emmet dizia sobre que eles não iriam explorar novos horizontes dentro do quarto que haviam arranjado. A ruiva entrelaçava os dedos nos do amado, assegurando-se de que ele não a soltaria e caminhou para onde ele a puxava. Quando Emmet puxou a gravata do pescoço e passou-lhe no rosto, Mandy deixou que um riso fraco escapasse pelos lábios. -- Cuidado, eu estou grávida. -- Ela falou para lembra-lo, mesmo sabendo que ele não havia esquecido daquele pequeno detalhe. A ruiva estranhou o silêncio momentâneo de Emmet e o chamou brevemente, antes de voltar a ser puxada por ele. -- Eu estou pronta, Emmet. -- ela riu. Logo, a gravata foi retirada de seu rosto, permitindo-lhe ver que estavam em um cinema. -- Um ano... -- ela falou voltando-se para Emmet e sorriu largo. -- Um ano e nós não saímos do cinema. -- ela riu e selou os lábios nos do namorado. -- Então, que filme o senhor reservou para nós hoje?
Mandy caminhou pelo cinema, que não estava tão lotado e sentou-se em uma cadeira vaga, sabendo que Emmet sentaria ao seu lado. -- Só não invada meu espaço, por favor. -- ela tentou falar séria, segurando o riso e acomodou-se na cadeira, logo pousando a mão sobre a barriga enquanto a outra ia ao encontro da de Emmet.
- Você tem cara de louca.
É, algumas pessoas me dizem isso as vezes.
Mas não é bem culpa minha.
- Eu… Não sei se devo confiar em você.
Por que não? Eu tenho cara de quem machuca alguém?
I can’t just turn this on. I’m not like you guys. I don’t have claws, or glowing eyes or super senses.