Nenhuma tarefa é simples
Tudo que se faz deve ser vivenciado por completo. Esse é o desafio da Presentificação.

Kaledo Art

tannertan36

blake kathryn

Discoholic 🪩

titsay

if i look back, i am lost

#extradirty
occasionally subtle
taylor price
KIROKAZE
Misplaced Lens Cap
Xuebing Du
Three Goblin Art
Not today Justin

祝日 / Permanent Vacation

@theartofmadeline
dirt enthusiast
ojovivo

No title available

No title available
seen from Malaysia

seen from Ecuador
seen from Brazil
seen from Moldova
seen from United States

seen from United States
seen from United States

seen from Germany

seen from United States

seen from United States

seen from United States

seen from United States

seen from United States

seen from United States

seen from United States

seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from Brunei
@maodevenus
Nenhuma tarefa é simples
Tudo que se faz deve ser vivenciado por completo. Esse é o desafio da Presentificação.
Reparo no passado com pele quente de quem viveu cada pedaço.
Foi ali na boca da via combusta que tudo se abriu, um verdadeiro Portal. Aprendi ali o que era um Portal. Atravessei uma sequência deles, fiquei viciada em notá-los, dizer em voz alta. Estava lá mesmo, no Ano Portal.
Desejei as minhas velhas. Despertei. Tudo se despedaçou e fez sentido ao mesmo tempo.
Incenso de Exu, mirra; cheiro de cânfora, palo santo, gosto de água ardente e mel. Artemísia. Muita fumaça tragada. Diamba. O som das chaves, as chaves virando. Sagradas desavenças, lastros de fogo. A sabedoria das velas, alfabetização lunar. Sonhos. Os olhos que ganhei da terra, a presença visceral. A percepção da alma. O círculo, a roda, o fio invisível do fluxo infinito. Vou fazer cinco anos de Dedicação.
A sabedoria das mulheres. Já tinha história pregressa mas ali me apaixonei, sabe? Foi o Ás de Tridente. Amor infinito pelas honrosas palavras de uma mulher vermelha renascida da devastação que fizeram com a Terra, que veio ao mundo com a herança de zelar pelas cabeças, sobretudo das outras, irmãs, perdidas, quebradas. Não nos conhecemos aí, adentrei a sua escola de magia na minha cidade natal, onde ela também cresceu, e chegou a morar numa casa a metros de onde vivi parte da minha infância até o entendimento do meu caminho dissidente, onde rompi, saí, fugi desse lugar sufocante.
Cinco anos atrás o mundo terminava pra muita gente de uma vez só. Acabou pra mim também, mas renasci na areia da praia do Pé de Serra junto com as minhas pedras, que a terra não engoliu porque meu júpiter em capricórnio esteve com elas até o dia amanhecer.
Na segunda seguinte ganhei um laço embebido no mais doce e arrebatador perfume. O perfume era a jóia viva, guardou a hierofania do plenilúnio cardeal do fogo. As memórias são palpáveis. Todo o mel derramado naquele meu grimório, o que porta meus votos.
Como um terremoto ao redor dos meus pés plantados. Assim o tempo passava, cada minuto era assim. A destruição era demandada, celebrada, o fogo era alto, imparável, minha mente mundana não dava conta de tudo que meus sentidos apanhavam na brisa, nos caminhos, nos outros.
O compromisso reside em todas as partículas da lua, brilha, lembra. Está na Rua, na areia da praia e no meu sangue.
Kalitita 🌹 guache escolar sobre papel fino
CONSCIÊNCIA DE CLASSE ESPIRITUAL
Parte da natureza artista é a dignidade e o comprometimento que a arte traz.
Ninguém me obriga à pintar, e pausando ou não, eu nunca parei.
E se não faço, penso nisso o tempo todo...
meu coração serena com o tempo
💜
Revérbero • Carrossel Hierofante • Maria Lúcifer segunda-feira, ano da vassoura, cheia em aquário
"é sempre pra frente, nunca pra trás."
a cor do amor que brota da terra
As faces de Rosa
Preciso começar dizendo que Rosa Rasuck é a artista visual de maior caminhada no tempo que já ouvi falar assim, tão de perto. O tempo importa pois é premissa na Guilda Anansi: quanto mais tempo de estrada, mais histórias para contar, e assim mais aprendizados são entregues aos olhos atentos. Foi assim com Rosa, e aquelas duas horas (que já saíram do tempo marcado), foram pequenas se comparadas à imensidão de sua experiência. Logo reconheço as manias de artista visual: o amor pelas linhas, fios, aglomerações, espaçamentos, cores, pelo peso das cores, dos traços, movimento, das milhões de matemáticas até o sentimento. Reconheço a rebeldia, o rompimento, quando conta que foi educada tradicionalmente em desenho mas em ação, fugia às expectativas limitantes criadoras de reprodutores em série. Rosa não exerceu as artes visuais como principal ponto de sua vida em tempo integral desde que a desabrochou em si. Foi tantas coisas, fez tantas coisas. Foi professora de inglês, escritora, articuladora cultural, produtora também, trabalhou com arquitetura, passou por muitos institutos fundantes em sua formação, parecerista em projetos artísticos e culturais, experimentou por todas as partes das artes, em tantas épocas, conhece com as mãos cada tempo, e não deixou de ser nada disso, assim entendi. Ensinou nesse dia que tudo, de uma oficina de dança à feitura de papel, é alimento a um artista visual. O que importa mesmo é não se limitar. Falando em papel, meu coração brilhou ao saber que tem intimidade profunda com esse processo de feitura e seus aparatos. Disse que a fibra do quiabo dá o papel mais lindo. Que papel é sobre o poder de transformação. Pelo que conta, imagino que sua casa não seja diferente do que meu quarto é. Tudo é reminiscência, rastro, processos, tentativas, resultados, todo papel é potente, tudo pode ser. A inevitável e constantíssima matéria que acompanha um artista plástico. São ‘Habitantes do Sono’ porque não me deixam dormir, ela disse quando perguntei sobre a motivação das obras expostas ali. Rosa é filha primogênita, irmã, escorpiana certeira, mãe e avó, para se dizer o mínimo, num mundo em que a dissidência se inicia em ser mulher. Está tudo ali nas figuras transgressoras de rostos alongados, indistintas em gênero, muito ambíguas, humanas e não humanas ao mesmo tempo. De qualquer forma, cheias de vida. Muito grata eu sou pela abertura inspiradora de sua parte, principalmente nessa semana de curso profundo até o Sarau Boca Acesa 0.22, onde exporei uma obra deveras importante em meu caminho. Pra lembrar de não deixar passar. A série “Habitantes do Sono” está no mural-galeria posicionado no salão de um agradável restaurante no centro de Serra Grande em exposição junto a outros artistas. Nossa conversa aconteceu no dia 29 de Junho, de 11h às 13h, e contou também com a presença de Izabella Valverde e Victor Diomondes, além de Eric Ra, fotógrafo e coordenador da galeria. imagem de izabella valverde, desenhos de rosa rasuck
andar em bando é bom, realizar faz diferença
01.07.2024 • comunicação da guilda anansi • escrita por amanda maia
Se nos perguntassem, talvez nos derramássemos em vontade de mútuo entendimento. Abrir a boca e expressar o coração é muito raro. Não há o que esperar. Sabemos que o estranhamento gera medo, há muita necessidade de proteção em um mundo que esfacela a autenticidade pra tornar mais audível a cantilena da docilização. Ninguém ganha nada por seriedade na Dissidência, principalmente quando a repetição mecanicista tornou tudo uma grande banalidade. O mal é matar o que é estranho antes que qualquer convergência possa florescer. E se acontecer? O que se mantém vicejando é a vontade de trabalhar. Sem enganos, ilusões ou deslumbramentos. Mantemos o compromisso com o aprendizado pois assim é a natureza das guildas espalhadas pelo Tempo. Bebemos do cálice do dissenso. Abraçamos o discernimento como princípio. Enxergamos beleza no Movimento. Precisamos da solidariedade silenciosa de cada dia. Carne, osso, sobrevivência, supravivência. Somos como somos porque assim resultamos de todas as aventuras, feitos, trocas, encontros que vivemos. Ouvimos a Terra, as Antigas, o Mundo. Escolhas fundam olhares. Olhares fundam experiências. Assim sendo, não somos mais as mesmas pessoas que aportaram no sul da bahia dos mistérios desde que a Travessia começou. A Encruza é sempre passagem. Essa á graça do caminho. Andar em bando é bom. Realizar faz diferença. É possível fazer pra aprender, não pra mostrar. Tem que ter coragem pra firmar. Nossas ações são incansáveis. Olhos, efeitos, legados, mudanças, crescimentos. Tudo é verificável, visível, perceptível. Você saberia compreender o que nos move? Se e quando houver o fim do medo de perguntar, haverá também a possibilidade do fim de preconceitos colonizadores que geram horrorosos pressupostos e apenas dividem, segregam, apartam quem deveria se saber irmanado tanto pela violência quanto pela urgência da Revolução. E se celebrássemos juntos tanto as batalhas quanto as mandingas?
Quem se gradua nesse país, em qualquer bom mocismo que seja, precisa saber sobre os riscos de endossar fontes imundas de conhecimento contaminado pela agenda adoecedora do sistema vigente. O quão neon é o seu racismo? Se tudo o que se arrota é citação desencantada ou apelo midiático pautado por agendas obscurantistas, eurocentradas, mercadológicas, patricapitalistas, é preciso lavar a boca, o mais breve que se der conta. Esse romantismo pode nos matar. Olhos despertos ousam tentar. É como nos diz o Fio. } 01.07.2024 • comunicação da guilda anansi • artistas multilinguagem incandescendo o mundo • agência antipatricapitalista de resistência cultural comunitária • escrita por amanda maia • lunação de câncer • inverno cardeal • ano da vassoura • serra grande • uruçuca • bahia dos mistérios • exu sabe mais • só a ação salva
cheiro de fogueira
brinco de búzios, garrafa de água, chinelão, sacola de fruta, aquela música que bate
(queria mesmo era ouvir essa música na voz de Amanda)
a volta
24.06.2024 | bairro novo, serra grande | uruçuca | cheia em aquário
eu tocava uma gaita azul prateada cor de carro antigo, tocava desleixada até me empenhar com a boca e tirar uma pequena canção em repetição e o calor foi derramado no meu coração, --------------------------------- fio constante de longe amoleceu a minha carne, continuei soprando com a boca doce porque queria mais dessa alegria
2022, sonho encontrado na mudança
verdade não tem cara
a primeira segunda feira de maio
E a branquitude na dissidência, já tão resolvendo?