Planos de governo: Geraldo Alckmin
O plano de governo é dividido em três partes:
O Brasil da indignação - O programa pretende apresentar uma profunda reforma do Poder Público em resposta ao cansaço dos cidadãos em continuar sustentando uma máquina pública cara e ineficiente. Esta reforma incluirá:
Reforma política e adoção do voto distrital misto para reduzir o número de partidos políticos;
Reduzir número de ministérios e cargos públicos;
Como acontece no programa de Alvaro Dias, aqui também há a intenção de acabar com mordomias e privilégios;
Estabelecer uma cultura de avaliação dos resultados de todas as políticas públicas implementadas pelo Poder Público;
‘Projeto cidadão: pretende diminuir regras e também certidões. O programa tem por objetivo confiar mais na idoneidade do cidadão e punir de modo mais rigoroso quem fraudar.
Privatizar empresas estatais;
Simplificar o sistema tributário, eliminando 5 tributos que seriam substituídos por apenas 1, chamado IVA (Imposto sobre Valor Agregado)
O Brasil da solidariedade - Nesta parte o programa observa que haverá grande esforço para reduzir as desigualdades sociais. Para tanto pretende, entre outros objetivos:
Investir na educação básica e melhorar - em 8 anos - o desempenho do Brasil no chamado PISA (um exame internacional que avalia o ensino médio);
Investir na formação e qualificação dos professores;
Incrementar o Bolsa Família, aumentando o benefício para os mais necessitados;
Adoção de um cadastro único do SUS e criação de um prontuário eletrônico. Pretende ainda ampliar o programa Saúde da família;
O programa avança também sobre a prevenção de gravidez precoce pela adoção de estratégias educacionais;
O plano apresenta como meta estabelecer um pacto nacional com vista a conseguir reduzir a violência contra idosos, mulheres e LGBTI
O Brasil da esperança - Nesta parte o programa apresenta suas pretensões para o retorno do crescimento econômico. Vincula o sucesso dos outros 2 tópicos à recuperação da economia. Alguns pontos:
Priorizar políticas para região Norte e Nordeste;
Abertura da economia fazendo com que o comércio exterior responda por 50% do P.I.B. (Produto Interno Bruto);
Priorizar investimentos em infraestrutura, em parceria com a iniciativa privada;
Direcionar a diplomacia brasileira para firmar acordos internacionais que ajudem a expandir o mercado nacional;
Promoção do desenvolvimento da indústria 4.0 (neste ponto parece ter colado do Alvaro Dias e vice-versa! :-p);
Sobre relações exteriores há uma ressalva especial com a América do Sul quando o plano diz que defenderá vigorosamente os valores (...) como democracia e direitos humanos, no que pareceu uma sinalização de endurecimento com regimes como da Venezuela.
Bem, o programa do Alckmin não é exatamente uma surpresa: Sendo seu partido (PSDB) Social Democrata, percebe-se em seu programa uma maior participação do Poder Público no cotidiano do cidadão. É o modelo já conhecido segundo o qual o Estado é o “carro-chefe” que escolhe o caminho e conduz a população.












