russiellboy:
Não estava em seus planos ter que pôr a massa em tão pouco tempo de chegada no acampamento, mas o que mais poderia o Russell esperar com a situação em que estavam, decerto não um evento tranquilo ou um tempo de adaptação ao novo ambiente; o calor da Austrália não lhe fazia tão bem. Como ainda era novato no lugar, pouco podia interagir com quem estava ali, ficou apenas nos cantos bebendo algumas coisas quando os pássaros começaram a surgir. Ele não conseguia nem identificar que tipo de pássaro mutante era aquele. Não havia dessas criaturas na Rússia. Seus instintos começaram a atacar, queria correr como todos mas ao ver uma garota sangrando furiosamente por causa de um ataque, ele não hesitou em correr ao seu lado, se posicionando ao lado dela, retirando o casaco e pressionando sobre seus ferimentos. Isso chamou atenção indesejada de quem quer que estivesse ao redor. “Não fique parado aí.” Ralhou, mas continuava a focar na aplicação da contração na garota, embora suas próprias esperanças que ela reagisse eram poucas. “Se quer observar, dê-me cobertura enquanto eu tento fazer meu trabalho.”
Após colocar pra fora tudo o que havia ingerido durante a festa, Misha procurou recompôr-se, mesmo que seu organismo não quisesse ajudar-lhe naquele momento. A morena não estava inteiramente sóbria e seus movimentos não eram os mais ágeis, mas ainda assim ela tentou manter-se calma e proteger-se dos bichos, como os demais estavam fazendo. Ao sair correndo - ou quase isso - deparou-se com uma garota jorrando sangue e um garoto pressionando a blusa sobre o ferimento. Misha perdeu-se encarando os dois, pensando se realmente deveria ajudá-los ou simplesmente tentar fugir daquilo tudo. Mas, de todo jeito, aquele também era seu trabalho. Ela não podia agir egoisticamente, mesmo que seu instinto insistisse para que o fizesse. A médica varreu o local com os olhos e localizou, não muito distante dali, o porto em que os barcos estavam “Você não vai conseguir fazer nada aqui com ela, além de nos matar também!” repreendeu-o e, com certo desespero, procurou algo que pudesse ajudá-la a defender-se das gaivotas, que pareciam cada vez mais próximas. Pegou uma cadeira, batendo-a no chão para quebrá-la e conseguir ter em mãos apenas o espaldar da mesma “Pega ela no colo e…” acertou em cheio um dos bichos que voava na direção deles, sentindo o estômago embrulhar com o movimento brusco “Droga” resmungo mais pra si, do que para qualquer outro “Pega ela e vai pro barco, rápido! Eu tento dar um jeito aqui…” provavelmente aquele pedaço da cadeira não daria conta de tantas gaivotas, portanto Misha já tinha que preparar-se para correr - por mais difícil que fosse devido a situação que se encontrava.








