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macklin celebrini has autism
he wasn't even looking at me and he found me
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claire :
“Não seja injusta! Eu só revidava as besteiras que você falava com suas amiguinhas irritantes.” Imitou as poses que as sonserinas puristas costumavam fazer enquanto falavam. Em seguida soltou uma gargalhada alta. Agora divertia-se ao lado de Paige. Claire não costumava perdoar fácil, mas valeu a pena notar as mudanças da loira ao seu lado e perceber que ela estava sendo sincera ao trocar de lado. As vezes pensava se deveria dar mais uma chance para algumas pessoas… Talvez se elas se mostrassem sinceras como Paige. Era complicado. “Digo o mesmo! Não vejo a hora de me livrar delas! Serei tão feliz.” O sonho de Claire era entrar na universidade e conviver apenas com pessoas que tivessem pensamentos parecidos com os seus. Provavelmente seria impossível, mas talvez fossem menos insuportáveis do que as que convivia ali. “Eu achei que ficou bonito. Lawrence é um ótimo sobrenome!” Sorriu divertida para a amiga. Tinha certeza que Paige iria gostar de morar na casa dos Lawrence. Era verdade que estavam longe de possuir algum luxo e não passavam de uma família de classe média/baixa, mas viviam cercados de muito amor e felicidade. Claire amava seus pais e sabia que era recíproco. Eram as melhores pessoas que já existiram. “Eu acho que em breve vou ter uma irmã ou um irmão, aliás.” Confidenciou para a amiga com os olhos brilhando com a possibilidade. “Meus pais andam meio misteriosos e sorridentes demais, sabe? E eles sabem o quanto eu sempre quis ter um irmão.” Era algo que a morena comentava desde pequena, recebendo como resposta que ainda não era a hora. Quem sabe em breve? Voltou a pegar o pacote de jujubas das mãos da amiga e colocou uma porção na boca, quase engasgando-se com a sugestão alheia. “Eu não quero ir pra aula nenhuma.” Choramingou, encostando-se na cabeceira da cama como uma doente. A aula de Slughorn não era das piores, mas Claire ainda não tinha qualquer vontade de fazer parte da mesma. Talvez na semana seguinte. “Não posso fingir que morri pelo dia? Você poderia ir e dizer ao professor essa triste notícia, mas garantir à ele que estaria ressuscitando no dia seguinte.”
Rolou os olhos divertidamente vendo Claire imitar as meninas da Sonserina, inclinando-se para empurrá-la levemente. ❛ You're so stupid. ❜ balançou a cabeça negativamente, rindo. Se pegava perguntando em como teria sido a vida de Claire em casa, levando em conta as histórias que esta contava, eram tão diferentes da forma que Thornwell havia sido criada. Crescera num lar frio, onde afeto e carinho eram tão raros que a um ponto, cessou de existir. Talvez por isso tivesse dificuldade em imaginar algum cenário diferente. Mesmo que nunca tivesse sido tratada mal por seu progenitores, não poderia dizer o mesmo sobre seus irmãos e, por esse motivo, fazia questão de manter distância destes, para que não os causasse – ou a si mesma – problemas que resultariam em castigos. Se Paige já não estava nervosa o suficiente com o tópico da conversa, a menção de um possível irmão para Claire lhe causara uma dor no peito. Estava feliz por ela, por isso, fez questão de forçar um sorriso. ❛ Isso é ótimo, Claire! ❜ tentou parecer o mais animada possível, por mais que fosse extremamente difícil. Era difícil porque, mesmo depois de anos, ela não se via nem perto de superar a morte de seus próprios irmãos. Não era um assunto que sentia poder conversar com ninguém, apesar de conversar abertamente sobre seus pais e seus ideais, não conseguia falar de Nicholas e Malakai. Suspirando, ela assentiu com a cabeça, ❛ Suit yourself, ❜ não insistiria para que a Lawrence a acompanhasse, se fosse ser sincera, nem ao menos queria. Agradecia mentalmente pela escolha da grifina em ficar no quarto, faria questão de aproveitar o tempo que lhe restava antes da aula começar para pensar e esfriar a cabeça. ❛ See you later. ❜ acenou, virando as costas para sair do quarto.
–––––– encerrado .
adeline :
“Sim! Não vejo a hora de começar a universidade.” Era um sonho antigo e que Adeline sabia ter condição suficiente de realizar com bastante esforço. Conseguiria orgulhar sua mãe. “Você quer fazer o que depois de Hogwarts?” A questionou, apoiando o cotovelo na mesa e o queixo na mão para mostrar que prestava atenção em todas as respostas que recebia da loira. “Muito tediosa.” Concordou com a cabeça. Esperou que Paige fosse começar um novo assunto, mas já estava claro que não iria. Por tal motivo soltou um suspiro antes de voltar a falar. “É alguma coisa de quase todos os sonserinos serem desanimados?” Perguntou, sem conseguir segurar sua língua quase sincera demais. Lembrou-se naquele momento de sua conversa com Magnus e que, muitas vezes, ele também aparentava o mesmo desânimo de Paige. A única exceção era Erik que sempre estava disposto a fazer tudo que a ruiva propunha. “Ah! O professor já começou.” Indicou o homem em frente as duas que escrevia na lousa a atividade que seria feita naquela manhã. “Aparentemente precisamos fazer um resumo do capítulo do livro e responder a última questão. Que bom que eu trouxe!” Colocou o grande livro sobre a mesa, fazendo com que pó voasse pelo ambiente. “Deixa eu ver… Aqui! A Magia no Antigo Egito. Essa é uma parte interessante até! Faraós, mumificação e todas essas coisas…” Sorriu animadamente para a sonserina. “Vamos começar?”
O arrependimento que sentia em não ter mandado a lufana embora quando tivera a chance era grande, tão grande que Paige sentia como se fosse explodir. O que havia feito para merecer aquilo? Perguntava a si mesma, não aguentando mais ouvir o som da voz estridente de Adeline. A loira lentamente abaixou sua cabeça, batendo-a não tão gentilmente contra a mesa de madeira. ❛ É alguma coisa de quase todos os lufanos serem extremamente irritantes? ❜ rebateu, levantando a cabeça apenas o suficiente para encará-la, arqueando as sobrancelhas. Se Sage já não gostava de História da Magia, agora teria um motivo a mais para odiá-la. Agradeceu mentalmente pela chegada do professor, certa de que agora finalmente teria um pouco de paz da ruiva ao seu lado. Porém, parecia que o mundo estava contra si. Naquele dia entre tantos, o professor havia escolhido um trabalho em dupla. Por Merlin, realmente queriam vê-la perdendo a paciência. Abafou as mãos rapidamente para tirar a poeira que voara contra sua face. ❛ Are you f- ❜ trancou o maxilar, encarando Adeline com olhos semi-cerrados. Ela realmente estava tentando se controlar. A sonserina respirou fundo, soltando o ar como se fosse fogo, colocando um sorriso extremamente forçado no rosto. ❛ Mumificação, huh? Por acaso tem um guia passo a passo em como fazer isso? ❜ perguntou, inclinando a cabeça levemente para que pudesse dar uma olhada no livro. Estava apenas curiosa, claro.
magnus :
Apenas aceitou a sugestão e não se importou com a tomada de pergaminhos, mas levantou o olhar para a frase dada como se fosse um pedido de desculpas. O peso que aquela situação lhe causava chegava a ser incômodo e irritante. Por mais que tivesse puxado o que sobrara para si, não tirou o olhar do rosto de Paige. Tudo aquilo estava errado e desconsertado, não tinha como ser passado a limpo sem ter entendimento. “Não.” a resposta foi curta e um tanto seca. Tomou os pergaminhos de volta para si. Não saberia se concentrar sabendo que existia uma parede entre eles quase visível, se não fosse pela inexistência física da mesma. Estava aborrecido e não conseguiria esconder; era tão irritante quando a presença do Ministério de um lado e Fiddlestick de outro. “Não vai dar pra fazer qualquer coisa desse jeito, Paige.” largou os papeis para levar as mãos ao rosto, pousando-as sobre o mesmo por alguns instantes antes de suspirar e olhá-la novamente. “What the hell is going on between us? Why you just…” começou e parou no meio da frase, engolindo em seco o fato de que não conversavam sobre absolutamente nada e sem qualquer motivo plausível. Nada se encaixava em sua mente. “Why did you leave?”
A reação de Magnus a havia pego de surpresa. Esperava que ele apenas fosse concordar e deixá-la ler o pergaminho para que pudessem terminar o trabalho o mais cedo possível e sem distrações. Mas ao que parecia, o rapaz tinha outros planos. Ela arqueou a sobrancelha à resposta seca que lhe fora dada, já se preparando para falar algumas poucas e boas – não que tivesse muito direito. Se conteve, no entanto, ao ouvir a declaração seguinte. O suspiro que lhe escapara fora inevitável, cruzando seus braços e recostando na cadeira onde sentava, ela respondeu, ❛ Não é como se a gente tivesse outra opção. ❜ disse indiferente, dando de ombros. Embora o tom fosse calmo, a garota podia sentir seu estômago revirar com o silêncio de Bones. Desde o dia que lhe dera as costas e o cortara de sua vida após sua volta à Hogwarts, fez de tudo para que evitasse ser confrontada por ele. Nunca fora boa com confrontos, e com certeza seria pior ainda em um onde soubesse que estava errada, um que não tivesse argumentos para justificar seus atos. O havia cortado de sua vida, sem mais nem menos. Porém, ao ouvir a pergunta direcionada a si, viu todos os seus esforços sendo jogados no lixo. Todas as vezes que decidiu ignorá-lo nos corredores, levantar-se quando ele se sentava ao seu lado, sair do cômodo onde estava apenas por que ele estava lá; tudo para que evitasse aquele exato momento. Um nó se fez presente em sua garganta, assim como uma pontada em seu peito. Os olhos foram erguidos até a estante mais próxima como se fosse a coisa mais interessante na biblioteca, apenas para que evitasse olhá-lo. O mordiscar no lábio inferior indicava – para qualquer um que prestasse atenção – sua agitação e preocupação. Tinha duas opções: encarar a situação ou mudar de assunto. Claro, também, poderia simplesmente sair andando e continuar o ignorando como antes fazia. No entanto, Paige sabia que lhe devia uma explicação. Por final, decidiu encarar a situação. ❛ I had to. ❜ admitiu. ❛ I thought... ❜ houve uma hesitação antes que continuasse, ❛ I thought it would be easier. ❜ riu desacreditada. ❛ It clearly wasn't. ❜ balançou a cabeça em negativa, pressionando os lábios um contra o outro. ❛ It would have been, though! ❜ a voz se elevou involuntariamente, atraindo uma série de shushs de outros estudantes presentes no local. ❛ If you had just forgotten about it, about me – like I asked you to. ❜ umedeceu os lábios, deixando um riso escapar mais uma vez antes de se levantar, pegando seus materiais desajeitadamente. Não conseguia mais fazer aquilo, ❛ This was a mistake. ❜ foi o que disse antes de virar as costas e seguir caminho até a porta, querendo fugir dali o mais rápido possível.
[ smile ] for your muse to smile at mine from across the room ( addy )
Paige fazia algumas anotações em seu pergaminho enquanto ouvia a palestra do professor de História da Magia, prestando atenção nos detalhes mais importantes. Assim que terminara, foi anunciado que precisariam se juntar com as mesmas duplas de uma aula específica há alguns dias atrás. Tentando se lembrar com quem havia se sentado naquele dia, a Thornwell notou Adeline sorrindo e acenando para ela do outro canto da sala. Os olhos rolaram, um suspiro escapando de seus lábios. Ela forçou um sorriso antes de se virar para a frente da sala, esperando que a ruiva se juntasse ao seu lado como da última vez.
The Forest Again, Shell Cottage, The Goblin's Revenge ( safiya )
–––– the forest again : do you like being alone?
Ela engoliu seco, pensando em como responderia a pergunta, “It depends.” parou por uns instantes antes de continuar. “I guess I do like being alone. But, you see, there’s a huge difference between being alone and being lonely. And I do not like to be lonely, that’s why sometimes, I avoid being alone.”
–––– shell cottage : do you like the beach?
Não precisou pensar muito numa resposta para esta pergunta, “I’ve never been to the beach, so I can’t really say if I like it or not.”
–––– the goblin’s revenge : do you forgive and forget?
Uma série de situações passaram por sua cabeça ao ouvir a pergunta de Safiya, e perguntou a si mesma, mesmo já sabendo a resposta. “No. I don’t forgive and I don’t forget-“ se interrompeu, “Although, I might pretend to forgive for some reason, but no, I would never forget.”
Aragog: Are you afraid of spiders?
“Não, até já tive uma de estimação. Rest in Peace, Morticia.”
[ lighter ] my muse pulls out a lighter and lights it for your muse to use to light their cigarette
Faziam algumas horas desde que as meninas estavam na sala vazia, matando tempo, conversando e, obviamente, praticando. Não requeria muito da parte de Paige, no entanto, já que apenas o fato de ter Safiya acessando suas memórias, era o suficiente para mostrar que requeria mais prática para bloqueá-la. Porém, não queria. A Ainsworth trazia memórias a tona que nem mesmo a Thornwell se recordava, memórias boas. Safiya havia acabado de lembrá-la de uma vez que brincava com seus irmãos no quintal de casa, uma brincadeira simples de esconde-esconde, mas o suficiente para causar um aperto no coração da loira. Sentiu uma lágrima escorrer pela bochecha, mas fez questão de limpá-la rapidamente, alcançando um pequeno baseado que tinha em seu bolso para se acalmar. “Can you-” virou-se para a garota, preparada para pedir que acendesse a erva quando viu a varinha em suas mãos. “light it for me.” O feitiço fora lançado por Safiya, e em questão de segundos, a sonserina deu seu primeiro trago, entregando o baseado para a amiga logo depois.
“ nothing you can say will surprise me. ” (erik)
“That’s ‘cause you’re too stupid to understand anything I say, Erik.” a resposta veio acompanhada de um sorriso irônico, enquanto a destra fora usada para depositar dois tapinhas na perna do garoto. “Mas não tem problema, eu já estou acostumada.”
when were you going to tell me?
O arquear de sobrancelhas e o riso desacreditado foram inevitáveis, “Tell you what?” questionou-o, ficando de costas para seus amigos com quem conversava antes de ser interrompida, para o encarar, “Not to meddle in other people’s business?” não esperou uma resposta antes de continuar, “Volta pro seu grupinho da Grifinória, Hércules.”
people who are okay don’t act like this. (claire)
Ao que parecia, Paige tinha um péssimo hábito de afastar pessoas importantes para si quando as coisas não estavam bem, ou quando se sentia fraca e vulnerável. Não havia uma explicação. Talvez achasse que assim evitaria conflito e dor – sim, talvez essa realmente fosse a razão. Dor. Havia perdido tanto, sofrido tanto, que sentia como se a única maneira de não sofrer novamente, seria afastando pessoas que tinham o potencial para tal coisa. Poderia não ser propositalmente, mas a Thornwell sempre acabava se machucando, de uma forma ou de outra. “Shut up Claire, just shut up.” ela levantou o indicador, apontando-o na direção da garota. “You don’t get to say that to me.” o tom de voz fora elevado um pouco mais dessa vez, na esperança de que dessa forma esconderia como realmente se sentia. “You don’t.” balançou a cabeça em negativa, se virando para ir embora. Já andava em outra direção quando decidiu continuar, “You know what?” virou-se para encará-la novamente. “Maybe I’m not.” deu de ombros, “You know why? ‘Cause everyone leaves, or- or I end up losing them somehow.” apesar de seus esforços, a voz saíra trêmula. “And it’s always my fault.” murmurou a última parte para si mesma, soltando um riso desacreditado. “So you don’t need to say that to me,” ela ergueu sua cabeça, tentando parecer firme. “Because I already know.” podia sentir como se um peso tivesse sido liberado de si – admitir que não estava bem, era reconfortante. Confiava em Claire, e era grata por sua amizade, mas Paige precisava de um tempo sozinha, por esse motivo, respirou fundo e se virou novamente, dessa vez indo embora de vez.
“ talk to me. ”
–––– flashback.
Não estava bem, nem um pouco. Havia chorado sem parar por semanas, a dor que sentia em seu peito parecia que nunca sairia dali. A escolha de voltar para Hogwarts não havia sido sua, mas certamente era melhor do que ficar em casa com seus pais, que pareciam nem se importar com a morte de seus próprios filhos. Não havia trocado uma palavra com ninguém desde que pusera seus pés na escola há algumas horas atrás. Dumbledore a havia liberado pelo restante das aulas naquele dia e, sem muitas outras opções, decidiu matar o resto de seu tempo no Salão Comunal da Sonserina. Grata que o local se encontrava vazio, sentou-se num estofado em um canto afastado. Com os cotovelos apoiados no joelho, ela levou seu rosto até as mãos, deixando um soluço escapar, sentindo as lágrimas começarem a cair. Ao ouvir passos se aproximando, Sage limpou suas lágrimas rapidamente e ajeitou sua postura. Torcia para que quem quer que fosse, não viesse tentar falar com ela. Porém, acabou se desapontando ao ver a silhueta de Magnus cada vez mais próxima de si. Em outra situação, ficaria feliz em ver o amigo. Provavelmente gritaria seu nome para que se juntasse a ela no sofá e conversassem sobre a vida. Mas as coisas claramente estavam prestes a mudar – se não pela morte de seus irmãos, pelo beijo que tiveram alguns dias antes de ser chamada para que retornasse à casa. Suspirou ante o questionamento de Bones, se levantando para que pudesse sair dali. A insistência do rapaz, no entanto, fez com que se virasse rapidamente, “I don’t want to talk to you, right now.” respondeu rispidamente, encarando-o nos olhos. “In fact, I don’t want anything to do with you.” Por que estava fazendo isso? Ela perguntava para si mesma naquele momento. Porque afastava uma das pessoas em que mais confiava, um de seus amigos mais próximos? Para se poupar da dor, talvez. Não gostava que se preocupassem consigo, e fazer com que Magnus a odiasse parecia a opção mais viável naquele momento. “Just leave me alone. And forget about me. I’ll be fine.” seu tom era firme, mas, no fundo, tudo que ela queria era sair dali e chorar como fazia antes de ser interrompida.
@adelightwd .
Ester Expósito - Élite 3x01
anastasia :
“Pobrezinha. Não consigo chegar perto de compreender seu sofrimento.” os olhos rolaram enquanto forçava o tom de empatia na voz. É claro que a tal popularidade era incômoda em alguns pontos, mas estava longe de ser um problema grande e grave, e Paige também sabia daquilo. A brincadeira era recíproca. Suspirou, sentando-se no banco diante delas para então concordar com a cabeça, já tendo uma careta no rosto. “Minha única alegria em sala de aula andam sendo os módulos do Slughorn. E até mesmo quando a McGonagall acaba surtando xingos em todos nós.” bufou, soprando o ar com força para fora dos pulmões. “Mas tenho que admitir que está bem melhor do que em casa. Não ia aguentar mais um dia com meus pais fazendo um terrorismo gigante e condenando todas as gerações possíveis de Dumbledore e sua falta de cuidado. Até parece que não estudaram aqui.” rolou os olhos, desabafando sobre os mais velhos pela primeira vez e sem desconforto algum. “E Clara colaborou para esse quadro todo. Acho que vou perder a cabeça até meu último ano.” a fala saiu quase conformada, e acabou dando de ombros.
Apesar de um ato um tanto quanto infantil, Paige se limitou a dar a língua para a amiga como resposta, logo a acompanhando até o banco e sentando-se ao seu lado. ❛ Well, você acabou de citar os melhores professores de Hogwarts. ❜ comentou, com um sorriso no rosto. Pessoalmente, acreditava que Slughorn e McGonagall fossem um dos melhores professores de Hogwarts, apesar de sua opinião ser influenciada pelas aulas lecionadas por estes, que acabavam sendo suas favoritas. ❛ E não tem nada melhor do que ver McGonagall brigando com outros alunos, principalmente puristas. ❜ Não precisava ser nenhum gênio para saber que a professora de transfiguração era contra tal ideologia, ela deixava claro toda vez que mandava tais estudantes diretamente para a detenção. Paige mantinha um olhar compreensível sob Anastasia enquanto a deixava desabafar, prestando atenção em cada detalhe. ❛ Acho que temos a mesma família. ❜ brincou, deixando um suspiro escapar dos lábios antes que continuasse, ❛ Mas eu te entendo. Meu pai não parava de reclamar sobre os métodos de Dumbledore, ou como ele e o resto do corpo docente eram incompetentes, ❜ riu desacreditada. ❛ Ah, claro! Não podemos deixar de mencionar sobre como os nascidos-trouxa e mestiços não merecem lugar na escola e deveriam ser extintos. ❜ citou o que seu pai repetia, as pernas balançando freneticamente e seu olhar focado numa árvore não muito distante, ❛ E minha mãe, como sempre, apenas concordando com tudo, como se não tivesse opinião própria! ❜ respirou fundo, fechando seus olhos com força. ❛ Porque acabamos com famílias assim? We’re not bad people, não acho que merecemos todo esse estresse... e angústia. ❜ abriu os olhos para encará-la. ❛ Só queria que as coisas fosse mais fáceis. Pra mim e pra você. ❜ admitiu, deixando que um pequeno sorriso ladino suavizasse suas feições.
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