metaforicamente falando, bati o dedinho do pé na quina inicio dessa semana. a casa inteira desabou. pequenas coisas às vezes fazem grandes estragos.

Discoholic 🪩
taylor price

Kiana Khansmith

No title available
ojovivo
No title available
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
Claire Keane
NASA
Jules of Nature
Misplaced Lens Cap
todays bird

titsay
h
we're not kids anymore.
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
Lint Roller? I Barely Know Her

❣ Chile in a Photography ❣
One Nice Bug Per Day

seen from South Korea

seen from Russia

seen from United States

seen from Malaysia

seen from United States
seen from United States

seen from Brazil

seen from United States

seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United Kingdom
@missborntolose
metaforicamente falando, bati o dedinho do pé na quina inicio dessa semana. a casa inteira desabou. pequenas coisas às vezes fazem grandes estragos.
eu não escrevo mais, pois me veio a realização de que não sei de nada.
nunca senti o toque nem o afeto de ninguém, logo não escrevo sobre amor. não saio de casa, nem deixo nenhum centímetro de pele tocar o sol, logo não sei do mundo lá fora e não posso relatar aventuras.
então tento escrever sobre a perda e tristeza, ou como é ver o relógio marcar mais uma volta em si mesmo, enquanto tudo que posso fazer é imaginar e escutar histórias, e desejar tão arduamente a minha vez.
Elena, sonhei com você essa noite. Você era suave, andava pelas ruas de Nova York com uma blusa de seda. Mas quando vejo, você tá em cima de um muro, enroscada em um emaranhado de fios elétricos. Olho de novo, e vejo que sou eu que tô em cima do muro, eu mexo nos fios fios buscando tomar um choque. E caio. Do muro bem alto. E morro.
Nem se eu gritasse você entenderia o que eu estou tentando te dizer.
“Quando nos tornamos completos estranhos? Nós nos conhecíamos tão bem!”
— Leandro S.
Queria ter a casca grossa mas sou tão sensível, tão quebrável.
“Não é fácil explicar. Eu sou assim, meio morto por dentro. Faço as coisas por empolgação e no outro dia, sei lá. Sou dessas pessoas que ficam procurando as canções no rádio até achar um clássico, algo perfeito para aquele horário do dia, aquele semáforo. A música acaba e eu troco de estação.”
— Gabito Nunes.
eu estou no elevador, esperando. porque de longe ouvi alguém dizer assim:
━━ segure aí.
foi bem baixinho, mas eu ouvi. então estou segurando mesmo que eu esteja louca para subir. eu estou louca para soltar as portas e ir, mas a minha mão direita está segurando as portas que apitam. e é como se elas dissessem assim:
━━ vamos subir.
e eu digo para o elevador parado que eu não posso sair, senão as portas fecham e ele vai, então eu teria que esperar tudo de novo. eu digo:
━━ vamos ficar embaixo só mais um pouquinho.
então, eu nem saio e nem subo. só estou segurando as portas para alguém. e sem sair, sem ir, eu penso:
━━ vamos subir agora.
e eu ouço:
━━ não, segure aí.
e eu até enfio a cabeça para fora do elevador e nada. "segure aí" e nada. "segure aí" e nada atrás de mim. até que no espelho pertinho de mim eu vejo:
━━ segure aí só mais um pouquinho. ━━ sou eu dizendo para mim.
eu olho incrédula para o meu reflexo. eu tenho que subir, eu estou louca para subir, então aperto o botão. eu aperto o botão, mas seguro as portas ao mesmo tempo.
━━ não vê que já é a hora da gente subir? a gente tem que ir.
mas o meu eu do espelho só quer segurar as portas, e nem quer sair. temos que ir porque não dá para sair mais do elevador, mas como dizer isso para alguém que só sabe segurar portas?
Fevereiro
Escute só, isto é muito sério.
Anda, escuta que isso é sério!
O mundo está tremendamente esquisito. Há dez anos atrás o Leon me disse que existe uma rachadura em tudo e que é assim que a luz entra, não sei se entendi. Você percebe alguma coisa da mistura entre falhas e iluminação?
Aliás, me diga, você percebe alguma coisa de carpintaria? Você sabe por que meteram um boi naquele estábulo ao invés de um pequeno rinoceronte? Deve ter tido alguma coisa a ver com a geografia. Ou com os felizmente insolussionáveis mistérios que só podem vir do misticismo asiático. Um boi é um bicho tão… inexplicável. Ainda bem.
O amor é um animal tão mutante, com tantas divisões possíveis. Lembra daqueles termômetros que usávamos na boca quando éramos pequenininhos? Lembra da queda deles no chão?
Então, acho que o amor quando aparece é em tudo semelhante à forma física do mercúrio no mundo. Quando o vidro do termômetro se quebra, o elemento químico se espalha e então ele fica se dividindo pelos salões de todas as festas. Mercúrio se multiplicando. Acho que deve ser isso uma das cinco mil explicações possíveis para o amor.
Ah é! Eu gosto de você. A luz entrou torta por nós a dentro, mas, olha, eu gosto de você! A luz do verão passado quebrou o vidro da melancolia e agora ela fica se expandindo pelas ruas todas. Desde aquele outro lado do Sol até esse tremendo agora.
Hoje ainda faz bastante frio. As cinzas ainda não aterraram sobre as cabeças disfarçadas, tem gente batucando suor e cerveja pelas ruas de nossa cidade sul. Na cidade norte, há ondas de sete metros tentando acertar no terceiro olho dos rapazinhos disfarçados de cowboys.
[suspiro]
O mestre ainda não veio decretar o começo da abstenção e, olha, a luz ainda está conosco. Sim, o mundo está absurdamente esquisito. Já ninguém confia nas imposições dos prefeitos, a esta hora na terra é um tanto carnaval, um tanto conspiração, um tanto medo. Metade fé, metade folia, metade desespero. E, provavelmente, a esta hora, uma metade do mundo está vencendo e a outra metade dormindo, há ainda outra metade limpando as armas, outra limpando o pó das flores. Mas por causa do que me ensinou o místico, eu acredito que exista, agora, alguém profundamente acordado. Alguém que esteja vivendo entre o intervalo tênue entre o sonho e a agilidade. Suponho que ele saiba perfeitamente que este começo de século será nosso batismo do vôo para nossa persistência no amor. João molhou a testa de Manuel. Os gritos das ruas molham as testas de nossos corações.
De que lado você está, eu não me importo! De que garfo você come, de que copo você bebe, que posto certo você escolhe, qual é seu orixá, seu partido, sua altura, de qual de suas cicatrizes cuida, que pássaro você prefere, quem é seu pai, qual é seu samba, Pinot Noir ou Chardonay, que protetor você usa, qual é sua pele, seu perfume, qual político, quantos amores você sonha, em que Fernando, em que Ofélia, em que cinema, em que bandeira, em que cabelo você mora, qual dos túneis de Copacabana. Rezo para seus santos quando atravessar.
É… é impossível viver no país de Deus. Isso eu te dou de barato. Mas, atravessar o gramado de Deus em bicicleta, isso não é impossível, não.
Escuta, isso é sério!
Andamos crescendo juntos, distraidamente. As árvores crescem conosco. Nossa pele se estende, nosso entendimento, teso, também. O século cresce conosco. O amor pelas ventas da cara do mundo, também. Quanto a um pra um entre nós dois, isso logo se vê. Não sei nada sobre a paixão, suspeito que você também não. Mas, começo a entender que o compasso da fé está mudando a passos largos. Dois pra lá e dois pra cá.
Portanto, escute. Isto é muito sério! Isto é uma proposta aos trinta anos.
Agora que o mercúrio assumiu sua posição certa, vem comigo achar o meu trono mágico entre a folhagem. E, no caminho até lá, vem dançar comigo, vem!
Esse é um dia esquisito. Eu quase me sinto bem.
— Charles Bukowski.
Há uma diferença entre ser feliz e estar distraído da tristeza.
eu sofro de estress pós traumático.
e provavelmente 99% da população mundial sofre disso.
TEPT, em sigla, é um distúrbio de ansiedade caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais. o portador pode ter sido exposto a situações extremas, pode ter sido vítima ou testemunhado atos traumáticos no geral, e após isso, qualquer situação parecida representa ameaça à sua vida.
no amor.
eu não queria culpar essa doença pela minha falta de capacidade de me relacionar nos dias de hoje, eu juro que não queria. mas infelizmente ela existe. eu sinto uma pressão enorme no peito, como se alguém me empurasse contra a parede, todas as vezes que eu começo a sentir algo por alguém é assim. e isso me faz recuar. eu não consigo olhar para alguém e me imaginar tendo algo com aquela pessoa, tudo que vem na minha cabeça é de quantas maneiras diferentes ela pode me machucar. e isso me assusta pra caralho.
todas as vezes que eu me permito sentir algo por alguém, a dúvida de que eu não sou suficiente me corrói por dentro. eu sempre imagino que outras pessoas são mais bonitas, mais carinhosas, melhores do que eu. e então eu recuo de novo. não existe uma maneira de ser feliz no amor dentro do meu coração, tudo que ele conhece é dor. eu perdi todas minhas habilidades de flertar com as pessoas, todas as vezes que eu me apaixono por alguém, eu acabo puxando assunto de forma amigável, eu nunca demonstro interesse. eu tenho medo do não, mas principalmente, eu morro de medo do sim. se essa pessoa disser sim, meu corpo gela, minha boca estremece, e mesmo que momentaneamente aquilo me faça feliz, quando eu deitar minha cabeça no travesseiro, minha mente vira um inferno, minha cabeça desenha milhares de destinos possíveis para nós dois, e adivinha? todos dão errado.
eu só queria dizer uma coisa à quem ainda tem a coragem de se apaixonar por mim: me desculpa.
me desculpa mesmo.
eu te prometo que anos atrás eu era alguém melhor, você deveria ter me conhecido naquela época. é que agora alguém já passou por aqui, e levou tudo.
eu ainda tô tentando me ajeitar. eu sei que vou conseguir, mas por hora, por hora não dá pra ter nada comigo.
você precisava de amor, mas não o tipo de amor que a maioria das pessoas costumava dar e no qual se consumiam. queria encontrar um jeito de me afastar de todo mundo. mas não havia lugar para ir. suicídio? Jesus Cristo, apenas mais trabalho. sentia que o ideal era poder dormir por uns cinco anos, mas isso eles não permitiriam. a bebida era a única coisa que impedia um homem de se sentir pra sempre atordoado e inútil.