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@museumakers
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29 de Outubro. Museus regionais e museus locais no século XX.
Na aula foi abordado o livro O Museu Paranaense: a busca de uma identidade. De acordo com a própria autora Cintia Braga Carneiro “A decisão de publicar este trabalho com algumas atualizações se deve ao fato de, passados mais de dez anos, não haver nenhuma dissertação, tese ou estudo mais aprofundado sobre a instituição no período e, portanto, ele vem sendo procurado, ao longo desta década, por pesquisadores interessados nos temas nele abordados.” O Museu foi idealizado por Agostinho Ermelino de Leão e José Candido Murici, Inaugurado no dia 25 de setembro de 1876 e situado na Praça Jacarias, sendo o primeiro museu do estado e o terceiro no país (sendo o primeiro o Museu Real e o segundo o museu Paraense). O Museu inaugurou com cerca de 600 itens em seu acervo, hoje em dia ele já conta com mais de 400 mil itens. O Terceiro museu do país, desde sua inauguração ocupou diversas sedes, mas atualmente, se localiza no Palácio São Francisco, onde dispõe de três setores para suas amostras: O Setor Arqueológico, O Setor Antropológico e O Setor Histórico.
Museo del Palacio de Bellas Artes
22 de Outubro. Museus da América Latina no século XX.
Na aula abordamos dois livros sendo eles Imagens da Revolução Mexicana: o Museu Nacional de História do México (1940-1982), o foco do autor Camilo Mello Vasconcellos retratar a revolução, iniciada em 1910, que ainda é lembrada por movimentos de esquerda ao redor do mundo. No próprio México, o espírito dos zapatistas voltou a inspirar novos levantes populares, como em Chiapas na década de 1990, e em Oaxaca no ano passado. Além do caráter revolucionário, a Revolução Mexicana produziu outro aspecto, estético.
E O Museu Nacional de la Imigración: história, memória, representação, de Maíne Lopes, onde a autora percebeu o prédio do antigo Hotel de Imigrantes como detentor de uma simbologia e de um discurso sobre a imigração através de uma visão museóloga.
8 de Outubro. Os museus de história e a escrita do passado brasileiro.
Na aula de hoje vimos sobre dois livros: o primeiro livro sendo O Museu Paulista: Affonso de Taunay e a memória nacional, onde não transcrito um estudo focado na museologia, mas em aspectos na qual a autora, Ana Claudia Fonseca Brefe, considerou essenciais dado o contexto brasileiro;
Narrando mudanças e transformações significativas, contando como elas acontecem dentro de um Museu e a ênfase maior e as ações de Affonso Taunay durante os primeiros anos como diretor. O resultado do trabalho da autora é detalhar a construção de um Museu Nacional sob ótica a história Paulista, através da memória.
Já o segundo livro, Fabricação do Imortal, o qual é o resultado da pesquisa de Regina Abreu, onde são analisados os processos culturais e simbólicos envolvidos na composição das elites políticas do Brasil no período da Primeira República. A pesquisa se debruça para compreender os processos envolvidos em uma doação de objetos feita ao Museu Histórico Nacional, pela viúva de Miguel Calmon du Pin e Almeida - Alice Porciúncula Calmon du Pin e Almeida, em 1936.
O Museu Paulista em 1902.
Av. Magalhães Barata, d. 1900 / Belém da Saudade (2014)
“Aqui na cidade do Pará é simplesmente pasmosa a frequência deste insolente carapanã noturno: no bairro de Nazaré ele, em nuvens de miríades, assalta as casas, nas primeiras horas da noite, invadindo por janelas e portas, esbarrando qual farinha jogada a todo momento, com intenção ofensiva, revoltantemente manifesta, contra o nosso rosto”.
Os mosquitos no Pará - Emilio Goeldi (1905)
1 de Outubro. Museus brasileiros no século XIX.
Vimos um pouco sobre o livro A Coruja de Minerva de Nelson Sanjad, o qual o objetivo é refletir sobre a construção institucional do Museu Paraense Emílio Goeldi entre a década de 1860, quando foi criado, e o final da gestão do zoólogo suíço Emílio Goeldi (1859-1917), em 1907. Nessa ocasião, o Museu Paraense ocupava um lugar de destaque no cenário científico brasileiro em razão da intensa produção científica que aí se verificou. Na tese são analisadas as mudanças políticas que posicionaram o Museu Paraense, após o golpe republicano de 1889, como uma das instituições estaduais prioritárias em termos de aplicação de recursos financeiros e como importante símbolo para a identidade das elites locais. A construção do museu após essa requalificação é estudada a partir do perfil estipulado para a instituição, do espaço construído, da equipe contratada, da agenda científica e das relações políticas locais, expressas por meio do aporte de recursos e da receptividade do diretor do museu às demandas estatais. Os resultados atestam que a proclamação da República e o consequente sistema federalista implantado no Brasil são marcos fundamentais para a história do Museu Paraense, uma vez que permitiram à instituição se especializar nos estudos sobre a região amazônica, que já se configurava, na segunda metade do século XIX, como fronteira econômica.
24 de setembro. Os museus brasileiros no século XIX.
Na aula vimos um pouco sobre o livro O Brasil Descobre A Pesquisa Científica de Maria Margaret Lopes no qual a autora tem como objetivo principal situar os museus do século XIX como um dos principais espaços de institucionalização das ciências naturais desse período e rever historiografia tradicional da ciências que não considera esses espaços.
Britain’s first museum is 332 years old! The original Ashmolean building, on Oxford’s Broad Street, officially opened to the public #onthisday in 1683. (at Ashmolean Museum)
17 de Setembro. Museus Pedagógicos Nacionais e Museus Escolares.
A partir do Iluminismo os museus começaram a ser vistos como locais de pesquisa e conforme estes tornaram-se públicos as pessoas os frequentavam pela curiosidade e conforme debatiam, mais ia se adquirindo conhecimento sobre arte. No século XIX, os museus europeus foram se modificando para, além de instituições públicas, se tornarem locais de pesquisas científicas, sendo que sua existência nas grandes cidades era “quase tão importante quanto os sistemas de iluminação pública e de esgotos” como disse Dillon Ripley no livro The Secret Groove. No continente americano também foram sendo criadas instituições culturais na concepção europeia e se firmando de acordo com as sociedades locais, sendo que o século 19 é chamado por especialistas, como Stutevart e Stocking, como a “era dos museus”, devido ao número de instituições fundadas. Para a Museologia importa conhecer um objeto ainda estranho, uma apropriação das representações e práticas museológicas a serviço da educação. No século XXI, os museus de educação tem o papel para a história da educação tornaram-se patrimônio e memória da educação, através da conservação de objetos, escritos e imagens diversas, sendo assim, como um museu ativo, eles não buscam apenas guardar e conservar coleções, mas colocar-se a serviço do público e do desenvolvimento cultural, aspecto caro aos museus hoje.
~ Hair Ornament.
Date: 11th century
Place of origin: China
Medium: Gold
10 de Setembro. Primeiros Museus Brasileiros.
Com o ‘fim’ do ouro brasileiro e interesse por novas riquezas naturais começaram a haver diversas reformas, como reformas educacionais promovidas por Marquês do Pombal, onde a educação ficaria nas mãos do Estado e não mais dos Jesuítas, tendo agora ideias do Iluminismo. No Brasil é criado o Jardim Botânico do Pará em 1796, e a Casa dos Pássaros (ou Casa de História Natural) com Francisco Xavier Cardoso como primeiro inspetor.
Já com a Corte de Portugal no Brasil (agora Reino Unido não mais colônia), instituições são criadas como Banco do Brasil e Academia de Belas Artes. Em 1818, rompendo com a Casa dos Pássaros, é criado o Museu Real, com um modelo europeu e de caráter universal, com a ideia de organizar duas coleções (uma para o Museu Real e outra para as províncias apoiadoras) e com um acervo todo exposto em salas podendo ser encontrado artefatos vindos da Ásia e África.
Liberté, égalité, fraternité.
Luigi Loir - Paris gouaches
3 de setembro. Museus na Revolução Francesa.
Como já dito anteriormente, os antecedentes dos museus são salões e academias com artes expostas (sendo a primeira vez que se tem nota deste acontecimento na França é em 1667 realizado pela Academia Real de Pintura e Escultura).
Em linhas gerais os museus franceses surgem junto com a necessidade de proteger o patrimônio artístico e privado, devido aos numerosos casos de vandalismos que ocorriam no contexto da revolução, ou seja, não houve uma conscientização geral sobre a conservação e sim de alguns para que uma história não se perdesse, mesmo que quando estes bens estivessem sob controle dos departamentos franceses muitos acabariam por serem vendidos devido a falta de noção do o que ser feito com os artefatos.
Com isso cria-se um decreto obrigando a inventariar e conservar as obras. E um ano após a queda da monarquia é aberto o Museu do Louvre.
Пойдём в музей?
27 de agosto. Os primórdios do museu público.
Antes dos museus começarem a surgir e se tornarem o que conhecemos hoje haviam, por exemplo, o Mouseion (de Alexandria) tendo esse nome surgido na Grécia Antiga com o significado de “casa das musas” advindo da mitologia grega e se tornando assim um lugar de saber enciclopédico. Logo após os Romanos se tornaram grandes colecionadores durante a Antiguidade e na Idade média, a Igreja Católica. Com o passar dos séculos essas coleções foram crescendo e no século XVII e XVIII surgem as Galerias, que manteriam uma relação com as Academias, criando cursos para especializações nas áreas como História da Arte e Arqueologia.