
if i look back, i am lost
$LAYYYTER
Sweet Seals For You, Always
🪼
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One Nice Bug Per Day
YOU ARE THE REASON

祝日 / Permanent Vacation

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@mutar-e
passadopresente - futuro?
eu to me sentindo sozinha agora
a madrugada tem dessas coisas
duvido das palavras que saíram da sua boca liberando minha serotonina
se isso é real me faça sentir
me faça sentir que você pela primeira vezes na vida sabe que está no tempo e lugar correto
que as coisas que foram estão na poeira
te desafio a responder a si mesma qual o rosto você gostaria de ver pelo resto da sua vida?
seria o meu?
ou seria da moça que vive no alto da montanha? eu prometo não chorar pois a verdade já paira sobre mim
eu mulher
Sonho sobre o dia em que você seria pra mim uma tela em branco. Te alimentei mais uma vez com a minha graça, na esperança bonita de que dessa vez daria certo e que você havia, finalmente, percebido que tipo de mulher eu sou (e me torno a cada dia) e o quanto você esquece o que sou quando quer brincar de visitar corpos e mentes de meninas. Sou mulher que limpa a casa e cozinha, que pula muro, que sabe falar. Que rasgas as roupas com a raiva e te prende nos braços e nas pernas. Sou mulher que bebe, fuma e enlouquece, lustra, barganha, põe e tira a mesa. Sou mulher e dou as cartas do meu caminho. Vai passando o tempo e ela surge mais, saindo pelas beiradas do meu peito aberto aos inúmeros anseios, grandes aventuras e incontáveis decepções. A porrada nunca é pela metade. Ela corrói a mente, leva a impulsos e descobre as verdades que a gente esconde no fundo. Ao contrário de antes, a calma da mulher quer se instalar e espero que ela por aqui fique por tempo indeterminado. Não dói mais como doía... e não por não existir os sentimentos naturais dessa história, mas por entender que: pessoas não ajustam outras pessoas. e se você não consegue ver a mulher que já está na sua frente, talvez você nunca veja. Ou talvez veja e seja tarde demais.
Ah, moça... (sexta 22h)
Ela me disse: “paciência você teve pra caraaaaalho” e acha que isso é uma virtude, apesar de ela própria não conseguir fazer o mesmo. Disse que eu lidei amorosamente com seus transtornos e limitações, que eu fui carinhosa com o jeito lento. Ela disse que eu vou ficar mais e mais bonita, que só de olhar pra mim dá pra ver que sou do tipo que chama olhar, que eu não vou ficar só bem, mas ótima. Ela me ouviu com carinho, me ensinou a sentir cheiro de canela, encostou a cabeça na minha e ficamos ali sorrindo, sentindo que vai tudo dar certo. Ela me abraçou, segurou minha mão, conversou tanto comigo e cada parágrafo menos um cigarro no maço de hollywood azul. Ela me fez rir, disse que uma hora ficamos inteiras e disse que isso que eu sinto vai começar a passar, logo. E eu confio nela porque assim como eu a moça disse que entende fardos de amor.
09/03/2015 (eu te conhecia quase sem conhecer)
O adorável caos
consistiu e existiu
numa oscilação: medo e paz.
não sabe onde começa
quiçá onde explode.
sorriso de anjo safado
e a promessa de vida que
escorre por cachos voadores.
era adorável, ode à esperança
incerta que brinca de
andar na corda banda: caos.
0 (Sobre nós)
Ver você fazendo todas as coisas que está fazendo, falando com todas as pessoas que você está falando e se reaproximando... eu senti pela primeira vez que esse pode mesmo ser o fim. Você me mostra que ficamos cada vez com menos coisas em comum. Quem é você que eu achei conhecer por tanto tempo? Deus, as coisas ficam cada dia mais e mais claras: We're never ever gettin back together (e dói, mas você tá cagando tudo mesmo. Só desisto mais um pouco por hoje)
pontos de vista: antes eu começava um novo dia. Hoje eu rezo pra terminar.
meu coração
1. 1 (eu sobre mim)
Quando era criança nunca entendia como as pessoas conseguiam estar bebendo e/ou fumando pela manhã. Achava estranho elas com aqueles palitos fedidos entre os dedos e com copos marcados de batom ou saliva seca. A vida é mais simples quando você é criança (ou deveria ser para todas as crianças). Você questiona coisas mais simples, se distrai com coisas coloridas e sempre esquece que brigou com o seu melhor amigo do colégio. Sinto falta de como o mundo era mais simples antes. Não existiam todas essas infindáveis conexões entre as pessoas, essas infindáveis substituições. As relações são digitalizadas, os amores “instagranizados” e as trocas rápidas e sem valor real. Não existe mais a manutenção. Compre, consuma, vista. A gente virou máquina. Viramos máquinas que fingem desde protestar à amar. Sinto falta das relações reais, da ansiedade ao pensar que vou ver meus amigos na escola no dia seguinte, da simplicidade de um sms. Não sou alguém de 140 caracteres. Não sou uma foto com boa iluminação. Não sou a quantidade de “amigos” no facebook. Sociedade que louva a “bad” alheia e finge felicidade quando vc mostra a sua real felicidade. Redes sociais das invejas, manipulações, fingimentos. Bons cidadãos? Bons movimentos? As pessoas boas sempre existiram, desde o início do mundo. Os movimentos sempre existiram. Agora as pessoas estão tão desesperadas por serem diferentes que acabam todos iguais. E quando você encontra alguém, mais ou menos igual a você, com mais ou menos a mesma intensidade na luz do coração, você tem medo. Tem medo porque sabe que é raro e tem mais medo ainda porque sabe, pela pressa de hoje, que aquilo pode ser passado em menos de um tempo. Seria meu sonho viver em paz? Numa casinha no campo, fazendo bolo de chocolate e vendo quem amo tocando violão no meio da grama lá fora? Os sonhos simples se tornaram impossíveis. É impossível estar feliz com menos de dois mil reais. É impossível estar feliz sem um diploma. É impossível estar feliz sem ter uma festa todo final de semana. É impossível estar feliz só por existir. As pessoas dificultam a própria felicidade cada vez mais. Eu não entendia porque as pessoas conseguiam fumar e beber pela manhã. Hoje eu me vejo consequência dessas drogas todas que vivi, de todos os desamores que me passaram e da sua ausência. Vou para o trabalho, corro atrás de um diploma; mas com álcool dentro de um copo da starbucks e um cigarro entre os dedos - rezando para não precisar gastar mais sete reais no próximo maço antes das cinco horas da tarde.
4.
Tô com um buraco no peito. Buraco que me parece quase definitivo. Ontem chorei feito idiota, rolei pela cama, acabei com os lenços de papel. Dormi abraçada com um pedaço de pano que foi a coisa mais física que me restou de você.
As vez eu acho que posso ficar bem, manter o controle… mas é tudo tão frágil. Você está viva na ausência e dentro de mim. Mas não é comigo que você fica conversando até as 4 da manhã. Não mais, claro. A mim restou apenas o primeiro ato, o que me foi dado: chorar. O resto do espetáculo está sendo seu. Seus brilhos, seus casos, suas festas, seus sonos, sua cama. Nem a minha ausência naquela que também foi a minha cama é suficiente. Não demorou nem um dia pra ter outra pessoa ali.
Pouco a pouco eu vou endurecendo. Sei que hoje estou mais dura que ontem e que assim será até não sobrar mais nada. Eu não quero ter mais alma. Eu quero ser vazia. Oca. Eu tentei com você, pela última vez, ser uma essência do bem, mas vamos ser realistas? Não são as boas essências que sobrevivem nesse mundo podre. Elas se doam, se doam, te fazem sorrir, sorriem contigo, fazem você cultivar qualidades que não sabe ter e, de repente, elas não são mais tão necessárias. Elas são pisadas. Cara no asfalto, fria realidade; o mundo não é bom e quem tenta fazê-lo um pouco mais doce vai ser arrastado por uma correnteza de desilusões, pressa, egoísmo.
Pessoas vazias sempre acabam ganhando. Eu te perdi pra uma série de pessoas vazias. E sabe por que elas sempre ganham? Porque diferente de mim, que tinha muito a perder - por isso meu cuidado com as coisas - pessoas vazias não tem nada.
Sinto sua falta como uma maldita. Me pergunto se isso é karma, se tem algo errado no universo. Sinto sua falta, só isso. Sinto saudades do seu hálito, da sua voz me chamando de “amor”.
21 anos, completamente chapada no sofá dos pais e chorando agarrada com aquela camisa sua que se perdeu entre as minhas coisas. Ainda tem seu cheiro.
meu coração
3.
Eu odeio ter que me despedir. Não por falta de coragem por fazer o movimento contrário a tudo o que vinha vivendo, mas por saber que cheguei ao final de uma determinada estrada. Hoje é mais uma das despedidas que fui forçada a dizer. Bye bye, Adieu. Ah, que dor no meu coração. Coração dói de verdade e o meu levou tanta espetada que mais parece um boneco vodoo. Espetada da família, espetada do trabalho, da faculdade e do amor. Bye bye, meu bem. A gente se encontra amanhã ou nunca mais. Quem sabe? (odeio como as pessoas desrespeitam a fragilidade alheia em prol do próprio eu. A felicidade é egoista.)
2.
Ela tá na cama agora. As últimas duas noites passamos juntas. A primeira, bendita impulsividade, foi eu. A segunda, por consequência do como ficamos bem juntas, fomos nós. Ontem à noite encontramos uns amigos. Um casal de amigos, mais especificamente. Ela estava ali mas também não estava. Odeio celular. Odeio como ela não larga o celular e odeio ainda mais saber que ela está falando com outras pessoas, da mesma forma que falou comigo quando não éramos uma figura na vida uma da outra. "Oi, tudo bem? Qual seu signo?", ahh conversinha vazias. Ela se contenta com conversinhas vazias que terminam do mesmo jeito que se iniciaram: vazias e de repente. Eu já vi demais, me machuquei demais, quando na realidade eu só queria viver minha vida com calma: tocando, sentindo, respirando e caminhando sempre - em paz. Caos e paz. Eu posso ser caótica também, posso surtar, posso chorar, posso te ferir apesar do meu tamanho. Não me orgulho disso. Mas por que eu sou assim? Seria eu uma consequência de tantas relações caóticas e apressadas? Talvez eu seja. Ela está dormindo agora. Talvez a gente não se veja depois de hoje. Sinceramente, eu queria que a gente não se visse. Mas de onde eu tiro essa força pra me manter longe da garota que eu, definitivamente e inteiramente, amo? Ela está dormindo agora e minha vontade foi ver com quem ela está falando. Ver quem são essas outras mulheres, com quem ela fala de sexo, de bobagens e assuntos sérios. Não fiz isso. Estou a quase duas horas me esforçando pra ser uma pessoa melhor e recuperar, de um jeito ou de outro, o pouco do que já fui um dia. Fumo um cigarro, peço forças a qualquer energia superior: "por favor, não me deixa fazer isso, eu não vou surtar!". Eu sou a paz, tenho que lembrar. Ela é o caos, como não amá-la? Um adorável caos que virou minha poesia. Sempre no limite, sempre se testando e na grande maioria das vezes perdendo tudo por nada. Quando ela vai crescer? Ou pior, ela pode não querer crescer comigo por perto. Ela não quer. Minha vontade é pular na cama, bater nas pernas dela, beijar a face. Como ela pode não entender? Como ela pode querer chorar escondida e fingir pra todo mundo que tá tudo bem? Não tá nada bem. Até o nosso "dealer" ficou mal por saber de nós (e há quem diga que esse tipo de pessoa não tem coração). Nossos amigos vestiram esse luto e tenho certeza que só aplaudiu quem nunca viu o amor de perto, quem não sabia como éramos juntas. "Para de se contentar com bijuterias e agarra seu diamante", eu tenho vontade de pixar no muro dela, de gritar na janela. Ao invés disso fumo outro cigarro, tentando me manter forte pra não fazer bobagem e tentando ser mais forte ainda para dizer adeus à mulher que eu, pela primeira vez na vida, amo de verdade.
i love y'all