Você escolheu ir embora. Num dia qualquer, sem motivo aparente. Eu te procurei e tentei entender, tentei te pedir pra ficar. Você me bloqueou. Me deixou sofrer, sentir culpa por algo que não fiz. Me desbloqueou, só para me destruir mais. Você contou sua versão, uma versão que só existe na sua cabeça. Você disse que já não me amava. Como se o amor, fosse algo que some assim, do nada. Como se o amor deixasse de existir de uma hora para outra, só porque queremos. Mas, não dá pra dizer que não ama hoje, sendo que ontem o amor ainda existia. Machuca, entende? Perceber que a reciprocidade não existe, que o "amor" pode deixar de existir para a pessoa. E cansa, insistir. Tentar entender o seu lado. Mesmo que você não se importe em entender o meu. E eu tentei, esgotei minhas forças ao tentar te perdoar, ao tentar te entender. Mas amor não se implora, amor não se explica. Amor é sentido, é demonstrado. Amor é leveza. Amor é luta. Amor é finitude. Por isso, eu te bloqueei. Do meu coração, da minha vida. E meu caro leitor, eu te pergunto: quem você bloqueia? Quem você supera? Quem você deseja esquecer? Porque, bloquear requer coragem, requer força. Requer maturidade. Bloquear significa, superar e tentar esquecer aquilo que te fez mal. E se um dia, foi necessário bloquear alguém da sua vida e do seu coração, tudo bem. Pois, para esquecer um mal, às vezes é necessário se livrar. De vê-lo, de senti-lo. Então, não se culpe pela forma que você lida com o fim. Pois não deveríamos nos arrepender de tentar amar, quem não tem a mesma coragem de falar a verdade sobre não conseguir realizar a reciprocidade.