Wonbin tinha um costume de comprar as coisas e enviar escondido para irmã, como se fosse um presente de um admirador secreto. A questão era: A irmã do garoto havia crescido mas ele não sabia quanto e acabou comprando algo grande demais. Por isso, quando foi entregar o vestido e sem querer a viu percebeu que iria ficar um tanto maior que o planejado. “Ér… Eu queria diminuir esse vestido, eu não sei exatamente quanto mas… Acho que tipo, pra seu tamanho mais ou menos.”
Não era nem de longe a primeira vez que recebiam um pedido assim e Wonhye prontamente respondeu, estendendo a mão. "Meu tamanho? Posso ver o vestido?"
❛❛ Mais uma camisa cara que tinha sido destruída por Athena. Já era a terceira naquela semana, um sinal para parar de usar só camisas e ternos? Poderia ser, mas não fazia muita diferença. Entrou em Lotte Outlet, ficava um pouco longe de sua casa, mas preferia levar suas roupas ali. Tanto que, como dito, já era a terceira vez que iria ali apenas naquela semana. Ao se aproximar do balcão, retribuiu a reverencia. – Boa tarde. Então, é… – Sorriu, pensando no quão cheias todas aquelas mulheres deveriam estar de ver seu rosto ali mais uma vez. Colocou a camisa, que estava em suas mãos, sobre o balcão. – Houve um… pequeno acidente. – A camisa estava com três botões faltando, com um rasgo na parte da gola e nas costas. – Eu não sei se tem conserto mas… Se não tiver eu jogo fora e compro outra.– A última parte tinha sido um pensamento alto demais. ❜❜
Ao que ergueu a cabeça, inclinou-a para o lado, curiosa. Tinha certeza que ele tinha deixado um terno com Jinhee-unnie, sua colega de trabalho, alguns dias atrás. Estava prestes a chamá-la para perguntar se a peça estava pronta quando ouviu o resto de sua frase. Seus olhos foram até a camisa sobre o balcão.
“Oh”. Pequeno era uma forma de dizer… A camisa estava completamente destruída. Wonhye não podia deixar de imaginar o tipo de festa executiva que o rapaz frequentava. Para ser sincera, não tinha certeza se conseguiria consertá-la. Tentou informar isso ao rapaz. "Podemos substituir os botões sem nenhum problema! Mas isso...", passou a mão sobre os rasgos, pensando em alternativas. "Não sei se há como deixá-la exatamente como antes... Mas existem outras opções!"
— Boa tarde. — Sorriu correspondendo a saudação da senhorita que atendia o local escolhido para ajustar algumas roupas. Apesar do dinheiro não faltar Youngwoo tinha certo apreço por algumas peças principalmente as mais antigas e modelos exclusivos de outra década. Sabia que não conseguiria achar facilmente. — Um sobretudo! — Levantou a sacola em mãos e logo tirou a peça mostrando seu estado. — Faz um tempo que não o uso. — Trinta anos para ser exato, mas não mencionaria números. — Está faltando alguns botões e a barra está puída. — Mostrava todos esses detalhes. — Pode ajeitar? Pensei em trocar todos os botões por novos, caso não achar iguais. E o puído… Não sei o que fazer.
Assentiu, prestando atenção nos detalhes que o senhor mostrava. “Podemos ajeitar sim! O senhor poderia me acompanhar até o balcão?”, gesticulou para o móvel um pouco atrás de si, já oferecendo as duas mãos para pegar a peça de roupa. Posicionando-se atrás dele, examinou-a. “Hum… Não sei se conseguiremos encontrar algum botão parecido…“ Não se lembrava de já ter visto algo similar para vender. Pensou no que poderia fazer e rapidamente anunciou, empolgada. "Nós temos alguns botões dourados! Não são da mesma cor dos do senhor, eu sei, mas podem dar uma cara nova ao sobretudo e manter um ar super sofisticado! O senhor gostaria de vê-los?”
Acabara de terminar de costurar um botão vermelho em um belo sobretudo quando ouviu alguém se aproximar. Olhou para os lados brevemente, notando que as outras funcionárias estavam concentradas em suas tarefas, e se levantou, indo recepcionar tal possível cliente.
“Boa tarde!”, inclinou-se respeitosamente. “Ajustamos qualquer peça de roupa. Em que posso ajudar?”
Quase todos os finais de tarde, quando o sol já não era tão escaldante e o céu disponha de uma tonalidade diferente do azul, Yehwa ia à praça que ficava perto de onde morava. Havia certa melancolia naquela atividade… A vampira sentava num dos bancos de frente ao parquinho e assistia às crianças brincarem, sendo enxurrada por memórias que, mesmo tão distantes, ainda pareciam frescas. Há muito, muito tempo atrás, ela tivera três filhos; e ela os amara mais que tudo no universo. Infelizmente a vida não é sempre justa e, mesmo que hoje em dia Yehwa tenha atividades que supram parte do seu instinto materno — a sua vontade de ser mãe — ela ainda se pegava cogitando a possibilidade maluca de adotar uma criança humana e preencher o vazio dos filhos que perdera. Respirou fundo, apenas para reprimir a vontade de chorar com aqueles pensamentos, e desviou o olhar do parquinho para uma agitação que acontecia em um canto da praça. Semicerrou os olhos por hábito e procurou por uma resposta daquilo tudo, logo sendo capaz de ler uma faixa que dizia “ADOÇÃO DE CACHORROS” estendida entre dois galhos de árvore. Sem pensar duas vezes, e sendo a adoradora nata de animais que era, levantou-se do banco e caminhou naquela direção, já convencida de que, sim, levaria um cachorro novo para casa. Ao se aproximar da caixa onde estavam os filhotes, Yehwa soltou um suspiro afeiçoado. — Eles são tão bonitinhos! Sei que já tenho cinco, mas não vai cair pedaço se eu levar mais um, né? —comentou para ninguém em particular. Talvez seu marido fosse ficar bravo… (não é todo mundo que têm sete gatos, cinco cachorros, uma tartaruga e alguns vampiros de estimação em casa) mas nada que um choramingo dela não resolvesse.
Ainda que apressada, Wonhye se acostumara a apreciar o trajeto entre a loja e seu apartamento. Naquela tarde, descobriu que alguns cachorrinhos tinham sido levados a uma das praças e estavam sendo colocados para adoção. Ao ouvir seus pequenos latidos e uivos, abriu um largo sorriso.
Tinha menos de duas horas para ir para o apartamento, tomar banho, se arrumar, jantar e ir trabalhar. Se fosse brincar com os cachorros agora, correria o risco de se atrasar... Mas não era todo dia que tinha uma oportunidade dessas! Poderia tomar um banho mais rápido e tinha certeza de que se fizesse carinho neles apenas um pouquinho conseguiria. Ainda sorridente, aproximou-se dos filhotes, pedindo a seus donos para fazer carinho neles.
Ouviu a mulher poucos minutos depois de se abaixar e começar a brincar com uma simpática cadela de pelagem marrom. Olhou para cima, na direção dela. "Cinco?", esperava que seu comentário não soasse rude, mas não conseguiu deixar de expressar sua surpresa. "Uau! Eu adoraria ter cinco cachorrinhos!", seu tom era sonhador. Rapidamente, adicionou: "Ou gatinhos! Ou uma égua! Talvez algumas galinhas. Elas são, tipo, super úteis, não? Uma vaca também seria! Eu teria meu próprio leite! Ou então um passarinho... Um morcego! Eles são tão fofos... Menos quando grudam no seu cabelo! Talvez um peixinho..." Não queria se esquecer dos outros animais! "... Uau! Deve ser tão legal ter cinco animais!" Com tantos ao seu redor, a estranha devia receber um monte de amor!
Satisfeita, Wonhye levou os dois potes até a cozinha, enchendo-os de água. Aproveitaria para lavar a louça agora, assim, quem sabe, teria alguns minutos de descanso a mais no dia seguinte.
Aquele tinha sido o dia perfeito!
Segundas-feiras eram sua noite de folga e hoje, graças ao Gwangbokjeol, não fora trabalhar no outlet. Na semana passada, sua chefe gentilmente a informara que o negócio estaria fechado no dia. “É dia de comemoração! O dia em que nossa nação foi libertada! Em que a luz voltou!”, dissera. “Vá para casa, assista às paradas na rua, aproveite para se renovar porque vamos trabalhar duro na quarta-feira”.
A garota levara o conselho a sério: pela primeira vez em muito tempo, passou o dia no apartamento. Foi brevemente ao mercado fazer pequenas compras e rapidamente retornou. Lavou e costurou todas as suas roupas, limpou a casa, fez comida para a semana e até conseguiu estudar um pouco.
Agora, após tomar banho com água quente - um privilégio que nem sempre se concedia -, colocar um pijama e terminar de jantar um delicioso miyeok-guk, estava pronta para dormir. E saber que poderia dormir agora, sem ter que se preocupar em se arrumar rápido para ir trabalhar mais tarde, era a melhor notícia do dia. Tinha sido difícil, mas Wonhye conseguira negociar essa noite livre - apenas essa.
Só faltava uma coisa para que pudesse encerrar o dia.
Sentindo-se leve e sorridente, abriu a pequena e velha geladeira, tirando dela um simples, mas saboroso bolo que tinha feito durante a tarde. Levou-o, junto a uma faca, até o colchão em que dormia, apoiando-o no chão enquanto sentava.
Fechou os olhos e imaginou uma vela. Assoprou e, cortando uma fatia, desejou a si mesma um feliz aniversário.
Alô! Eu sou a Art, tenho 22 anos e abaixo do read more vocês podem conhecer um pouquinho sobre a Wonhye/Nanna! Além disso, nesse link vocês encontram algumas ideias de conexões!
AH, vale avisar: abaixo vocês encontram menções a prostituição, prostituição adolescente, sexo sem consentimento (ou com consentimento duvidoso) e mordida sem consentimento (ou com consentimento duvidoso). E já aproveito: caso esses assuntos sejam mencionados em interações, as tags serão prostitution tw, noncon tw e dubcon tw.
✧ Ao falar da Wonhye, a palavra-chave é ✧otimismo✧. Por mais difícil que as coisas fiquem, you can’t crush the human spirit!!!
✧ Ah! É importante eu esclarecer uma coisinha: ela pode ser conhecida como Wonhye ou como Nanna. Porém, aqueles que a conhecem por um deles não conhecem o outro. Por favor, não use os dois a menos que a gente combine, ok?
✧ OK! Então vamos começar:
✧ Wonhye tem 21 anos (em idade internacional e 23 em idade coreana), mas faz 22 nesse mês!!! Nasceu em Sangju (uma cidade rural no interior da Coreia do Sul) e cresceu em uma família coreana bem tradicional e conservadora, que não teria condição de bancar a formação de todos os filhos. Como ela era a única filha mulher, essa não era nem uma possibilidade para ela ):. Com o passar dos anos, isso deixou ela bolada com a perspectiva de passar o resto da vida sendo somente a esposa, mãe e dona de casa™. Eventualmente Wonhye pensou: ‘beleza, vou arrumar minhas coisas e vou tENTAR IR PRA SEOUL onde vou poder estudar, ter uma profissão e tudo vai ser melhor!!!’.
✧ Spoiler: não foi melhor. Ao chegar em Seoul, ela se deparou com ele mesmo: o desemprego, e ninguém querendo contratá-la porque ela não tinha o ensino secundário completo (e vinha de uma família simples). Algumas bondosas senhoras (e essas palavras são da Wonhye e não minhas) a acolheram e ofereceram comida, um pedacinho de chão pra ela dormir e a ✧ chance ✧ de trabalhar em um futuro próximo. O que elas convenientemente não mencionaram é que esse emprego também tem o nome de prostituição.
✧ A partir desse momento, ela passou a ser conhecida como Nanna.
✧ Tentando manter uma atitude positiva, Wonhye desde então procura guardar dinheiro para sair dessa. Além de trabalhar durante a noite, à tarde ela também tem um part-time job no Lotte Outlets como costureira, remendando e ajustando roupas!
✧ Três meses atrás, Nanna teve um acidente ao fugir de um dos clientes. Seu sangue atraiu um vampiro até o local e ela descobriu que eLES EXISTEM quando viu alguém bebendo o sangue dela rs. Esse alguém a propôs ajudá-la financeiramente em troca de ela deixar o vampiro a morder ocasionalmente.
✧ Tal vampiro a informou que Nanna não pode informar a ninguém o que está acontecendo ou ela morre ((((((((((:
✧ Ela não sabe da existência do tratado e muito menos que está fazendo algo ilegal. Ela até desconfia que possam existir outros vampiros (e ela se pergunta se existem lobisomens, bruxas e unicórnios também!), mas não faz ideia de que estejam tão perto dela.
✧ Costuma ser boa em guardar segredos e manter uma aparência desejada e apropriada. Mantém sua vida como Wonhye e como Nanna bem separadas.
✧ Ela ama animais.
✧ Atualmente, o cabelo dela é preto, ainda que eu use gifs da Naeun com outras cores de cabelo!