𝐌𝐄𝐒𝐌𝐎 𝐃𝐄𝐒𝐀𝐏𝐀𝐑𝐄𝐂𝐈𝐃𝐎, 𝐌𝐄𝐑𝐋𝐈𝐍 𝐃𝐄𝐈𝐗𝐎𝐔 𝐎 𝐒𝐄𝐔 𝐋𝐄𝐆𝐀𝐃𝐎 𝐂𝐎𝐌 𝐒𝐄𝐔𝐒 𝐀𝐏𝐑𝐄𝐍𝐃𝐈𝐙𝐄𝐒. A nossa nova habitante costumava se chamar 𝐌𝐎𝐑𝐆𝐀𝐍𝐀, do conto 𝐀𝐑𝐓𝐇𝐔𝐑𝐈𝐀𝐍 𝐋𝐄𝐆𝐄𝐍𝐃𝐒, e antes da névoa da maldição arrastá-la até Storybrooke, ela estava na 𝐅𝐋𝐎𝐑𝐄𝐒𝐓𝐀 𝐄𝐍𝐂𝐀𝐍𝐓𝐀𝐃𝐀. Aqui na cidade você talvez a encontre se procurar por uma tal de 𝐖𝐈𝐍𝐈𝐅𝐑𝐄𝐃 𝐑𝐎𝐒𝐄 𝐂𝐀𝐌𝐏𝐁𝐄𝐋𝐋, que trabalha como 𝐁𝐀𝐋𝐂𝐎𝐍𝐈𝐒𝐓𝐀 𝐃𝐀 𝐀𝐒 𝐎𝐋𝐃 𝐀𝐒 𝐓𝐈𝐌𝐄.
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Que tal fazer parte do desenvolvimento de uma char?
OOC: Periodicamente vou escolher uma das minhas mil chars para lançar algumas interações fechadas que irão contribuir e muito para o desenvolvimento dela. Não vou reblogar isso no blog de starters para não poluir quem viu, viu e estou respondendo os que já estão abertos por lá aos poucos em diferentes chars. Sem mais delongas, abaixo do read more estão algumas ideias para interações que eu gostaria muito de desenvolver por aqui. Não vou estabelecer limite porque não sou município, mas pode ser que eu venha fechar esse pedido se porventura houver muita procura.
Se você possui mais de um char, por favor, comente o número do prompt + a url do char.
Ex: 002 + @notkrueger
Quem ainda não conhece a história da Morgana/Winifred, neste link você tem acesso as informações dela. Ressalto que também estou 100% disponível no chat toda vez que surgirem dúvidas ou se você possuir alguma ideia de plot/interação novos.
• 001: Só mais um dia em Storybrooke! Muse encontra Winifred andando pela cidade. No entanto, há somente uma coisa fora do lugar: não bastasse a nítida confusão dela, seus pés estão descalços e, se você estiver mesmo enxergando direito, ela está usando pijamas. Sonambulismo, talvez? Ou ela está precisando passar outra temporada na clínica psiquiátrica? Tais questionamentos começam a perambular a mente já meio conturbada de Winnie e é muse quem vai ter de lidar com isso.
TW: nudez e álcool
• 002: Truth or Dare? Até onde se sabe, a balconista não costuma ingerir bebidas alcóolicas. Já é estranho demais ter alguém falando em sua cabeça de vez em quando, não precisa piorar a coisas, certo? Errado! Por alguma razão, hoje é um dia especial e ela resolveu beber com muse. Quando se adquire um pouquinho de coragem e ousadia após virar alguns copos, uma brincadeira inocente pode fazer parte da diversão. Ou nem tão inocente assim quando o desafio consiste em ir até o portão do seu chefe para mostrar... Ah, é claro que você pode escolher o que for menos constrangedor: abaixar as calças e mostrar a bunda ou levantar a blusa e mostrar os peitos. A brincadeira vai parar por aí? Nunca se sabe. Só precisa tomar cuidado com a ressaca mais tarde e uma a possível demissão, tsc.
Fim do trigger!
TW: álcool
• 003: Bebi demais ou estou vendo coisas? Parece que a brincadeira envolvendo bebidas não parou por aí. Depois de ingerir alguns drinks, a noite não poderia ser mais leve e divertida, não é mesmo? Tudo está indo tão bem até... É impressão minha ou aquela cadeira está levitando alguns centímetros do chão? Porque o copo estourou sozinho no mesmo instante em que Winnie riu de uma piada? Elementos bizarros começam a acontecer e você se pergunta se está vendo coisas ou se só exagerou na dose mesmo.
Fim do trigger!
• 004: Seus olhos... Eles mudam de cor? Vocês estão conversando normalmente, mas algo estranho acontece. É impressão sua ou os olhos de Winifred subitamente apresentaram uma tonalidade diferente? Os poderes de Morgana em Storybrooke estão adormecidos, mas uma magia da luz tão poderosa assim não pode ser facilmente silenciada e, toda vez que um resquício desse poder vem à tona, ele pode ser vislumbrado nas íris que adquirem uma tonalidade índigo.
• 005: Charlie, Charlie are you here? Para quem já passou por um exorcismo, essas brincadeiras “sobrenaturais” não são tão assustadoras assim. Seja um tabuleiro ouija, brincadeira do lápis ou do copo, as coisas podem começar a realmente se mexer e as luzes piscam sozinhas. Será que isso faz parte mesmo do sobrenatural ou é alguma outra coisa? Parece que os poderes de Morgana estão querendo aparecer...
FLASHBACK ANTES DA MALDIÇÃO:
• TBT001: Merlin é um mago tão poderoso que chegar até ele pode ser bem difícil e intimidador. Seus aprendizes, por outro lado, parecem ser mais acessíveis e Morgana pode ser a solução perfeita para ajudar com aquela questão de que você precisa.
• TBT002: (vilões) Antes da maldição ter sido lançada, conhecendo a fama de Morgana e as vantagens que mantê-la como aliada poderia trazer, você foi atrás dela para propor um acordo. Quem avisa amigo é e você tentou alertá-la sobre o que estava prestes a acontecer.
Akin franziu o cenho para a figura, sem saber se estava lidando com alguém que havia escapado da ala psiquiátrica do hospital. Não queria, contudo, presumir o mais grave, de modo que decidiu que o correto seria se fizesse mais averiguações – via-se capacitado o bastante para definir se alguém era são ou não. Entretanto, o cenário se parecia muito com um daqueles filmes de terror – ele não pode deixar de notar, no momento em que as luzes do poste começaram a piscar. ‘ Você vai entrar ou não, Winie? ’ se ela sabia quem eram seus pais, já era um começo; além disso, estava apontando um endereço, e ele queria sair o quanto antes dali. A resposta veio em seguida, fazendo com que o Atasoy revirasse os olhos. ‘ Me pegou. Tenho uma sacola com cordas e instrumentos de tortura ali atrás ’ meneou a cabeça em direção ao porta-malas. ‘ Prefere ficar aí esperando um serial killer de verdade do que entrar no meu carro? ’ elevou as sobrancelhas, surpreso, tentando se ver através dos olhos dela. Ele não parecia a pessoa mais confiável à primeira vista, era verdade, mas tinha piores. Além do mais, que não prestava era bastante óbvio, o que o tornaria um péssimo serial killer, se fosse o caso, uma vez que ninguém arriscaria se aproximar. ‘ Se isso te deixa mais tranquila, meu nome é Akin. Meu pai não é nenhum astro do futebol, ele só tem tem uma sapataria ’ e muitos outros estabelecimentos para lavar dinheiro, mas parecia menos inofensivo colocando daquela maneira.
Não foi difícil reconhecer aquele olhar sobre si, tendo tantas vezes sido submetida ao mesmo julgamento dos próprios pais quando relatava os acontecimentos bizarros que só aconteciam com ela. No entanto, mesmo tendo passado por aquilo tantas vezes, sentiu-se tão incomodada que abraçou o próprio corpo e se encolheu, umedecendo os lábios. Devia entrar ou não? Ao menos a voz em sua cabeça havia silenciado, mas os postes de luz, ao contrário, pareciam ter vida própria ao piscar freneticamente as luzes. ━ ❝ Eu, hm... ❞ Balbuciou indecisa, os olhos se movendo até o porta-malas por reflexo. Até que ponto o homem estava sendo sincero? — ❝ Tudo bem... Boa noite, Akin. ❞ Hesitou, ponderando se deveria estender ou não a mão para cumprimentá-lo e acabou optando por fazer menção de abrir a porta, indicando que iria entrar. Saber com quem estava falando lhe ofereceu o alívio necessário para se soltar e finalmente aceitar a carona. — ❝ Obrigada... ❞
Era raras as vezes que o Deus deixava o Submundo, sempre mandava algum dos seus subordinados ou uma copia dele mesmo para resolver assuntos sérios. Morgana era uma pessoa que Hades queria conhecer pessoalmente, entretanto. Desde de que soubera da sua admirável habilidades como feiticeira, o Deus dos mortos não poderia deixar escapar um grande potencial bem abaixo do seu nariz. Merlin o odiava e o sentimento era recíproco. Não era só pelo ódio aos irmãos que tinha sido expulso do Olimpo, mas também porquê Hades sempre se recusava a obedecer qualquer um, até seu próprio pai, quem diria quem não fosse da sua família. Seguir, então, um conselho de feiticeiros? Pior ainda. Vestiu sua capa negra feita de fumaça antes de se materializar no acampamento, observando a mulher a poucos centímetros de si. Enquanto ela se pronunciou primeiro, o Deus começou a ir a passos lento e flutuante até ela e agachou-se o suficiente para que o rosto de ambos ficassem na mesma altura. - Ainda estou decidindo se ficaria triste ou feliz em levar um rosto tão bonito para o meu Submundo. - as palavras charmosas foram acompanhadas com uma mão masculina indo ao encontro do queixo de Morgana, trazendo-a mais para perto dele. - Uma conversa. Negócios. Isso vai depender totalmente de você. - a olhou no fundo dos olhos, com um sorriso diabólico antes de se afastar e voltar a sua postura de antes. - Tic. tic. tic. Pensei que fosse a favorita dele, aparentemente estava enganado já que ele nem fez a decência de lhe conta a maldição que está por vim.
Morgana podia estar exausta, mas não deixaria tal fato se mostrar tão evidente assim de modo que sustentou o sorrisinho torto diante da brincadeira alheia, buscando manter também a postura confiante quando o deus lhe puxou para mais perto. Havia certa beleza entre aquelas feições, mas absolutamente tudo nele lhe causava arrepios, como se estivesse encarando a própria morte diretamente nos olhos e a aprendiz não sabia se estava preparada para viver no Submundo se a figura tivesse aparecido ali para buscá-la, Engolindo em seco, estreitou brevemente os olhos em confusão, mas logo tratou de vestir uma máscara capaz de esconder seus sentimentos, uma vez que vários questionamentos se passaram por sua cabeça: ela era mesmo a favorita de Merlin? E que maldição estava por vir? ━ ❝ Merlin sabe o que faz. ❞ Declarou com mais confiança do que julgou possuir. — ❝ E por que você veio pessoalmente falar comigo? Que maldição é essa da qual fala? ❞
Andar com um guarda-chuvas definitivamente não era uma opção vez que devia sempre viajar leve, apesar de ‘viagem’ ser um termo pouco apropriado para as incursões que fazia durante as investigações pela cidade. Naquela tarde não estava essencialmente trabalhando, apenas visitando a loja onde @notkrueger trabalhava para conseguir conversar e tirar todo o peso da cabeça com tantas ideias fervilhando ali. Achava ridículo aquela corrida que precisava dar do carro até um estabelecimento, mas com aquela garoa insistente, tal gesto se fazia necessário toda vez, alterando seu humor para algo ranzinza, fazendo-a resmungar quando e o sininho indicando sua chegada soou na porta. “Espero encontrar alguma coisa nessa sua loja capaz de cessar essa chuva chata ou eu devo fazer aquela simpatia com um ovo em um telhado?”
Ao ouvir o sininho indicando a entrada de alguém na loja, instantaneamente esticou o pescoço para observar quem poderia ser. Audrey havia prometido trazer seu aumento e, por um instante, pensou que pudesse ser a sonhada remuneração. No entanto, a cabeleira loira e molhada que entrou em sua loja não era a irmã do prefeito, muito menos devia ter um envelope de dinheiro para lhe entregar. ━ ❝ Dakota... Oi... ❞ Estreitou os olhos, cruzando os braços na frente do corpo sem compreender o que a outra quis dizer. — ❝ Cessar a chuva? Tipo um guarda-chuvas? Sinceramente, não sei o que você pode encontrar aqui para fazer a chuva parar e... Que simpatia de ovo em telhado é essa? De onde você tira essas coisas? Credo, não tô entendendo nada... E eu achando que o Pierre era o único maluco nessa cidade. ❞
━ Ironicamente, funciona ━ Anya poderia ter conhecido ótimos exemplos do sexo oposto, mas sabia demais sobre a história mundial para ignorar sexíssimo e “privilégio bonito” e, até mesmo, tentativas se justificar tal comportamento. O mundo é nojento, em alguns momentos. ━ Eu não sei se eu poderia mexer nas antiguidades e tudo mais, sabe? E, bem, não queria te por em apuros por conta de um… fascínio meu ━ seu olhar estava tão vidrado nas caixinhas de música que começou a se questionar se aquilo não era mais uma obsessão do que qualquer outra coisa. ━ Aqui ━ tirou algumas cédulas que tinha em um dos bolsos da calça. ━ É tudo que eu posso gastar hoje, com a mudança, meu dinheiro anda bem contado.
━ ❝ Ah, bobagem! ❞ Winifred estalou a língua no céu da boca e fez um gesto de dispensa com a mão. Não via mal algum nos clientes desejarem ver melhor os produtos da loj, sabendo que eles certamente teriam mais cuidado devido a idade dos itens. Ela mesma era bastante curiosa e odiaria que alguém lhe impedisse de tocar as peças. Quando a outra lhe mostrou o dinheiro que possuía, contou cada uma das notas e exibiu um sorriso satisfeito. — ❝ Sem problemas! Quase ninguém vem a loja, vender um item é quase impossível. Vou dizer que não pude recusar a venda, era pegar ou largar. ❞ Piscou um dos olhos e tomou a caixinha de música para que pudesse embrulhar de maneira adequada. — ❝ Você sempre teve fascínio por essas coisas? ❞ A curiosidade era genuína, apesar da atenção estar focada na peça que embalava em um dos papéis de presente da loja. — ❝ Mudanças são complicadas... Onde está morando agora? ❞
˛ ⠀ * ⠀ 🌹 Audrey atravessou a entrada da As Old As Time às pressas, fechando o guarda-chuva e deixando respingar um pouco da água no tapete da entrada. O sininho sobre a porta soou uma segunda vez quando ela se fechou sozinha às suas costas, e enquanto procurava onde colocar a sombrinha, ela estranhou a falta de um cumprimento de @notkrueger. Sempre que ia à antiquaria, a amiga surgia do seu lado. “Winnie?” Olhou em volta e por entre as prateleiras, deixando o objeto encostado contra a parede já que, aparentemente, nem um porta-guarda-chuvas Pierre fora capaz de comprar para a loja. “Eu trouxe o seu aumento.” Brincou, imaginando que isso tiraria a garota de qualquer buraco que poderia ter se enfiado.
Não seria a primeira vez que se encontrava entediada na loja e, por isso, após os constantes sonhos esquisitos somados aos eventos pouco comuns que sempre aconteciam ao seu redor e as insinuações de Joseph, Winifred tinha decidido procurar na loja algo que pudesse fazer um mínimo de sentido a toda aquela confusão que agora povoava a mente. Ela sabia que o que procurava estava trancafiado no escritório do chefe, mas, tinha uma pequena esperança de que a loja pudesse guardar alguma outra coisa relevante. Para não deixar suas intenções tão transparentes, fingia que organizava as prateleiras e foi somente por estar concentrada demais naquela atividade que deixou o sininho da loja passar despercebido. Um antiquário não era lá um dos melhores lugares para se visitar em Storybrooke e, se a pessoa que ousara entrar ali visse que não havia ninguém, certamente iria embora. Mas aquela não era qualquer pessoa... ━ ❝ Meu aumento, cadê? ❞ Quase como mágica, surgiu no meio de uma pilha de livros antigos, o rosto polvilhado de poeira a qual tratou de limpar com o dorso da mão ao sorrir animada. — ❝ Finalmente o meu tão sonhado reconhecimento! ❞ Limpou as mãos na frente do avental jeans que lhe servia de uniforme e acomodou alguns fios soltos atrás da orelha antes de esticar a mão para a amiga. — ❝ Pierre nem coragem de aparecer teve, não é? Mas vou entender porque ele está no meio de uma campanha. E como você está? ❞
Morgana podia ser uma das aprendizes mais dedicas de Merlin, absorvendo tudo o quanto podia com o mago e, por isso, sendo praticamente uma sombra dele. No entanto, existiam momentos em que precisava se isolar um pouco e escrever no livro que adotara como uma espécie de diário, uma forma de manter a mente meditando sobre tudo o que aprendera conforme transcrevia para as páginas em branco todo o conhecimento adquirido até ali. Mesmo que estivesse concentrada, os ouvidos capturaram um farfalhar não muito longe e, apesar de poder facilmente usar a magia, escolheu arrancar a adaga do coldre da cintura e apontar na direção do ruído. — “ Não pense que estou sozinha. ” Anunciou bravamente, erguendo o queixo para demonstrar que estaria pronta para travar qualquer possível batalha que viesse a se desenrolar. — “ Mas eu sei me defender até meus amigos chegarem. ” Nem que para isso tivesse de recorrer a magia se fosse necessário. — “ Quem é você, viajante? ” Estreitou os olhos para o homem. Ele não se parecia com um possível aprendiz de Merlin o que a intrigava.
━ Você é bonita, deve atrair clientes. Otto faz a mesma coisa comigo, por mais que vá morrer negando ━ a natureza bissexual de Anya acabou atacando um pouco, juntamente com o fato que conseguia ver essa estratégia facilmente. Seu olhar, então, se concentrou na caixinha. Algo nela lhe dizia que havia algum ato a mais que ela deveria fazer além de simplesmente girar o mecanismo, mas expulsou o pensamento, o achando mais ligado a algo que havia visto. Seu olhar se iluminou ao ver a caixinha se abrir e a música começar a sair. O desejo de ter uma dessas foi tão forte que ela quase se viu gastando suas economias ali para ter a que estava segurando. Seu corpo tremeu tendo esse desejo. Contudo, algo lhe dizia que aquela não era a caixinha certa. Havia uma certa, uma caixinha de música certa. ━ Sendo sincera, Winifred, certo? Seu nome é Winifred? Eu não tenho dinheiro para comprar uma dessas caixinhas, teria só para o diário, porque o meu já encheu, mas é… ━ foi extremamente doloroso para Anya se afastar das caixinhas de música, mas precisou fazê-lo. ━ Você vai se meter em problema por minha causa, não é?
━ ❝ Que péssima estratégia, então! ❞ Franziu a testa, refletindo. Até mesmo para alguém baixo como Pierre, aquela era uma ideia terrível! Winifred gostava de pensar que trabalhava bem, no fim das contas, apesar do comportamento meio insolente. Não que estava ali por conta da aparência. Decidiu ignorar aquela questão, mas fez uma nota mental para questionar o prefeito mais tarde, concentrando-se em como a cliente realmente tinha se encantado com a caixinha de músicas. Gostava de ver que existiam pessoas interessadas nos itens da loja e, particularmente, as caixinhas de música sempre foram um dos seus itens prediletos. Assentiu quando a cliente perguntou seu nome e, com apreensão, esperou pelo que estava por vir. Os preços aplicados na loja realmente eram altos, não havia muito o que fazer. — ❝ Em problema? Não, por que? ❞ Estalou a língua no céu da boca, fazendo um gesto de dispensa no ar com as mãos para dizer que estava tudo bem. Era bom ter com quem conversar na loja. — ❝ Quanto você tem exatamente? Posso ver o que consigo fazer... ❞
Ela não era obrigação dele, era o que repetia para si mesmo. Era problema inteiramente da garota que ela tivesse decidido sair sozinha no meio da madrugada, vestindo nada além de… pijamas? Akin semicerrou os olhos para enxergar melhor, mas a tarefa se tornava quase impossível na baixa iluminação. Se a garota ao menos estivesse em trajes normais ele poderia presumir que ela tinha acabado de deixar uma festa e estava muito bêbada para encontrar o caminho de casa, mas esse não parecia ser o caso ali. Apesar de não ser de sua conta, o Atasoy se viu diminuindo a velocidade do carro, percebendo, agora, que ela também estava descalça no asfalto. ‘ Isso é algum tipo novo de assalto? ’ franziu o cenho assim que ouviu a pergunta, nem um pouco preocupado com a possibilidade, já que não entregaria o celular a uma estranha no meio da noite. Ele conhecia diversas variantes do mesmo golpe; só esperava que ela não tivesse comparsas aguardando na surdina. ‘ Você parece estar bem longe de casa, Dorothy ’ falou, passando os olhos pela figura alheia mais uma vez. ‘ Aliás, você tem uma casa? ’ perguntou, já que ela parecia perdida e sem rumo. ‘ Posso te dar uma carona… ’
F L A S H B A C K
━ ❝ Que? ❞ Arfou, olhando-o incrédula. Para que iria roubá-lo? E que ideia estúpida ousar fazer tal coisa na situação em que estava, descalça, ao passo em que o homem estava de carro. Não fazia sentido algum! — ❝ Não! E eu... Tenho uma casa. ❞ Um absurdo atrás do outro. Winifred apertou o próprio corpo outra vez, não somente pela brisa noturna, mas por estar assustada: o que estava acontecendo? Um dos postes chegou a se apagar completamente e então voltou a acender. O súbito apagão momentâneo a fez olhar por sobre o ombro nervosamente. Não estava ajudando daquela forma, devia estar parecendo maluca, mas ela própria começava a questionar a sua sanidade. — ❝ Olha, eu não vou fazer nada, ok? Me chamo Winifred Campbell, a filha do astro aposentado da NFL que mora perto daquela galeria de arte... ❞ Não era uma cidade grade, afinal, ele devia conhecer. Suspirou, acomodando alguns fios de cabelo atrás da orelha quando se inclinou mais para poder olhar o homem dentro do carro. Deveria aceitar a carona? "Não!", a voz magicamente estava de volta com um formigamento estranho pelos músculos. Decidiu ignorar, visto que tal voz não podia simplesmente sumir de sua mente quando ela mais precisava e aparecer quando bem entendesse. Ainda assim, achou melhor não aceitar a generosa oferta de primeira, a intuição nunca falhava... ━ ❝ Você pode ser um serial killer! Não vou simplesmente entrar no seu carro assim. ❞ Quanto tempo a família demoraria para encontrar seu corpo, se nem sabiam que ela tinha saído sonâmbula de casa?
Diante da negativa, Verena crispou os lábios, olhando por cima do ombro por alguns instantes pensando em outra pessoa que pudesse abordar. Quase no mesmo instante em que as palavras da desconhecida chegaram a seus ouvidos, de modo que, quase que imediatamente também, uma mulher em um vestido deslumbrante irrompeu de um dos cantos da área externa, retirando de alguma parte abaixo do vestido — uma liga de perna, talvez — um isqueiro. A cena como um todo realmente hipnotizou a Mondenschein que, distraída, só acendeu o cigarro automaticamente antes de devolvê-lo a dona e vê-la se afastar outra vez. “Ok.” Por fim, virou-se novamente para a que estava a seu lado. “Agora eu acredito em magia.”
Quando a terceira mulher apareceu, tudo o que Winnie foi capaz de fazer foi franzir a testa enquanto assistia a cena se desenrolar. Aquele lugar realmente tinha suas peculiaridades! — “ É... Bizarro, não? Eu podia jurar que vi um dos quadros lá dentro se mexerem. O Pierre podia colocar umas coisas legais assim na loja, mas aquela espelunca já tem esquisitice demais... Aliás, me surpreende o homem não ter enchido minha caixa de entrada com solicitações absurdas! Ele deve estar se mordendo de ódio com uma festa dessas sendo promovida pelo concorrente. ” Estreitando os olhos, tombou levemente a cabeça para um dos lados em uma pose genuína de curiosidade. — “ Você chegou a ir ao parque? ”
Como de praxe, Verena se encontrava na área aberta reservada aos fumantes. Estivera lá dentro, explorando consideravelmente as partes do Hotel que já conhecia de outrora, até ter se entediado com a música ambiente e decidir sair. Estava desacompanhada, irritada com aquele vestido e pensando com seus botões no motivo de não ter ido com o terno infinitamente mais confortável que separara. De qualquer forma, ela remexeu no busto, dentro do decote do vestido, atrás de seu isqueiro, tendo encontrado apenas seu maço mesmo. Ao constatar que estava sem o acessório, suspirou pesadamente e decidiu tentar a sorte com a pessoa ao lado, ainda que soubesse que não era todo mundo que recorria àquela área, que era necessariamente fumante. “Você não teria um isqueiro aí, teria?” Indagou. No caso da resposta ser negativa, ela se amaldiçoaria pelo resto da noite também. “Fósforo, um zippo… Qualquer coisa.”
Ela devia saber que tentar disfarçar a identidade não iria funcionar tão bem com ela como funcionaria com as outras pessoas. Winifred certamente encontraria alguma forma de estragar as coisas, como sempre fazia e não tardou para que, após uma das danças no baile, magicamente quebrou a taça que segurava para se refrescar, disfarçando o ato com o pretexto de que havia “segurado com força demais”. Se tivessem ligado ela ao estranho ocorrido, não saberia dizer, mas achou melhor tomar um pouco de ar do lado de fora do castelo. Estava absorta nos próprios pensamentos, observando um ponto qualquer na frente até ser trazida de volta à realidade por alguém. Ergueu os olhos para a mulher, sem nada dizer, esperando que ela dissesse que estava brincando. Quem em sã consciência fuma e não carrega o próprio isqueiro? Suspirou, negando com a cabeça. — “ Não tenho. ” Deu de ombros. — “ Por que você não tenta pedir ao castelo bizarro aí? ”
Certamente havia um caminho mais curto, mais... fácil do que aquele. Contudo, as orientações do mago tinham sido claras e devia seguir pelo percurso mais tortuoso. A respiração ia ofegante e os músculos formigavam em protesto. Podia ouvir a voz do tutor zombando de todo aquele esforço: “Nem sempre o caminho mais fácil é o correto, Morgana” Que se dane o caminho certo! Ela estava prestes a sucumbir, isso era tortura e não ensinamento. Com um suspiro, apoiou-se na primeira árvore que encontrou e buscou recuperar o fôlego. Devagar, recitou mentalmente os ingredientes dos quais precisava coletar em uma maneira de se manter sã. Era a hora de descansar, não era? Os sintomas da fadiga não iam embora, precisava parar mais do que meros minutos antes de continuar. Assim que se decidiu por acampar, viu a figura se materializar de uma das árvores. Malévola. Encarou a fada com certa admiração, havia algo majestoso nos chifres alheios, uma imponência. Morgana estreitou os olhos, questionando-se os motivos para a fada ter resolvido encontrá-la, o cansaço subitamente dando lugar para a curiosidade. Com a fama de uma das mais brilhantes aprendizes de Merlin a circular pelos reinos, tais visitas estavam se tornando recorrentes. ━ ❝ Alteza. ❞ Inclinou a cabeça em um cumprimento respeitoso para com a rainha dos moors. — ❝ Como posso ajudar? ❞
Como uma cantiga de ninar a lhe embalar os passos, Winifred ouvia ao longe o típico chamado para que despertasse. Mas, não era a ela a quem a voz se referia, certo? Como poderia ser utilizando outro nome? “Winifred, acorda!”, foi a rispidez que a sobressaltou, pondo fim também naquela estranha conexão mental com sabe-se lá quem. Devia ser o próprio diabo, como os pais uma vez acreditaram. O choque ao perceber que não estava na cama foi o suficiente para que despertasse de uma vez por todas, abraçando o próprio corpo conforme varria o lugar com os olhos para se localizar, ignorando o fato de que as luzes dos postes começavam a falhar, piscando freneticamente. Onde estava a bendita voz agora que precisava? Com pesar, constatou estar sozinha, por conta própria, o cimento frio machucando os pés e a lua sobre a sua cabeça como se zombasse da situação. Como fora se enfiar naquela situação? O pior! Sem o celular para chamar alguém para lhe buscar. Apertou os braços ao redor de si mesma e uma das lâmpadas estourou, o ruído seguido pelos cacos de vidro a fazendo recuar, encolhendo-se até ver que não estava inteiramente sozinha. O rosto lhe pareceu familiar, mas não sabia dizer de onde. Provavelmente o havia visto pela cidade antes, mas não sabia dizer de onde exatamente. ━ ❝ Oi, boa noite! ❞ Acenou, chamando atenção conforme se aproximava. — ❝ Você me empresta o celular rapidinho? Eu... Deixei o meu em casa. ❞
Após terem feito de tudo e mais um pouco para “consertar” a própria filha, os Campbell decidiram que o melhor seria incentivá-la a viver como alguém da idade dela. Isso incluía sair e socializar, tudo o que não tiver a oportunidade de fazer antes. Por isso aproveitava ao máximo as oportunidades onde lhe emprestavam o cartão sem limite para poder usar a vontade. Desde que estivesse fazendo amigos, eles aceitariam sem questionar. Desta vez, resolveu sair com Alexia e decidiu que faria o que não era acostumada: beber. O lugar? Precisava ser algo caro, uma forma de fazer os pais pagarem por tudo o que ela havia passado, e o St. Alexandre serviria bem para aquele propósito. Esperava somente não ser dedurada pelo dono do lugar posteriormente. ━ ❝ Lexi? Lexi? ❞ Chamava a loira como se ela estivesse longe, quando na verdade não estava, mais um pouco e estaria em cima da outra. O álcool tinha daquelas coisas. ━ ❝ Lexi! Eu acho que estou bêbada e você? ❞