one fun thing about being a teacher in march 2023 is that chess is a literal epidemic among teens. we are starting to have meetings about how we can STOP teenagers from playing too much chess which is like if we were trying to figure out how to stop them from reading for fun. When i was in high school five years ago chess was nerd shit only but now it is transcending every social and language barrier and is absolutely rampant. kids aren’t on their phone texting in class anymore it’s ONLY chess.com. kids are playing chess on their phones while playing chess in real life. this is still better than tiktok because at least the kids are developing an attention span from this
Happy Easter if you celebrate! I’m currently an Erasmus student, so this year I’m spending it differently. It’s my first time away from family during the holidays so I’m feeling a bit lonely today. Nonetheless, I’m loving my time here, visiting new places and roaming around, and I’m glad I got the opportunity to enjoy this once in a lifetime experience!
Eu tinha criado esse perfil para compartilhar resumos para estudar para o vestibular, mas agora haverá uma mudança de planos!
Eu planejo escrever resenhas de livros toda semana, e vou postá-los no domingo. (Esse é o objetivo, vamos ver se eu vou cumprir... hehe)
Não vou apagar nenhum dos resumos, se quiserem dar uma olhada! Espero que a comunidade de literatura do tumblr me receba de braços abertos, porque sou nova em questão de leitura, portanto sejam pacientes, por favor!
O surgimento, ampliação e consolidação da autonomia das cidades-Estado caracterizaram o período Arcaico. Apesar da fragmentação política, havia em comum entre os povos helenos a língua, alguns costumes e religião. Nesse período muitas pólis foram formadas, por exemplo:
Esparta
Fundada pelos dórios, aproximadamente no século XI a.C. na Península do Peloponeso. A região era extremamente fértil, favorecendo a agricultura, sendo ela a principal atividade econômica de Esparta. Dos dórios, os espartanos herdaram o militarismo, aspecto fundamental na formação social e política da pólis.
Em Esparta, a posição social era determinada pela origem: os descendentes dos fundadores representavam a elite detentora dos direitos cívicos e dos poderes político, econômico e militar. Os membros da elite espartana eram denominados espartanos ou esparciatas.
Os povos estrangeiros que habitavam os arredores de Esparta eram denominados periecos. Eles se dedicavam ao comércio, ao artesanato ou à agricultura em pequenas propriedades, normalmente nas áreas menos férteis. Apesar de serem livres e terem direito à propriedade provada, não eram considerados cidadãos e, por isso, não tinham direitos políticos.
Já os hilotas, que constituíam a maioria da população, representavam os habitantes da região do Peloponeso dominados pelos espartanos. Eram servos do Estado, obrigados a trabalhar nas propriedades dos esparciatas, e não tinham direito à participação política e à propriedade da terra. Não podiam ser vendidos aos estrangeiros; viviam em família nas terras de seu senhor ou em aldeias, com a condição de entregar a maior parcela do alimento produzido ao senhor ou ao Estado. Assim, sua liberdade era parcial.
A cidade-Estado era aristocrática e e visava atender aos interesses de uma minoria. A forma de governo era chamada de diarquia ou monarquia diárquica, ou seja, era constituída de dois reis, os basileus, com funções militares e religiosas.
As leis eram elaboradas por uma instituição chamada Gerúsia ou Conselho de Anciãos, formada por espartanos com mais de 60 anos. A função executiva/administrativa cabia ao Eforado, constituído de cinco aristocratas escolhidos pela Gerúsia.
Os esparciatas reuniam-se em uma assembleia denominada Apela. Ela era composta de cidadãos com idade mínima de 30 anos, que escolhiam os membros da Gerúsia. Toda essa estrutura política formada pelos esparciatas representava uma oligarquia.
Meninos recebiam educação para a formação de cidadãos-soldados, que poderiam participar da vida política e da cidade. As meninas eram educadas para serem "sadias reprodutoras de guerreiros" e possuíam certa liberdade em comparação às das demais pólis. Como os esparciatas dedicavam-se à guerra, poderia caber à mulher posições sociais de destaque na pólis.
Crianças com deficiências eram sacrificadas pois não serviam ao Estado para serem ou gerarem soldados.
A falta de dinamismo social desencadeou uma forte xenofobia na população, caracterizando uma sociedade isolacionista, com aversão à influência estrangeira.
A educação rígida e militarizada estabeleceu relações sociais bastante hirarquizadas.
Grécia Antiga ou civilização grega é como conhecemos a civilização formada pelos gregos no sul da Península Balcânica e que se estendeu por outras partes do Mediterrâneo, além das Cíclades, pela Ásia Menor e por regiões costeiras no Mar Negro.
Região marcada pelo relevo montanhoso, colonizada inicialmente por diferentes povos nômades em busca de alimentos nas regiões mais quentes e férteis do continente europeu. O relevo acidentado dificultou a comunicação entre os povos, o que os levou a certo isolamento. Dessa forma, a Hélade não constituiu um reino ou império centralizado, mas uma região marcada pela descentralização política e o surgimento de diferentes sociedades.
A historiografia tradicional dividiu a história da Grécia Antiga conforme seu desenvolvimento político e social:
Período Pré-Homérico (2000 a.C. até 1200 a.C)
Inicialmente, a civilização grega foi formada por cretenses, aqueus (também chamados de micênicos), dórios, eólios e jônios.
Antes do domínio grego, o território era povoado pelos pelasgos, povo de origem autóctone (originário da região em que habita). Com a chegada dos aqueus, em 2.000 a.C., povo de origem indo-europeia, se expandiram pela região dominando a população que habitava a ilha de Creta.
Os cretenses dedicavam-se ao comércio marítimo e haviam estabelecido uma talassocracia (governo comandado por uma elite comercial). A sociedade cretense era mais complexa e dinâmica em relação às outras. Em Creta já existia, por exemplo, propriedade privada e a divisão em grupos sociais, com o domínio dos ricos comerciantes. Sua religião era matriarcal, porém sua sociedade era patriarcal.
Do sincretismo cultural entre aqueus e cretenses, originou-se a civilização e a cultura creto-micênica, base para a formação das sociedades e culturas gregas durante os períodos Arcaico e Clássico.
A civilização creto-micênica dominou economicamente toda a região do Mar Egeu. Por meio do comércio, conectou diversas regiões do mundo antigo, o que lhe proporcionou um período de prosperidade.
Por volta do século XII a.C., com o objetivo de comercializar na região do Mar Negro, os creto-micênicos avançaram para a região da Ásia Menor (atual Turquia) e enfrentaram os troianos, povo que controlava a passagem do Estreito de Dardanelos, o qual dá acesso ao Mar Negro. Essa guerra ficou conhecida como Guerra de Troia.
Em 1.200 a.C., os dórios, povo de tradição militar, começaram sua entrada efetiva nos domínios creto-micênicos. O maior poder bélico dos dórios, que dominavam armas de ferro, culminou na queda da capital, Micenas, e provocou a Primeira Diáspora dos gregos, também motivada pela escassez de terras férteis. Esse episódio marca a passagem do período Pré-Homérico para o período Homérico.
Período Homérico (1150 a.C. a 800 a.C.)
O nome desse período é em homenagem a Homero.
Após as invasões dos dórios, a maioria das cidades gregas desapareceu. Os habitantes da Hélade, inclusive os invasores dórios, devido à necessidade de proteção e sobrevivência, retomaram a vida em pequenas comunidades familiares, denominadas genos, cuja principal atividade econômica era a agricultura.
Em cada geno havia um chefe religioso, militar e político: o pater, homem mais velho, mais sábio ou mais valente. Por volta do século VII a.C. essas comunidades começaram a se desintegrar.
Os genos se desarticularam por conta do crescimento demográfico e o estabelecimento da propriedade privada. Gradualmente os gregos passaram a adotar outra forma de organização social: as fátrias, união de grupos familiares, também motivada pela busca de terras férteis. Como os proprietários de terras eram minoria, para evitar rebeliões dos demais, muitas fátrias se reuniram, dando origem às tribos.
O desenvolvimento demográfico das tribos e a junção de diferentes tribos resultaram na formação de novas cidades-Estado, denominadas pólis.
Outra consequência da fragmentação foi a Segunda Diáspora. A parte da população que ficou sem terras partiu em direção à Ásia Menor e às penínsulas Itálica e Ibérica. Esse processo ajudou a promover a expansão colonialista de algumas pólis, como Atenas, que fundaram domínios em regiões ricas e de solos férteis visando se estabelecer de alimentos e matérias-primas.
O processo de colonização enriqueceu as metrópoles (cidades-estado mãe), pois envolvia a exportação de trigo das colônias para a Hélade, aumentando a oferta de alimentos na região.
Os aristocratas possuidores de grandes propriedades produtoras de azeite e vinho também enriqueceram, pois houve aumento da demanda. Portanto, podemos considerar a Segunda Diáspora grega muito mais abrangente que a Primeira.
São regiões de alta pressão atmosférica em torno dos quais o vento sopra no sentido do movimento dos ponteiros do relógio no hemisfério norte (e em sentido contrário no hemisfério sul), porque a pressão atmosférica é máxima no centro e diminui à medida que a distância ao centro aumenta.
Anticiclone é uma região de alta pressão formada pelo ar que se afunda, vindo de cima, sob influência de uma massa de ar descendente. Esse ar, à medida que é forçado a descer, torna-se quente e seco, aspectos esses que são transmitidos à atmosfera.
Ocorre pois a velocidade das ondas é influenciada pelo meio no qual elas se propagam. No efeito Doppler, a velocidade de propagação da onda não é alterada. No entanto, há uma variação no comprimento de onda e na frequência da onda captada pelo observador.
Assim, a percepção de frequência observada no efeito Doppler é relativa, portanto, é diferente da frequência de emissão da onda.
Dessa forma, à medida em que observador e fonte se aproximam, a frequência aparente da onda será maior do que a frequência real emitida. Ao se encontrarem, a frequência observada será igualada à frequência emitida e, quando se afastarem, a frequência observada será menor do que frequência emitida.
O efeito Doppler ocorre tanto em ondas mecânicas quanto em ondas eletromagnéticas. Esse efeito é claramente percebido nas ondas sonoras, nas quais um observador percebe frequências diferentes das frequências reais emitidas por uma fonte de ondas.
A mudança de percepção ocorre devido à relativa velocidade das ondas de som e o movimento relativo entre o observador e a fonte de ondas. Assim, quando um carro de som passa em alta velocidade, por exemplo, o observador percebe que o som fica mais agudo quando ele se aproxima e, à medida que se afasta, o som fica mais grave.
Nas ondas eletromagnéticas, o efeito Doppler se manifesta através da mudança de cor da luz percebida pelo observador. Chamado de efeito Doppler Relativístico, ele pode ser percebido quando a fonte e o observador se afastam ou se aproximam com grande velocidade.
Dessa forma, quando observador e fonte se afastam ou se aproximam com velocidade, o espectro da luz recebida apresenta um desvio para o vermelho ou para o violeta, respectivamente. Já quando fonte e observador se encontram, a coloração vermelha fica mais intensa.
Esse fenômeno acontece, pois a frequência de onda luminosa é maior quando o observador está parado do que quando encontra-se em movimento.
Os conhecimentos referentes a esse fenômeno permitem medir a velocidade relativa das estrelas e de outros corpos celestes em relação ao planeta Terra. Na medicina, o efeito Doppler possibilita a realização do exame de ecocardiograma, capaz de medir a direção e a velocidade do fluxo sanguíneo ou do tecido cardíaco.
O efeito Doppler é capaz ainda de medir a velocidade de objetos, como automóveis e aviões, por meio de reflexão de ondas emitidas pelo próprio equipamento como radares baseados em radiofrequência ou lasers que utilizam frequências luminosas.
Fonte:
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Canto tradicional dos egípcios em referência ao processo de renovação anual do rio Nilo:
“Fazeis o Nilo no mais baixo dos mundos e lhe trazeis a inundação e a baixa, assim como as fizestes, para que a humanidade se sustente”.
Origem
O Egito Antigo desenvolveu-se às marges do rio Nilo, no Nordeste da África, nas regiões chamadas de Vales Férteis, em virtude dos compostos orgânicos presentes nas terras próximas ao rio citado.
O período do Egito antigo é dividido entre pré-dinástico e dinástico.
No período pré-dinástico, os primeiros habitantes do Egito eram pastores camitas de pele morena. Posteriormente chegaram outros grupos de camitas de pele negra. Esses primeiros habitantes eram grupos nômades que se juntaram e formaram clãs, ou clãs seja, grupos de pessoas que descendiam do mesmo antepassado.
Com o passar do tempo, uma vez que se tornaram sedentários e começaram a aproveitar as boas colheitas da região, os clãs se tornaram grupos cada vez maiores chamados nomos. Depois de algum tempo, era como se cada nomo fosse um principado, no qual o príncipe era o nomarca. Estes funcionavam como se fossem pequenos Estados independentes.
À medida que as colheitas foram se tornando cada vez mais abundantes, os nomos se juntaram e formaram dois reinos: o reino do Alto Egito ao sul e o reino do Baixo Egito ao norte ao delta do rio Nilo. Por volta do ano 3500 a.C., um chefe militar chamado Menes se proclamou faraó e conseguiu unificar os unificar dois reinos do Egito. Foi assim que começou a primeira dinastia, ou seja, a primeira família de reis ou faraós, dando o início ao período dinástico.
O reino do Alto Egito estava ao sul do território e era assim denominado pela sua altitude e proximidade às montanhas. O reino do Baixo Egito estava localizado ao norte, do delta do rio Nilo, até o encontro do território com o mar mediterrâneo.
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"Há uma singularidade da civilização egípcia que merece ser destacada. Enquanto na Mesopotâmia a unidade era a cidade, no Egito, depois de unificado, passou a ser o reino. Materialmente e ideologicamente, a identidade do egípcio assentou-se no conjunto de aldeias e de nomos reunidos sob a tutela do rei-deus, enquanto na Mesopotâmia ela se dava localmente."
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Fases
Tradicionalmente, a história do Egito Antigo é estudada em seis fases principais.
Período Pré-Dinástico: começou por volta de 4000 a.C., quando os nomos (pequenos estados) foram estabelecidos em torno da econômica agrícola, artesanato e uso de metais.
Período do Antigo Império: teve início em 2780 a.Ce ficou marcado pela unificação política do império sob a égide dos faraós.
Período intermediário: quando houve a recuperação do poder pelos nomos.
Médio Império: estendeu-se até 1.785 a.C.
Novo período intermediário: caracterizou-se pela invasão dos hicsos, que se estabeleceram no delta do Nilo até por volta de 1580 a.C.
Alto Império: de 1580 a 1200 a.C., foi marcado tanto pela expulsão dos hicsos quanto pela guerra intensa com diversos povos.
As 3 principais fases do período de dinastia
1ª - 3500 a.C. até 2100 a.C. - Império antigo
Durante esta fase, os faraós conquistaram muito poder político, militar e religioso. Dentre os mais famosos faraós desse período destacam-se Quéops, Quéfren e Miquerino, a quem foram atribuídas as famosas pirâmides de Gizé. Foi também nesse período que foram construídas obras de barragens, drenagem e irrigação, que permitiu o domínio da agricultura.
No final desse período iniciam-se revoltas com o intuito de enfraquecer o poder dos faraós. Essas revoltas levaram a uma guerra civil, que trouxe muitas consequências negativas e desorganização da sociedade.
No final desse período, o Egito foi invadido pelos líbios. Além disso, os militares começaram a lutar uns contra os outros. Esse período, entre aproximadamente 2200 a.C. e 2200 a.C., é chamado de Primeira Era Intermediária.
(Pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerino na cidade de Gizé)
2ª - 2100 a.C. até 1580 a.C. - Império médio
O império foi novamente unificado e houve estabilização econômica e política. Nesse período houve conquistas de novos territórios, como é o caso da Palestina e Núbia, onde foram encontrados metais preciosos.
Mas ao final desse período, o território é invadido pelos hicsos, povos nômades da Ásia. Devido a sua superioridade militar, os hicsos conseguiram impor seu poder e dominaram o norte do Egito por cerca de 170 anos.
3ª - 1580 a.C. até 715 a.C. - Novo império
Em 1500 a.C., os tebanos conseguiram expulsar os hicsos, inaugurando o Novo império, última fase da dinastia egípcia.
No final desse período surgem conflitos entre sacerdotes e monarcas, que faziam parte da classe privilegiada do Egito - o que gera instabilidade e enfraquece o poder dos faraós. Além disso, os camponeses também começam a se rebelar contra os elevados impostos que pagavam para manter os luxos das classes altas.
Assim, o Egito entra em decadência e começa a sofrer diversas invasões em seu território. Dentre os povos que invadiram o território egípcio estavam os assírios, os persas, os macedônios e os romanos.
Logo depois, o Egito foi conquistado por Alexandre Magno e pelos romanos, que o transformaram na província mais rica de seu império.
Sociedade
A sociedade egípcia era estamental, isso significa que existiam classes sociais rígidas e não havia mobilidade social.
No topo da sociedade encontrava-se o Faraó e sua imensidão de parentes (que eram a nobreza). O faraó era venerado como um verdadeiro deus, pois era considerado como o intermediário entre os seres humanos e as demais divindades. Por isso, era uma monarquia teocrática, ou seja, um governo baseado nas ideias religiosas.
Para administrar todas as atividades do Estado, os faraós contavam com inúmeros funcionários. Uma grande casta de sacerdotes o ajudava a governar e lhe dava conselhos. Além dos sacerdotes, o faraó contava com muitos funcionários governo, que controlavam as colheitas, a armazenagem dos cereais que sobravam e a construção de obras públicas.
O faraó também costumavam recrutar os camponeses para trabalhar nas grandes obras.
Abaixo do faraó e de sua família vinham as camadas privilegiadas como sacerdotes, nobres, funcionários e soldados. Na base da pirâmide social egípcia estavam os não privilegiados que eram artesãos, camponeses e escravos.
Os sacerdotes formavam, junto com os nobres, a corte real. Tanto a nobreza como o sacerdócio eram hereditários compondo a elite militar e latifundiária.
Os escribas estavam a serviço do Estado para planejar, fiscalizar e controlar a economia. Por isso, sabiam ler e escrever e eram eles que anotavam os feitos do faraó durante o seu reinado. Estes textos seriam colocados nos seus túmulos quando morressem.
**Os sacerdotes e os escribas foram responsáveis pelo desenvolvimento das ciências no Egito antigo.
Já o exército era constituído por jovens que eram convocados em tempo de guerra e soldados mercenários estrangeiros contratados pelo Estado.
Por sua parte, os artesãos eram trabalhadores assalariados que exerciam diferentes ofícios como cortadores de pedra, carpinteiros, joalheiros, etc. Os camponeses formavam a maior parte da população, trabalhavam na agricultura, na criação de animais e deviam pagar altos impostos; eram requisitados para construir as obras públicas e cultivar as terras do faraó, proprietário de toda a terra no Egito. A riqueza do Egito repousava no trabalho dos lavradores.
Quem não conseguisse pagar os impostos ao faraó se tornava um escravo. Pelo jeito, isso acontecia muito: os escravos formavam um terço da população do Egito. Além das pessoas endividadas, os estrangeiros e os prisioneiros de guerra também eram escravizados.
Economia
O rio Nilo era responsável por mover a economia, pois após as cheias, quando a terra estava fértil, plantavam-se trigo, cevada, frutas, legumes, linho, papiro e algodão. De igual maneira, o Nilo servia para pesca e garantia a unidade política ao antigo Egito, porque era uma via utilizada para comunicar os dois pontos do território.
Pode-se entender que encontramos uma situação de determinismo geográfico, na qual os componentes naturais influenciam diretamente no comportamento das civilizações.
Para melhor aproveitar o rendimento do terreno, os egípcios desenvolveram sistemas de medida e contagem. Afinal, os impostos eram pagos conforme o tamanho da área cultivada e era preciso anotar com exatidão as quantidades cobradas. Os egípcios não utilizavam dinheiro: os impostos devidos ao faraó eram pagos em espécie, ou seja, em cereais ou frutos.
Não havia propriedade privada da terra na sociedade egípcia. A terra pertencia ao faraó e os camponeses eram obrigados a dar parte de seus produtos para o Estado em troca do direito de cultivar o solo. No entanto, a construção de diques, reservatórios e canais de irrigação era tarefa do Estado, que empregava tanto mão de obra livre quanto escrava para fazê-lo.
A economia do Egito antigo era baseada, sobretudo, na agricultura. Além da agricultura, os egípcios criavam bois, carneiros, aves e porcos, porém a carne era cara e consumida apenas pelas camadas altas da sociedade. Havia também a comercialização dos produtos de artesãos.
Cultura
A escrita foi um importante avanço do Egito Antigo. Foram desenvolvidas três formas de escrita: demótica, hierática e hieroglífica. A demótica era uma escrita mais simples, seguida pela hierática, que era intermediária.
A hieroglífica era uma escrita mais complexa que utilizava objetos e símbolos para as representações. Os faraós tinham funcionários destinados à função de escrever tudo o que acontecia no império, eram os escribas.
Podemos dizer que os egípcios foram os inventores do papel. Eles utilizavam o papiro, um papiro tipo de papel feito com uma planta que cresce nas margens do Nilo, sobre o qual escreviam com tinta.
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"O camponês passa a vida a lamentar-se tem a voz rouca como a do corvo. Tem feridas fétidas nos dedos e nos braços. Está farto de estar na lama, e veste-se de farrapos e de trapos. É como se vivesse entre os leões; quando adoece, jaz no túmulo húmido. Quando abandona o campo e regressa a casa, à tardinha, fica exausto com o caminho." (CAMINOS, 1994).
A vida do camponês era dura, pobre e cheia de canseiras. O que será que o mantinha nessa condição de sujeição? Seria apenas a crença na divindade do soberano?
Como nos alerta Caminos, é difícil responder a essa questão, pois não temos fontes documentais a respeito de suas crenças e aspirações. O que temos são relatos indiretos, provenientes das esferas da cultura erudita oficial.
As crenças de caráter religioso devem ter sido um dos fatores fundamentais na rede de poder que sustentava privilégios econômicos e sociais para uma pequena parte da população egípcia, porém não devemos deixar de lado o papel da violência como instrumento de exercício do poder.
O testemunho reproduzido abaixo data do período romano e constitui-se em um bom exemplo das práticas dos cobradores de impostos e dos castigos a que eram submetidos aqueles que se desviassem de suas obrigações:
"Há pouco tempo, nomearam um cobrador de imposto em nosso distrito. Quando alguns devedores, que estavam atrasados nos pagamentos, naturalmente por serem pobres, fugiram com medo das terríveis conseqüências de um castigo insuportável, ele apoderou-se a força de suas mulheres, dos fi lhos, dos pais e de outros parentes, e, para que eles dissessem onde se tinham refugiado os seus parentes ou para que pagassem suas dívidas, espancou-os, pisou-o e fê-los passar por todo gênero de ultrajes e tratou-os de modo ignominioso. Mas eles não podiam fazer o que ele queria porque não sabiam onde eles estavam e porque eram tão pobres como os fugitivos. Por isso, o cobrador continuou a castigá-los e, por fim, matou-os [...]" (CAMINOS, 1994).
Fontes:
O Egito Antigo foi uma das mais importantes civilizações da Antiguidade. A vida egípcia estava regulada pelas cheias do rio Nilo. Quando as
Conheça os aspectos principais da história do Egito Antigo, civilização que se desenvolveu às margens do rio Nilo, no Nordeste da África.
Na história evolutiva, os répteis foram os primeiros animais vertebrados a conquistarem o ambiente terrestre.
O coração apresenta 3 divisões, exceto no caso dos Crocodilianos, nos quais o coração se apresenta com as quatro cavidades. Eles possuem esqueleto completamente ossificado. Além disso, são encontrados nesses animais doze pares de nervos cranianos.
Os répteis são animais que possuem como características principais o corpo com poucas glândulas, impermeável e coberto por escamas, de origem epidérmica, e/ou placas ósseas de origem dérmica (em tartarugas/jabutis/cágados); a presença de pulmões bastante eficientes; e ovos com casca e anexos. Tais características permitiram com que pudessem viver em ambiente terrestre sem muitos problemas.
Além das características citadas, a temperatura corporal dos répteis geralmente varia de acordo com o ambiente (ectotermia). Essa condição limita sua localização dos seus habitats aos trópicos e subtrópicos do planeta, onde as temperaturas favorecem o seu metabolismo. Por isso, não encontramos répteis na Antártica. Eles excretam ácido úrico (e as tartarugas, amônia); possuem sexos separados, e a fecundação é interna.
A maior parte dos répteis são ovíparos. Apenas algumas cobras e lagartos são ovovivíparas. Os animais ovovivíparos são aqueles cujo embrião se desenvolve dentro do ovo, entretanto, este permanece no corpo da mãe. Os nutrientes de que os embriões necessitam para se desenvolver são retirados do material nutritivo presente nesses ovos. Quando o filhote sai do corpo da mãe, ele já está fora do ovo.
O órgão olfativo dos répteis lhes permite sentir o gosto e o cheiro, sendo que a maioria dos répteis é capaz de ouvir sons. A visão não é privilegiada, mas os olhos possuem pálpebras e membrana nictitante para protegê-los quando submersos.
Quando estão em terra, são hidratados por glândulas lacrimais, dai a expressão “lágrimas de crocodilo”, uma vez que aqueles animais “choram” com frequência. As serpentes apresentam a fosseta loreal, um orifício entre o olho e a narina com função de termorrecepção, o que ajuda na captura das presas, pois os outros sentidos das serpentes não são o suficiente.
Ovo amniótico:
Âmnio: proteção contra choques mecânicos e evita a desidratação.
Alantóide: armazena excretas, fornece proteínas e sais para o embrião,auxilia nas trocas gasosas.
Córion: proteção do embrião, auxilia nas trocas gasosas.
Saco vitelínico: nutrição para o embrião.
Quelônios
Possuem carapaças feitas de placas ósseas; a parte de baixo é chamada de ventre ou plastrão. Não possuem dentes, mas possuem bicos córneos. Excretam amônia.
Seus representantes são as tartarugas (patas em forma de remo; marinhas), os jabutis (patas arredondadas; terrestres) e os cágados (patas com membranas interdigitais; dulcículas).
Crocodilianos
Os crocodilianos representam a maior parte dos répteis que existem atualmente.
As principais características dos crocodilianos são:
Corpo revestido por placas córneas;
Presença de quatro patas curtas e uma cauda;
Dentes grandes e afiados;
Coração com quatro cavidades completamente separadas.
Escamados
Possuem o corpo recoberto por escamas.
Ofídios: não possuem patas; possuem glândulas de veneno (cobras e serpentes).
Lacertílios: possuem corpo alongado, 4 patas e pescoço curto (lagartos).
Cobras peçonhentas: cabeça triangular, dentes inoculadores, olhos pequenos, pupilas estreitas e verticais, presença de fosseta loreal (narinas), escamas ásperas, cauda curta que se estreita no fim. Ex: jararaca e cobra coral.
Cobras não peçonhentas: cabeça redonda e longa, pupila circular, escamas lisas e sua cada não é fina. Ex: jiboia, sucuri.
Referências:
Grupo que abriga animais de origens evolutivas diferenciadas.
Os répteis são animais vertebrados que pertencem ao Reino Animalia, Filo Chordata e Classe Reptilia. Na história evolutiva, os répteis foram
Anfíbios são vertebrados conhecidos por ter uma “vida dupla”, pois possuem uma fase de vida aquática e outra terrestre.
Os girinos compartilham algumas características com os peixes: respiração branquial (4 pares de brâquias), coração com 2 cavidades, excretam amônia e possuem linha lateral.
Esses animais foram os primeiros vertebrados a habitar o ambiente terrestre. Em terra firme, um dos problemas enfrentados é a dificuldade de movimentação. Para se movimentarem nesse ambiente, esses animais sofreram diversas modificações ao longo de sua história evolutiva, destacando-se o surgimento de uma coluna vertebral mais reforçada e de quatro membros. Possuem um esqueleto axial (80 ossos) e apendicular (reúne os ossos dos membros superiores, inferiores e os elementos de apoio, denominados cíngulos, que os conectam ao tronco).
Todos são ectotérmicos. Isso significa que dependem de fontes externas de calor para regular a temperatura do seu corpo.
Os anfíbios são animais que apresentam uma pele bastante permeável às trocas gasosas e água. Em muitas espécies, a forma mais eficiente de trocas é por meio da pele, ou seja, por respiração cutânea. Em várias espécies, os pulmões foram perdidos ou são pouco funcionais; são saculiformes, possuem poucas dobras e não usam músculos do tórax e do abdome. Nas espécies que possuem fase larval aquática, a respiração durante esse período é branquial.
Para que a respiração cutânea ocorra, é importante que a umidade da pele dos anfíbios seja mantida. É por isso que esses animais são encontrados com mais frequência em ambientes úmidos. Vale salientar que algumas espécies vivem em locais mais secos, sendo observado, nesses casos, que elas passam grande período do tempo escondidas em tocas ou embaixo de folhas, locais onde a umidade é maior.
Além disso, outra forma de manter essa pele úmida é por meio de secreções eliminadas por glândulas presentes no animal. Os anfíbios apresentam dois tipos de glândulas: as mucosas e as granulares. As mucosas são responsáveis por garantir a umidade, e as granulares produzem substâncias que atuam como defesa.
A pele de alguns anfíbios também possui pigmentos chamados de cromatóforos. Cromatóforos, ou cromatócitos, são células que contém moléculas de pigmentos e são dotadas da capacidade de refletir a luz, refletindo e absorvendo a luz em comprimentos de onda específicos, como ocorre em um camaleão, que muda de cor.
Têm um coração com três câmaras - 2 átrios e 1 ventrículo. Seu sistema circulatório é fechado, duplo e incompleto. A maioria dos anfíbios é ovípara. Possuem sistema digestório completo terminado em cloaca.
Possuem glândulas de veneno espalhadas pelo corpo do animal, variando em localização de uma espécie para outra. O sapo-cururu, por exemplo, possui pequenas glândulas espalhadas no dorso e glândulas mais desenvolvidas, como a do antebraço, parotoide e paracmenis.
Classificação:
Anuros - não possuem cauda
Possuem 4 membros locomotores quando adultos e troncos curtos. Sofrem metamorfose (desenvolvimento indireto) e possuem visão binocular. É o grupo mais diverso.
SAPOS: pele rugosa e seca; patas posteriores mais curtas; glândulas paratoides; vivem em terrra firme.
RÃS: pele lisa; possuem membranas interdigitais; são aquáticas; possuem patas traseiras mais longas.
*Neotenia - forma de pedomorfose em que o organismo atinge a maturidade sexual mas mantém caracteres juvenis ou larvares, como: ausência de pálpebras, padrões larvais de dentes, e permanência de linha lateral. Ex: axolotes.
Urodelos - possuem cauda e patas
Possuem corpo delgado e comprido, membros curtos, cabeça e olhos pequenos. Sofrem metamorfose. Podem ser aquáticas ou terrestres. Ex: salamandras e tritões.
Ápodes - não possuem patas
Possuem corpo alongado de formato vermiforme, e olhos reduzidos pouco funcionais. Grande parte vive debaixo do solo, cavando galerias/túneis. Ex: cecílias (ou cobras-cegas).
Referências:
Vamos aprofundar os nossos conhecimentos sobre os anfíbios? Clique aqui e saiba mais sobre esse importante grupo de vertebrados.
A palavra anfíbio (Amphi, Duplo e Bio, Vida), se refere ao fato de serem animais que vivem parte da vida na água e parte na terra.
São considerados os maiores representantes dos vertebrados.
São animais ectotérmicos, ou seja, são incapazes de manter a temperatura do seu corpo constante utilizando mecanismos fisiológicos, portanto sua temperatura varia de acordo com a do ambiente.
A grande maioria dos peixes possui corpo recoberto por escamas, sendo que elas diferenciam-se em cada grupo. Nos peixes ósseos, as escamas possuem origem dérmica, enquanto, nos cartilaginosos, possuem origem dermo epidérmica. Já os agnatos são animais sem escamas. Além das escamas, encontramos nos peixes uma grande quantidade de muco ao redor do corpo, que atua reduzindo o atrito com a água.
Os peixes possuem um corpo com formato hidrodinâmico, que auxilia a movimentação na água. Normalmente os peixes apresentam o corpo fusiforme, ou seja, alongado e com as extremidades afiladas, o que possibilita melhor natação. Peixes com formato fusiforme podem conseguir alta velocidade de natação.
A circulação sanguínea é simples e completa. O coração desses animais apresenta apenas duas cavidades, onde passa unicamente sangue venoso (rico em gás carbônico). A circulação nos peixes é simples, uma vez que o sangue passa pelo coração apenas uma vez, em cada circuito completo, pelo corpo do animal. O sangue entra no coração pelo átrio, segue para o ventrículo e é bombeado em direção às brânquias, nas quais é oxigenado. Esse sangue é então levado para o corpo do animal.
Apresentam um sistema excretor formado por rins mesonefros.
Ovíparos: os animais ovíparos são aqueles cujo embrião se desenvolve dentro de um ovo em ambiente externo sem ligação com o corpo da mãe.
Vivíparos: designam-se como vivíparos os animais cujo embrião se desenvolve dentro do corpo da mãe, numa placenta que lhe fornece nutrientes necessários ao seu desenvolvimento e retira os produtos de excreção.
Classificação:
Agnatos - peixes sem mandíbulas
Classe Cyclostomata: Ciclóstomos / Agnatos
Caracterizam-se por não possuírem mandíbula e apresentarem uma boca circular. Além disso, apresentam esqueleto cartilaginoso e notocorda que perdura por toda a vida. Atualmente só são encontrados dois grupos desses animais: as lampreias e as feiticeiras.
Possuem corpo longo, delgado e cilíndrico, com boca anteroventral, sugadora ou mordedora. Possuem crânio e arcos viscerais cartilaginosos, e um coração com 2 câmaras.
Gnathostomatos - peixes com mandíbulas
Surgimento da mandíbula, proporcionando mais força na mastigação e maior eficiência na captura de alimentos. São ótimos predadores, pelo surgimento posterior de dentes e musculaturas. Possuem nadadeiras aos pares, trazendo estabilidade e velocidade na natação. Sua notocorda é substituída na fase adulta pela coluna vertebral.
Classe Chondrichthyes: peixes cartilaginosos
Possuem endoesqueleto cartilaginoso, com pele rígida com escamas placóides. Respiram por brânquias, que não possuem proteção. Não possuem bexiga natatória, mas possuem um fígado grande que armazena gorduras e auxilia na flutuação. Possuem sistema digestório terminado em cloaca, com pregas espirais no intestino. Algumas espécies de tubarões marcam a transição da oviparidade para a viviparidade.
Possuem nadadeira caudal heterocerca e boca ventral. Apresentam fecundação interna, e os machos possuem o clásper. Excretam uréia.
Sentidos desenvolvidos:
Olfato;
Linha lateral - A linha lateral é uma linha que se estende ao longo da lateral do corpo do peixe, contendo poros ou tubos conectados com um longo canal tubular, abrigando órgãos sensoriais (neuromastos); eles são sensíveis às mudanças de pressão e temperatura e , também respondem às correntes de água;
Ampolas de Lorenzini - As ampolas são órgãos sensoriais multifuncionais sensíveis a variações de salinidade da água e a campos elétricos de baixa frequência, desse modo conseguem detectar estímulos eletromagnéticos e são usadas como bússolas nas migrações marítimas e posteriormente na identificação de possíveis presas.
Ex: tubarões, arraias e quimeras.
Classe Ostheichtyes: peixes ósseos
Possuem esqueleto de cálcio, que fornece maior sustentação e resistência. Apresentam fecundação externa, e através da papila urogenital ocorre a reprodução e a liberação de excretas. Possuem desenvolvimento indireto, e suas larvas são chamadas de alevinos. Apresentam boca anterior.
Possuem bexiga natatória; sua função é a de equilíbrio hidrostático: quando ela se encher de ar, o peixe sobe; quando se esvaziar, o peixe afunda. Suas brânquias são protegidas pelo opérculo. Excretam amônia.
Ex: bagre, pintado e carpa.
Classificação dos peixes ósseos em relação às nadadeiras:
Actinopterígeos - Nadadeiras raiadas, mais delgadas e flexíveis.
Sarcopterígeos Nadadeiras lobadas, mais robustas e carnosas.
Peixes dipnoicos (grupo dos sarcopterígeos) - são peixes ósseos pulmonados obrigatórios ou facultativos - possuem a bexiga natatória adaptada à respiração, funcionando como um pulmão, indo para a superfície buscar oxigênio, isso permite que eles fiquem por um tempo fora da água; vivem em águas doces e possuem corpo alongado.
Elasmobrânquios: Compreendem animais popularmente conhecidos como tubarões e raias, são peixes com esqueleto cartilaginoso, grandes maxilares superiores e inferiores, fendas branquiais laterais (no caso dos tubarões) ou ventrais (no caso das raias) e narinas abaixo da cabeça.
Holocéfalos: Subclasse de peixes condrictes, dividida em duas superordens (conforme o tipo de dentição), vulgarmente conhecidos como quimeras; possuem crânio sólido, uma única abertura branquial, probóscida, e espinho móvel no início da nadadeira dorsal.
Probóscide é um apêndice alongado que se localiza na cabeça de algumas espécies de animais.
Referências:
Conheça as características gerais dos peixes, um grupo de animais aquáticos que respira por brânquias.
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Em fevereiro de 1945, Vargas anunciou uma reforma constitucional que aprovava a realização de novas eleições. Em pouco tempo, surgiram cerca de doze agremiações partidárias que atuariam no novo pleito. Entre elas, destacamos o Partido Social Democrático (PSD), formado por lideranças ligadas ao próprio Estado Novo; o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que mobilizava os sindicatos aliados à Vargas; e a União Democrática Nacional (UDN), composta por empresários que se opunham à Vargas.
Dutra (antes Ministro da Guerra) candidatou-se pelo Partido Social Democrático (PSD), em coligação com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) para presidente.
Carlos apoiou fortemente a candidatura de Dutra.
Dutra ganha as eleições, superando Eduardo Gomes da União Democrática Nacional (UDN) e Yedo Fiúza do Partido Comunista do Brasil (PCB).
Dutra assumiu o governo em 31 de janeiro de 1946
Para vice-presidente, a escolha recaiu sobre o político catarinense Nereu Ramos, também do PSD, eleito pela Assembleia Nacional Constituinte de 1946. (Quando Dutra foi eleito presidente, ainda estava em vigência a constituição de 1937, que não previa a figura do vice-presidente.)
Carlos Luz foi eleito deputado à Assembleia Nacional Constituinte por Minas Gerais em 1945, mas não ocupou o cargo pois foi convidado por Dutra, que ganhou as eleições, para ocupar o cargo de Ministro da Justiça, sendo empossado em 31 de janeiro de 1946.
Uma das primeiras medidas de sua gestão como ministro da Justiça foi proibir os jogos de azar no país.
Sua atuação no Ministério da Justiça coincidiu com o desenrolar da formulação da nova Constituinte.
Quando Dutra chega no poder a Assembleia Nacional Constituinte é aberta para ser criada uma nova Constituição.
O pacto constitucional surgiu do entendimento dos grandes partidos do centro liberal, o PSD e a UDN, embora ali tivessem assento atuantes de bancadas de esquerda, como as do Partido Comunista do Brasil (PCB) e PTB.
Dutra não interferiu nas decisões, mesmo quando teve seu mandato reduzido de seis para cinco anos, pois fora eleito na vigência da Constituição de 1937 que previra mandato de 6 anos.
Durante a organização da Assembleia para a criação da Constituição, parlamentares dos mais importantes partidos acusaram o chefe de polícia do Distrito Federal, José Pereira Lira, de conivência com a violência política e de utilização da violência policial, responsabilizando também Carlos Luz pela criação de um clima de pressões e intimidações que repercutiu na atividade da Assembléia.
Foi particularmente criticado o emprego da Lei de Segurança Nacional, herdada do Estado Novo, contra participantes dos frequentes movimentos sociais que tiveram curso na época.
Quando o trabalho de elaboração do texto final da Constituição já estava começando, com a apresentação de emendas ao projeto preparado pela grande Comissão Constitucional, as sedes do Partido Comunista Brasileiro — então Partido Comunista do Brasil (PCB) —, que havia conquistado sua legalidade no ano anterior, foram fechadas pela polícia em fins de março e, novamente, no início de junho de 1946.
Em 15 de agosto, dois dias depois do começo da votação em plenário dos artigos e títulos da Constituição, Carlos Luz mandou apreender a edição do jornal comunista Tribuna Popular, do Rio, e proibiu sua circulação até o fim do mês.
Parlamentares do PCB, da UDN e dos partidos Trabalhista Brasileiro (PTB), Republicano (PR) e Social Progressista (PSP) protestaram contra a medida, assim como o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI)
No dia 23 de agosto, quando a votação do texto final da Constituição se aproximava, Carlos Luz proibiu a realização de comícios em todo o território nacional.
No fim do mês, os comunistas denunciaram que uma manifestação de estudantes secundaristas, ocorrida no Rio, havia sido usada pela polícia e por forças políticas que desejavam criar um clima de terror para impedir a promulgação da nova Carta.
Na noite de 30 de agosto, foram feitas muitas prisões, na sua quase totalidade de dirigentes comunistas, enquanto parlamentares do PCB tinham suas residências invadidas.
As perturbações do processo político não impediram o início da votação da última parte da Constituição, as “Disposições transitórias”, em 7 de setembro, e a promulgação solene da nova Carta no dia 18 seguinte.
Aprovada a Constituição, Dutra resolveu modificar seu ministério.
No dia 2 de outubro, Carlos Luz foi substituído no Ministério da Justiça por Benedito Costa Neto, do PSD paulista.
Em 1947, Carlos Luz foi eleito deputado federal pelo Partido Social Democrata (PSD) e assumiu, também, a presidência do banco Ribeiro Junqueira.
Nas eleições suplementares para a Câmara dos Deputados, realizadas em 1947, Carlos Luz foi o único candidato eleito na legenda do PSD.
Em janeiro de 1948, o PSD, a UDN e o PR assinaram o Acordo Interpartidário, que garantia a Dutra folgada maioria para a aprovação das matérias mais relevantes no Parlamento.
O acordo ofereceria a cada um dos três partidos a esperança de ver resolvida a seu favor — sob a égide de Dutra e das autoridades militares — a questão da sucessão presidencial, com a indicação de um candidato comum e, assim, virtualmente imbatível. Estavam interessados em encontrar um candidato de Minas Gerais para o cargo de presidente.
No dia 21 de novembro, em reunião da comissão diretora nacional do PSD, Benedito Valadares apresentou a chamada Fórmula Mineira, nascida do acordo dos três partidos em Minas Gerais: a designação do candidato comum ficaria a cargo de Dutra, desde que o escolhido fosse de Minas.
O candidato da UDN foi o brigadeiro Eduardo Gomes, o do PTB foi Getúlio Vargas e o do PSD foi Cristiano Machado.
Nas eleições de 3 de outubro de 1950, Vargas foi eleito presidente, e para vice foi eleito Café Filho.
Carlos Luz foi reeleito na mesma data para a Câmara dos Deputados.
Getúlio ganha as eleições.
Getúlio se suicida em 24 de agosto de 1954.
Café Filho assumiu a presidência no próprio dia 24 de agosto, convocando para formar seu ministério personalidades antigetulistas.
Juscelino Kubitschek planejava disputar as eleições para a presidência da República marcadas em 3 de outubro de 1955 pelo PSD.
No início de 1955, ficou patente a oposição dos chefes militares a Juscelino que, mesmo assim, continuou articulando sua candidatura com o apoio do presidente do PSD, Ernâni Amaral Peixoto.
Em 2 de fevereiro de 1954, Carlos Luz é eleito presidente da Câmara; o resultado, colocou Carlos Luz na condição de substituto legal do presidente Café Filho. Para a vice-presidência do Senado (a presidência, segundo a Constituição de 1946, era ocupada automaticamente pelo vice-presidente da República, mas não havia vice no governo de Café Filho) foi eleito Nereu Ramos, que tornou-se assim o segundo na ordem de sucessão presidencial.
A movimentação contra as eleições e a favor da intervenção dos militares se tornou mais evidente após o lançamento oficial da candidatura de Juscelino, apresentada como um retorno ao período anterior ao suicídio de Getúlio.
O acordo PSD-PTB ficou configurado com a escolha de João Goulart, presidente do PTB, para compor a chapa com Kubitschek.
Em agosto, a tensão nos meios militares cresceu em função de alguns episódios. Entre eles, a divulgação de um manifesto do PCB, assinado por Luís Carlos Prestes, apoiando a chapa Juscelino-Goulart e fazendo severas acusações a oficiais das forças armadas.
Juscelino e Goulart ganham as eleições.
Logo após a proclamação dos resultados, a UDN deflagrou uma campanha, liderada pelo deputado Aliomar Baleeiro, contra a posse dos eleitos, alegando que eles não haviam obtido a maioria absoluta dos sufrágios.
O brigadeiro Eduardo Gomes também passou a defender o não reconhecimento dos vencedores devido ao apoio que haviam recebido do PCB. Neste contexto, alguns setores udenistas recomeçaram a pregar abertamente a implantação de um estado de exceção.
O ministro da Guerra, general Lott, reiterou então sua posição favorável à posse dos eleitos, mas a crise não foi solucionada.
A situação se agravou consideravelmente depois do discurso pronunciado pelo coronel Jurandir de Bizarria Mamede em 1º de novembro, durante o enterro de um general que faleceu na véspera.
Destacado integrante da corrente udenista das forças armadas, o coronel Mamede falou como representante da diretoria do Clube Militar, elogiando Canrobert por ter liderado o movimento contra Vargas em 1954 e afirmando que seria uma “indiscutível mentira democrática” se o regime presidencial permitisse a “vitória da minoria”, isto é, a posse de Juscelino e Goulart.
Lott considerou o discurso uma demonstração de indisciplina e julgou imprescindível a punição de Mamede.
Na época, Mamede estava temporariamente afastado dos quadros do Ministério da Guerra, lecionando na Escola Superior de Guerra (ESG), ligada ao Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), o qual se subordina, por sua vez, à Presidência da República. Por este motivo, Lott dependia do consentimento de Café Filho para punir o coronel.
Na manhã do dia 3 de novembro, antes de emitir sua opinião, o presidente foi acometido de um distúrbio cardiovascular, tendo sido internado no Hospital dos Servidores do Estado.
Mamete então continuou lecionando na escola.
Café Filho, informado pelos médicos de que deveria ficar inativo por mais alguns dias, comunicou aos ministros sua decisão de transmitir imediatamente o governo a Carlos Luz, seu sucessor legal. Na tarde do dia 8 de agosto de 1955, Luz foi empossado na presidência da República.
Durante o curto período em que Carlos Luz foi presidente, fez poucos atos. No dia 9, foi noticiado que ele entregaria credenciais ao novo embaixador da Argentina, Felipe Espil, às 16 horas do dia seguinte.
Outro ato que fez foi autorizar, em caráter excepcional, a cobrança de ágio de sete cruzeiros por dólar, para a compra de três lanchas destinadas à Guardamoria da Alfândega do Rio de Janeiro.
Ele também autorizou o Banco do Brasil a adiantar a importância de 50 mil dólares ao Commodity Credit Corporation, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, para atender despesas de transporte de leite em pó para a Campanha da Merenda Escolar.
Carlos Luz reuniu o gabinete no dia 9, comunicando aos ministros de Café Filho sua intenção de mantê-los nos cargos. Depois da reunião, em audiência particular, Lott pediu ao novo presidente uma solução rápida para o caso Mamede. Luz afirmou ser conveniente ouvir o consultor-geral da República, mas Lott insistiu que se tratava de um assunto interno do Exército, e não de natureza jurídica.
Prevaleceu a opinião do presidente, ficando marcada nova audiência entre ambos para o dia 1. Nessa data, Lott só foi recebido com uma hora e meia de atraso, e sua longa e inusitada espera foi acompanhada por repórteres radiofônicos, em flashes diretos do palácio, o que acentuou o caráter crítico da situação.
Luz comunicou a Lott o parecer de o consultor-geral, contrário à punição do coronel Mamede.
Lott colocou imediatamente a pasta da Guerra à disposição de Luz, o qual não só aceitou seu pedido de demissão como informou que já havia pensado num substituto para o posto.
A notícia da demissão de Lott provocou intensa atividade nos círculos políticos e militares ligados a Juscelino.
Num primeiro momento, Lott não julgou conveniente tomar alguma medida para não alarmar a população, mas voltou atrás. Após uma reunião entre militares, passaram a ocupar pontos-chave da capital para forçar o governo a respeitar a disciplina militar, no dia 10.
Na madrugada do dia seguinte, tropas interditaram o acesso ao Palácio do Catete, ocuparam os quartéis de polícia e a sede da companhia telefônica, bem como passaram a controlar as operações de telégrafo. Isto culminou no Movimento de 11 de Novembro, chefiado por Lott, que tinha como objetivo barrar a conspiração tramada pelo governo de impedir a posse de Juscelino e Goulart, depondo Carlos Luz.
Informado da movimentação de tropas às duas horas da madrugada, Carlos Luz se dirigiu para o palácio do Catete em companhia de alguns membros do governo e, antes que os soldados de Lott chegassem até lá, rumou para o Ministério da Marinha.
Lott expediu uma declaração aos chefes dos estados-maiores dos principais comandos do país, afirmando que os chefes do Exército, “tendo em vista a solução dada pelo presidente Carlos Luz no caso do coronel Mamede, decidiram credenciar-nos como intérpretes dos anseios do Exército, objetivando o retorno da situação aos quadros normais do regime constitucional vigente”.
Todas as unidades do Exército aderiram ao movimento, que recebeu também a solidariedade dos governadores de Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e do território do Amapá.
Carlos Luz então embarcou em um navio para se proteger o golpe de Lott, planejando permanecer presidente.
Os canhões dos fortes de Santa Cruz (em Niterói), Duque de Caixas e Copacabana (no Rio) dispararam contra o navio quando este deixava a baía de Guanabara, mas não o atingiram.
Os ministros da Marinha e da Aeronáutica tentaram organizar a resistência ao movimento militar chefiado por Lott. Entretanto, um contingente de quinhentos homens para Santos a fim de impedir o desembarque de Carlos Luz e sua comitiva.
Paralelamente às operações militares, os políticos favoráveis ao movimento dos oficiais tomavam a iniciativa no terreno institucional.
A Câmara começou a discutir uma moção apresentada pela coligação PSD-PTB e seus aliados. Com base no artigo 79 da Constituição, a moção declarava Carlos Luz impedido para o exercício da chefia do governo e designava o vice-presidente do Senado, Nereu Ramos, para o cargo. Aprovada, a resolução passou a ser debatida no Senado, onde também foi vitoriosa.
O general Lott, na qualidade de chefe do movimento militar vitorioso, empossou Nereu Ramos na presidência da República até a saída de Café Filho do hospital.
Em seguida, o novo presidente nomeou os ministros do seu gabinete, reconduzindo Lott à pasta da Guerra e designando o brigadeiro Vasco Alves Seco e o almirante Antônio Alves Câmara Júnior para os ministérios da Aeronáutica e da Marinha.
A notícia do impedimento de Carlos Luz, deixou os passageiros do navio sem perspectivas de resolver a crise a seu favor. Mais tarde, depois de conferenciar com seus companheiros de viagem, enviou mensagens àqueles que buscavam o proteger, na frente do porto onde se encontravam, recomendando a suspensão de qualquer resistência a Lott a fim de evitar derramamento de sangue.
O deputado Ovídio de Abreu, do PSD mineiro, foi enviado a bordo pelo presidente Nereu Ramos para pedir a renúncia de Carlos Luz à presidência da Câmara dos Deputados, cargo que legalmente lhe cabia, uma vez que não estava mais à frente do governo. Em troca, receberia permissão para desembarcar.
Luz afirmou que estava pensando em renunciar, mas que não assinaria nenhuma declaração nesse sentido a bordo do Tamandaré.
A resposta não tranquilizou Lott e outros membros do ministério, que temiam alguma iniciativa legal de Luz contra a decisão do Congresso. Dizia-se que a UDN havia impetrado um mandado de segurança para que o presidente deposto reassumisse.
Carlos Luz negou que tivesse intenção de recorrer, sendo liberado para desembarcar.
No dia 20, Lott entrevistou-se com Café Filho e, em nome do esquema militar vitorioso, desaconselhou sua volta à chefia do governo. Café insistiu em reassumir o cargo, mas no dia 21 o Congresso aprovou seu impedimento.
O ex-presidente ficou então confinado em seu apartamento, em Copacabana, cercado por tropas e blindados do Exército.
No dia 24, atendendo a uma solicitação oriunda dos ministros militares, o Congresso decretou o estado de sítio, prorrogado em 1º de janeiro de 1956 até 21 de fevereiro seguinte. Nesse intervalo, em 31 de janeiro, Nereu Ramos passou o governo a Juscelino Kubitschek.
Depois do 11 de Novembro de 1955, Carlos Luz teve uma atuação política apagada, menos vinculada à contemporaneidade dos fatos do que à polêmica retrospectiva em torno do movimento que, impedindo sua permanência e a volta de Café Filho à presidência, garantira a posse de Juscelino e Goulart.
Faleceu no Rio de Janeiro em 9 de fevereiro de 1961.
Referências:
LUZ, CARLOS LUZ, Carlos *dep. fed. MG 1935-1937; min. Just. 1946; dep. fed. MG 1947-1961; pres. Rep. 1955. Carlos Coimbra da Luz nasceu em T
A disputa eleitoral que marca o retorno ao regime democrático.