a areia da praia, onde outrora demos o nosso primeiro beijo e nosso amor se firmou, hoje já foi engolida pelo mar. quererá dizer que com ele também levou tudo o que dali nasceu?

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a areia da praia, onde outrora demos o nosso primeiro beijo e nosso amor se firmou, hoje já foi engolida pelo mar. quererá dizer que com ele também levou tudo o que dali nasceu?
Este ano decidi olhar para trás, fazer um balanço. Quase como se fosse uma empresa á procura dos meus erros e do que poderia ter feito para ser melhor.
Cheguei a várias conclusões, de que de todas as coisas menos boas aprendi,portanto não foram erros! Que não estava nas minhas mãos o sofrer ou não, mas sim nas mãos do destino. Cresci, tornei-me uma pessoa melhor, talvez seja a primeira vez que o digo, mas finalmente tornei-me aquela pessoa que eu queria ser quando saà do secundário. E, ironicamente, este ano decidi voltar e termina-lo, cheia de garra que me é caracterÃstica e que tinha perdido. Notei também, que fui sempre uma pessoa melhor, tentei sempre desculpar, estar presente, mesmo que não estivessem presentes para mim. E o Karma (meu novo melhor amigo) de certa forma presenteou-me, eu fui, tornei-me e sou, a pessoa que quero que sejam para comigo, então em 2013 pessoas assim apareceram na minha vida. Cheias de vida, ironia e sarcasmo, que respiram cultura, tão diferentes de mim que chega a ser estranho, mas tão semelhantes nos ideias que ao fim de pouco tempo criamos grandes laços. Apenas as melhores permaneceram, e ao fim de longos 5 anos, abracei pela primeira vez um bocadinho de mim! Uma pessoa que apesar de distante, foi, e acredito que será sempre parte importante de mim, alguém que apesar dos longos quilômetros que nos separam é o meu ombro, o meu cérebro e talvez até um pouco da minha sanidade. É uma das minhas pessoas preferidas! Aprendi também que as amizades não estão no seu tempo de duração, mas na sua sinceridade, e que a inveja destrói todos os laços, laços até de décadas. Valorizei mais a minha famÃlia, percebendo que além de eu precisar deles, eles podem precisar ainda mais de mim, e que todas as minhas ausências e mau feitio estavam a magoa-los, é algo que ainda me estou a acostumar mas espero aperfeiçoar e acima de tudo melhorar em 2014. E como se o texto não estivesse longo o suficiente, falta mencionar talvez a pessoa que tenha contribuÃdo para todo este crescimento e mudança. Ele mostrou-me a mulher forte, independente e carinhosa que sempre esteve dentro de mim e que nunca mostrei. Ele acreditou antes de eu mesma o fazer, foi a ignição, como eu costumo dizer, porque o combustÃvel e comburente já existiam! A ele, vou agradecer sempre, por todo o apoio, sabedoria e amor que me mostrou, ensinou, e acima de tudo partilhou. Embora não seja dia de dar graças ou algo do gênero, tenho a agradecer a todas estas pessoas que contribuÃram para um bom ano, e as que o fizeram de forma negativa, porque afinal de tudo, fizeram-me ver muito mais além e redescobrir uma nova linha de horizonte.
Por isso, 2014, por favor, não sejas pior, se não quiseres ser melhor, eu compreendo. Mas mantêm o nÃvel, continua a ensinar-me a fazer-me crescer, ser melhor amiga, filha e namorada. Faz-me apenas perder o mau humor matinal, pois toda a gente se queixa disso! Aumenta a minha inspiração e por favor, trás de novo o meu gosto literário. Não tenho muito mais a pedir-te, e assim me despeço, querido 2013 de ti e de tudo o que me proporcionas-te. Obrigada!
«Hoje apercebi-me que tenho saudades tuas, mesmo saudades a sério, do teu perfume doce, do teu jeito carinhoso e da tua voz grave a repreender-me. Tenho imensas saudades do que vivemos, mas também tenho saudades do que poderÃamos ter vivido. Será isso possÃvel? Diz-me tu, sempre foste mais...
Queres saber um facto curioso? Hoje lembrei-me do VÃtor, não da pessoa que te tornas-te mas do vitinho que conheci em santa marinha do zezere, do rapaz simples e que sabia perfeitamente o que queria da vida. O homenzinho que amava incondicionalmente a Helena e que se afastou de mim pela mesma razão. E senti falta dele, da amizade simplista que tÃnhamos, sem joguinhos, sem brincadeiras, só conversa jogada fora. Não me perguntes porque o senti, mas achei por bem dizer-te, sempre fui justa e honesta contigo e mais uma vez estou a se-lo... Sei que não vou obter resposta(também não quero!), espero que estejas bem e mais feliz que nunca. Fica bem*
Ela dá uma última passa da ponta do cigarro que ela deseja que não acabe, atira-o para o chão e delicadamente - como se esmagasse um insecto que a repugna, mas não tem culpa e por isso fá-lo devagar - calca a ponta que rapidamente se apaga, tal e qual como a vontade que ela tem de voltar para a casa. Na verdade, e embora ela não queira chegar à quela casa, fica aliviada por isso acontecer, os encontros sociais que frequenta têm piada ao inicio e durante a embriaguez, até cair em si e perceber que não pertence. Retira a chave do bolso e silenciosamente tenta abrir a porta para não acordar quem se encontra do outro lado. Tiveram mais uma discussão e ela não hesitou em fugir mais uma vez para um falso abrigo. Depois de fechar a porta, já dentro da sala, respira fundo e tenta descobrir réstias de coragem para se ir deitar ao lado de quem ama mas parece não querer fazê-lo. Antes de continuar, concentra-se e pensa em algo relaxante, na tentativa de impedir mais um ataque de pânico. Quando finalmente o consegue, ela desloca-se até à casa de banho e, como um ritual, desmaquilha-se e observa-se ao espelho odiando a face que a olha de volta e pensando como conseguiu descer até à quele inferno profundo. Já não se reconhece, parece que trocou de corpo e ficou cá dentro um feijão que ainda age como ela agia. Subitamente, ela decide deitar-se no chão frio daquela divisão, porque embora haja um tapete, ela sente uma descida de temperatura que se manifesta também no seu coração. A sua mente, no entanto, não congela e forma imagens e pensamentos à velocidade da luz, de forma a pensar em tudo mas não pensando nada. Se ao menos ela conseguisse permanecer sempre assim, sem se odiar, sem construir legos mentais que desabam... Ela já tentou arranjar uma explicação para os outros daquilo que sente, mas ela sente de tal forma, que não é capaz de intelectualizar esse ato de forma a transcrevê-lo em palavras... Se calhar não as existe capaz de descrever, ou ela não as conhece. Por causa disso, as pessoas reparam nas suas atitudes desviatórias e tomam-na por doida, por amuada, por "trombuda", porque simplesmente não quer estar bem. Mas o problema é esse mesmo, não quer estar bem porque não está bem. Ela respirou fundo mais uma vez. Sabia que talvez fosse para sempre assim... Ela iria viver naquele ciclo entre a felicidade momentânea (real) e o ódio próprio que atinge proporções maiores que o seu próprio corpo. O pior é que ela, provavelmente, iria suspirar pela última vez sem saber o porquê. Tentou chorar para, de alguma forma, purificar o seu interior, mas nem isso. Também já não se lembra da última vez que chorou e de quando isso a fez sentir-se aliviada. Finalmente, levantou-se, lavou a cara e dirigiu-se para o quarto. Ele dormia profundamente, ou pelo menos dava a entender que sim, ela sabia que não estava a dormir. Ele não consegue fazê-lo enquanto não sentir o outro lado da cama quente, mas não o dá a admitir. Ela sentou-se na borda da cama e abraçou os joelhos. Era como se ainda estivesse na casa de banho, mas agora, sim, agora, podia procurar o calor humano na tentativa de consertar o seu coração frio. Mas não o fez... Ela acha que tem de perceber primeiro o que se passa e só depois procura uma cura para isso. Mas se ela passar o resto da vida a tentar perceber, já não vai ter tempo para se consertar. Deitou-se, evitando olhar para ele. A sua face estava do lado oposto da dele, e mal ela colocou os lençóis por cima do corpo, jurou sentir o mais pequeno movimento do outro lado da cama, como se suspirasse de alÃvio por ter chegado a casa sã e  salva. Fechou os olhos e só voltou a abrir-los quando a claridade invadiu o quarto e a convidou para mais um dia que, certamente, ela iria evitar enfrentar.
Quero acordar, ter um momento lúcido em que me aperceba finalmente de que tudo o que vivo é real. Mas invés de momentos de lucidez, vivo em sonhos, ou melhor em pesadelos que me assombram todas as noites. Vivo no meio de uma penumbra constante, de um nevoeiro com uma densidade tremenda. Não durmo, não como, não vivo. Suga-me a esperança, suga-me a verdade, a nitidez não só da vista mas da mente! Se me queres atormentar fá-lo!
Eu deixo, possui-me! Mas possui-me de uma só vez, não me turves a visão, cega-me! Não me tires a lucidez, deixa-me demente! Não me tires o apetite, tira-me o estomago! Leva-me! Leva-me deste mundo em que me atormentas! Alimenta-te da minha alma insatisfeita, faz-me útil! Faz-te finalmente útil!
Jay.
A minha vida processa-se num conflito entre a penumbra dos choros que ecoam dentro de mim e o sol que desperta as risadas que afloram na minha face. Quando a penumbra reina, a minha alma é pequena e aprecia tornar-se ainda mais pequena através de insultos e desvalorizações do corpo em que habita. Ela acredita que se vivesse noutra casa, seria mais feliz, por isso desejo ser outro que não eu. A penumbra gosta de atrasar o amanhecer de mim, de maneira a que eu desapareça por entre a escuridão que me devora. Quando isto está perto de acontecer, o sol arranja maneira de acordar mais um dia na minha alma que cresce para o seu tamanho normal e suporta esse dia sob a luz quente do sol. Por vezes, penso que a noite começa de assalto para me assombrar, e nada posso fazer para o impedir. Outras vezes peço que o dia se desenrole em vários para não deixar de sorrir. O mais frequente é o lusco-fusco, em que nem o sol nem a penumbra ganham a batalha do meu ser. E nesses momentos deixo de saber o que sentir, arrisco até a dizer que nada sinto. Nesse instante em que o dia não acabou mas a noite já dá mostras de reinar, eu deixo de ser eu, para ser alguém que olha o vazio, como se a alma se cansasse de estar em casa e fosse passear por outros universos.Â
Vou fazer um esforço enorme, mesmo grande, e tentar decifrar que águas correm debaixo da ponte da minha alma, está bem? Eu sei que tu não entendes, mas, como sabes, a tal água corre ao longo do caudal do rio e não há nada que a faça parar… Corre e ninguém se chateia com esse facto. Mas eu chateio. É esse um dos meus problemas. O que toda a gente acha que não vale a pena perder tempo, eu perco. Eu sofro e traumatizo. Se for preciso, vou desencantar um barquinho frágil para remar contra a maré. É assim que vivo, eu vivo lutando contra o inevitável. E quando o barquinho se parte, eu paraliso e fico a ver o meu corpo a ser levado pela água. Nessas alturas, o melhor é não dizeres nada pois eu encontro-me num estado de rejeição elevada por tudo o que me rodeia. É aà que entram os ataques de pânico. Eu entro em pânico porque me apercebo que faço parte deste mundo e não de outro qualquer. Estou destinada a viver neste mundo e a única hipótese contra esse facto, por vezes, não me agrada. Outras vezes agrada. E eu divago perguntando-me como é o som dos meus ossos a serem trucidados por algo bestialmente grande. Os meus ossos da alma são muitas vezes trucidados e fico a ouvir o som, sabes? Espero que esse chamamento me traga algo novo sobre a minha existência. E todas as vezes eu não tenho sucesso. Como não tenho sucesso eu desligo das pessoas porque essas, raramente, me trazem algo de novo. Daà estar enjoada deste mundo onde vivo e sonhar com o dia em que invento a nave espacial que me retira desta via láctea a milhares quilómetros por hora. Ah, eu acordo tantas vezes de manhã já cansada, entendes? E sei que detestas quando eu te respondo que não sei. Mas é a verdade. Demasiadamente verdadeira. A verdade é que mesmo com todo o esforço que eu depositar nesta tentativa de descoberta, eu nunca vou saber de que é feito o meu cérebro especialmente auto destrutivo. As células quando não são bem sintetizadas também se suicidam, sabias? Fazem uma apoptose e pronto. Na hora a seguir já foram substituÃdas. Mas eu não posso fazer isso. Tenho de viver com o meu corpo e espÃrito mal sintetizados. Por isso é que os ataques de pânico são cada vez mais frequentes, porque preciso de hiperventilar e retirar de dentro de mim o ar que polui as minhas entranhas e fazem-nas desejar não existir. Eu penso muitas vezes como será não existir. Não vale a pena, o que não existe, não sente. Pois, também quero muitas vezes não sentir. Mas o corpo humano não veio com interruptores de ligar/desligar. Se ele existe não somos nós próprios que decidimos quando carregar nele e quando é desligado não volta a ser ligado. Nunca mais. Eu podia desculpar-me por me meter nestes becos sem saÃda, mas de que vale isso? Vou continuá-lo a fazer até ao dia em que deixar de ser. Nunca te esqueças que sou como os carros que percorrem uma estrada a descer e que só conseguem parar quando são empurrados para a travagem forçada, que os obriga a subir para abrandar. Eu preciso de ser empurrada para a travagem para voltar a viver. Eu não posso deixar de ter quem me empurre, se não vou para sempre descer até me estampar contra alguma coisa.
«Hoje apercebi-me que tenho saudades tuas, mesmo saudades a sério, do teu perfume doce, do teu jeito carinhoso e da tua voz grave a repreender-me. Tenho imensas saudades do que vivemos, mas também tenho saudades do que poderÃamos ter vivido. Será isso possÃvel? Diz-me tu, sempre foste mais inteligente nesses aspetos da psicologia do que eu alguma vez fora. Responde-me da melhor forma que conseguires, mas não me deixes no silêncio, no impreciso, e tu sabes que preciso de respostas. Sabes que desde que abandonas-te a minha vida que tudo o que permanece nesta massa cinzenta presente no meu crânio é um emaranhado de questões sem resposta, uma imensa confusão, que assim como a cor não são precisas. Diz-me algo, mesmo que seja encriptado, mesmo que eu não perceba á primeira.
Por favor!»
Jay.
Preciso de opiniões sobre este excerto ou até mesmo criticas construtivas, se faz favor...?
Quantos são os momentos em que a única coisa que sabes fazer é duvidar de ti e de tudo o que fizeste até ao momento? Quantos são os momentos em que deixas de saber o que queres, quando queres e porque queres? Quantos são, afinal, os momentos que deixas de ser tu próprio para ser uma sombra imóvel, entranhada numa escuridão fatal para os objetivos que outrora almejaste? Se calhar, até são bastantes.
Não importa o quão forte eu sou, o quanto vou lutar, mudar, crescer. Nunca serei o suficiente para ti...
Jay.
Reading by Joana Rita Sousa on EyeEm
Talvez sim, talvez esteja iludida, mas em muitos anos finalmente consigo dizer que estou feliz. E recuso-me a acreditar que tudo seja uma ilusão, porque quando estou contigo, sinto amor na sua forma mais natural, sinto tudo. Todos os verbos, nomes e adjetivos que muitos contam e poucos conhecem. O que meio mundo tenta passar para palavras, mas que agora percebi que nenhuma palavra do mais longo dicionário pode descrever aquele sentimento a que chamamos amor.
Jay.
Queimei a minha mão direita no trabalho, e depois deste dirigi-me à farmácia local para adquirir uma pomada. Dentro da farmácia estava uma mulher de meia idade, visivelmente culta, com a sua filha, pequena, que aparentava uns quatro ou cinco anos. A senhora, mostrava vergonha e nem se queria aproximar da filha, visto que esta estava com piolhos. Nesse momento fiquei feliz por estar queimada e não ter piolhos, mas o que vi, nessa situação foi mais uma vez a podridão da situação, a podridão da sociedade! Rejeitar o abraço da filha porque esta tem piolhos? Rejeitar afeto, carinho, até quem sabe algo mais, apenas por uma coisa passageira? Minha senhora, digo-lhe que nenhuma roupa cara, nenhuma palavra tirada do dicionário, lhe vão incutir afeto, e que o ato que fez, talvez por status, foi do mais baixo que há. Lamento que existam pessoas como a senhora, e espero que um dia sinta vergonha de si mesma e desses atos.
(Lamento, foi um desabafo, mas não lamento assim tanto)
Jay.
Há um ponto na vida em que te cansas de correr atrás de todos e tentar resolver tudo, mas não é desistir, estás a aperceber-te que  não precisas de certas pessoas e das merdas deles. Às vezes tens que te distanciar das pessoas que só ligam quando precisam de algo. Amigos do bom tempo só querem estar á volta quando precisam de sol a brilhar nos seus dias escuros e sombrios. No final, vais perceber que tens apenas alguns amigos verdadeiros. Mas isso é melhor do que ter muitos falsos. Tenho dito.
Ultimamente tenho sentido uma ligeira necessidade de mudar. Mudar, qualquer coisa, simplesmente mudar. Olhar ao espelho e ver algo diferente. Confesso que sempre fui uma pessoa com algum receio dessa palavra. Mudança. Mas afinal, quando é que consideramos realmente que é uma mudança? O engraçado é que se pensarmos achamos que quando mudamos, essa mudança deve permancer dessa forma algum tempo, certo? Mas assim, com o passar do tempo, deixa de ser mudança. Assim que começamos a mudar, nunca mais paramos, e no final não somos nem de perto a pessoa que eramos um ou dois anos atrás. Se calhar esta necessidade advém do facto de querer afastar alguma parte de mim que já não aprecio e que não quero que faça mais parte de mim. O que é normal. Se não houver metamorfoses nas nossas vidas, se calhar nem vivemos. A vida não é vida se cair para sempre na rotina. Por isso temos a mudança, ela impede que caiamos num poço do qual não conseguimos sair. A mudança é o caminho que decidimos tomar depois de dar muitas voltas na rotunda.
Se está tudo mal, culpo a vida porque não mereço o que ela me faz. Culpo o destino, as pessoas envolventes e sou uma revoltada. Se está tudo bem não me consigo sentir feliz, porque? Chego ao ponto de pensar que não mereço procuro em cada esquina uma falha. Chega! Conserta-me, estou farta de ser este brinquedo partido pela vida que muitos tentam e poucos conseguem arranjar.
Jay.