Ele se foi, dessa vez ele se foi de verdade.
E eu sei que ele tinha esse direito, ninguém é obrigado a ficar onde dói. Mas não dessa forma...
Eu nunca fui a criança que se perde da mãe na multidão, mas eu senti exatamente como é essa sensação. Caminhar no meio de várias pessoas buscando só um rosto, vendo bandeirinhas da Colômbia por todos os lados e uma música animada enquanto as lágrimas caiam e eu ficava sem direção, sem rumo, esperando pelos braços que iam me segurar. Enquanto eu vivia uma cena que parecia um final de filme triste sentada na grama chorando, a única pista de que tudo foi real era uma lata de maltín amassada que não consigo jogar fora.
Dessa vez ele se foi, literalmente sem olhar pra trás, e ele não vai me encontrar no mesmo lugar. Porque eu não sou uma criança perdida da mãe, e eu vou andar pra qualquer outro caminho que não chegue a ele.









