
shark vs the universe
$LAYYYTER
trying on a metaphor

Love Begins
Not today Justin
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH

PR's Tumblrdome

oozey mess
almost home
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
Peter Solarz
art blog(derogatory)
No title available
taylor price

Andulka

roma★

No title available
Stranger Things
Xuebing Du
tumblr dot com

seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from Germany
seen from United States

seen from Netherlands

seen from Canada
seen from United States
seen from United Kingdom
seen from United States

seen from United States

seen from Canada

seen from Romania
seen from France
seen from United States

seen from United States

seen from India

seen from United States

seen from Ireland

seen from United Kingdom
@paraisei-te
Que eu nunca mais encontre em meu caminho quem use minhas feridas pra afiar sua faca e cravar com força no meu peito.
Que eu não esbarre nunca mais com quem me vê sem armadura e encontra a oportunidade perfeita pra levantar a espada.
Que minha sinceridade e transparência só se mostrem a partir de agora pra quem olhar no fundo de mim e entender todas as feridas expostas ao longo da vida, que ao invés de uma arma cheia de munição tenha toque cuidadoso e talvez beijos nos machucados.
Eu não quero mais me deixar cair em braços que vão me agarrar só pra jogar no fundo de um abismo e olhar sorrindo lá do alto enquanto eu sangro nas pedras.
Eu mereço colo, eu mereço abraço, eu mereço amor. Eu sei que mereço, ninguém me conhece melhor que eu mesma, e ninguém vai me fazer duvidar do que eu sei.
Quem te ama nunca vai ter coragem de apertar o gatilho na sua direção. Isso nunca foi amor.
Meu bem, amar é a coisa mais linda da vida. E a coisa mais difícil no mundo.
Será que os pássaros enquanto voam devagar no céu olham pra baixo e se perguntam porque a gente corre tanto?
Será que a gente não devia se perguntar isso também?
Aos que ainda tem esperança em ser amados, minha eterna inveja.
Aos que encontram em apenas uma pessoa todo o seu mundo florido e se fazem casa aconchegante, minha eterna admiração.
Aqui se encontra ruínas de algo que quis ser lar, mas foi danificado pelo tempo e depredado por quem passava. Algumas pixações nas paredes, alguns desenhos bonitos, mas a tinta descascada e sem vida.
Até apareceu quem quisesse enfeitar, colocar um sofá confortável, mas sem querer morar, pq ninguém vai querer uma casa com rachaduras e infiltrações. Até que uma hora se foi e levou tudo embora, os quadros, as fotos, as frases bonitas em pequenos papéis, tudo se foi.
Mais uma vez só sobram restos, que as vezes recebem invasores, gente que não liga pra conforto nem beleza, só quer abrigo pra se proteger de uma noite de frio. E uma casa largada não tem sistema de alarme, não tem dono pra reivindicar posse, não tem um vigia pra expulsar os invasores. Não há mais nada a perder, nem nada a doar.
Casas abandonadas não têm jardins floridos, pois nenhuma flor sobrevive sem ser cuidada.
Não há mais lar aqui, nem futuros moradores a impressionar. Já nem sei ao certo se desse terreno nasce algo, muito menos se existe alguém que veja potencial aqui.
Sou apenas um conjunto de paredes pixadas, insistindo em ficar de pé.
Eu pensei que dessa vez não choraria, realmente pensei que dessa vez não haveria luto ou sofrimento. A audácia de pensar que já passei tanto por isso e pela idade que tenho na pele calejada, que não eu cairia mais uma vez, que levaria como só mais uma partida, que eu ficaria só com os sorrisos dos bons momentos e de fotos tiradas numa cabine em um fim de noite, das lembranças da voz grave com outra língua me dizendo as palavras mais lindas que o português nunca me ofereceu.
Eu sou uma idiota, uma idiota que nunca vai conseguir ser indiferente, que nunca vai ser inabalável. O amor continua sendo a maior arma contra mim, e parece que ele nunca vai deixar de estar do outro lado das trincheiras, me olhando com olhar sangrento, aguardando a minha derrota, minha rendição ajoelhada e sem forças.
O amor nunca vai ser meu aliado, não importa quantas bandeiras brancas eu levante, eu vim ao mundo apenas pra sobreviver a ele, e que lástima é a ironia de me sentir viva apenas por ele.
Eu nasci por um propósito de algo que vai me destruir.
Os fantasmas mais assustadores podem ser os que aparecem na nossa cabeça em plena tarde de sábado no meio da multidão barulhenta de um ônibus lotado.
O escuro e o silêncio não são os únicos lugares que eles vivem.
Já houve momentos em que eu precisei sentir raiva de alguém pra não sofrer pela ausência. Hoje não preciso mais disso, e me orgulho de não odiar nenhum dos meus últimos amores passados.
Eu olho a beleza do que foi vivido, sorrio com as lembranças, e fico feliz por todos os sentimentos bons que entreguei e recebi.
Se você precisa sentir raiva pra lidar com o sentimento que ficou, não pode honrar o amor que passou. Ele não vai embora, não evapora, só se transforma em algo diferente, e também há beleza nisso.
Entregar amor nunca vai ser em vão, porque meu coração não é um poço que se esvazia, é uma nascente que deságua em cachoeira, e que eu espero que só cause sensações boas em quem decidiu mergulhar em mim, mesmo que por instantes.
Algumas pessoas dizem que queriam um encontro como o de dois cisnes. Mas como será que eles se encontram? Como eles se escolhem?
Eu devo admitir que encontrar seu par ideal em um pequeno grupo em um lago parece ser mais fácil que a vida caótica de ver milhares de pessoas tão diferentes em um mundo lotado. É simples escolher alguém em um círculo pequeno, aquele que se destaca, aquele que te agrada. Mas os cisnes conseguiriam o mesmo se vivessem em um oceano de outros seres tão complexos, com qualidades tão distintas e sentimentos tão únicos? Será que eu encontraria meu cisne antes do canto final? Eu o reconheceria como meu único e último amor pra todos os meus dias?
E se eu estiver vivendo em um lago vazio? E se o meu cisne nunca esbarrar comigo? O que faria alguém me olhar diante de todos e saber que sou eu? O que faria alguém preferir a solidão eterna do que uma vida sem mim?
Eu não acho que seja visível em mim qualquer coisa que não se encontraria em mais ninguém no mundo. Mas ainda assim, queria que tivesse.
Eu sigo pela vida, parada como a água de um lago, vendo todos os cisnes seguirem seus caminhos. Ficando pra trás.
Minha alma implora por amor ao extremo, assim como um bebê chorando em seu berço por colo.
Minha pele implora pelos toques mais quentes, que arrepiam todos os pêlos como uma canção bonita. Mas não é qualquer pele que tem esse efeito.
Como pode ser que existam pessoas com a frequência exata pra abalar o seu ser? Como uma receita de um prato daquelas que só quando essa pessoa faz tem o sabor perfeito, e mesmo que outro use a mesma receita, nunca vai ser igual.
É difícil saber quando a química, biologia e o espiritual se misturam de uma forma que cientista nenhum é capaz de decifrar. Pessoas andando por aí e vivendo suas vidas, sem saber que em algum momento vão esbarrar com alguém que vai sentir seu cheiro como uma poção do amor, que vai ter o beijo feito sob medida pra arruinar todos os seus próximos dias com a lembrança dele vindo a mente entre uma chuva de outros pensamentos. Aquelas cenas que aparecem como um anúncio enquanto você ouve uma música, um flash de segundo que te abre um sorriso, da mesma forma que um pequeno raio de luz que entra pela janela e ilumina seu rosto.
Até que ponto o amor é magia? E até que ponto ele é uma armadilha do seu cérebro?
Tudo que eu sei é que a minha existência precisa disso, às vezes mais que o próprio ar. Porque com a pessoa certa até o ar sai de cena pra dar espaço ao amor.
Assistindo a distância uma vida que já foi minha e agora acontece sem mim. Como se eu nunca tivesse sido a protagonista de nada, convidada a ser apenas telespectadora do futuro alheio.
Sento e vejo o tempo passar, os tons mudarem, a lua enchendo e depois virando um filete no céu, as temperaturas caindo e subindo. O que me resta é achar uma poltrona confortável e com uma vista panorâmica da vida, acontecendo, sem a necessidade de participação especial. Por especial, caso precisasse, não imagino que eu seria o nome escalado.
Assim como existe no mundo uma magia poderosa, inevitavelmente vai existir também a maldição. A minha não veio de uma bruxa má, não espetei meu dedo em nenhuma agulha ou comi uma maçã oferecida
Eu tenho maldições dentro de mim de caminhos errados por onde andei, pessoas erradas que amei. Uma nuvem densa pousou em mim, me forçando a andar até sangrar os pés sem nunca chegar a lugar nenhum, no máximo eu posso parar uns minutos pra descansar em alguém, ver imagens bonitas ao redor que me distraiam da dor, andar pela grama macia em alguns trechos.
Minha maldição não dá nenhum mapa ou placas, nenhuma bússola ou informação. Eu só ando, vezes olhando pra frente, vezes olhando pro chão, vezes vendo as manchas de sangue ficando pra trás. Não existe linha de chegada, só o chão, seco, frio e áspero, levando de mim pedaços de uma pele sem esperanças de um pedaço de terra que me pertença.
Quando você vê que todo o seu futuro se tornou passado.
Que todos os dias seu presente te encontra sem nunca virar futuro.
Que o passado não vai mais voltar a ser presente.
Pra onde você olha?
Às vezes, fazer o que é certo cobra um preço alto demais.
E vou te falar: às vezes, não vale a pena. O preço que você paga quase nunca vem acompanhado de uma recompensa à altura.
Você faz o certo não porque compensa, mas porque é o correto a se fazer.
Pra mim, foi como perder o braço dominante. Eu até consigo me virar, sobreviver, seguir.
Mas a falta…
a falta é gigantesca.