O prefeito de Khadel se sente honrado em ter PASQUALINA CAPEL-D’ANGELO como moradora de sua excêntrica cidadezinha. Aos seus 27 anos, ela é bastante conhecida pelos vizinhos como A FILHA DO PASTOR. Dizem que ela se parece com HANNAH DODD, mas é apenas uma PROMOTORA DE EVENTOS SOCIAIS. A ausência do amor em sua vida, deixou LINA um pouco INVEJOSA e INGÊNUA, mas não lhe atormentou o suficiente para deixar de ser ACOLHEDORA e DILIGENTE. Esperamos que ela encontre a sua alma gêmea, quebre a maldição da cidade e consiga ser feliz!
ABOUT╭❤️~CONEXÕES╭❤️~CHARACTER'S STUDY
Apelidos: Lina, Paqui, Coelhinha (ela odeia, podem usar para irritá-la).
Data de nascimento: 12 de Abril de 1998, 27 anos atualmente.
Família: Domenico Capel-D'Angelo (pai), Fiorela Capel-D'Angelo (mãe), Davide Capel-D'Angelo (irmão mais velho, 32 anos) e Giacobbe Capel-D'Angelo (irmão do meio, 29 anos).
Sexualidade: Bissexual (só não sabe ainda).
If I speak in the tongues of men and of angels, but have not love, I am a noisy gong or a clanging cymbal.
Pasqualina recebeu esse nome por ter sido considerada um “milagre pascal”. Apesar das complicações no parto, a caçula da família nasceu saudável na Páscoa de 1998. Embora gostasse do significado espiritual, o nome lhe trouxe dores de cabeça na escola, pois as crianças maldosas faziam piadas com “Páscoa” e “coelhos” por causa de seus antigos dentinhos avantajados.
A fé sempre foi o alicerce da família Capel-D’Angelo. As origens da família remontam aos Capel, ingleses que mudaram para Khadel por questões agrícolas e missionárias, no final do século XIX. Ao se integraram na comunidade, o sobrenome “D’Angelo” foi adicionado na linhagem da família. O pai de Lina, pastor da cidade, seguiu o mesmo rumo dos antecessores e é a figura chefe da igreja.
Pasqualina cresceu cercada por valores religiosos e proteção, crendo firmemente que sua família é um pilar de moralidade e devoção. Chegou à maioridade sem perceber as alianças e transações questionáveis que sustentam o poder da família e da igreja.
Caso alguém pergunte, ela vai dizer que a maldição é apenas uma lenda, uma história de ficção boba. Ela tinha o maior exemplo de amor verdadeiro em casa, oras! No entanto, as páginas do seu diário dizem o contrário. As folhas rosas são cheias de parágrafos com dúvidas e anseios sobre sua necessidade e dificuldade de encontrar o amor verdadeiro. Aquele de Primeiro Coríntios 13, sabe?
And if I have all faith, so as to remove mountains, but have not love, I am nothing.
Sorriso fácil e voz doce, Lina está sempre disposta a servir como ombro amigo — mesmo daqueles que não frequentam o culto aos domingos. Apesar de que, às vezes, seus conselhos ultrapassem uma linha tênue entre preocupação e intromissão.
Por ter crescido em um ambiente protegido, a comparação com as outras pessoas é inevitável, principalmente os espíritos mais livres, o que gera pitadas de inveja e frustração.
Às vezes, na calada da noite, imagina como seria explorar outras partes do mundo e jeitos diferentes de viver a vida, mas logo trata de tirar esses pensamentos da cabeça e se concentrar no próximo chá temático do mês. É muita responsabilidade ter que decidir o tom de lilás perfeito para combinar com as flores e as toalhas da mesa!
If I give away all I have, and if I deliver up my body to be burned,[a] but have not love, I gain nothing.
Para alguém que mal conseguia parar em um lugar por muito tempo, era natural que Dante houvesse se aventurado pelas redondezas de Khadel em incontáveis momentos de sua vida. Além de ter feito sua graduação em Siena, conhecia as pequenas cidades da Toscana como a palma de sua mão. Embora não se lembrasse de todos os cantos especiais das cidades como antigamente, ainda tinha um apreço enorme. Por isso, não precisou de muito para decidir que seria em uma delas que levaria Lina, para enfim terem uma conversa ao vivo e sem interrupções sobre toda essa história em que estavam envolvidos — matemática nunca fora o seu forte, contudo, parecia bastante improvável que a conta não fechasse neles como almas gêmeas. E não havia um jeito melhor de terem uma tarde agradável que longe da cidade natal, onde os conhecidos dela poderiam a todo mundo surgir ou comentar a quem não deveriam que estavam juntos por aí. Dante estava perfeitamente ciente de que persona non grata para o pai dela.
Tendo deixado a moto e os capacetes em um local adequado, guiou Pasqualina pelas ruelas medievais até chegarem em uma parte mais aberta. Estava um pouco incerto de como lidar com tudo aquilo e, em uma rara ocasião, até se encontrava um pouco nervoso. “Uma pena que aqui não tem desconto pra reencarnados em dupla, porque as filas do gelato tão ridículas. Capaz de dar tempo de vir pro mundo de novo antes de nos atenderem.” franziu o nariz em uma careta, avaliando se valia mais a pena entrarem ou retornarem depois. “Espero que continuem nos dando mordomias depois das confirmações, não quero largar. Tô muito mal acostumado. Se não, vou te colocar pra falar com todo mundo, duvido que vão aguentar te falar não quando você tá inspirada.” gracejou, estendendo a mão para tirar uma folha que havia se prendido nos fios loiros de Lina.
É, Deus parecia ter ao menos escutado as orações de Pasqualina. Dentre todo aquele caos de maldição, almas, ritual e sentimentos descontrolados; ela sempre rogou para que sua possível alma gêmea fosse alguém em que ela pudesse confiar, com um coração bondoso e que tivesse uma alma de artista com toques de rebeldia — mas não tanta. Era inevitável pensar em Dante, ainda mais depois dos resultados dos últimos rituais. Seria tudo perfeito, como nos livros de romance água com açúcar, se não fosse pelo pequeno fato de até mesmo a amizade deles ser encoberta. O pastor não gostava nem de lembrar da curta fase em que Dante e Lina foram um casal.
Lina ainda tinha esperanças de que, um dia, conseguiria fazer uma das partes ceder. Por isso, não hesitou em aceitar o convite do amigo. Sair um pouco do ar de Khadel, que por vezes parecia sufocar, e desfrutar de uma tarde ao lado dele não seria nada mal. "Nossa, mas está enorme mesmo." Assentiu, achando graça daquele comentário. "Então quer dizer que você aproveitou bastante do título de reencarnado para ganhar desconto no Trattoria Sofia?" Questionou brincando, uma risada baixa escapou dos lábios. "Acho que só tenho sorte em conseguir falar com pessoas gentis, talvez eu atraia boas companhias." Sorriu, esperando que ele compreendesse que também estava incluso na referência. Acompanhou com o olhar enquanto ele estendia a mão na direção dos seus cabelos, o movimento era sútil mas sentiu o coração acelerar; estava se sentindo igual quando era mais nova e ficava nervosa só de sentar ao lado de Dante no banco do piano. "Se quiser, podemos aguardar na fila ou caminhar mais antes de voltar. Confesso que estou curiosa para provar o gelato daqui."
( ✉ ) já vamos ter a tradição familiar de choro coletivo na véspera de semanas de provas...
( ✉ ) gosto dessa ideia.
( ✉ ) nada disso faz muito sentido, mas alguma conexão a gente tem que ter. o matteo tinha dito de eu ter semelhança com a serena, pela música... então algo existe nisso kkkkkk.
( ✉ ) no dia em que eu te convencer a fazer segunda voz pra mim numa música, vou ter mais certeza ainda das suas serenices................ não querendo dizer nada...............
( ✉ ) faço o meu melhor.
( ✉ ) ótimo! o capacete mais bonito pra combinar com a companhia mais bonita. te espero no lugar de sempre, umas duas e meia, pode ser?
( ✉ ) sem spoilers.
📱: choro coletivo e depois oração para um milagre acontecer nas notas.
📱: vamos trabalhar nisso, então! podemos conversar com algumas pessoas mais velhas, tenho vários amigos na la bottega que adoram bater um papo e podem nos ajudar.
📱: kkkkkk ah, então já temos como explicação que você roubou o talento vocal da serena.
📱: se tiver mais 10 pessoas cantando em coro, assim eu consigo fazer segunda voz para você hihihi
📱: combinado, companhia bonita. estarei lá às duas e vinte e nove.
📱: poxa, nenhum spoiler para eu escolher o vestido? 🥹
pós feira dos sentidos ♡’ starter fechado para @aaronblackwell
no The Loft.
Não bastasse o vendaval de sentimentos durante a feira, todo o arranjo de sensações que experimentou em cada encontro a deixou desnorteada; e o furacão de emoções pareceu se alastrar para dentro da mansão dos Capel-D'Angelo. Lina flagrou uma discussão acalorada entre seu pai e o irmão mais velho, conseguiu captar algumas palavras desconexas, mas não o suficiente. Decidiu então, tentar investigar o laptop que estava na sala durante a briga. Na cabeça dela, faria sentido entender o que estava motivando aquela confusão, para assim conseguir intervir e ajudá-los. Como era péssima em tecnologia, recordou-se de uma pessoa que tinha conhecimentos na área e já os tinha demonstrado antes, durante a missão dos objetos perdidos.
— Com licença, ai, licença... — Esgueirou-se por entre as pessoas que estavam no The Loft, aquele era o único lugar onde teria certeza de encontrá-lo. Apesar de ser inconveniente incomodá-lo no trabalho e estar quase certa de que receberia respostas negativas, ela precisava tentar, era uma emergência familiar. — Aaron, te achei! É a Lina. — disse o nome num tom sussurrado e abaixou os óculos escuros que utilizava, dando a ele uma visão melhor do seu rosto. Era um disfarce nada discreto, mas ao menos era bonitinho e combinava com seu vestido. — Desculpa te incomodar, mas eu preciso da sua ajuda, por favor...
"Eu? Nunca, nunquinha. Que pergunta é essa?" Desviou o olhar, querendo disfarçar aquela mentira. Sendo bem justa, quem em Khadel nunca havia imaginado beijar Matteo Bianchi? Só o pastor, talvez. Lina não escapou ilesa. Em um dia milagroso que decidiu ir à academia, se deparou com o homem todo ofegante e suado, e imaginou por alguns segundos como seria receber um beijo dele, será que a barba irritava? Não se demorou muito naqueles pensamentos, ainda tinha um longo treino de pernas pela frente.
❤️ RED HEART — what is/are your love language(s)? how do you use it/them to communicate your feelings about others?
Atos de serviço e presentes. Gosta muito de sentir que é útil para a outra pessoa, então sempre que pode, gosta de ajudar em tarefas domésticas, cuidados pessoais ou até lembrando de compromissos na agenda.
Também gosta muito de presentear com coisas manuais: cartinhas feitas à mão, suéteres tricotados e marca páginas personalizados. Não se limita às opções manuais, também coloca o cartão black do pastor para jogo, quando quer algo mais refinado.
Se colocou a caminhar lado a lado de Lina com aquele jeito despretensioso de sempre, mãos nos bolsos e o andar tranquilo de quem só estava ali para bater papo. Mas por trás da descontração, havia um propósito mais afiado — quase nobre, se fosse parar pra pensar. Alek podia zoar meio mundo e se meter nas confusões mais absurdas, mas havia algo de sério quando o assunto envolvia Dante. E, honestamente? Achava que poucas coisas eram tão idiotas quanto o fim do relacionamento daqueles dois. "Gigi?" repetiu, arqueando a sobrancelha com interesse genuíno. "Pô, nem me fala… acho que ele tá finalmente aprendendo a se manter longe de encrenca, ou só muito bom em esconder de mim." Soltou uma risadinha breve, antes de desviar o olhar por um instante. "Acho que me perdi um pouco de todo mundo nesses últimos tempos. Essa história toda de maldição... parece que engole a gente."
Logo espantou os pensamentos, retomando o foco com a naturalidade típica de quem sabia driblar seus próprios buracos. Virou o rosto para ela, o tom mais direto agora, embora sem perder o tato. "Mas, enfim... não vim aqui pra falar de Gigi." Deu um passo mais lento, como quem ajustava o ritmo da conversa. "Queria falar sobre o Dante." Deu um passo mais lento, como quem ajustava o ritmo da conversa. Alek não era bom em rodeios, isso ela sabia. E às vezes, a sinceridade vinha como um soco — mas naquela vez, havia mais cuidado. Mais escuta. "Tudo aponta que vocês são almas gêmeas... Como você tá com essa ideia?"
Essa história toda de maldição... parece que engole a gente. A fala fez com que Lina levantasse os olhos na direção de Alek. Sentiu-se triste e, ao mesmo tempo, reconfortada em saber que até ele — com toda aquela pose — também enfrentava os mesmos sentimentos. Até faria mais perguntas sobre como ele estava se sentindo, mas Alek logo pulou para o que parecia ser o motivo real daquela conversa. — Eu e o Dante? — Olhou para ambos os lados, conferindo se havia alguém perto. Mais especificamente, alguém próximo da família. A amizade com o rapaz não era tão pública quanto gostariam, devido aos conflitos familiares que enfrentaram na primeira tentativa de relacionamento. Soltou um suspiro baixo, apertando as flores na mão, sem nem perceber.
— Bom, já tentamos um relacionamento antes, acho que você sabe disso, né? Foi complicado devido às nossas crenças opostas...— Aquela foi a forma que encontrou de suavizar a completa rejeição que a família demonstrou para com o rapaz. — mas o Dante é um rapaz tão bom, talvez se a gente tentasse outra conversa com a minha família, acho que poderia dar certo. Ele te contou alguma coisa? — Perguntou, ansiosa e com esperanças de algum comentário positivo.
Lena: Eu estou sufocada
Lena: Não peço que você entenda.
Lena: Você não tem como saber como é Lina.
Lena: Eu só preciso de tempo
Lena: Desculpa amiga
Lena: Espero que me perdoe
Lina leu as últimas mensagens, mas ainda estava com os sentimentos aflorados e chateada pois esperava que a amiga demonstrasse felicidade por ela, por isso não respondeu.
( ✉ ) pode deixar o primeiro horário vago pra mim, senhorita cavalieri.
( ✉ ) aí a gente vai precisar fazer uma poupança só pras aulas particulares, porque se alguém começar a chorar por não saber fazer logaritmo eu vou é chorar junto.
( ✉ ) eu também jurava que só poderia ser o jack, e tomei um não de primeira. mas ainda tô tentando entender a conexão com o rafael kkkk.
( ✉ ) pelo que eu vi falarem da serena, ela parecia ser o tipo de pessoa que iluminava qualquer lugar. você também é assim.
( ✉ ) tá ocupada no sábado?
( ✉ ) queria conversar melhor com você.
( ✉ ) e, se não estiver, arruma o seu capacete.
📱: massagem agendada!
📱: eu, você e as crianças chorando juntos por não saber fazer conta 😭
📱: acho que podemos nos ajudar nisso, tentarmos fazer conexões com rafael e serena. que tal?
📱: ai, dante, você é sempre bom com as palavras. 🥹❤️
📱: estou livre nesse sábado, irei usar meu capacete mais bonito (tenho 2).
📱: minha agenda está aberta, senhor alighieri.
📱: kkkk é meio preocupante, não? se formos almas gêmeas mesmo, quem vai ajudar as crianças no dever de matemática?
📱: eu achava que combinava mais com a kimberly, mas pensando depois, a serena também faz sentido.
📱: eu sei que não preciso, mas é difícil
📱: acho que nunca vou me acostumar.
Alek estava encostado no capô do carro, braços cruzados, óculos escuros pendurados na gola da camisa aberta demais para o ambiente — um contraste gritante com a fachada sóbria da igreja atrás de Pasqualina. Posicinou-se estrategicamente ali, pois sabia que ela provavelmente seria uma das últimas a sair da cerimônia. Quando finalmente a viu se aproximando, abriu seu típico sorriso largo e charmoso. "Hey, Lina. Sabia que já fui o filho do pastor em outra vida? Engraçado como agora temos isso em comum," fez o comentário como forma de puxar assunto e aliviar a possível estranheza que Lina sentiria ao encontrá-lo ali. Deu um passo para o lado, oferecendo a ela um copo de café que trazia nas mãos. "Pra você. É só café, sem whiskey nem nada batizado, prometo." Fez um gesto com a cabeça, indicando a calçada. “Anda comigo um pouco? Prometo não te arrastar pra perdição antes das sete.”
As unhas manicuradas de rosa claro arrancavam folhas secas, finalizando os ajustes nos arranjos do púlpito. Os membros da igreja ainda custaram a sair, fazendo a típica fraternização pós-culto, mas Lina permaneceu até o salão estar vazio. Gostava da solitude para conseguir ter uma visão melhor do espaço e saber onde consertar, mesmo que não fosse seu trabalho. Assim que terminou, trouxe consigo alguns ramos de rosas brancas que sobraram do arranjo. Ao atravessar o portão principal, estranhou o carro estacionado na porta e mais ainda a figura encostada nele. — Alek? — As sobrancelhas se uniram em confusão, mas logo abriu um sorriso solícito. Soltou uma risada com a introdução dele. Que conversa era aquela? — Tenho muitos anos de experiência, se precisar de ajuda. — Imaginar Alek como alguém minimamente religioso era estranho, até engraçado, mas até as almas mais complicadas tinham salvação, afinal. — Obrigada, estava mesmo precisando. — Segurou a bebida na mão livre, soltando outra risada baixa das palavras dele. Assentiu ao convite, posicionando-se ao lado dele na calçada. — Confesso que estou surpresa em vê-lo aqui. Quer conversar algo sobre o Gigi? — Era impossível não fazer a associação; sempre lembrava do irmão nas interações com Alek, mas, dessa vez, sentia que o assunto não o incluía.
A empolgação de Lina o contagiou com tanta facilidade que era difícil para Dante não sorrir junto, ao vê-la entretida com o que era disposto para a sessão de ambos. Porém, era sempre assim com ela. Não havia como não acompanhar alguém que irradiava uma aura de leveza tão envolvente. “Eu te levo em um dos food trucks, mas pode guardar os pepinos pra você.” franziu o nariz em uma careta. Ergueu as sobrancelhas ao ouvi-la se anunciando como a massoterapeuta da vez, e não conteve uma risada ao ser chamado de senhor. “Mãos pro alto, então. As minhas, nesse caso. Não vou ser eu a te impedir de realizar seus sonhos de massagista.” nem de reclamar de ser ele o alvo das mãos delicadas de Lina. “Só vai correr o risco de ter que fazer de novo, se descobrirmos o seu talento natural.” os cantos de seus lábios se curvaram mais uma vez. Baixou os olhos de forma automática para a camisa de cor vermelha que usava, mesmo entendendo ao que se referia. Assentiu com um maneio de cabeça e levou as mãos à barra da camisa, a retirando e jogando em um espaço vazio da bancada com os produtos. Manteve o olhar no semblante da garota, considerando a proximidade nas condições em que agora se encontrava, e riu fraco. “Então, senhorita Lina… Começamos por onde? Vamos de pescoço e os ombros, ou me deito?” perguntou, enquanto impulsionava o corpo sentar na maca.
Riu outra vez, balançando a cabeça em negação, mas no fundo gostaria sim de ser requisitada para mais sessões de relaxamento. Desviou o olhar enquanto a camisa deslizava pelo tórax de Dante. O movimento foi rápido, logo a camisa estava jogada sobre a bancada. Não era a primeira vez que o via sem camisa, mas algum dia ela se acostumaria com aquela visão? Estaria mentindo para si mesma se dissesse que nunca tinha criado cenários com o amigo sem camisa e flexionando os músculos, na sua cabeça.
— Primeiro, o senhor deita aqui e fica beeem relaxado. — O tom era aveludado, tentando emular o mesmo que a profissional tinha utilizado com eles, justificando assim o pronome formal. Tocou levemente nos ombros desnudos dele, indicando que ele poderia se recostar na máquina. Aproximou-se mais, ainda de pé, em uma das poucas circunstâncias em que ficava mais alta do que ele. — Vamos começar pelas mãos... — Tomou para si a mão direita dele, arrastando a bolinha texturizada pela palma e pelas costas. Fazia tudo lentamente, aumentando aos poucos a pressão. A sensação de tocá-lo era eletrizante, tentava disfarçar o frio que sentia na barriga enquanto falava. — Estão bem tensas, sabia que é preciso alongá-las de vez em quando? Principalmente você que passa muito tempo escrevendo. — Inclinou-se sobre a maca, ficando ainda mais perto, para alcançar a mão esquerda. Ela poderia simplesmente dar uma volta na maca, mas o raciocínio parecia não funcionar, queria uma justificativa para sentir um pouquinho mais daquelas faíscas.
"I didn't know too much about the "Flowers in the Attic" universe, so I had a lot to catch up on. Once I booked the part, we had four incredible scripts that I could get my teeth stuck into, but I also watched the movie. I read "Flowers in the Attic" and I read "Garden of Shadows" and from there, the research began into the time period and specifically where we were in the States in the time period and certain things that Corrine was going to go through. I wanted to understand from a historical point of view."
— HANNAH DODD