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Eu quero só frisar novamente que esse é um almoço completamente amigável. Primeiro porque eu não sou psicóloga então isso é zero por cento terapia. O senhorito está ciente disso, né? Hm?
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@roubaramomeuradio
Eu quero só frisar novamente que esse é um almoço completamente amigável. Primeiro porque eu não sou psicóloga então isso é zero por cento terapia. O senhorito está ciente disso, né? Hm?
Eu fico dois dias em plantão e já constroem uma cafeteria nova? Eu acho que nunca vou ficar a par das novidades de Nova York por completo.
Essa é a vida na cidade que, aparentemente, não para.
É válido ir pra parada vestida de preto? Eu acho que não tenho nada mais claro ou mais alegre que isso.
Nada mais claro que preto? Bom...quer dizer que é a única cor no seu guarda roupa então...Sei lá, podemos procurar um preto “alegre”.
Obrigado por você ser minha cobaia também, eu preciso do maior número de críticas possível nesse prato pra eu chegar numa receita definitiva. Vai ser minha receita final e original pra me formar e tal.
Relaxa, Ells! Qual a serventia do meu paladar se eu não puder ajudar meu irmãozinho? Além do mais, eu tenho certeza que vai estar ótimo, não importa o que seja. E, não sei se já comentei mas, eu amo tcc de gastronomia.
Por duas vezes fui pro hospital achando que ia trabalhar, cheguei lá pra lembrar que mudaram meus horários, eu to velho mesmo.
Juro que vou falar isso da maneira mais respeitosa possível mas, pai, acho que tem mais haver com a sua desatenção do que com a sua idade, até porque, o senhor não é velho assim.
Mas, de qualquer forma, eu vi quando o senhor chegou. Por isso tomei a liberdade de fazer um documento online com seus horários que eu posso alterar sempre que eles mudarem. Vou só passar o link.
livreprcvoar:
“Entendi, mesmo assim… não, é palhaçada. Fazem você acreditar nisso pra depois ter um motivo pras coisas terem acabado, ‘não fomos feitos um pro outro’, ‘he’s not the one’, ‘não era pra ser’, nada disso funciona pra mim. Relacionamentos começam e acabam, faz parte.”
“É pra já.” Sinalizou para o garçom pedindo duas cervejas. “E eu me chamo Arlo.”
Eu não sei... Talvez tenha um lado bom em acreditar nisso, digo...Talvez tenha algum tipo de consolo em pensar que as coisas não deram certo porque não tinham de dar. E que em algum momento vão...Mas, é claro...Que isso é só um ponto de vista.
Arlo. É um nome legal. É diferente e, forte. Na verdade, acho que eu nunca tinha falado com ninguém que se chamasse Arlo.
cxtcn:
Talvez o tempo não tenha sido certo, tem muito talvez nessa história. Claramente você já sabe o que é o melhor a ser feito, então não preciso dar uma de irmão mais velho, certo? Porque eu tô muito cansado pra elaborar qualquer coisa que faça muito sentido. Mas eu tô muito feliz por você estar de volta, e ainda mais no tempo certo pra conhecer seus sobrinhos. Pra sua sorte, eu fiquei com medo de passar fome em casa e tem de tudo um pouco na geladeira, refrigerante, cerveja, leite, com cuidado pra não tomar o das crianças, suco, o que você quiser.
Talvez o problema não seja o tempo mas, você quer saber? Você tem razão. Acho que uma coisa com muito talvez nem tinha como funcionar. Não, você não tem de se preocupar, eu já tenho consciência do que fazer é só...Sei lá. Eu também! Inclusive, está me matando de curiosidade. E, obviamente, eu trouxe presente para todos, porque você sabe que eu sou a louca das coisinhas de bebê. Às vezes eu amo você ser paranoico sobre passar fome, falando sério. Vou abrir uma cerveja agora mesmo e o senhor, deveria me acompanhar.
callmebyyourncme:
“Você falando essas coisas tá me deprimindo, eu não quero gostar da Thea pra sempre.” Encostou a testa na mesa e empurrou a garrafa pra irmã pra que ela bebesse. “Você tá falando de quem nisso? Eu to confuso, bêbado e triste agora. Bom que perguntou porque aí você me faz companhia enquanto eu bebo mais pra esquecer tudo.”
Ai, desculpa, meu amor! Eu esqueci. Na verdade, eu estava falando sobre o moço que conheci em Viena e depois encontrei em Paris, o Otto. Eu esqueci da sua bad. Me desculpa. Prometo não falar mais de assuntos tristes. Só vamos falar de coisas maravilhosas. Ande, me conte as novidades boas dessa cidade!
livreprcvoar:
Não quero ser chato nem nada, mas é óbvio que esse negócio de ‘feitos um pro outro’ não existe, vocês podem ter tudo em comum, mas a gente vai mudando e nem sempre a gente muda junto. Nah, não por isso, pode fazer drama que eu aguento.
Tem… o que você quiser. Cerveja?
Na verdade...O conceito de “feitos um para o outro”, envolve um monte de coisas além de duas pessoas muito parecidas, sabe? Teoricamente, a pessoa “feita para você”, estaria disposta a lidar com todas as suas mudanças, tanto quanto você estaria com as dela e...Enfim, é um conceito bem complexo, pelo menos na minha cabeça.
Sure...Pode ser. Aliás, agora que já me abri para um estranho num bar. Eu me chamo Penélope.
idxntknxw-imxout:
Eu passei o verão em Paris a uns 4 ou 5 anos atrás, quando eu estava escrevendo meu primeiro romance de verdade e devo dizer, a cidade luz é linda mas só isso que me inspirou mesmo, acho que meu coração é um tanto pedra pra conseguir surtir esse efeito. Acho que esse adeus que a gente dá pode ser pra diversos tipos de pessoas que a gente acaba encontrando na vida sabe? Um amor, um amigo, uma história, mas uma hora ou outra a gente tem que deixar ir, parar de se grudar tanto em algo.
Eu to bem com ela, enquanto eu não durmo eu consigo pensar nas coisas e até sai algo produtivo nisso, eu to começando a trocar o dia pela noite então uma hora isso se acerta. E eu fico feliz que agora pelo menos eu também consigo cuidar de você por aqui.
Eu lembro! Eu fiquei morrendo de inveja de você mas, estava perdendo a cabeça com as provas de residência e tudo mais. E, aliás, esse livro é um dos meus favoritos, eu já mencionei isso, né? Seu coração não é de pedra, meu amor, você talvez só não tenha sido pega por uma paixão maluca ainda, ou ninguém tenha sido esperto o suficiente para abrir esse relicário aí. Mas, em algum momento vai acontecer e também se não, nós temos uma família enorme, isso quer dizer porções exorbitantes de amor para toda vida. Sim, e sempre é meio complicado, mas, no fim das contas sempre fica tudo bem. E, amor não é uma coisa que se dermos demais a uma pessoa ele vai se acabar, é mais como...Energia, que fica flutuando por aí, transbordando por todos os lugares e mesmo quando você acha que não tem, sempre acaba encontrando em algum lugar que não esperava. So, you always can say a “Hi” after a “goodbye” and that’s okay.
Sim, mocinha...Mas, isso não é nada saudável e você deveria saber. Até porque trocar o dia pela noite não é algo bom não. Vou ter de te passar uma lista com todos os benefícios da luz do sol? E eu de você. E essa é a parte maravilhosa de estar em família novamente.
idxntknxw-imxout:
Queria eu ter puxado essa parte poética sua, nem parece que você é a minha irmã mais nova e ta ai falando tão bem sobre amor, meu trabalho é colocar em palavras sentimentos como esse e mesmo assim aqui estou eu, sem nem saber o que falar pra você, te confortar ou te ajudar… Pra beber? Cerveja, vodka, uísque, minha insônia tá me fazendo virar uma alcoólatra aos poucos, só não vai contar isso pra mamãe se não eu to é ferrada… É bom ter você de volta, saiba disso.
Nem se engane, foram anos de treinamento e terapia durante a residência de psiquiatria. E, se serve de consolo, Paris inspira esse tipo de sentimento nas pessoas. Eu não acho que amor seja a palavra, Nyx. É complicado...Eu tô bem, ou ao menos, vou ficar. Não é tão simples se despedir de alguém que você não queria mas, a gente acaba se acostumando com algumas ausências e quando vai olhar bem, já foi.
Meu Deu! Okay, é uma variedade bem considerável...Já te falei, que se você quiser, posso te receitar um hipinótico para tentar amenizar essa insônia. Obrigada! Eu tô um bocado feliz de estar em casa, de verdade, especialmente com a bagunça que essa história com o Otto criou na minha cabeça.
Tá na hora da gente se despedir. E não porque eu queria que a gente sumisse um da vida do outro, mas, porque pra ti, nunca fez diferença. E tudo bem. Infelizmente, eu tô cansada de acreditar que ainda tem algo. Que existe algo acima, ligando nós dois, quando fica cada vez mais claro, que essa ligação só existiu na minha cabeça. Foi bom te conhecer, mesmo que em alguns dias eu deseje não ter conhecido. Eu não sei se eu seria como sou agora se a gente não tivesse se conhecido ao acaso. Eu não sei se eu vou achar alguém que se pareça comigo tanto quanto tu parece. Ou alguém que me faça sentir como tu fizesse. Mas, sinceramente, pelo menos agora, pelo menos hoje, eu não quero isso. Eu quero alguém que seja completamente diferente de tudo que tu és e representas. Porque eu quero gostar dessa pessoa e não de uma variação tua. E para me abrir pra essa pessoa, eu preciso me despedir de ti. Não fisicamente, acho que isso já fizemos o bastante. Mas, agora tem de ser eu te dando tchau. Acho que eu sempre quis esperar pra ver como termina. Esperar por um final descente. Bem, talvez nosso final seja esse. Eu, sozinha, me despedindo do que já foi. E tá tudo bem. Tchau, Dino. Que, independente do misto de sentimentos que eu tenho (bons e ruins), você seja muito feliz. E que se despeça das coisas que precisa se despedir, como eu precisava me despedir de você. Eu acabo contigo agora, porque eu preciso começar comigo e com o mundo de novo. Eu te adoro, na maioria das vezes, e deixo você ir.
Talvez eu goste dele para sempre. Ou talvez, eu esteja gostando da minha idealização dele há tempo demais. Talvez um dia nos encontremos, em algum lugar no futuro, e possamos dividir nossas histórias. Ou talvez, eu perceba que não quero encontrá-lo nunca mais. Conhecê-lo foi uma dádiva, ou um tormento sem qualquer ponto. O que eu sei, é que eu preciso continuar seguindo em frente e agora, sem desculpas, sem esperanças, sem possibilidades de olhar para trás e me dar um motivo para tentar de novo quando é óbvio, que nem ele quer fazer isso. Talvez essa coisa de “feitos um para o outro” não exista. Ou talvez, era só ele que não era feito para mim, por mais que eu quisesse isso. Acho que por enquanto eu só quero arrumar algo com que me distrair. E, tô feliz de finalmente ter voltado para casa. Por isso tô aqui como se tivesse vivendo um dia maravilhoso, desculpa o drama desnecessário. O que tem para beber?