◟˖﹡˙⊰ ainda que tivesse ficado sem graça por ter sido uma boba na frente de moon taejoon, akali riu com ele quase que desesperadamente, ansiosa por ouvir sua voz tal como conseguir seu autógrafo e comprovar que, sim, moon taejoon a conhecia, morava no mesmo local que ela e, de quebra, ainda tinha lhe dado um autógrafo. o que não imaginava era que ele pudesse ter percebido tão rápido as intenções dela, coisa que a fez ficar até meio desnorteada. ele pode ler mentes?, pensou consigo mesma, parando aqueles breves segundos para tentar entender a expressão do maior, até que se tocou de que precisava parecer viva. “pode? a gente pode? mesmo mesmo? com meu celular?” tantas perguntas óbvias, recém-respondidas, que akali respirou fundo antes de fazer um gesto com a mãos de quem encerra o assunto rapidamente. “é brincadeira!” e uma risadinha para disfarçar. era claro que ela não queria parecer burra na frente de moon taejoon. por isso foi que segurou o celular direito e tirou uma foto dele, rápida. “ah, comigo, né?!” a pergunta retórica saiu após sua ação ter aparentado até um pouco mal educada, balançando com a mão quando se tocou do que tinha feito. era tão automático que sequer havia lembrado que o próprio ator havia oferecido aparecer na foto com ela. posicionou o celular em câmera frontal e deu seu melhor sorriso na presença dele ao lado, por mais que estivesse tão sem jeito que até evitava encostar no outro, afastando disfarçadamente toda vez que parecia chegar perto. depois da selfie, ainda ao lado dele, akali o olhou discreta e começou a maquinar melhor as respostas para que não parecesse mais burra do que já aparentava ao outro. “você achou? movimentou bastante as coisas por aqui… eu achei a atitude péssima. na verdade, minha família já ‘tá bolando um jeito de tentar corrigir isso, afinal só nós sabemos como é ficar nessa situação, sem ninguém ‘pra amparar. é triste e eu me sinto na obrigação de ajudá-los, sabe?— ah!, aliás, eu sou akali. de lá, dos park!” apontou rapidamente para o casarão de onde havia saído, bem sorridente como se realmente fosse um orgulho dizer aquilo – por mais que ela mesma, como park, não condissesse com os dogmas pregados por sua família. “normal você não me conhecer, é que eu sou muito caseira, sabe? não gosto muito de sair de casa.” uma mentira que, certamente, taejoon nunca saberia. ou era o que esperava, pelo menos.
Assentiu rapidamente mais uma duas vezes, a outra parecia ter uma falta de tato muito cômica em sua concepção, mas gostava de pessoas como ela, que tinha uma energia diferente da maioria. Taejoon ainda mantinha o ar de riso quando a garota decidiu apontar a câmera do celular para si, tirando uma foto sua apenas, não pôde deixar de arquear uma das sobrancelhas, não era bem isso que havia imaginado. Contudo, antes que pudesse abrir a boca para falar qualquer coisa que fosse, a menor se deu conta da situação por conta própria e veio para seu lado, usando dessa vez a câmera frontal para tirar a selfie, que achou que era a intenção alheia desde o início. O ator logo sorriu e fez um ‘v’ com uma das mãos para a foto, rindo contido ao voltar a encarar sua fã hiperativa. Era quase como se ela conversasse consigo mesma, por conta disso ficou mais quieto e curvou-se levemente em agradecimento pelo carinho. “Atitude péssima não chega nem perto, na verdade, as pessoas acham que possuem o direito de julgar as outras sendo que no fim ninguém é santo.” Comentou, voltando a ficar mais sério e cruzando os braços na frente do corpo. “É um prazer, Akali.” Um sorriso cordial tomou seus lábios, porém por dentro sua descontração se apagou um pouco, uma tensão surgindo ao se lembrar da outra Park que conheceu, definitivamente não fora uma boa experiência, mas torcia para que a garota a sua frente fosse diferente. Desviou os olhos para o casarão que a outra apontara e chegou a franzir um pouco o nariz, não queria ficar ali por muito tempo. “Ah, entendo, isso é uma coisa boa, ás vezes eu só queria ficar em casa maratonando alguma série ou jogando vídeo game, mas infelizmente isso quase nunca é possível, férias estão um pouco em falta por aqui.” Disse, desviando sua atenção para algum ponto aleatório, passando uma das mãos pela nuca para disfarçar qualquer emoção desagradável. “Se você quiser, eu posso te pagar um sorvete antes de nos despedirmos, encare como uma forma de agradecimento pelo seu apoio ao meu trabalho.” Ofereceu mantendo um tom de voz gentil.