𝐭𝐚𝐬𝐭𝐞 𝐥𝐢𝐤𝐞 𝐟𝐞𝐞𝐭
gyeongho:
Conhecia muito bem o gosto da frustração e como ele podia ser amargo para pessoas acostumadas com o sucesso, ele mesmo, apesar de fugir de tal rotina vitoriosa, era grande inimigo da sensação de insuficiência, irritando-se quando sua vida não parecia destinada à total ausência de derrotas. E por mais que afirmasse adorar a mulher inabalável que Ahryung se mostrava na maior parte do tempo, também gostava que a outra necessitasse de sua atenção para sentir-se melhor, sentada naquela pose de poucos amigos que amolecia sobre seus lábios. — Menos nesse dia. — Franziu o nariz, concordando com um assentir derrotado. Todos os eventos rondando a mansão dos Moon eram extremamente difíceis para ele que somente podia assistir de longe, esforçando-se para não entregar a relação entre os dois com suas reações visíveis que também o colocavam facilmente na posição de pervertido. Porém, o melhor sempre vinha depois, quando todos iam embora e se deslocava sorrateiramente até o quarto da jovem herdeira, totalmente a sós. — Não, não peça desculpas. Eu comeria de novo e passaria mal quantas vezes quisesse se fosse para ficar animada daquele jeito de novo. — Pensou não ser comum proferir tantas palavras em uma frase, ainda mais junto ao tom tão suave quanto sua expressão agora. — Você vai melhorar, mas não acho que precise, também posso ficar com essa parte. — As mãos não cairiam afinal. Parecia importante para ela ser boa com o que desejava, e por mais que fosse usar tal habilidade uma vez ou outra, concordou com a pergunta. Gyeongho a encarou um tanto confuso, tal faceta não perdurando por muito tempo, já que a linha fina da boca foi ocupada pelo curvar de um sorriso malicioso enquanto a ouvia, inclinando-se novamente a fim de estacionar pela curva do pescoço feminino exposto, rindo sobre a pele antes de mordiscá-la. Apesar do riso e o clima criado desde a conversa anterior, o jardineiro sentia-se ligeiramente ansioso, doendo a boca do estômago por saber o significado do que viria a seguir e tinha a intenção de fazer. Deus sabia como sentia falta dela fisicamente, mas àquele ponto não trava-se simplesmente de sexo, e sim a reconciliação que tinha como intenção dividir a vida com a castanha. Permaneceu sentado, voltando a posição onde era capaz de enxergá-la e então ter o sorriso fraco visto, o indicador acariciando a pele alva da bochecha como se buscasse inspiração para as palavras corretas, logo percebendo que elas não existiam e nem chegariam perto da frase mais simples. — Eu te amo. — Murmurou rouco. Sua vontade de longe era arrancar o mesmo dela ou provar algo, não dizia para conquistar ou tornar especial seu desejo, apenas sentia, e deixou que ela visualizasse isso no fundo dos olhos escuros antes de beijá-la. A palma invadiu a nuca com os dígitos entre os fios emaranhados e a trouxe para perto, iniciando o movimento sem pressa que tinha como única intenção saborear o calor da língua enroscada a sua. Pouco favorecido pelo local, ergueu o corpo do assento, a trazendo junto consigo e em seguida a sentando na superfície logo ao lado, a mesa de madeira. Não necessitou falar ou tocar para que a menor compreendesse que queria ocupar o espaço entre suas pernas, ambos movendo-se instintivamente e em sintonia no ambiente que parecia ferver graças o ardor emanado por ele, apalpando as coxas, a cintura e os seios até chegar novamente a face a tornar-se mais urgente.
⊱ ˙ 💐 ៹ . —— foi difícil conter o sorriso daquela vez, deixando evidente a curva nos lábios que começavam a doer as maçãs do rosto. fazia tempo que não sorria com tanta frequência, com tanta facilidade. porque fazia tempo que não se sentia tão contente, tão despreocupada. o peso da submissão que tinha ao seu pai lhe pesava os ombros. estava em uma constante posição de bicho assustado, esperando um ataque. mas com gyeongho era diferente. não só por existir aquela falsa sensação de segurança, mas porque com ele, ela sabia que não tinha do que temer. —— você é louco de pensar que eu te deixaria fazer algo do tipo só pra me fazer feliz. é lindo que queria me deixar contente mas, não se coloque em risco por mim. não sabe como eu iria me sentir se ficasse doente por minha causa. — deu um meio sorriso, entristecida. conhecia perfeitamente o sentimento de colocar as pessoas que amava em perigo. e talvez por isso sempre se enfiasse em mais problemas para deixá-los a salvo. portanto, só deus sabe o quanto gostaria de poder protegê-los de tudo, mesmo aquilo que não tinha poder algo para exercer sobre. —— não acha que preciso? essa gororoba está fazendo efeito e você está alucinando? — as palavras do rapaz pareciam tão convincentes que ahryung chegou a questionar suas habilidades. de certo que tinha um gosto muito mais refinado, talvez estivesse acostumada com aquele tipo de comida, certo? errado. estava tudo péssimo mesmo e ele só estava se esforçando ao máximo para deixá-la um pouco menos frustrada. o conhecia bem para saber disso. crispou os lábios sutilmente ao vê-lo se aproximar sorrateiramente; observando seus movimentos atentamente. um arrepio atravessou sua derme à proporção que sentiu a respiração quente chicotear seu pescoço, deslizando assim a palma sob a pele alheia. uma sensação logo se instalou em seu corpo, e como um castelo de cartas todas as suas defesas começaram a cair uma por uma. não era como se fosse um cubo de gelo tampouco como se ele não soubesse como derretê-la facilmente. porém, daquela vez fora diferente, e não só pelo fato de que sentia falta em tê-lo tocando-a daquela maneira. entorpecida, deixou que os olhos fossem capazes de cobiçá-lo silenciosamente, estremecendo no que suas palavras saltaram na direção dos seus ouvidos. —— o que disse? — as palavras saíram em um ofegar, prendendo a respiração logo em seguida sem ao menos perceber. era uma exímia entendedora, não precisaria que ele repetisse. ainda que, esse fosse exatamente o seu desejo. —— fala de novo? — riu, deixando-se levar pela comoção que suas palavras a causaram. descrente de que ele ainda sentia tudo aquilo com a mesma intensidade. moon por muito pouco não retribuiu suas palavras, deixando-se levar pelo momento e todo o sentimento dentro de seu peito; sendo indiretamente calada pela boca que fez pressão contra a sua com avidez. foi inevitável conter um suspiro, assim como as mãos atrevidas que percorreram as costas do mais alto de imediato. mãos quentes a arrancaram de sua base segura, literalmente. sendo elas, as mesmas que percorreram por seu corpo, deixando-a cada vez mais sedenta à medida que a língua explorava cada perímetro de sua boca. envolveu as pernas ao redor da cintura alheia, o puxando para si como se existisse qualquer espaço entre os corpos para ser rompido.














