livre.
é sempre tão clichê e melancólico, sempre os mesmos inícios de textos, sempre algo que dói, algo que confunde, algo não bom.
eu consigo me achar ainda?
eu sempre estou procurando algo, algo que não sou eu.
sempre o toque macio das mãos do meu amor, sempre a sutileza das folhas caindo no chão quando o outono chega, sempre o barulho pacífico do oceano, sempre o arder do sol na pele, sempre a paz ao meu redor, mas nunca a conturbada mente em que habito.
isso vai passar?
o recuo constante de dizer que "estou feliz" em algumas situações é tão hesitante, mas por quê? percebi que os incontáveis dias de tristeza foram tão profundos e dolorosos, que mal consigo pronunciar duas pequenas palavras, essas, que soariam como um respiro, em situações quando não sinto meu coração sufocar, minha mente nublar, os olhos marejarem e meus ouvidos ignorarem tudo a volta.
eu vou me deixar ser feliz?
ainda não consigo me perdoar por algumas situações, não consigo me deixar livre.. livre? livre.
me dói ainda.












