Talvez você ainda não saiba, mas é uma das minhas fortalezas. Pode ser que eu não deixe suficientemente claro que qualquer palavra sua é capaz de alegrar em demasia cem dias meus. E que qualquer gota sua é capaz de fazer transbordar em mim rios de alegria e amor. Porque carregam tanto dentro de si.
Porque tudo que existe em você é muito.
Suas palavras são capazes de abastecer mil cidades inteiras e ainda assim eu me satisfaria com a sobra.
Você talvez ainda não saiba que minhas palavras pecam constantemente em te dizer o que eu realmente gostaria. E por isso eu confesso, desejo a clemência e aguardo a penitência.
Eu que sempre as considerei como amigas, hoje travo uma batalha com elas. As minhas palavras somem como a água que seca no sertão.
Eu perdi as metáforas e qualquer habilidade de definição ou comparação.
Mas o amor não é isso.
O amor só é.
E o amor é alguém.
Sem precisar definir, redimir ou aferir.
O amor só é.
E o amor é você.
Na sua calma e paciência.
Na sua vontade de ficar. De abraçar. De afagar.
O amor mora dentro do consolo que me dá nos dias tristes. Mora na permanência mesmo quando os dias são tempestuosos e incertos e eu me torno extremamente difícil de desvendar e suportar. O amor habita seguro nos carinhos que me oferece e nos que guarda pra si. E eu simplesmente o quero.
De uma forma única e sincera. Quero morar no seu amor. Quero poder cantar na tua mente todas as palavras que me foram roubadas. E que minha voz ressoe dentro de ti todas as palavras não ditas, mas ardentemente sentidas.
TR.













