E se não existisse a tristeza, a solidão, o rancor, aquela dor de dentro que cisma em doer até pra fora. Se não existisse o “se”, o “talvez”, o “quem sabe”, o “por que”, e afins que nos trazem ou levam a esperança de uma situação diferente, onde imaginamos como seria se as dores não existissem. Imagina se nossa vida fosse tão boa, que a gente não soubesse o que é ter uma vida boa, e viveríamos a reclamar de uma vida tão chata, quanto não sabemos o que é boa. Sabe? Aquelas histórias de que há pessoas passando por coisas piores do que estamos passando hoje, e estamos nos acabando por dores finas, honra de quem só sente dores para não se intrigar com a vida bela, e que graças a Deus, temos o direito de ter uma vida bela. “Ei dor, eu não te escuto mais. Você não me leva a nada…” ou à coisas boas…
Luiz H, finas dores














