Esse não era pra ser um texto sobre amor.
Estava em uma de minhas mais recentes andanças por ai, e tirei algumas conclusões sobre o que observei:
Primeiramente, tudo é passageiro. Aquele encantamento que você sentia por certo estilo de vida, por uma determidada pessoa, por algum objeto... nada permanece igual depois de um tempo. É da natureza humana querer se reinventar, experimentar o novo, se jogar no desconhecido. E com essa overdose de experiências que o mundo tem a oferecer, as pessoas tendem a mudar de preferências.
Ainda seguindo a premissa de que tudo é passageiro, não poderia deixar de citar a beleza e a juventude. As mesmas se acabam, e acabam rápido. E eu sou do tipo de pessoa que acredita que quem se apega muito a essas duas coisas, acaba perdendo oportunidades de viver coisas “verdadeiras”.
Percebi também que o amor, quando não correspondido, enlouquece as pessoas. Por mais que cada um lide de maneira diferente, a loucura é a mesma. Consome cada pedaço da gente e nos faz tomar atitudes muitas vezes insanas.
Exemplo disso é a pessoa que não é correspondida e se passa por amiga, apresenta novas pessoas para o/a amado/a e depois esfrega todos os defeitos dessa nova companhia para a mesma, fazendo com que ninguém seja suficientemente bom e que ela saia sempre como a melhor opção. Numa tentativa desesperada de conseguir um pouco mais de atenção.
Há outros que simplesmente não aceitam a rejeição e “simplesmente” agridem fisica e/ou verbalmente qualquer indivíduo que ouse a se aproximar do seu grande amor.
Existem também aqueles que se esforçam em demasia a aceitar e respeitar qualquer atitude que sua paixão tenha. Servem de capaxo, se rebaixam, se permitem serem usados de qualquer maneira, contanto que esteja do lado daquele ser em especial.
E ainda aqueles que passam a viver de ilusões. Se afogam em mares de bebidas, se drogam, buscam algum consolo em gente que as vezes nem é tão atraente (não digo isso somente ao tipo físico, mas atraente também na personalidade) e se arrependem no momento seguinte. Sempre se sentindo solitário e desejando a mesma pessoa no fim das contas.
Existem inúmeros tipos, e poderia passar dias escrevendo sobre os mesmos. Confesso que já me encaixei em alguns exemplos que acabei de citar e em alguns outros que estão por aí. Não me orgulho de dizer o mesmo, mas gosto de deixar claro que conheço de perto tudo o que escrevi.
Esse nem era pra ser um texto sobre amores, mas como não falar sobre algo que tem a capacidade de transformar as mais dóceis criaturas em incontroláveis seres raivosos e vice-versa?!
Mas como disse no começo desse texto, tudo passa. Paixões principalmente. E nisso a gente volta a ser o que era antes, volta a pensar mais antes de agir, retoma a razão... Pelo menos até encontrar um novo motivo pra deixar tudo isso ir novamente por água abaixo.