Ela me vigiava, esperando que eu fizesse algo que justificasse seus gritos. Eu nunca fazia, era uma criança quieta, que não quebrava coisas, não corria, não subia em árvores, não fugia. Mas ela esperava por algo que a irritasse. Ela gritava e me sacudia, eu não chorava, não a respondia, ela gritava mais e assim eu me vingava, ficando quieta, quanto mais quieta e indiferente eu ficava, maior era o desespero dela.












