A altivez dos passos diz que é nobre o sangue que corre em SAIJA MORWENNA HAVILLIARD. Sendo RESILIENTE e ao mesmo tempo EXPLOSIVA, ela foi escolhida como hospedeira e protegida dos deuses FRIGGA E TÝR. Aos 25 ANOS cursa o NÍVEL II DE MAGIA
Com @angusdelaunay, ❛ oh great, it's you again. ❜, no Acervo Imperial.
Encontrar Saija mergulhada em volumes pesados sobre ervas ou técnicas de meditação era quase uma rotina, um reflexo de sua busca incansável por algo que a ajudasse a lidar com os dois deuses conflituosos que habitavam sua mente. Sentada em uma mesa da biblioteca, ela estava completamente imersa em sua leitura. Dois livros enormes estavam abertos diante dela, as páginas preenchidas por diagramas e descrições minuciosas, enquanto folhas de anotações e uma caneta eram suas ferramentas para capturar qualquer fragmento de informação útil. Seus olhos dançavam rapidamente entre as palavras e seus próprios escritos, o ambiente ao seu redor se tornando apenas um pano de fundo. Estava tão concentrada que sequer notou a aproximação de alguém até sentir o leve movimento da cadeira ao lado sendo ocupada
Sem tirar os olhos do parágrafo que estava lendo, murmurou: "Oh, great, it's you again." Suas palavras carregavam um tom irritado, acompanhadas por um revirar sutil de olhos. No entanto, ao virar o rosto para ver quem era, seu coração deu um salto desconfortável e os olhos se arregalaram um ppouco ao ver quem havia tomado o acento ao seu lado. "Professor!" Sua voz subiu uma oitava, envergonhada. "Perdão, eu... não vi que era você!" O calor subiu até suas bochechas, uma mistura de vergonha e susto. Tentou, desajeitadamente, endireitar sua postura e disfarçar o embaraço. "Posso ajudar em alguma coisa?"
Com @sigridz, ❛ how did you find me? ❜, Ponte dos Grimwals.
ㅤㅤㅤSaija caminhava pela ponte com passos vagarosos, a mente mergulhada no mais diversos pensamentos. Onde estaria a pira sagrada? O que aconteceria se os khajols realmente perdessem o contato com os deuses? As perguntas se acumulavam sem respostas, e a inquietação parecia pesar mais a cada momento. Queria desesperadamente uma explicação, qualquer coisa que pudesse aliviar aquela angústia crescente. Enquanto andava, seus olhos vagavam pelos detalhes da ponte, como se esperassem que algo nos intrincados desenhos do parapeito ou nas sombras entre as pedras lhe trouxessem alguma resposta. Estava tão imersa nesses detalhes que se esqueceu completamente de prestar atenção ao caminho. O impacto foi inevitável. Saija colidiu com outra pessoa que, ao que parecia, estava tão absorta em seus próprios devaneios quanto ela. O choque a trouxe de volta à realidade com um sobressalto, e seus pensamentos dispersos se dissolveram no instante em que ergueu os olhos para encarar o rosto da outra figura.
ㅤㅤㅤEla abriu a boca para se desculpar, mas antes que pudesse falar algo, a pergunta a pegou de surpresa. Piscou algumas vezes antes de falar algo novamente. "Perdão, mas... Por que eu iria querer encontrá-la? Eu sequer a conheço." Tentou manter o tom de voz mais polido possível, ainda que a resposta não tivesse sido das mais gentis. Seu cenho franziu levemente conforme ela se via curiosa com o que havia motivado aquele tipo de reação da outra. "Eu estava distraída e acabei batendo em você, estava prestes a me desculpar, na verdade."
Com @yourfavoritebride, ❛ i’m trying to fix your hair, so hold still. ❜, Margiela Modiste.
ㅤㅤㅤEmbora Saija fosse geralmente cautelosa com dinheiro, havia momentos em que simplesmente sucumbia ao desejo de gastar sem pensar muito nas consequências. A modista era o destino perfeito nesses momentos, e ela não hesitava em adquirir tudo que lhe parecesse minimamente necessário — mesmo que, na verdade, não fosse. Com o acúmulo de estresse causado pelo roubo da pira, os encontros recentes com fantasmas do passado e, claro, as intermináveis disputas entre os deuses em sua mente, sua conta bancária acabou sendo a vítima perfeita. E, sinceramente, ela acreditava merecer aquele tipo de indulgência: afinal, sobreviver àquela combinação de caos já era, por si só, um feito digno de recompensa.
ㅤㅤㅤNaquele dia, além de belos vestidos, o passeio por Zelaria trouxe também uma nova possível amiga. Saija e Lucille haviam começado a conversar nos provadores da modista, quando Lucille de modo muito sincero exibiu sua opinião sobre um vestido que havia ficado horrível em Saija, mas que a vendedora havia jurado ter ficado ótimo. Desde então, passaram a contar somente com a opinião uma da outra para escolher o que seria levado naquele dia. "O que acha de irmos para alguma loja de jóias depois? Eu bem que gostaria de alguns anéis novos..." sua fala foi prontamente interrompida, fazendo Saija dar risada. "Pelos deuses, aquele último vestido estragou tanto assim o meu cabelo?"
Com @inthevoidz, ❛ i did warn you not to trust me. ❜, em Lantern Waterfield.
ㅤㅤㅤSua prece havia acabado de ser finalizada e a oferenda posta na água quando avistou a figura masculina não muito distante de onde estava. Geralmente, teria virado as costas e saído dali, no entanto a familiaridade era demais para que ela simplesmente ignorasse. Deu mais alguns passos discretos na direção do estranho, sem tirar os olhos do perfil, e, conforme a distância diminuía, conseguiu reconhecer a figura de Cillian. "Quer dizer que você é mesmo um professor?!" Falou assim que estava perto o suficiente, seu tom marcado pelo divertimento. A resposta dele a fez rir. "O mentiroso mais consiente que já existiu; mentiu sobre o dragão ser seu e ainda avisou depois que não era confiável." Saija tornou a rir.
ㅤㅤㅤO encontro a fez recordar dos eventos de anos atrás, logo após a morte de seu marido. Na época, Saija enfrentava problemas sérios com a família do falecido, que contestava sua posse das terras e riquezas que ele havia deixado para trás. Muitos preferiram não se envolver na disputa, mas Cillian foi uma exceção. Ele não apenas aceitou ajudá-la como fez um trabalho impecável, resolvendo a questão de forma tão definitiva que ela nunca mais ouvira falar dos parentes do falecido. "Eu devia ter desconfiado que dragões não aparecem do nada como você disse aquele dia," brincou, revirando os olhos de forma teatral. "Mas confesso que é uma surpresa boa encontrá-lo por aqui." Seu tom suavizou enquanto ela inclinava levemente a cabeça, analisando-o. "Como está? Como tem sido a estadia?"
Com @ncrcissas, ❛ how long have you been standing there? ❜ , na Cripta.
ㅤㅤㅤComo qualquer outro khajol, Saija estava preocupada com o roubo da pira sagrada. Contudo, uma parte de si nutria a esperança de que, no intervalo de tempo até que o artefato fosse recuperado, ao menos o caos em sua mente diminuiria. Céus, como estava enganada. Nos dias que se seguiram ao roubo, Týr e Frigg pareciam mais agitados do que nunca. As discussões entre eles tornaram-se constantes, ora no idioma comum ora em uma linguagem completamente desconhecida que passava a impressão de que ambos esqueciam que não estavam no panteão divino. O caos era tamanho que Saija se viu acometida por uma dor de cabeça incessante, que parecia pressionar seu crânio de dentro para fora.
ㅤㅤㅤBuscando um lugar onde o silêncio pudesse finalmente envolver sua mente tumultuada, Saija dirigiu-se à Cripta. Era um dos raros locais em que, mesmo com outras pessoas por perto, a tranquilidade era quase absoluta, preservada pela reverência natural do ambiente. Assim que chegou, escolheu um dos bancos mais afastados e acomodou-se, fechando os olhos para iniciar sua meditação. Não sabia ao certo quanto tempo havia passado, mas as discussões entre Týr e Frigg pareciam finalmente se dissipar, quase silenciadas, quando uma nova voz, desta vez do plano físico, a arrancou de seu transe com um susto tão abrupto que ela quase caiu do banco. “Pelos deuses, você quase me matou do coração!” exclamou, ainda com a mão sobre o peito enquanto se virava rapidamente na direção alheia. “Sendo bem sincera, eu não sei,” murmurou, tentando reorganizar os pensamentos enquanto a adrenalina corria por suas veias. Após respirar fundo, continuou: “Eu estava com uma dor de cabeça horrorosa e precisava desacelerar um pouco.” Sua mão deslizou para apoiar-se no banco, os dedos buscando um ponto fixo enquanto ela analisava a figura da princesa à sua frente. “Por quê? Eu atrapalhei alguma coisa?” A possibilidade de ter dito algo durante a meditação a fez prender a respiração, seus batimentos acelerando novamente como se o susto anterior não tivesse sido suficiente.
Ao acordar naquela manhã, tinha se agarrado aos fiapos de um presságio revelado a ele em sonho: aquele seria um bom dia. Com os eventos dos últimos dias e seu significado para o legado Hrafnkel, os deuses eram testemunha de como precisava daquilo–de um motivo para ansiar pelo que vinha de maneira positiva, para variar. Odin por vezes o presenteava com visões nítidas mas, naquela noite em particular, só havia partilhado pequenos detalhes, acompanhados de um acalento que só o fez confortar: lembrava com clareza de uma mão feminina adornada de anéis, e da a sensação delicada de tocar em tecido, e do monograma dourado com suas iniciais. O lenço que havia emprestado no baile, percebeu–talvez fosse uma pista a respeito da identidade da donzela misteriosa. Sem a queima do sacro cardo como rito cotidiano, havia ido direto ao café da manhã e, munido de um chá verde que pouco parecia estar fazendo para o acordar, Eirik decidiu se acomodar no Pátio até o início das aulas, sabendo que ali poderia observar as idas e vidas em busca do que–ou quem–procurava.
Deveria meditar, talvez aproveitar o tempo livre para fazer uma prece a Odin mas, em sua defesa, se o Allfather era quem o havia enviado o sonho, o estava dando licença para investigar. Observar as mãos de cada mulher que por ele passava era no mínimo peculiar, e Eirik fez seu melhor para o disfarçar: saberia quem ela era quando a visse, mas era importante não ser visto parecendo um tarado ou esquisitão. Acomodado em um dos bancos junto ao chafariz, a notou no lado imediatamente oposto tão logo se acomodou–Saija. Seu coração se sobressaltou como sempre fazia quando o assunto era ela. Apesar de a querer cumprimentar, sabia que não seria bem recebido, e optou por a observar em silêncio, se aproveitando do fato de que tinha os olhos fechados e não parecia notá-lo. Os minutos pareceram se prolongar até que por fim a viu despertar do transe e, ao vê-la tateando na direção da bolsa que trazia consigo, as peças do quebra-cabeças pareceram se encaixar. Sim, aquele era o momento que havia visto em seu sonho: para o confirmar, observou conforme ela levava o lenço adornado em dourado até o rosto.
Aquele era um excelente dia, pois pode ver em primeira-mão o exato momento em que ela notou as letras no canto do retângulo de seda e percebeu o quão familiares eram. Colocou-se de pé e cruzou a distância até ela, sabendo ser aquela a deixa perfeita–e talvez única–de lhe falar sem ser ignorado. ❛ Era você, então. ❜ Foi o que disse para quebrar o silêncio pois, bem, é claro que era ela–agora tudo fazia sentido, pois o magnetismo que Havilliard tinha sobre ele era algo só seu. ❛ Se eu soubesse, teria te tirado para dançar. ❜ Acrescentou com a sombra de um sorriso, a lembrança do baile agora um tanto menos incômoda ao saber que seus caminhos tinham se cruzado. Quando havia sido a última vez que tinham dançado? No seu aniversário de dezoito anos, talvez–na noite em que tudo tinha mudado. O tempo havia voado desde então.
ㅤㅤㅤA ponta dos dedos ainda estava sobre as iniciais douradas enquanto, inutilmente ela tentava se convencer de que aquelas iniciais nãopertenciam a quem ela acreditava pertencer. Não podia ser. Não quando ela havia prometido a si mesma nunca mais se aproximar dele após ele sumir de sua vida sem qualquer explicação, no entanto, ao ouvir a voz masculina teve a confirmação que tanto tentou fugir. Devagar, os olhos verdes se erguerem em direção a figura parada diante de si e seu coração pareceu parar de bater por alguns intantes. Fazia quanto tempo que não o olhava diretamente daquela forma? Claro que haviam se cruzado outras vezes no instituto, mas ela sempre dava um jeito de ignora-lo, afinal, o que mais podia fazer? Um coração partido não era exatamente fácil de curar.
ㅤㅤㅤ"Sim, era eu," tentou manter a voz firme ao responder. Utilizando o lenço que ainda estava sobre seu colo como desculpa, baixou os olhos novamente para o tecido e o dobrou, devagar, enquanto tentava organizar seus pensamentos. Mas era impossível ignorar a presença dele. Cada palavra, cada respiração parecia carregar o mesmo magnetismo avassalador que sempre a desconcertara. Saija amaldiçoava silenciosamente a forma como Hrafnkel ainda conseguia perturbar seu equilíbrio com tão pouco.
ㅤㅤㅤCom o lenço dobrado firmemente em sua mão, Saija se levantou, obrigando-se a encara-lo diretamente. A fala seguinte, porém, evocou memórias que ela vinha preferindo deixar ocultas em sua mente. Lembrou da última vez em que haviam dançado juntos. Por horas, giraram pela pista como se o mundo tivesse desaparecido, até que o cansaço finalmente os venceu. Decidiram buscar um lugar onde pudessem descansar, mesmo que por poucos minutos. Foi assim que acabaram na construção central do jardim da casa dele, uma estrutura imponente, cercada pelas flores mais belas e banhada apenas pela luz suave da lua. O silêncio daquela noite era tão intenso quanto o brilho nos olhos dele, e foi ali, entre as sombras e o perfume das flores, que seus lábios se tocaram pela primeira — e última — vez.
ㅤㅤㅤA lembrança queimava em sua mente com um misto de nostalgia e dor. Enquanto ela havia passado horas depois daquele momento tentando capturá-lo em uma pintura, usando o pigmento dourado que agora adornava o lenço em sua mão, Eirik, na mesma noite, havia traçado os planos que o levariam para longe, mudando tudo entre eles e acabando com tudo que ela havia imaginado até então. "Ironicamente, dessa vez quem sumiu antes uma conversa foi eu," graças a Frigg que parecia se agitar a cada segundo passado perto de Eirik, a resposta não havia saído com a quantidade de sarcasmo que havia planejado. Sem entender muito bem, Saija escolheu ignorar aquela agitação. Seus lábios se curvaram em um sorriso mínimo e ela estendeu a mão na direção dele, oferecendo-lhe o lenço dobrado sobre sua palma. "Agradeço pelo lenço, Hrafnkel. Impediu que meu vestido fosse arruinado." Falou de forma educada, esperando que ele pegasse o tecido de sua mão. Internamente, o nervosismo pulsava em seu peito, mas ela manteve a postura impecável, as emoções ocultas sob a máscara de cordialidade que aprendera a usar tão bem.
ㅤㅤㅤSaija mantinha as pernas cruzadas e a postura impecavelmente ereta enquanto esperava ser chamada para a sala de interrogatório. Reconhecia, obviamente, a gravidade do incêndio e o simbolismo do roubo do cálice para o reino, mas simplesmente não via sentido em ter sido convocada. Toda sua família, além de pelo menos dez empregados, poderiam confirmar seu paradeiro no momento do incidente. E quanto ao motivo? Qual razão plausível ela teria para destruir a academia militar? Sim, havia a constante tensão entre changelings e khajols, no entanto, para Saija, era totalmente irrelevante. Cada um tinha sua função no intrincado sistema que sustentava o reino, e ela estava muito ocupada para se importar com uma rivalidade que, em sua visão, não a afetava diretamente.
ㅤㅤㅤCom um suspiro inquieto, Saija descruzou as pernas e as trocou de posição, a impaciência crescendo dentro dela. Que demora!, pensou, os dedos tamborilando levemente no braço da cadeira. Sua distração foi interrompida por uma voz masculina. “Senhorita…” Seu rosto virou na direção da voz. “Saija,” respondeu de imediato, erguendo-se com elegância calculada. Não carregava mais o sobrenome da mãe, e muito menos gostava de ouvir o nome do falecido marido associado a ela. “A senhorita pode me acompanhar?” Com um breve aceno de concordância, seguiu o homem até a porta que ele apontara. Assim que cruzou o limiar, seus olhos percorreram o ambiente e um leve franzir de nariz escapou. Não esperava luxo em um lugar como aquele, mas também não imaginava sentir-se tão nitidamente como uma suspeita. A contragosto, ela se acomodou na cadeira em frente ao interrogador. Seus olhos imediatamente se fixaram no rosto dele — arredondado, quase comum, mas com uma expressão que parecia medir cada centímetro dela. Saija, por sua vez, manteve o queixo erguido e o olhar firme, determinada a não deixar transparecer qualquer traço de desconforto.
Onde você estava no momento em que o incêndio começou?
ㅤㅤㅤAo ouvir a primeira pergunta, ela sentiu a agitação de Týr no fundo de sua mente e precisou se conter para não dar uma resposta sarcástica. Aparentemente, o deus estava tão indignado quanto ela por ela ser tratada daquela forma. “Eu não sei o horário que o incêndio começou, mas passei toda a noite na casa da minha mãe, jantando e fazendo meus afazeres diários. Pelo menos quinze pessoas podem confirmar.”
Você notou algo incomum ou fora do lugar antes do incêndio, seja no comportamento de outras pessoas ou no castelo de Wülfhere?
ㅤㅤㅤSaija franziu a testa, lutando para encontrar algum sentido na pergunta que acabara de ouvir. O interrogatório em si era compreensível, dadas as circunstâncias, mas ela esperava algo minimamente condizente. Respirando fundo, escolheu suas palavras com cuidado. “Perdão, senhor, mas temo não saber como responder a essa pergunta. Estudo na academia dirigida por minha mãe, Hexwood, que, como o senhor deve saber, fica consideravelmente distante da academia militar.” Sua voz soou clara e controlada. O interrogador estreitou os olhos, lançando-lhe um olhar torto, provavelmente esperando alguma hesitação ou contradição. Mas Saija se manteve impassível, a postura tão ereta quanto sua determinação. Não era o tipo de mulher que se deixava intimidar por olhares zangados ou tentativas de pressão.
Você notou algum dos dragões agindo estranho no dia do incêndio?
ㅤㅤㅤTýr parecia inquieto, sua presença em sua mente pulsando com uma energia nervosa, enquanto Saija, por outro lado, lutava contra a vontade de rir. Aquela pergunta era para ser levada a sério? “Bom, não sei,” começou, um sorriso irônico brincando em seus lábios, “mas posso garantir que o que mantenho no meu jardim estava perfeitamente calmo.” Ela soltou um riso abafado e revirou os olhos, já imaginando a reprovação que sua mãe expressaria ao ouvir sobre sua resposta. Endireitando-se um pouco, completou com um tom mais direto: “Eu não tenho a menor ideia. Nunca tive qualquer contato com dragões.” Sua voz soava firme, mas o sarcasmo sutil era inegável, uma marca de sua personalidade que parecia se manifestar ainda mais quando estava sob pressão.
Você teve algum sonho ou pressentimento estranho antes de saber do incêndio?
ㅤㅤㅤ“Bom,” respondeu, um pouco pensativa “acho que nada que pudesse ter referência com o incêndio.” Havia tido alguns sonhos diferentes na semana em questão, mas nenhum deles parecia minimamente ligado ao incêndio e sim a situação que ela vivenciava com deuses em sua cabeça. Ela viu o cenho do interrogador se franzir levemente, no entanto, ele não perguntou mais nada sobre.
Você acha que o incêndio foi realmente um acidente, ou acredita que pode ter sido provocado por alguém? Quem se beneficiaria disso?
ㅤㅤㅤ“Isso se enquadra na categoria de perguntas que eu acredito não caber a mim responder,” disse de forma sincera, por mais que houvesse achado a pergunta absurda. “Mas se tratando de uma academia militar, acredito que as mesmas pessoas que possam ter provocado são as beneficiadas com o incêndio, então…” Ela ergueu os ombros, como se o final de sua fala fosse algo que eles pudessem deduzir por si próprios.
Na sua opinião, quem estaria mais interessado no desaparecimento do Cálice dos Sonhos e na interrupção do acesso ao Sonhār?
ㅤㅤㅤ“Essa é mais uma das perguntas que eu não me vejo suficientemente qualificada para responder,” disse no tom mais respeitoso que pôde. “O Império certamente possui inimigos, e certamente não cabe a mim nomeá-los quando existem pessoas muito mais qualificadas do que eu para fazê-lo.” Ela suspirou, visivelmente descontente de ainda estar ali. “Não quero ser desrespeitosa, mas eu já posso ir? Não gosto de espaços fechados assim,” argumentou. A verdade é que Týr parecia cada vez mais próximo de assumir o controle de suas ações, mas ela não queria ter que explicar mais aquilo ao desconhecido. Quando o mesmo assentiu, Saija se levantou e saiu da sala o mais rápido que pôde.
ㅤㅤㅤEra um daqueles dias em que Týr e Frigg pareciam determinados a enlouquecê-la. Desde que a notícia do roubo da pira chegara aos ouvidos de Saija, os deuses dentro dela iniciaram um debate acalorado, suas vozes ecoando incessantemente em sua mente. A disputa divina trouxe consigo uma maré de mudanças de humor imprevisíveis e uma sensação de ansiedade constante. Saija lutava para manter o controle, mas ainda encontrava grande dificuldade em bloquear as influências divinas nesses momentos de conflito intenso. A presença deles não era apenas perturbadora; era uma batalha interna que drenava sua energia e sanidade, deixando-a à beira do colapso enquanto tentava equilibrar as exigências dos deuses e a realidade que a cercava.
ㅤㅤㅤAssim que encontrou um banco livre, Saija se deixou cair sobre ele, exausta, e fechou os olhos por alguns instantes. Tentou aplicar as técnicas de meditação que aprendera nas aulas, concentrando-se na respiração e na quietude interior. Contudo, a tarefa de acalmar os ânimos dos deuses dentro de si era árdua, uma batalha constante que já se tornara familiar. Quando finalmente abriu os olhos, sentiu o pescoço levemente úmido pelo suor causado pelo sol quente. Com um suspiro, abriu a bolsa e retirou um lenço de tecido fino, pressionando-o suavemente contra a pele, na tentativa de recuperar um pouco de conforto e compostura.
ㅤㅤㅤQuando estava prestes a guardá-lo, Saija notou algo estranho: aquele não era um lenço como os que costumava carregar. Intrigada, desdobrou-o lentamente, deixando o tecido repousar esticado em seu colo. Os dedos deslizaram cautelosos pelos detalhes dourados que adornavam as bordas, sentindo a maciez do tecido e registrando o trabalho único empregado no bordado. Uma familiaridade perturbadora tomou conta dela. A lembrança da cor trouxe à mente uma pintura escondida nas profundezas de seu guarda-roupa, onde os mesmos tons dourados reluziam. Pouco a pouco, memórias da noite em que o lenço lhe fora ofertado começaram a emergir, e a imagem da pessoa que o entregara se formou claramente em sua mente. "Ah, não…" murmurou, enquanto os dedos deslizaram pelas iniciais "E.H." bordadas delicadamente no tecido.
" Pare aí mesmo! " avisou antes que MUSE se aproximasse ainda mais e lhe tirasse completamente a concentração, seus olhos sequer tinham se erguido das páginas a sua frente, mas ela sentia a presença da outra pessoa como uma sombra, prestes a lhe tirar do sério. " sugiro que pense bem na pergunta que vai me fazer, pois se ela for muito idiota, minha resposta pode não ser tão satisfatória. " para não dizer mal criada, já que o que Niamh menos tinha era paciência para perguntas que ela julgava estupidas.
Com o cenho levemente franzido e uma expressão levemente incomodada devido a estranha ausência de lugares vagos, ela caminhava em busca de algum espaço. Quando encontrou uma cadeira livre, percebeu que os pertences de uma outra pessoa estavam sobre ela. Notando que havia uma garota ao lado, imaginou que a bolsa pudesse pertencer a ela, mas antes que pudesse dizer algo, foi pega pela fala um tanto quanto grosseira, fazendo com que suas sobrancelhas se arqueassem levemente. "Ia perguntar se a bolsa na cadeira é sua e se podia retira-la, tem poucos lugares disponíveis hoje e estou um pouco cansada de carregar esse livro já." Um sorriso divertido despontou em seus lábios. "Será que é suficientemente inteligente para que eu receba uma resposta minimamente satisfatória?"
name: saija morwenna havilliard
age: 25 yo
height: 168 cm
sexual orientation: bissexual
birthday: 10/11
zodiac: scorpio sun, aquarius rising, leo moon
aliagment: neutral chaotic
MBTI: INTP
seon: Cahir
atividades extras: meditação e harmonização divina e duelo mágico.
𝐫𝐞𝐬𝐮𝐦𝐨: É a segunda filha da diretora do Instuto de Artes Mágicas de Hexwood. Viveu boa parte da vida como uma sombra da irmã até que quando completou dezoito anos e foi escolhida por Týr, um deus importante, e passou a dividir as atenções com a irmã mais velha. Quando completou vinte e dois, foi prometida em casamento para um homem que detestava, por isso que no dia da cerimônia, correu para floresta pedir que os deuses a livrassem do casamento, e foi atendida por Frigga, que matou o noivo, deixando Saija com todas suas riquezas e imagem impecável, uma vez que a mãe, utilizando de toda sua influência, conseguiu abafar o escândalo acerca da morte do quase marido de Saija. Entretanto, após atender as preces de Saija, Frigga resolveu reivindica-la, junto de Týr, e atualmente os dois deuses brigam entre si para ver quem terá o controle total de Saija. (história completa aqui)
𝐩𝐞𝐫𝐬𝐨𝐧𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞: seu humor é bastante inconstante, tendendo a variações de acordo com o quão bem os deuses em sua cabeça estão convivendo entre si no dia. Mas, em um contexto geral, é uma mulher bastante inteligente, sendo facilmente levada por conversas de cunho filosófico e político. Odeia ser colocada como inferior, principalmente se for devido ao seu gênero, mas sabe reconhecer sua própria ignorância quando necessário. É completamente desapegada de objetos, mas o mesmo não se estende a pessoas, por isso que mesmo sendo expansiva e fácil de conversar, mantém próximos um número relativamente pequeno de pessoas, pois prefere evitar situações onde seu ciúme possa causar conflitos o máximo possível.
𝐇𝐄𝐀𝐃𝐂𝐀𝐍𝐎𝐍𝐒
Mesmo que o casamento não tenha ido além da assinatura dos papéis, Saija manteve o sobrenome do marido para que as terras e demais posses do mesmo ficassem sobre seu domínio e também porque a mãe a orientou a fazê-lo. No entanto, ela detesta o sobrenome que carrega e só o usa em situações de extrema necessidade.
Desde o enterro do falecido, Saija adotou um estilo que refletia sua nova posição e confiança. Passou a vestir-se em tons mais escuros, deixando para trás os tecidos pálidos e discretos de antes. Agora, usava decotes mais ousados e não hesitava em explorar sua sensualidade, ainda que sem ultrapassar os limites do que era considerado adequado. Sua maquiagem tornara-se mais marcante, destacando seus olhos e o contorno do rosto, realçando a confiança recém-descoberta. (player talk: a diva é apaixonada por um batom vermelho e olho bem marcado)
Diferentemente de Saija, seu seon não faz a menor questão de esconder a instabilidade de suas emoções. Originalmente Cahir era uma bola de luz roxa que mudava timidamente de coloração, visto que Saija sempre possuiu um humor bastante estável, ainda mais para uma hospedeira de Týr. No entanto, desde que Frigga passou a habitar sua mente junto de Týr, o seon se tornou um amontoado de cores emitindo constantemente pontos luminosos que podem significar tanto os dois deuses discutindo na mente de Saija como as próprias emoções da khajol.
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